O papa Bento XVI reza nesta Sexta-Feira Santa (6/4) com um gostinho de vitória na boca. Preparando-se para a sua primeira viagem ao Brasil em maio, o filósofo e teólogo Joseph Ratzinger acumula forças para arrasar de vez a Teologia da Libertação, inimigo que combateu durante os mais de 20 anos em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santa Inquisição).
A recente condenação da obra do teólogo salvadorenho de origem espanhola, Jon Sobrino, foi mais um sinal de que no pontificado de Bento XVI não haverá espaço para a esquerda defensora dos mais pobres.
No dia 14 de março, a Congregação para Doutrina da Fé publicou uma Notificação alertando para os erros contidos na obra de Sobrino. “Suas proposições não estão em conformidade com a doutrina da Igreja”, justifica a nota. A Notificação é a primeira medida desse tipo tomada por Ratzinger desde que foi eleito papa em abril de 2005.
No Direito Canônico, a Notificação significa que o teólogo poderá ser impedido de dar aulas ou publicar livros. As sanções são dadas pelos bispos locais ou pelas instituições, nas quais o notificado está ligado. A pena não é tão dura como ser queimado na fogueira, mas, para quem professou o catolicismo durante toda a vida, o silêncio é um golpe quase de morte.
A Notificação foi assinada em “procedimento urgente” pelo cardeal William Levada, prefeito da Doutrina da Fé, que substituiu Ratzinger no cargo. Como cardeal, o papa perseguiu teólogos críticos e aplicou sanções aos padres da Teologia da Libertação, entre eles o brasileiro Leonardo Boff e o suíço-alemão Hans Kung.
Duas obras de Jon Sobrino, Jesus Cristo libertador, Leitura histórica-teólogica de Jesus de Nazaré e A fé em Jesus Cristo. Ensaio desde as vítimas (A fé), foram examinadas pela Congregação “por causa dos erros e imprecisões neles encontrados”.
“A relação de Jesus com Deus não se expressa corretamente dizendo que era um fiel como nós. Pelo contrário, é precisamente a intimidade e o conhecimento direto e imediato que ele tem do Pai o que lhe permite revelar aos homens o mistério do amor divino”, sentenciou a Congregação, que em 2001 decidiu estudar com mais profundidade os textos do teólogo.
Teologia da Libertação
Sobrino, de 68 anos, mora desde 1957 em El Salvador, onde participou da fundação da Universidade Centro-Americana. Nascido em Barcelona (Espanha) em 1938, sobreviveu ao massacre cometido pelo Exército salvadorenho em 1980 na UCA, que matou vários religiosos. Ele estava estudando na Tailândia.
O teólogo era amigo do monsenhor Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado por militares na ocasião. Ele é um dos grandes expoentes da Teologia da Libertação, o movimento de origem latino-americana que uniu a defesa dos valores cristãos à luta pelos direitos dos desfavorecidos.
A condenação ao famoso teólogo acontece dois meses antes da primeira visita do papa à América Latina para inaugurar a assembléia geral da 5ª Conferência Episcopal Latino-Americana, que acontecerá no Brasil de 13 a 30 de maio. Para o jornal El País, o castigo ensombrece a visita do papa. Ratzinger, quando foi bispo de Munique, financiou a tradução da tese de doutorado de Sobrino para o alemão.
Segundo o teólogo Leonardo Boff, a Notificação é uma reação de grupos do Vaticano que guardam rancor à Teologia da Libertação. Por trás do grupo estariam os poderosos cardeais colombianos Alfonso Lopez Trujillo e Dario Castrillon Hoyos, o cardeal mexicano Barragan e o bispo brasileiro Dom Karl Josef Romer, que montou o processo judicial contra Boff.
Já o mítico bispo espanhol Pere Casaldàliga i Pla, em nota de desagravo, afirma que a Notificação é sintomática “porque um cardeal da Cúria romana já tinha declarado que antes de Aparecida estaria liquidada a Teologia da Libertação”. O bispo São Félix do Araguaia (MT) pergunta ao Vaticano o que é verdade religiosa. “A verdade, Pilatos, é estar do lado dos pobres”, responde lembrando a frase que Jesus Cristo diz no momento em que Poncio Pilato lava as mãos.
Para o vaticanista Ignazio Ingrao, a punição tem como objetivo mandar uma mensagem de advertência a todos integrantes da teologia na América Latina. Ele lembrou que o processo começou em 2001 e foi assinada pelo papa no final de 2006. Ingrao afirma que a punição pode influenciar decisões da Conferência Episcopal.
Veja a notificação
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTIFICAÇÃO sobre as obras do P. Jon SOBRINO S.I.:
Jesucristo liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret (Madrid, 1991) e La fe en Jesucristo. Ensayo desde las víctimas (San Salvador, 1999).
Introdução
1. Após um primeiro exame dos volumes Jesucristo liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret (Jesucristo) e La fe en Jesucristo. Ensayo desde las víctimas (La fe), do Rev.do P. Jon Sobrino S.I., a Congregação para a Doutrina da Fé, dadas as inexactidões e erros neles encontrados, decidiu, em Outubro de 2001, proceder a um ulterior e mais aprofundado estudo das ditas obras. Dada a ampla divulgação desses escritos e a utilização dos mesmos em Seminários e outros centros de estudo, sobretudo da América Latina, a Congregação achou por bem aplicar a esse estudo o “procedimento urgente” previsto nos artigos 23-27 da Agendi Ratio in Doctrinarum Examine.
Como resultado desse exame, no mês de Julho de 2004 foi enviado ao Autor, através do Rev.do P. Peter Hans Kolvenbach S.I., Superior Geral da Companhia de Jesus, uma série de proposições erróneas ou perigosas encontradas nos referidos livros.
No mês de Março de 2005 o P. Jon Sobrino enviou à Congregação uma “Respuesta al texto de la Congregación para la Doutrina de la Fe”, que foi examinada na Sessão Ordinária de 23 de Novembro de 2005. Verificou-se que, embora o Autor tivesse parcialmente mitigado nalguns pontos o seu pensamento, a Respuesta não satisfez, já que, na substância, permaneciam os erros que tinham justificado o envio do elenco de proposições acima dito. A Congregação para a Doutrina da Fé, apreciando a preocupação do Autor com a sorte dos pobres, sente todavia o dever de advertir que as mencionadas obras do P. Sobrino apresentam, em certos pontos, notáveis divergências com a fé da Igreja.
Por isso, decidiu-se publicar a presente Notificação para poder oferecer aos fiéis um critério seguro de avaliação, baseado na doutrina da Igreja, sobre afirmações feitas nos livros citados ou noutras publicações do Autor. É verdade que, em certas ocasiões, as proposições erróneas se situam em contextos onde existem outras expressões que parecem contradizê-las [cf., por exemplo, a seguir, no n. 6], o que porém não permite justificá-las. Não pretendendo a Congregação julgar as intenções subjectivas do Autor, sente-se ela porém no dever de chamar a atenção para certas proposições que não são conformes à doutrina da Igreja. Tais proposições têm a ver com: 1) os pressupostos metodológicos enunciados pelo Autor, onde ele funda a sua reflexão teológica, 2) a divindade de Jesus Cristo, 3) a encarnação do Filho de Deus, 4) a relação entre Jesus Cristo e o Reino de Deus, 5) a auto-consciência de Jesus Cristo e 6) o valor salvífico da sua morte.
I. Pressupostos metodológicos.
2. No seu livro Jesucristo liberador, o P. Jon Sobrino afirma: “La cristología latinoamericana […] determina que su lugar, como realidad sustancial, son los pobres de este mundo, y esta realidad es la que debe estar presente y transir cualquier lugar categorial donde se lleva a cabo” (p. 47). E acrescenta: “Los pobres cuestionan dentro de la comunidad la fe cristológica y le ofrecen su dirección fundamental” (p. 50); a “Iglesia de los pobres es […] el lugar eclesial de la cristología, por ser una realidad configurada por los pobres” (p. 51). “El lugar social, es pues, el más decisivo para la fe, el más decisivo para configurar el modo de pensar cristológico y el que exige y facilita la ruptura epistemológica” (p. 52).
Reconhecendo o apreço que merece a preocupação pelos pobres e oprimidos, nas citadas frases, esta “Igreja dos pobres” situa-se no lugar que corresponde ao lugar teológico fundamental, que é só a fé da Igreja; é nela onde qualquer outro lugar teológico encontra a sua correcta colocação epistemológica.
O lugar eclesial da cristologia não pode ser a “Igreja dos pobres” mas a fé apostólica transmitida pela Igreja a todas as gerações. O teólogo, pela sua particular vocação na Igreja, deve ter constantemente presente que a teologia é ciência da fé. Outros pontos de partida para o trabalho teológico correm o risco da arbitrariedade, acabando por desvirtuar os conteúdos da própria fé[1].
3. A falta da devida atenção às fontes, apesar de o Autor afirmar que as considera “normativas”, leva aos problemas concretos da sua teologia, a que mais adiante nos referiremos. De facto, nem sempre se presta a devida atenção sobretudo às afirmações do Novo Testamento sobre a divindade de Cristo, a sua consciência filial e o valor salvífico da sua morte. Nos números a seguir abordaremos essas questões.
Surpreende também o modo como o Autor trata os grandes Concílios da Igreja antiga, que, no seu entender, ter-se-iam afastado progressivamente dos conteúdos do Novo Testamento. Por exemplo, afirma-se: “Estos textos son útiles teológicamente, además de normativos, pero son también limitados y aun peligrosos, como hoy se reconoce sin dificultad” (La fe, 405-406). Há que reconhecer certamente o carácter limitado das fórmulas dogmáticas, que não exprimem nem podem exprimir tudo o que está contido nos mistérios da fé, e que devem ser interpretadas à luz da Sagrada Escritura e da Tradição. Não tem porém nenhum fundamento falar da periculosidade de tais fórmulas, enquanto interpretações autênticas do dado revelado.
O progresso dogmático dos primeiros séculos da Igreja, incluídos os grandes Concílios, é considerado pelo P. Sobrino como ambíguo e até negativo. Não é que ele negue o carácter normativo das formulações dogmáticas, mas, no conjunto, não lhes dá valor, a não ser no âmbito cultural em que surgiram. Para ele, não importa que o sujeito transtemporal da fé seja a Igreja crente e que os pronunciamentos dos primeiros Concílios tenham sido aceites e vividos por toda a comunidade eclesial. A Igreja continua a professar o Credo que vem dos Concílios de Niceia (ano de 325) e Constantinopolitano I (ano de 381). Os primeiros quatro Concílios ecuménicos foram aceites pela grande maioria das Igrejas e comunidades eclesiais do Oriente e do Ocidente. Se usaram os termos e conceitos da cultura do seu tempo não foi para se conformar com essa cultura; os Concílios não foram uma helenização do Cristianismo, mas precisamente o contrário. Com a inculturação da mensagem cristã, a própria cultura grega sofreu uma transformação a partir de dentro e pôde tornar-se um instrumento para a defesa da verdade bíblica.
II. A divindade de Jesus Cristo.
4. Diversas afirmações do Autor tendem a diminuir o alcance das passagens do Novo Testamento que afirmam que Jesus é Deus: “Jesús está íntimamente ligado a Dios, con lo cual su realidad habrá que expresarla de alguna forma como realidad que es de Dios (cf. Jn 20,28)” (La fe, 216). Em referência a Jo 1,1 afirma-se: “Con el texto de Juan […] de ese logos no se dice todavía, en sentido estricto, que sea Dios (consustancial al Padre), pero de él se afirma algo que será muy importante para llegar a esta conclusión, su preexistencia, la cual no connota algo puramente temporal, sino que dice relación con la creación y relaciona al logos con la acción específica de la divinidad” (La fe, 469). Segundo o Autor, no Novo Testamento não se afirma claramente a divindade de Jesus, mas apenas se estabelecem os seus pressupostos: “En el Nuevo Testamento […] hay expresiones que, en germen, llevarán a la confesión de fe en la divinidad de Jesús” (La fe, 468-469). “En los comienzos no se habló de Jesús como Dios ni menos de la divinidad de Jesús, lo cual sólo acaeció tras mucho tiempo de explicación creyente, casi con toda probabilidad después de la caída de Jerusalén” (La fe, 214).
Sustentar que em Jo 20,28 se afirma que Jesus é “de Deus” é um erro evidente, uma vez que, na mesma passagem, é chamado “Senhor” e “Deus”. Igualmente, em Jo 1,1, diz-se que o Logos é Deus. Em muitos outros textos, fala-se de Jesus como Filho e como Senhor[2]. A divindade de Jesus foi objecto da fé da Igreja desde o início, muito antes que no Concílio de Niceia se proclamasse a sua consubstancialidade ao Pai. O facto de não empregar este termo não significa que não se afirme a divindade de Jesus no sentido estrito, contrariamente a quanto o Autor parece insinuar.
Ao asserir que a divindade de Jesus só teria sido afirmada após muito tempo de reflexão crente e que no Novo Testamento só se fala dela “em gérmen”, o Autor evidentemente não a nega, mas não a afirma com a devida clareza e leva a suspeitar que a evolução dogmática, que, segundo ele, assume características ambíguas, tenha chegado a essa formulação sem uma clara continuidade com o Novo Testamento.
A divindade de Jesus é, porém, claramente testemunhada nas passagens do Novo Testamento a que nos referimos. As numerosas declarações conciliares nesse sentido[3] estão em continuidade com quanto no Novo Testamento se afirma de maneira explícita e não apenas “em gérmen”. A confissão da divindade de Jesus Cristo é um ponto absolutamente essencial da fé da Igreja desde as suas origens e é testemunhada desde o Novo Testamento.
III. A encarnação do Filho de Deus.
5.O P. Sobrino escreve: “Desde una perspectiva dogmática debe afirmarse, y con toda radicalidad, que el Hijo (la segunda persona de la Trinidad) asume toda la realidad de Jesús, y aunque la fórmula dogmática nunca explica el hecho de ese ser afectado por lo humano, la tesis es radical. El Hijo experimenta la humanidad, la vida, el destino y la muerte de Jesús” (Jesucristo, 308).
Nesta passagem, o Autor estabelece uma distinção entre o Filho e Jesus que leva o leitor a pensar na presença de dois sujeitos em Cristo: o Filho assume a realidade de Jesus; o Filho experimenta a humanidade, a vida, o destino e a morte de Jesus. Não resulta claro que o Filho é Jesus e que Jesus é o Filho. No teor literal destas frases, o P. Sobrino reflecte a chamada teologia do homo assumptus, que é incompatível com a fé católica, a qual afirma a unidade da pessoa de Jesus Cristo nas duas naturezas, divina e humana, segundo as formulações dos Concílios de Éfeso[4] e sobretudo de Calcedónia, que afirma: “… ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho e Senhor nosso Jesus Cristo: perfeito na divindade e perfeito na humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem de alma racional e corpo; consubstancial ao Pai segundo a divindade, e consubstancial a nós segundo a humanidade, em tudo semelhante a nós excepto no pecado (cf. Heb 4,15), gerado pelo Pai antes dos séculos segundo a divindade e nos últimos dias, para nós e para a nossa salvação, no seio de Maria Virgem, a mãe de Deus, segundo a humanidade; que se deve reconhecer um só e mesmo Cristo Senhor, Filho unigénito em duas naturezas, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação”[5]. Da mesma maneira se exprimiu o Papa Pio XII na Encíclica Sempiternus Rex: “… o Concílio de Calcedónia, plenamente de acordo com o de Éfeso, afirma com meridiana clareza que ambas as naturezas do nosso Redentor estão unidas ‘em uma só pessoa e subsistência’ e proíbe pôr em Cristo dois indivíduos, de modo que se coloque junto ao Verbo um como ‘homem assumido’, dotado de inteira autonomia própria”[6].
6. Uma outra dificuldade na visão cristológica do P. Sobrino vem da sua insuficiente compreensão da communicatio idiomatum. Segundo ele, de facto, “la comprensión adecuada de la communicatio idiomatum sería la siguiente: lo humano limitado se predica de Dios, pero lo divino ilimitado no se predica de Jesús” (La fe, 408; cf. 500).
Ora, a unidade da pessoa de Cristo “em duas naturezas”, que o Concílio de Calcedónia afirma, tem como consequência imediata a chamada communicatio idiomatum, ou seja, a possibilidade de atribuir as propriedades da divindade à humanidade e vice-versa. Graças a essa possibilidade, já o Concílio de Éfeso definiu que Maria era theotókos: “Se alguém não confessar que o Emanuel é verdadeiramente Deus e que, por isso, a santa Virgem é mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne o Verbo de Deus feito carne, seja anátema”[7]. “Se alguém atribui a duas pessoas ou a duas hipóstases as expressões contidas nos escritos evangélicos e apostólicos ou ditas pelos Santos sobre Cristo ou que Este atribui a Si mesmo, e atribui umas ao homem, considerado propriamente como distinto do Verbo de Deus, e outras, por serem dignas de Deus, somente ao Verbo de Deus Pai, seja anátema”[8]. Como facilmente se deduz destes textos, a communicatio idiomatum aplica-se nos dois sentidos, o humano é atribuído a Deus e o divino ao homem. Já o Novo Testamento afirma que Jesus é Senhor[9], e que todas as coisas foram criadas por meio d’Ele[10]. Na linguagem cristã, pode-se dizer e diz-se, por exemplo, que Jesus é Deus, que é criador e omnipotente. E o Concílio de Éfeso aprovou o costume de chamar Maria mãe de Deus. Não é portanto correcto dizer que não se atribui a Jesus o divino ilimitado. Tal afirmação do Autor só poderia compreender-se no contexto da cristologia do homo assumptus, em que não é clara a unidade da pessoa de Jesus: é evidente que não se poderiam atribuir a uma pessoa humana os atributos divinos. Ora, esta cristologia não é absolutamente compatível com a doutrina dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia sobre a unidade da pessoa em duas naturezas. A compreensão da communicatio idiomatum que o Autor apresenta revela, por conseguinte, uma concepção errada do mistério da encarnação e da unidade da pessoa de Jesus Cristo.
IV. Jesus Cristo e o Reino de Deus
7. O P. Sobrino tem uma visão peculiar sobre a relação entre Jesus e o Reino de Deus. É um ponto de particular interesse nas suas obras. Segundo o Autor, a pessoa de Jesus, como mediador, não se pode absolutizar, mas há que contemplá-la na sua relacionalidade para o reino de Deus, considerado evidentemente como algo de distinto do próprio Jesus:
“Esta relacionalidad histórica la analizaremos después en detalle, pero digamos ahora que este recordatorio es importante […] cuando se absolutiza al mediador Cristo y se ignora su relacionalidad constitutiva hacia la mediación, el reino de Dios” (Jesucristo, 32).
“Ante todo, hay que distinguir entre mediador y mediación de Dios. El reino de Dios, formalmente hablando, no es otra cosa que la realización de la voluntad de Dios para este mundo, a lo cual llamamos mediación. A esa mediación […] está asociada una persona (o grupo) que la anuncia e inicia, y a ello llamamos mediador. En este sentido puede y debe decirse que, según la fe, ya ha aparecido el mediador definitivo, último y escatológico del reino de Dios, Jesús […]. Desde esta perspectiva pueden entenderse también las bellas palabras de Orígenes al llamar a Cristo la autobasileia de Dios, el reino de Dios en persona, palabras importantes que describen bien la ultimidad del mediador personal del reino, pero peligrosas si adecúan a Cristo con la realidad del reino” (Jesucristo, 147).
“Mediador y mediación se relacionan, pues, esencialmente, pero no son lo mismo. Siempre hay un Moisés y una tierra prometida, un Monseñor Romero y una justicia anhelada. Ambas cosas, juntas, expresan la totalidad de la voluntad de Dios, pero no son lo mismo” (Jesucristo, 147).
Por outro lado, a condição de mediador de Jesus vem-lhe só da sua humanidade: “La posibilidad de ser mediador no le viene, pues, a Cristo de una realidad añadida a lo humano sino que le viene del ejercicio de lo humano” (La fe, 253).
É verdade que o Autor afirma a existência de uma relação especial entre Jesus Cristo (mediador) e o Reino de Deus (mediação), enquanto Jesus é o mediador definitivo, último e escatológico do Reino. Porém, nas passagens citadas, Jesus e o Reino distinguem-se de tal maneira que o vínculo entre ambos fica destituído do seu conteúdo peculiar e da sua singularidade. Não se explica correctamente o nexo essencial que existe entre o mediador e a mediação, para usar as suas próprias palavras. Por outro lado, ao afirmar-se que Cristo recebe do exercício humano a possibilidade de ser mediador, exclui-se que a sua condição de Filho de Deus tenha relevância para a sua missão mediadora.
Não basta falar de uma conexão íntima ou de uma relação constitutiva entre Jesus e o Reino ou de uma “ultimidade do mediador”, se este nos remete para algo que lhe é distinto. Jesus Cristo e o Reino, num certo sentido, identificam-se: na pessoa de Jesus, o Reino já se fez presente. Uma tal identidade foi posta em realce desde a época patrística[11]. O Papa João Paulo II afirma na Encíclica Redemptoris Missio: “Sobre o anúncio de Jesus Cristo, com o Qual o Reino de Deus se identifica, se concentra a pregação da Igreja primitiva”[12]. “Cristo não só anunciou o Reino, mas, n’Ele, o próprio Reino se tornou presente e plenamente se realizou”[13]. “O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa […], mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível. Se separarmos o Reino, de Jesus, ficaremos sem o Reino de Deus por Ele pregado”[14].
Por outro lado, a singularidade e unicidade da mediação de Cristo foi sempre afirmada na Igreja. Graças à sua condição de “Filho unigénito de Deus”, Ele é a “auto-revelação definitiva de Deus”[15]. Por isso, a sua mediação é única, singular, universal e insuperável: “… pode e deve dizer-se que Jesus Cristo tem para o género humano e para a sua história um significado e um valor singulares e únicos, só a Ele próprios, exclusivos, universais e absolutos. Jesus é, de facto, o Verbo de Deus feito homem para a salvação de todos”[16].
V. A auto-consciência de Jesus Cristo.
8. O P. Sobrino afirma, citando L. Boff, que “Jesús fue un extraordinario creyente y tuvo fe. La fe fue el modo de existir de Jesús” (Jesucristo, 203). E, da sua parte, acrescenta: “Esta fe describe la totalidad de la vida de Jesús” (Jesucristo, 206). O Autor justifica a sua posição recorrendo ao texto de Heb 12,2: “En forma lapidaria la carta [a los Hebreos] dice con una claridad que no tiene paralelo en el Nuevo Testamento que Jesús se relacionó con el misterio de Dios en la fe. Jesús es el que ha vivido originariamente y en plenitud la fe (12,2)” (La fe, 256). Acrescenta porém: “Por lo que toca a la fe, Jesús es presentado, en vida, como un creyente como nosotros, hermano en lo teologal, pues no se le ahorró el tener que pasar por ella. Pero es presentado también como hermano mayor, porque vivió la fe originariamente y en plenitud (12,2). Y es el modelo, aquel en quien debemos tener los ojos fijos para vivir nuestra propia fe” (La fe, 258).
A relação filial de Jesus com o Pai, na sua singularidade irrepetível, não aparece com clareza nas passagens citadas. Pelo contrário, tais afirmações levam a excluí-la. Tendo presente o conjunto do Novo Testamento, não se pode dizer que Jesus seja “um crente como nós”. No evangelho de João, fala-se da “visão” que Jesus tem do Pai: “Aquele que veio de Deus, este viu o Pai”[17]. Do mesmo modo, a intimidade única e singular de Jesus com o Pai encontra-se afirmada nos evangelhos sinópticos [18].
A consciência filial e messiânica de Jesus é a consequência directa da sua ontologia de Filho de Deus feito homem. Se Jesus fosse um crente como nós, mesmo de maneira exemplar, não podia ser o revelador verdadeiro que nos mostra o rosto do Pai. São evidentes as ligações deste ponto com quanto se disse no n. IV sobre a relação de Jesus com o Reino, e se dirá depois no n. VI sobre o valor salvífico que Jesus atribuiu à sua morte. Na reflexão do Autor desaparece, de facto, o carácter único da mediação e da revelação de Jesus, que fica assim reduzido à condição de revelador, atribuível aos profetas ou aos místicos.
Jesus, o Filho de Deus feito carne, tem um conhecimento íntimo e imediato do seu Pai, uma “visão” que certamente vai para além da fé. A união hipostática e a sua missão de revelação e redenção requerem a visão do Pai e o conhecimento do seu plano de salvação. É o que indicam os textos evangélicos já citados.
Esta doutrina já foi expressa em diversos textos do Magistério recente: “Esse amorosíssimo conhecimento que o divino Redentor de nós teve desde o primeiro instante da sua encarnação, excede tudo quanto a razão humana pode alcançar; pois que Ele, pela visão beatífica de que gozou apenas concebido no seio da Mãe Santíssima, tem continuamente presente todos os membros do seu Corpo Místico e a todos abraça com amor salvífico”[19].
Com uma terminologia algo diferente, também insiste na visão do Pai o Papa João Paulo II: “Os seus olhos [os de Jesus] permanecem fixos no Pai. Precisamente pelo conhecimento e experiência que só Ele tem de Deus, mesmo neste momento de obscuridade Jesus vê claramente a gravidade do pecado e isso mesmo fá-l’O sofrer. Só Ele, que vê o Pai e por isso rejubila plenamente, avalia profundamente o que significa resistir com o pecado ao seu amor”[20].
Também o Catecismo da Igreja Católica fala do conhecimento imediato que Jesus tem do Pai: “É o caso, em primeiro lugar, do conhecimento íntimo e imediato que o Filho de Deus feito homem tem do seu Pai”[21]. “Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar”[22].
Não se exprime correctamente a relação de Jesus com Deus dizendo que era um crente como nós. Ao contrário, é precisamente a intimidade e o conhecimento directo e imediato que Ele tem do Pai que Lhe permitem revelar aos homens o mistério do amor divino. Só assim Ele nos pode introduzir nesse mistério.
VI. O valor salvífico da morte de Jesus.
9. Algumas afirmações do P. Sobrino levam a pensar que, segundo ele, Jesus não atribuiu à sua morte um valor salvífico: “Digamos desde el principio que el Jesús histórico no interpretó su muerte de manera salvífica, según los modelos soterilógicos que, después, elaboró el Nuevo Testamento: sacrificio expiatorio, satisfacción vicaria […]. En otras palabras, no hay datos para pensar que Jesús otorgara un sentido absoluto trascendente a su propia muerte, como hizo después el Nuevo Testamento” (Jesucristo, 261). “En los textos evangélicos no se puede encontrar inequívocamente el significado que Jesús otorgó a su propia muerte” (ibidem). “… puede decirse que Jesús va a la muerte con confianza y la ve como último acto de servicio, más bien a la manera de ejemplo eficaz y motivante para otros que a la manera de mecanismo de salvación para otros. Ser fiel hasta el final, eso es ser humano” (Jesucristo, 263).
Num primeiro momento, a afirmação do Autor parece limitada, no sentido que Jesus não teria atribuído um valor salvífico à sua morte com as categorias que o Novo Testamento viria a usar depois. A seguir, porém, se afirma que não há dados para pensar que Jesus deu um sentido absoluto transcendente à sua própria morte. Diz-se apenas que vai para a morte com confiança e lhe atribui um valor de exemplo motivante para outros. Assim sendo, as numerosas passagens do Novo Testamento que falam do valor salvífico da morte de Cristo[23] ficam destituídas de toda a ligação com a consciência de Cristo durante a sua vida mortal. Não se tomam devidamente em consideração as passagens evangélicas onde Jesus atribui à sua morte um significado em ordem à salvação; de modo especial Mc 10,45 (Mt 20,28): “o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e a dar a vida como resgate de muitos”; e as palavras da instituição da Eucaristia: “Este é o meu sangue da aliança, que será derramado por muitos”[24]. Mais uma vez aparece aqui a dificuldade, atrás mencionada, do uso que o P. Sobrino faz do Novo Testamento. Os dados neo-testamentários são substituídos por uma hipotética reconstrução histórica, que é errada.
10. O problema, porém, não se circunscreve à consciência com que Jesus teria enfrentado a sua morte e ao significado que lhe teria dado. O P. Sobrino expõe também o seu ponto de vista sobre o significado soteriológico a atribuir à morte de Cristo: “Lo salvífico consiste en que ha aparecido sobre la tierra lo que Dios quiere que sea el ser humano […]. El Jesús fiel hasta la cruz es salvación, entonces, al menos en este sentido: es revelación del homo verus, es decir, de un ser humano en el que resultaría que se cumplen tácticamente las características de una verdadera naturaleza humana […]. El hecho mismo de que se haya revelado lo humano verdadero contra toda expectativa, es ya buena noticia, y por ello, es ya en sí mismo salvación […]. Según esto, la cruz de Jesús como culminación de toda su vida puede ser comprendida salvíficamente. Esta eficacia salvífica se muestra más bien a la manera de la causa ejemplar que de la causa eficiente. Pero no quita esto que no sea eficaz […]. No se trata pues de causalidad eficiente, sino de causalidad ejemplar” (Jesucristo, 293-294).
É verdade que se deve reconhecer todo o valor à eficácia do exemplo de Cristo, que o Novo Testamento explicitamente menciona[25]. É uma dimensão da soteriologia a não esquecer. Porém, não se pode reduzir a eficácia da morte de Jesus ao exemplo, ou, segundo as palavras do Autor, à aparição do homo verus, fiel a Deus até à cruz. O P. Sobrino usa, no texto citado, expressões como “al menos” e “más bien”, que parecem deixar a porta aberta a outras considerações. Mas, no fim, essa porta é fechada com uma negação explícita: não se trata de causalidade eficiente, mas de causalidade exemplar. A redenção parece reduzir-se à aparição do homo verus, manifestado na fidelidade até à morte. A morte de Cristo é exemplum e não sacramentum (dom). A redenção reduz-se ao moralismo. As dificuldades cristológicas já encontradas em relação ao mistério da encarnação e a relação com o Reino aparecem novamente aqui. Só a humanidade entra em causa, não o Filho de Deus feito homem por nós e por nossa salvação. As afirmações do Novo Testamento e da Tradição e o Magistério da Igreja sobre a eficácia da redenção e da salvação operadas por Cristo não podem reduzir-se ao bom exemplo que Ele nos deu. O mistério da encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a fonte única e inesgotável da redenção da humanidade, que se torna eficaz na Igreja mediante os sacramentos.
O Concílio de Trento afirma no Decreto sobre a justificação: “…o Pai celestial, ‘Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação’ (2 Cor 1,3), quando chegou a feliz ‘plenitude dos tempos’ (Ef 1,10; Gál 4,4) enviou aos homens o seu Filho Cristo Jesus […], tanto para redimir os judeus ‘que estavam sob a lei’ (Gál 4,5), como para que ‘as nações que não seguiam a justiça aprendessem a justiça’ (Rom 9,30) e todos ‘recebessem a adopção de filhos’ (Gál 4,5). A Ele ‘propôs Deus como propiciador pela fé no seu sangue’ (Rom 3,25), ‘pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas pelos do mundo inteiro’ (1 Jo 2,2) ”[26].
Afirma-se no mesmo decreto que a causa meritória da justificação é Jesus, Filho unigénito de Deus, “o Qual, ‘quando éramos inimigos’ (Rom 5,10), ‘pelo excesso de caridade com que nos amou’ (Ef 2,4) mereceu-nos a justificação com a sua santíssima paixão no madeiro da cruz, e satisfez por nós a Deus Pai”[27].
O Concílio Vaticano II ensina: “O Filho de Deus, unindo a Si a natureza humana e vencendo a morte com a sua própria morte e ressurreição, remiu o homem, transformando-o numa nova criatura (cf. Gál 6,15; 2 Cor 5,17). E, pela comunicação do Espírito, constituiu com os seus irmãos, chamados de entre todas as gentes, o seu Corpo Místico. Neste Corpo, a vida de Cristo comunica-se aos crentes, que através dos Sacramentos se unem de modo misterioso e real a Cristo que sofreu e foi glorificado”[28].
O Catecismo da Igreja Católica diz por sua vez: “Este plano divino de salvação pela entrega à morte do ‘Servo, o Justo’, tinha sido de antemão anunciado na Escritura como um mistério de redenção universal, quer dizer, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado. São Paulo confessa, numa profissão de fé que diz ter ‘recebido’, que ‘Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras’ (1 Cor 15,3). A morte redentora de Jesus deu cumprimento sobretudo à profecia do Servo sofredor. O próprio Jesus apresentou o sentido da sua vida e da sua morte à luz do Servo sofredor”[29].
Conclusão
11. A teologia nasce da obediência ao impulso da verdade que tende a comunicar-se e do amor que deseja conhecer cada vez melhor aquele que ama, o próprio Deus, cuja bondade reconhecemos no acto de fé[30]. Por isso, a reflexão teológica não pode ter outra matriz senão a fé da Igreja. Só a partir da fé eclesial, o teólogo pode adquirir, em comunhão com o Magistério, uma inteligência mais profunda da palavra de Deus contida na Escritura e transmitida pela Tradição viva da Igreja[31].
A verdade revelada pelo próprio Deus em Jesus Cristo, e transmitida pela Igreja, constitui portanto o princípio normativo último da teologia[32], e nenhuma outra instância pode superá-la. Na sua referência a este manancial perene, a teologia é fonte de novidade autêntica e luz para os homens de boa vontade.
Por este motivo, a investigação teológica dará frutos tanto mais abundantes e maduros, para o bem de todo o povo de Deus e de toda a humanidade, quanto mais se inserir na corrente viva que, graças à acção do Espírito Santo, procede dos apóstolos e que foi enriquecida com a reflexão crente das gerações que nos precederam. É o Espírito Santo que introduz a Igreja na plenitude da verdade[33], e só na docilidade a esse “dom do Alto” a teologia é realmente eclesial e está ao serviço da verdade.
A finalidade da presente Notificação é, precisamente, a de mostrar a todos os fiéis a fecundidade de uma reflexão teológica que não teme desenvolver-se dentro do fluxo vital da Tradição eclesial.
O Sumo Pontífice Bento XVI, na Audiência concedida a 13 de Outubro de 2006 ao abaixo assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente Notificação, decidida na Sessão Ordinária do Dicastério, mandando que seja publicada.
Dado em Roma, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, a 26 de Novembro de 2006, Festa de N. S. Jesus Cristo, Rei do Universo.
William Cardeal Levada
Prefeito
Angelo Amato, sdb
Arcebispo titular de Sila
Secretário
[1] Cf. Concílio Vaticano II, Decr. Optatam totius, 16; João Paulo II, Carta Enc. Fides et Ratio, 65: AAS 91 (1999), 5-88.
[2] Cf. 1 Tes 1,10; Fil 2,5-11; 1 Cor 12,3; Rom 1,3-4; 10,9; Col 2,9, etc.
[3] Cf. Concílios de Niceia, DH 125; Constantinopla, DH 150; Éfeso, DH 250-263; Calcedónia DH 301-302.
[4] Cf. DH 252-263.
[5] DH 301.
[6] Pio XII, Carta Enc. Sempiternus Rex, 34: AAS 43 (1951), 638; in DH 3.905.
[7] DH 252.
[8] DH 255.
[9] 1 Cor 12,3; Fil 2,11.
[10] Cf. 1 Cor 8,6.
[11] Cf. Orígenes, In Mt. Hom., 14,7; Tertuliano, Adv. Marcionem, IV 8; Hilário de Poitiers, Com. in Mt. 12,17.
[12]João Paulo II, Carta Enc. Redemptoris Missio, 16: AAS 83 (1991), 249-340.
[13] Ibidem, 18.
[14] Ibidem.
[15] Ibidem, 5.
[16] Congregação para a Doutrina da Fé, Decl. Dominus Iesus, 15: AAS 92 (2000), 742-765.
[17]Jo 6,46; cf. também 1,18.
[18]Cf. Mt 11, 25-27; Lc 10,21-22.
[19] Pio XII, Carta Enc. Mystici Corporis, 75: AAS 35 (1943)230; in DH 3.812.
[20] João Paulo II, Carta Apost. Novo Millennio Ineunte, 26: AAS 93 (2001), 266-309.
[21] CIC 473.
[22] CIC 474.
[23] Cf. p. ex. Rom 3,25; 2 Cor 5,21; 1 Jo 2,2, etc.
[24] Mc 14,24; cf. Mt 26,28; Lc 22,20.
[25] Cf. Jo 13,15; 1 Pe 2,21.
[26] DH 1.522.
[27] DH 1.529, cf. DH 1.560.
[28]Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 7.
[29] CIC 601.
[30] Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Instr. Donum veritatis, 7: AAS 82 (1990), 1550-1570.
[31] Cf. ibidem, 6.
[32] Cf. ibidem, 10.
[33] Cf. Jo 16,13.

Jesus disse: "Eu sou a Verdade, o Caminho e a Vida" e "um homem que segue outro é como um cego guiado por outro cego".
Cristo é a Verdade e a Igreja nunca abrirá mão disto e nem de uma vírgula da doutrina de Jesus.
Não existe "esquerda" ou "direita" como quer o mundo, mas Cristo, que é uma pessoa e é Deus onipotente.
O Espírito Santo é quem guia a Igreja e ela não não sucumbirá ante as deturpações como a "teologia" feita como pelo limitado Marx.
Uma proposta, por vezes recalcada e limitada a uma transferência, enquanto pretende ser um "amor-objetivo", politica e ideologicamente formulado, que dificulta aquela conversão vinda pelo constrangimento da caridade que, de modo oculto e silencioso, sai espontanea e livremente do coração que se doa ao coração que a acolhe surpreendido.
"A caridade de Cristo me constrange" - São Paulo
Teologia da Libertação
«Encontramo-nos, em resumidas contas, em uma situação singular: a teologia da libertação tentou dar ao cristianismo, cansado dos dogmas, uma nova praxe mediante a qual finalmente teria lugar a redenção. Mas essa praxe deixou para trás de si ruína em lugar de liberdade. Fica o relativismo e a tentativa de nos conformar com ele. Mas o que assim nos oferece é tão vazio que as teorias relativistas procuram ajuda na teologia da libertação, para, a partir dela, poder ser levadas a prática». Conferência no encontro de presidentes de comissões episcopais da América Latina para a doutrina da fé, celebrado em Guadalajara (México). Novembro de 1996.
«Não se pode tampouco localizar o mal principal e unicamente nas ‘estruturas’ econômicas, sociais ou políticas más, como se todos os outros males se derivassem, como de sua causa, destas estruturas, de sorte que a criação de um ‘homem novo’ dependesse da instauração de estrutura econômicas e sócio-políticas diferentes. Certamente há estruturas iníquas e geradoras de iniqüidades, que é preciso ter a valentia de mudar. Frutos da ação do homem, as estruturas, boas ou más, são conseqüências antes de ser causas. A raiz do mal reside, pois, nas pessoas livres e responsáveis, que devem ser convertidas pela graça de Jesus Cristo, para viver e atuar como criaturas novas, no amor ao próximo, a busca eficaz da justiça, do domínio de si e do exercício das virtudes».
«Quando fica como primeiro imperativo a revolução radical das relações sociais e se questiona, a partir daqui, a busca da perfeição pessoal, entra-se no caminho da negação do sentido da pessoa e de sua trascendência, e se arruína a ética e seu fundamento que é o caráter absoluto da distinção entre o bem e o mal. Por outra parte, sendo a caridade o princípio da autêntica perfeição, esta última não pode conceber-se sem abertura aos outros e sem espírito de serviço». «Recordemos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos, estão no centro da concepção marxista. Esta contém pois enganos que ameaçam diretamente as verdades da fé sobre o destino eterno das pessoas. Ainda mais, querer integrar na teologia uma ‘análise’ cujos critérios de interpretação dependem desta concepção atéia, é encerrar-se em ruinosas contradições. O desconhecimento da natureza espiritual da pessoa conduz a subordiná-la totalmente à coletividade e, portanto, a negar os princípios de uma vida social e política de acordo com a dignidade humana».
«Esta concepção totalizante impõe sua lógica e arrasta as ‘teologias da libertação’ a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem. Em efeito, o núcleo ideológico, tirado do marxismo , ao qual faz referência, exerce a função de um princípio determinante. Esta função lhe deu em virtude da qualificação de científico, quer dizer, de necessariamente verdadeiro, que lhe atribuiu».
«As «teologias da libertação», que têm o mérito de ter valorizado os grandes textos dos Profetas e do Evangelho sobre a defesa dos pobres, conduzem a um amalgama ruinosa entre o pobre da Escritura e o proletariado de Marx . Por isso o sentido cristão do pobre se perverte e o combate pelos direitos dos pobres se transforma em combate de classe na perspectiva ideológica da luta de classes. A Igreja dos pobres significa assim uma Igreja de classe, que tomou consciência das necessidades da luta revolucionária como etapa para a libertação e que celebra esta libertação em sua liturgia». Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação LIBERTATIS NUNTIUS. Agosto de 1984.
J. Ratzinger
A teologia da libertação é uma manifestação satânica.
"quem não está comigo, está contra mim" .
Se Jesus não mudou ,uma só , vírgula à Lei Antiga , quem se atreveu a mudar o Novo Testamento, foi o satanás e seus discípulos .
O que eu acho gozado é o sub-título da matéria: "Papa chega ao Brasil SOB peso de condenação a Jon Sobrino"!
"Sob" peso?! Ou deveria ser "SOBRE" peso?
O Santo Padre, o Papa não verga e não se coloca sob peso nenhum, senão, à imitação de Cristo, sob o peso dos pecados, das heresias e das ingratidões humanas!
Quem está SOB o peso da condenação da Igreja é o herege sobrino.
E que será esmagado, como aquele outro herege Genésio (o Boff), que recentemente admitiu que mantinha relações com um mulher casada, enquanto frei ainda (sempre o mesmo entre os hereges, como Lutero e suas refocilações com a freira Catarina)!
Pois disse o nosso doce Senhor: "o ramo apartado da videira, seca e vai para o fogo!". Temível juízo, não?
Dessa forma, o Santo Padre, no pleno exercício do seu múnus de Pastor não está SOB peso algum!
Bobagens, da nossa velha folha anti-clerical!
Um abraço a todos e Boa Páscoa!
Eh, amigo Nado, que história é essa de " cristianismo, cansado dos dogmas"?
Quem, sendo bom cristão (=Católico) está cansado dos Dogmas da Una, Santa, Católica e Apostólica? Eu por exemplo, não, nem um pouquinho!
Novas "praxis" equivalem à tentativa de destruição do "antigo", do bi-milenar. Mas, como bem se viu com todas as heresias e ataques ao longo da História, debalde!
Até porque o próprio Nosso Senhor nos GARANTIU: "non praevalebunt portae inferii".
Um abraço e boa Páscoa.
Ratzinger, esse é o nome da criatura, chega tendo que explicar os descaminhos dessa igreja, principalmente, desde a morte estranha, para dizer o mínimo, de João Paulo I. De lá para cá foi uma sucessão de fatos ainda carecedores de explicações: Marcinkus, investimentos suspeitos, Banco do Vaticano, bispos pedófilos nos EUA, alianças mais que suspeitas com bandidos e ditadores pelo mundo, tudo para atacar os comunistas, etc, etc...
...por falar em ratzinger, sugiro que leiam comentário do italiano e conhecedor das coisas do vaticano, mino carta.
Mais um santo
E teremos mais um santo nos altares católicos, João Paulo II. Papa Ratzinger pretende uma operação rápida, dentro de uns dois anos Karol Wojtyla ganha aureola. Já apareceu quem se prontifica a documentar seus milagres. Aguardo informações, mas não posso imaginar que milagre tenha sido a morte súbita do Papa Luciani, João Paulo I. Também não se deveria considerar milagre a presença do monsenhor Marcinkus na primeira parte do pontificado de Wojytla no comando das finanças do Vaticano e seus brilhantes negócios conduzidos com chefes mafiosos e banqueiros ladrões. Cristo também fazia milagres, segundo os Evangelhos multiplicava pães e peixes, andava sobre a água e ressuscitava os mortos. Em principio, confesso o meu ceticismo quando a quaisquer milagres. O verdadeiro, imenso milagre está no fato de que Cristo influenciou decisivamente a vida do mundo por dois mil anos. Sua idéia central, a da igualdade, ainda move os homens de boa vontade, capazes de humildade e compaixão. João Paulo II, por seu lado, é o perfeito representante de uma igreja que, bem ao contrário do objetivo de Cristo, se tornou um poder temporal e político.
enviada por mino
Alto lá, PeTralha fujão, borra-cuecas, mistificador, ANTI-CLERICAL e mentiroso!
Qual é a sua moral (quá, quá, quá, quá!)para exigir explicações do Santo Padre o Papa, enquanto o Abortista/Excomungado, objeto dos seus afetos quase eróticos, não explicar as suas maracutaias e as de sua quadrilha (nos dizeres do Sr. Procurador Geral da República!).
Vá fazer gargarejos com água sanitária antes de mencionar qualquer coisa acerca da Igreja!
Os sistemas canônicos da Igreja", a questão é:
A igreja se desfazeria de todos os seus bens para evitar um conflito mundial, ou eliminar a fome no Mundo?
Até agora não ocorreu.
Os tempos eram outros, porque com as fortunas que existem hoje, tipo Bil Gates, nem a Igreja é tão rica assim, mesmo com todas as suas obras de artes no Vaticano.
Refere-se ao Livro de Morris West, "as Sandálias do Pescador".
Parte do texto se perdeu na remessa.
Quiz dizer que o sistema canônico da Igreja sempre foi eficiente, pois já dura a dois mil anos, mais que o de qualquer império na história da humanidade.
corrige-se: há dois mil anos.
O que incomoda , alguns, comentadores desta tribuna , é que o Papa e sua Igreja :
1 - não participaram de "mensalões" ;
2 - não prometem a "prosperidade" para quem fizer depósitos na conta da Igreja ;
3 - nem precisam de "explicar o enexplicável" .
Por outro lado, aqueles que nunca investiram as suas vidas na Igreja Católica , que direito têm de cobrar alguma coisa ???
Devem cobrar, isto sim, daqueles "santos" e "éticos", que governam o país de hoje, que, mesmo sendo comunistas e esquerdistas radicais, quando as coisas ficaram negras, para eles, se abrigaram na Santa Madre Igreja !!!!
Se não fosse a proteção da Igreja Católica do Brasil, será que o Presidente da República , assim como os "companheiros" , estariam vivos e teriam chegado aonde chegaram ????
Acho que se Cristo voltasse hoje e dissesse que tradição e religião são besteiras, Ratzinger o lançaria na fogueira, nem se fosse na do esquecimento.
Se Cristo determinasse ao papa doar as fortunas da igreja aos pobres, e em vez de pagar aquele tipo especial de MENSALÃO, que é o destinado às indenizações que garantem o direito de uns safados a continuar violando criancinhas... Certamente haveria uma tese de doutorado para convencer a Cristo de que Ele não era ele.
Se, em sua volta Cristo apontasse qualquer falha interpretativa dos doutos da igreja, e dissesse que, apesar da ideologia de Marx, Ele veio, sim para novamente dar a vida pelos pobres, seria execrado publicamente como mais um esquerdista travestido de santidade.
Se dissesse a Lei e as tradições cristãs não salvam ninguém, tal e qual a circuncisão dos antigos judeus, e que é preciso jogá-las no lixo, seria novamente cruficiado.
E se Ele dissesse "minha mãe e meu pai" são Deus, e não aquela bondosa mulher, simples facilitadora da minha humanidade, mas tão humana quanto todos vós.. Bem, aí barraco cairia pro lado do Salvador. Ratizinger diria: seja anátema!
Há 2000 anos os antigos judeus disseram: Com essas idéias e com esse estilo prático e pacífico não pode ser o verdadeiro Messias!
Temo que não seria diferente nos dias de hoje, em que os "religiosos" continuam falando da paz e da misericórdia de Deus com o peito arquejando ira, fechando-se em sua hipocrisia e intolerância. Continuam não querendo dividir nada, a não ser o povo, nos mais variados tipos de castas.
Alô,
Radar (Bacharel - - ) ,
Você é , tão somente , um instrumento de Satanás, como tantos, com o você .
Maldito seja , por se prestar a servir o inimigo de Deus !
Maldito seja , por afrontar a Deus !
E que os Infernos sejam o seu habitat, para sempre, junto com aquele a quem você serve !!!!
Senhor A G fundamentalista Moreira
Desculpe-me se ofendi sua sensibilidade, por ter uma opinião diferente da sua, e por exercer meu direito constitucional de expressá-la.
Fazer o quê? Vivo em um país laico e em que, atendidos os limites impostos pela lei e pela constituição, e havendo veículo que ceda o espaço para tanto, é livre manifestação do pensamento.
Não há em nosso ordenamento jurídico tipo penal que incrimine a discordância com os métodos da sua igreja ou de qualquer outra. Já houve. Não há mais. Não adianta espumar. Nenhuma corporação social ou religiosa está imune a críticas, Graças a Deus!
No mais, vou continuar respeitando suas opiniões, a despeito de não concordar com algumas delas. Conquanto anacrônicas, você exerce seu direito de expressá-las.
Agora, essa sua dialética meio "Osamática", "porco-infielista", não guarda relação de coerência com os objetivos deste espaço. Aqui, ao meu sentir, as discussões devem travar-se no terreno dos argumentos e das idéias e não dos delírios e das ofensas.
Mas não perderei mais tempo contigo, ô Saddam ocidental. Deixe de soprar a fogueira da inquisição; vá medir a pressão ou pescar. Pois, a teor de suas palavras, vossa senhoria está bem mais perto do inferno do que eu.
Você é e será maldito ,
porque democracia nenhuma lhe permite ou lhe dá direito de ridicularizar e denegrir os
SÍMBOLOS SAGRADOS
de outras pessoas e de outras religiões !!!
A faculdade que lhe deu o "diploma" deveria, pelo menos, ter-lhe ensinado, que o direito democrático, tem limites .
Assim como, cada indivíduo, é um universo, que deve ser respeitado .
VADE RETRO SATANAS ! ! !
Caro Radar:
Eu sei que você é um PeTralha, e como tal aferrado numa visão de mundo que exclui todos aqueles que tem uma visão que não se enquadre nas suas verdades, razão pela qual eu não vejo motivo para a sua indignação com o meu furibundo Amigo A.G.Moreira.
No mais, pelo fato de você ainda estar vivo e ainda poder fazer uso do seu livre-arbítrio, desejo do mais fundo do meu coração que você se converta e se salve.
Porque várias das coisas que você falou, são deveras insultuosas, senão blásfemas mesmo, além de evidenciar o seu desconhecimento elementar da Fé Cristã, senão vejamos:
a) Você disse: "Acho que se Cristo voltasse hoje e dissesse que tradição e religião são besteiras, Ratzinger o lançaria na fogueira"
Que Cristo é esse o seu? Não deve ser Aquele memso que disse: "Eu não vim mudar um asse ou um jota da Lei" e mais ainda Aquele que criticava o COMPORTAMENTO dos Levitas e Fariseus ("raça de víboras", "sepúlcros caiados", etc.) mas jamais a sua AUTORIDADE ("façam o que eles dizem, mas não o que eles fazem"). E isso simplesmente porqu}e quem havia instituido aquela autoridade espiritual (e TEMPORAL também)a eles, fora o próprio Deus!
Dessa forma, JAMAIS viria o Cristo Jesus falar contra a Tradição e contra Religião por ELE mesmo fundada, ou seja a Igreja Católica Apostólica Romana (Pedro, tú és Pedra e sobre tí erigirei a MINHA igreja e as portas do inferno não prevalescerão sobre ela. E o que ligares na terra serã ligado no Céu e o que desligares na terra será desligado nos céus")
Entendeu agora de onde vem a autoridade do Pontífice Romano? E a impossibilidade de Jesus Cristo se colocar contra a Tradição (um dos três pilares da Igreja, ao lado do Magistério e da Escritura)?
b) adiante voce disse: "Se Cristo determinasse ao papa doar as fortunas da igreja aos pobres, e em vez de pagar aquele tipo especial de MENSALÃO, que é o destinado às indenizações que garantem o direito de uns safados a continuar violando criancinhas... Certamente haveria uma tese de doutorado para convencer a Cristo de que Ele não era ele".
Uma outra coisa que o seu pernóstico e revoltoso RELATIVISMO não o deixa enxergar é que o cristinismo não é uma doutrina apenas, qualquer como as outras, mas sim uma PRESENÇA, a presença do Crucificado Ressurreto. Dessa forma, seria muito dificil que Jesus o Mesmo que disse; ("os meus me conhecem e escutam a minha voz") pudesse ser confundido com algum outro, mercê de teses teológicas ou não.
Ademais, novamente, que ficasse contra a sua Igreja, Ele que disse "dai a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus" e que pagou o tributo por Ele e por Pedro. As "riquezas" da Igreja são de todo o povo cristão e até dos pagãos que queiram admirá-las.
Que compraria o teeto da Capela Sistina? Um xeique árabe? Um japonês especulador do mercado imobiliário de Ginza?
E o Davi de Michelangelo? E quanto valeria?
É amigo, é um tanto dificil, não acha?
Em segundo lugar o Vaticano não tem a politica de tolerância para com padres desviados e seus crimes. Razão pela qual não os abriga e muito menos lhes paga estipêndios ou "mensalões" (isso é coisa de outra "raça"!).
Essa atitude foi a de bispos, principalmente norte-americanos, que não puderam ou não quiseram deter o câncer que se alastrava nas suas dioceses, fruto de más-gestões suas no passado. Ante aos amargos frutos, preferiram desassistir as vítimas e a justiça e empurrar o lixo para baixo do tapete.
E apenas para que você saiba, se é que já não leu a minha opinião antes, neste mesmo espaço:
Não existem, a rigor, padres PEDÓFILOS, ou seja, aqueles que tem paixões imorais e desordenadas por menores impúberes, mas sim, padres PEDERASTAS que tem paixões por menores púberes, do sexo masculino.
E sabe o porquê disso? Porque nos Estados Unidos, os seminários são dominados por hereges Modernistas que rejeitam a autoridade de Roma e afastam os candidatos ao sacerdócio verdadeiramente vocacionados, acolhendo, ao contrário, aqueles portadores de tendências homossexuais, que, pelo seu desvio de personalidade de caráter pecaminoso, são inteiramente inapropriados ao sacerdócio.
Tanto que de há muito, cristalizou-se em grande parte da população americana, a noção de que o Sacerdócio é uma...profissão "gay"!
Depois, o que você acha que acontece quando esses sacerdotes se encontram com jovenzinhos em acampamentos, quadras de esportes, etc. comuns nas ricas paróquias americanas?
c)Você blafemou mais ainda: "Se dissesse a Lei e as tradições cristãs não salvam ninguém, tal e qual a circuncisão dos antigos judeus, e que é preciso jogá-las no lixo, seria novamente cruficiado."
Acho que você, na sua rebeldia, confunde a Lei mosaica, aperfeiçoada pelo cristianismo com tudo mais o resto.
Quem ou o que é que salva então? Marx? Proudhon? Hegel? Marilena Chauí? Emir Sáder? Luis Fernando Veríssimo?
A Igreja não se baseia na Lei, mas sim na Fé no Cristo Jesus e na Sua Palavra
E foi Ele mesmo que disse: "ninguém vai ao Pai senão por Mim", "Eu sou a porta estreita", "Quem crer em mim será salvo, quem não crer está condenado!"
Hum, bem, então parece que não é bem assim, não?Então eu espero, de coração, que você pense um pouco melhor, e compreenda as razões da justa ira do Amigo AG Moreira.
Por último, "hipócrita" e "intolerante"?!
Eu acho que você deve estar mencionando outro tipo de "igreja" e não a Católica, acredito.
Aquela uma lá em Brasília por exemplo, que se constituiu em ciam das expectativas e esperanças do povo e todos os dias o trai vergonhosamente.
Passe bem e tenha uma feliz Páscoa de Nosso Senhor.
Aliás, em se falando de animalidades PeTralhas, veja-se a reprudução abaixo deste "post" fresquinho do Jornalista REINALDO AZEVEDO. É por isso que o PeTralhas o odeiam tanto (mas são os principais e mais assiduos freqüentadores dop seu "blog"!):
"A DITADURA DAS MINORIAS
'Roseli Fischmann tem 53 anos, é doutora, livre-docente, professora do programa de pós-graduação em educação da USP e expert da Unesco para a Coalizão de Cidades contra o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia'.
Eu copiei esses dados do pé biográfico que acompanha um artigo seu na Folha deste sábado. A pergunta é a seguinte: 'A Câmara dos Deputados deve instituir feriado nacional no dia da canonização de Frei Galvão?'
Roseli e seu pé biográfico para 300 talheres acham que não. Até aí, tudo bem. Vejam só: eu também sou contra um feriado novo. Por razões puramente pragmáticas. Já há muitos no Brasil. O país precisa trabalhar mais, não menos. Os católicos podem muito bem comemorar a data tocando normalmente a sua vida. Ah, mas Roseli não se conforma com isso não. Ela gosta de debater o mérito das coisas. Aí veio com aquela conversa de que a República é laica, de que nem todos são católicos etc e tal.
Huuummm. Estando Roseli certa, as sociedades chamadas, então por imposição inaceitável, "cristãs" terão de abolir o feriado do Natal. Por que não? Ou com o Natal ela concede? Caso conceda, certamente o fará, quero crer, porque reconhecerá que a data já é um fato cultural, independetemente da crença. Se assim for, onde ela põe o seguinte argumento, que é seu: 'Feriado nacional, estabelecido pelo Estado laico, é para celebrar cidadãos exemplares (apenas humanos, não necessariamente santos, mas certamente justos) que contribuíram com o Estado de forma relevante, na humanamente falível esfera pública, em que o poder se estabelece como ação em concerto, conforme Arendt.'? Sim, fica parecendo que Hannah Arendt se dedicava a fazer digressões sobre feriados... Ora, o que responder à professora Roseli? Que também os 'cidadãos exemplares' sempre o serão de acordo com a versão triunfante num dado momento da história?
Ela é contra o feriado de Frei Galvão porque acredita que ele atenta contra a diversidade — embora uma data que seria simpática a quase 80% dos brasileiros não ferisse o direito de nenhuma minoria. Mas e se eu for contra a República, por exemplo? Tenho o direito de argumentar que o feriado de 15 de Novembro é uma imposição mistificadora? Ela, provavelmente, dirá que não, já que, na esfera pública, o vencedor (olha só: estou escrevendo como se fosse um deles...) decreta o destino da razão dos vencidos, não é assim? O legal se impõe sobre a legitimidade das visões particulares. Para ela, entendo, um feriado é correto no caso de uma celebração política, mas inaceitável se ela for religiosa. Roseli não pode manter o seu critério sem pedir o fim do feriado no Natal. Ou, então, admite a data natalina e também o feriado de Frei Galvão em nome da relevância cultural da celebração.
Vejam só: eu votaria contra o feriado. O que fiz até agora é demonstrar que Roseli teria de ser a favor dele segundo os critérios que ela escolheu para debater. O meu é mais simples: 'Vai trabalhar, Mané, e reza em casa ou na Igreja'. Mas sigo. Ela está equivocada até aqui, mas ainda não deu uma piscadela para o escândalo, o que fará agora. Vejam só como conclui o seu artigo: 'Por reconhecerem-se como humanos, compreendem os seres democráticos que se necessitam mutuamente para estabelecer o bem comum, que a nenhum pode excluir. Assim, melhor seria que o Congresso estabelecesse o Dia Nacional da Liberdade de Consciência e de Crença, celebração laica que a todos unirá, ou que finalmente aprovasse o Dia de Zumbi, de todas as gentes, como feriado nacional.'
O último parágrafo de seu texto desmascara todo o resto. A liberdade de consciência e de crença está ameaçada no Brasil, dona Roseli, a ponto de merecer um feriado nacional? Qual é a minoria religiosa impedida de exercer o seu culto? E por que Zumbi é 'de todas as gentes?' Por acaso a exaltação dessa figura histórica também não traduz uma certa compreensão da história, parcial como qualquer uma? O Dia de Zumbi deve embutir um protesto contra os negros que escravizavam negros dentro dos quilombos? O seu Dia Nacional da Liberdade de Consciência e de Crença não seria, por acaso, um feriado especialmente interessante aos pouco mais de 20% não católicos, em oposição à esmagadora maioria, que é católica?
A universidade pública brasileira não é uma das piores do mundo, na área de humanidades, por acaso. Dona Roseli já tem 53 anos. Ninguém aprende mais nada de relevante a esta altura da vida. Poderíamos estar juntos, contra esse feriado e, por que não?, em defesa do estado leigo. Mas quê!!! A mulher é contra o que ela chama de imposição da maioria porque defende a imposição da minoria. No fundo, ela odeia a democracia que diz defender. E talvez nem mesmo se dê conta disso.
Eu sou contra o feriado. Mas sou ainda mais contra o, por assim dizer, pensamento de Roseli."
Não é um primor?!
E também um terror, que estejamos submetidos à essa "raça"?
Ratzinger, esse é o nome da criatura, ex-chefe da Inquisição de Roma, nada de santo, e tudo de perseguidor e criminoso, que humilhou e ofendeu homens como Frei Leonardo Boffs, chega tendo que explicar os descaminhos dessa igreja, principalmente, desde a morte estranha, para dizer o mínimo, de João Paulo I. De lá para cá foi uma sucessão de fatos ainda carecedores de explicações: Marcinkus, investimentos suspeitos, Banco do Vaticano, bispos pedófilos nos EUA, alianças mais que suspeitas com bandidos e ditadores pelo mundo, tudo para atacar os comunistas, etc, etc... Não é a toa que agora quer santificar o seu antecessor. Só medievalistas ignorantes ainda insistem em seguir essa figura sinistra.
...citando Marx como um oportunista que tenta limpar a barra de hitlerista chefe da inquisição da igreja, que vitimou entre outros o Frei Leonardo Boffe. Vale a pena ler a nota abaixo.
O PAPA É COMUNA?
Matéria da BBC relata que o Papa Bento 16 elogia Marx no livro “Jesus de Nazaré”, que será lançado dia 13 de abril. Ratzinger diz que Marx “forneceu uma imagem clara do homem vitimado por bandidos”. Uma parte do livro foi divulgada hoje pelo jornal italiano Corriere della Sera, do mesmo grupo da editora Rizzoli, que está lançando o livro do Papa. Ratzinger cita a parábola do bom samaritano, do Novo Testamento, como exemplo de amor ao próximo e cita Marx: “O homem, no curso de sua história, foi alienado, torturado, explorado. A grande massa da humanidade viveu quase sempre na opressão. Por outro lado, os opressores são uma degradação do homem. Marx descreveu de maneira drástica a alienação do homem. Mesmo que não tenha atingido a verdadeira profundidade da alienação, porque raciocinava apenas em âmbito material, forneceu uma imagem clara do homem vitimado por bandidos”.
Escrito por Marco Weissheimer às 12h44
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A LÓGICA DO GOVERNO YEDA
A cada dia que passa o discurso de campanha de Yeda Crusius (PSDB) vai sendo reduzido a frangalhos. A tucana disse que não proporia aumento de impostos e que não recorreria ao caixa único, pois essas seriam práticas típicas do “velho jeito de governar”. A primeira promessa foi descumprida mesmo ainda antes da governadora tomar posse. A segunda não resistiu a três meses de governo. Entre fevereiro e março, o governo Yeda sacou R$ 233 milhões da conta que concentra recursos de todas as secretarias, fundações, autarquias e empresas estatais. O secretário da Fazenda, Aod Cunha, admitiu que a decisão contraria o princípio do regime de caixa (que só autoriza despesas de acordo com as receitas do Estado) anunciado durante a campanha. Não havia outra alternativa, disse Aod. Yeda também prometeu enfaticamente que não iria privatizar nenhuma empresa pública. Segundo a lógica do “não há alternativa”, as idéias de privatização começam a circular no Palácio Piratini.
Escrito por Marco Weissheimer às 08h49
...trocarão experiências...
Rabino Henry Sobel se encontrará com o papa Bento 16
06/04 - 18:39, atualizada às 21:16 06/04 - AP
ImprimirEnviar por e-mailComentarCorrigirMinha notíciaFale ConoscoSÃO PAULO, Brasil – O rabino Henry Sobel, que foi afastado mês passado da maior congregação judaica da América do Sul depois de ser preso sob acusações de roubo, disse que se encontrará com o papa Bento 16, quando o pontífice chegar ao país em maio.
Jornal de debates:vergonha é roubar e não poder carregar
Henry I. Sobel, que por mais de 30 anos liderou a Congregação Judaica de São Paulo, foi preso em março acusado de furtar gravatas, no valor total de US$608, de inúmeras lojas caras em Palm Beach, Flórida. Ele foi solto depois de pagar US$3 mil de fiança.
Sobel, de 63 anos, disse para o jornal o Estado de São Paulo, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira, que seu encontro com o papa – programada antes da prisão de Palm Beach – havia sido confirmado recentemente.
Sobel, que não pode ser encontrado diretamente na sexta-feira, disse que durante seu encontro com o papa, ele “pediria pelo perdão de Deus, caso eu tenha a oportunidade”.
“Eu não sou católico, então não posso pedir pelo perdão do papa”, ele disse. “Mas eu pedirei para o Deus de Abraão, Isaac, Jacob e Israel para me perdoar".
“Talvez na presença do papa eu possa sentir sua humildade e deixar alguma entrar em minha alma”.
PeTralhas, PeTralhas...!
Vocês não tem um mínimo de vergonha de exporem a "profundidade" de um pires dos seus untuosos comentários?
Entre uma sova e outra, chego a ficar ruborizado por vocês, sinceramente.
Ah, "fessô": "criaturas", somos todos nós, de um só Criador, a quem haveremos de dar, um dia, contas. Todos nós, sem exceção?
O senhor estaria preparado?
Srs. Radar Bacharel e Prof. Armando:
Embora não concorde com a totalidade de seus comentários, devo admitir que vivemos num país livre, ao contrário do que pensam os filhotes de OPus Dei e intolerantes Sr. ARGH! MOREIRA e Figard Smith. Eles ainda acham que só a igreja deles salva. É que a lavagem cerebral faz vítimas também entre os "esclarecidos", transformando-os em reles carolas preconceituosas (desculpe o plágio, achei interessante essa expressão em um seu comentário anterior).
Quanto ao sr Figard parece um daqueles bonequinhos de corda programados para repetir indefinidamente seu esvaziado mantra: "petralha!, petralha!, petralha!". É um fetiche da viuvinha do alckmin, que deve também ter roupas de couro e discos do Village People. Quanto ao ARGH, coitado, é caso de internação, mesmo.
Mas, pergunto, será que eles deixariam um filho dormir na casa paroquial? Se a resposta for "sim", será coerente com os comentários deles, de defesa do indefensável. Se for "não", ainda haverá esperança, mas aí seria hipocrisia.
Em todo caso, se eles quiserem fizerem uma nova inquisição contra nós, nos defenderemos com os extintores de incêndio chamados constituição e liberdade de expressão. Se acabar a espuma ainda teremos o extintor para bater na cabeça deles, e até do Ratzingher (onomatopéia do espirro), se for preciso. Afinal, a Alemanha entende mesmo é de BMW, câmara de gás e cerveja.
Por fim, sr. Radar, não tema o amaldiçoamento do ARGH Moreira, nesse tipo de macumba-falso-cristã. Afinal, se isso pegasse o Osama bim laden não estaria escondido, mas sim governando o mundo. No mais é como dizem: o inferno é ecumênico; está lotadim de fanáticos de religiosos!
Alô,
wilson (Oficial de Justiça - - ) :
Você , ( assim como todo o protestante ) , faz parte daquela "raça de usurpadores e enganadores" que acreditam que , quando saíram da Igreja Católica , levaram o Senhor Jesus Cristo , convosco .
Lêdo engano !!!
Vocês levaram convosco, apenas , a maldição e a vossa perdição !!!
Quanto aos pecados dos católicos, graças a Deus , temos ao Senhor Jesus , como Deus , Redentor e único Juíz , que nos garante a Salvação , apesar das acusações dos
"SANTOS, JUSTOS,INOCENTES E SEM PECADOS"
= PROTESTANTES ,
que , publicamente, nos "atiram pedras" !!!!!!
Ainda há tempo para se arrependerem , implorarem perdão e pedirem que a
ÚNICA E VERDADEIRA
IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
vos aceite em seu seio !!!!
Mais uma vez, calma Amigo A.G.Moreira!
Não resulta em nenhuma glória a Deus a instalação de uma "guerra religiosa" aqui no Conjur.
Medíocres, serão medíocres sempre! Na minha opinião, a melhor pregação se dá com a transmissão da Verdade, sempre, e com o exemplo.
Um abraço muito grande.
Quanto a você, Wilson oficial-de-justiça, saiba que tenho por hábito chamar as coisas pelo seu nome, sem minimizar e exagerar.
E quando alcunho uns e outros, como "PeTralhas" é porquê eles efetivamente (e infelizmente também!) o são.
Como comprovado aqui mesmo neste espaço, um sem número de vezes, à vista de todos!
E duas características mais notáveis de um PeTralha são: a) um desamor total à Verdade, a tudo que contrarie ou não se amolde a um seu "sui generis" modo de ver as coisas. Os seus "valores". b) a outra característica bem notável é a agressividade, o desprezo, o veneno que destilam contra aqueles que não julgam "puros". Ou agridem, xingam, desvairadamente, o contendor, ou se fazem de vítimas, de supostas (e injustas, claro) agressões daquele um.
Enfim, mentem, mistificam, distorcem a verdade apoiam crimes e criminosos (como a quadrilha atualmente no poder)delavadamente e, quando pegos em flagrante ou contradição, tentam "eliminar" ou neutralizar o inimigo gritando slogans e rótulos, tais como "gringo", "conservador", "neo-liberal", "reacionário" (uau!), "viúva do alckmin", etc.
Só que acerca da própria torpeza e das mentiras, incoerências e malfeitorias as mais gerais...nada falam!
Como exemplo dessa visão de mundo, eu tenho dado ultimamente, o exemplo do ursinho alemão: os "ecologistas" PeTralhas de plantão (sim, PeTralhas alienígenas os existem, e aos montes!) decidiram que o ursinho, POR NÃO SE ENCAIXAR NO QUE ELES "ENTENDEM" QUE DEVA SER UM URSINHO, DEVERIA MORRER!
Mais autenticamente PeTralha do que isso...embora sendo alemães!
Por isso, amigo, não me venha falar em "democracia", vocês simplesmente desconhecem o que venha a ser isso.
No mais, sim, "Fora da Igreja, não há salvação", senão talvez, pela infinita Misericórdia de Deus e para homens verdadeiramente justos e de boa-vontade. Coisa bastante incerta, aoinda mais nos tempos autuais, não acha?
E não me acho nenhum "carola preconceituoso" (o que seria isso? ter OPINIÕES significa ser "preconceituoso"?)
Ademais, fique bastante tranqüilo, não creio que venha a haver nenhuma nova Inquisição (não pela falta de necessidade, claro). Mas que todos nós seremos julgados por nosso atos, pensamentos e palavras, ah, amigo, disso você tenha a mais absoluta certeza. E neste caso, alinho-me ao Amigo AG Moreira, os que não crêem e que se levantam contra a Igreja de Deus, JÁ ESTÃO JULGADOS! E não sou eu que digo isso, mas Aquele que tem poder sobre todas as coisas, pois todas foram criadas por Ele!
Mas, enquanto se está vivo, ainda existe esperança. Se eu fosse você eu dedicaria algum tempinho pensando nisso.
Passar bem, PeTralha.
p.s. Quanto ao seu questionamento: SIM, de todos os Padres que eu conheço (e não são poucos!) eu deixaria qualquer filho meu na sua companhia.
Vergonhoso ver pessoas que se dizem educadas e dotadas de boa cultura,por terem tido oportunidades diversas, travarem discussões vazias e desrespeitosas que nada acrescentam, fugindo completamente do assunto.
A igreja católica, como instituição, cometeu diversas atrociadades e muitas violências contra as pessoas, utilizando-se do nome de Deus e Jesus, da mesma forma de outras igrejas, o que é totalmente inadimissível.
Condenar um padre por suas opiniões e pretender condenar a Teologia da Libertação com obrigatoriedade de silêncio é mais uma destas violências medievais.
Jesus veio enviado por Deus para nos ensinar a sermos tolerantes, humanos, termos compaixão e amor ao próximo, e, o primeiro passo para tudo isso é o respeito e a paciência um com os outros.
Infelizmente ainda é possível presenciarmos atitudes fanáticas e intolerantes como as abaixo expostas.
Condenar a Teologia da Libertação é fazer o que a Igraja Católica (como instituição e não como a verdadeira igreja de Cristo)continue a ser a igreja das minorias, ricas, pois o que dizer de uma instituição que mantem palácios e monumentos de ouro puro e um país distante e separado como o Vaticano onde apenas alguns podem entrar(construidos por escravos e com matérias primas retiradas de regiões exploradas e violentadas como África e a América Latina) enquanto muitos morrem de fome, de sede e de frio...será essa a igreja que Cristo e Deus gostariam de ter usando seus nomes? Será a desigualdade, a penalização, a violência e a proibição de expressão de liberdade que Cristo veio ensinar?
Ao meu ver não. Sou católica, mas minha igreja é baseada e fundamentada nas lições de Cristo e Deus, não nas opiniões de Papas e de instituições que possuem interesses próprios e manipulam as palavras de Deus como bem lhes convêm.
Tolerância e Respeito colegas, estamos na Páscoa, época de renovação e perdão. Grande Abraço. Cláudia.
Alô,
Cláudia (Empresarial - - ) :
"Sou católica, mas minha igreja é baseada e fundamentada nas lições de Cristo e Deus, não nas opiniões de Papas e de instituições que possuem interesses próprios e manipulam as palavras de Deus como bem lhes convêm."
Ser "católica" como você , ( que não segue orientações superiores ) , é semelhante a ser juiz sem seguir as Leis e a Constituição !!!
"data venia" não deve existir em seu vocabulário !!!
Essa estória de cada indivíduo fazer a "SUA" igreja , de acordo com a sua sabedoria ou ignorância e a seu bel prazer , não confere autoridade, a vir aqui, a esta Tribuna e , tentar, emitir lições de moral e preceitos religiosos, a quem quer que seja !!!
Vá se informar e procurar a sua turma ! ! !
Cara srta. Cláudia:
A srta disse: "Vergonhoso ver pessoas que se dizem educadas e dotadas de boa cultura, por terem tido oportunidades diversas, travarem discussões VAZIAS e desrespeitosas que nada acrescentam, FUGINDO COMPLETAMENTE do assunto." (grifos meus).
E apenas em um parágrafo, três erros de sua parte:
1) Eu não me digo, nem educado e nem culto. As pessoas não devem se dizer, mas devem demonstrar serem educadas, ou não.
2) E "educação", "polidez", não significam, num debate, deixar de nomear adequadamente as coisas e as pessoas e nem, muito menos, deixar de defender com denôdo e virilidade, posições que se tenha como corretas. Já bastam os relativistas que campeiam por aí, às mancheias.
3) "Discussões vazias"? Acho que não! Ao contrário; infelizmente muito cheias de conteúdo, posto que representativas de duas visões de mundo e de valores que são absolutamente excludentes.
Mais adiante a srta. continua: "A igreja católica, como instituição, cometeu diversas atrociadades (sic) e muitas violências (...). Condenar um padre por suas opiniões e pretender condenar a Teologia da Libertação com obrigatoriedade de silêncio é mais uma destas violências medievais.
Novamente, duas confusões de sua parte:
1) O tal Padre, é um professor e se pretende CATÓLICO, mas ensina "verdades" que contrariam a Doutrina Católica, a verdade histórica acerca de Jesus e com isso, difunde uma visão MENTIROSA e herética, que afeta gravemente o depósito da Fé que ao Papa e aos Bispos a ele ligados, cabe defender.
2) A chamada "Teologia da Libertação" já foi CONDENADA pela Santa Sé, desde 1983. Novamente ressaltando: por quem tem AUTORIDADE para fazê-lo.
E também um erro, ("atroacidades e violencias") muito comum a pessoas que se dizem "católicas" mas desconhecem absolutamente a sua história e doutrina e, pior, acham que podem julgá-la e condená-la, e continuarem a ser "católicos"! Pura soberba adolescente.
O engraçado é que a notícia acima, transcereve, quase na íntegra, as objeções da Santa Sé às absurdidades heréticas do Jon Sobrino. E aparentemente a srta. como todos os demais comentadores, siquer se deram ao trablho de lê-las ("ah, que preguiça, que coisa chata!").
Depois ainda: "Jesus veio enviado por Deus para nos ensinar a sermos tolerantes, humanos, termos compaixão e amor ao próximo, e, o primeiro passo para tudo isso é o respeito e a paciência um com os outros".
É mesmo?! Quer dizer que o respeito ao próximo significa não abusar de sua "paciência", concordando com as suas imbecilidades e deixando de exercer a chamada "correção fraterna", ainda que em termos ásperos? Uau, que "catolicismo" esse, o seu, hein?
Quanto a Jesus, e quando Ele disse: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir do castigo..", ou "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo do inferno, preparado para Satanás e os seus seguidores"? Ou ainda: "Vocês pensam que eu vim trazer a paz. Mas eu vim trazer a espada...", etc.
A srta. engana-se redondamente: Jesus, Deus verdadeiro e Criador de todas as coisas, veio a este mundo, rebaixando-se à nossa nautreza humana, para REMIR os nossos pecados através do sofrimento e morte na Cruz e pregar a SALVAÇÃO a todo o genero humano, mediante a nossa adesão ao seu plano de salvação. Não veio nos propor palavras adocicadas e nem "educadas". Aliás, Ele mesmo disse: "Somente os violentos arrebatam os céus" (os que violentam a sua própria carne e que fazem opções "violentas" por Deus e pelo Seu Reino, claro!)
Por último, se a srta., "intoxicada culturalmente" pelas Vejas e outras publicações anti-clericais da vida, não acaha que a Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica seja a "verdadeira igreja de cristo", lamento informar-lhe, a srta pode ser qualquer coisa, menos CATÓLICA.
E, apesar de a Igreja ser uma Monarquia Absoluta, portanto uma instituição não formalmente "democrática" nos moldes do pensamento moderno, a srta. já viu maior democracia do que no interior dela? (não confundir falta de democracia ou autoritarismo, com desobediência, por favor) Já viu a quantidade de pessoas negras, pobres, simples, tidas como santas, como modelos de virtudes? E até ciganos (São Zeferino Jimenez Mala, por exemplo), judeus (Santa Edith Stein), etc.
Ou a solicitude com que sempre acolheu todos os povos e todas as gentes (e por eles também foi acolhida)?
Realmente, a srta. não sabe absolutamente do que fala.
E pior, pensa que sabe! O que é lastimável, em se tratando da coisa mais importante dessa vida e fundamental para o destino último e eterno de nossa alma.
Realmente, não concebo coisa de maior importância, razão pela dou-me a essas discussões "vazias" e "desrespeitosas".
Fui claro?
Passar bem.
Prezados Senhores Richard e A.G. Moreira:
Infelizmente continuam a serem desrespeitosos e ofensivos, não conseguem aceitar opiniões contrárias e se acham os donos da razão.
Não há como desenvolver nenhuma conversa educada com Vossas Senhorias, fanáticos e intolerantes.
Atenciosamente,
Tenham uma boa tarde.
Cara srta. Cláudia, se este é o seu único e "PeTralhístico" argumento, realmente, não há nada mais a conversar.
Tenha uma boa tarde também!
p.s.Não me acho "donode nenhuma verdade, mas apenas defensor do que eu acho verdadeiro e correto. Mas a srta. apesar de esgrimir os seus pobres e vazios "chavões" e pensamentos-feitos, com extema virulência (disfarçada de "educação") não dve ser capaz de reconhecer isto.
Paciência!
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