STF analisa se desembargador pode ser Grão Mestre

O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Pedro Luiz Ricardo Gagliardi, quer a anulação de uma reclamação disciplinar que corre contra ele no Conselho Nacional de Justiça. O Mandado de Segurança foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (13/4).

A reclamação questionava a possibilidade de Gagliardi ser desembargador e ao mesmo tempo exercer as funções de Grão Mestre que executa na Grande Loja Maçônica. O processo chegou ao CNJ em janeiro de 2006. Gagliardi teria se manifestado no sentido de que “o exercício concomitante não constituía nenhuma transgressão aos deveres e obrigações que jurou cumprir quando empossado no cargo de magistrado”.

A defesa argumenta que o Órgão Especial do TJ também se pronunciou sobre o caso no sentido de que não há impedimento para que o desembargador exercesse as duas atividades simultaneamente.

Para o desembargador, “foram cometidas impropriedades que, sem dúvida, demonstram agressão frontal ao devido processo legal”. Segundo ele, documentos como o Balanço Anual da Grande Loja Maçônica não teriam sido submetidos, pelo ministro corregedor, ao necessário contraditório, assim, os princípios da ampla defesa e do devido processo legal estariam sendo ofendidos.

A ministra Cármen Lúcia é a relatora do Mandado de Segurança.

MS 26.551

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Richard Smith disse:
15 de abril de 2007 às 01:33

Como saber?

O neófito entra na maçonaria e é obrigado, na iniciação, a fazer um juramento PRÉVIO (= "cheque em branco") de guardar segredo de tudo o que ouvir, ver e vier a tomar conhecimento na "sublime ordem".

Para ele, todos os outros iniciados são "irmãos" e tem prevalascência em QUALQUER assunto.

Quem tiver bom senso, que tire as conclusões que quiser!

p.s. E o mais engraçado da notícia, para mim: o "Estado" faz sempre questão de grafar PAPA (o Santo Padre) com "p" minúsculo. Mas na hora do grão mestre, é com letra maiúscula. Curioso, não?

Comentarista disse:
15 de abril de 2007 às 06:43

Simplesmente inacreditável!

Resta saber se o iluminado relator do MS algum dia já passou pela câmara de reflexão...

Luismar disse:
15 de abril de 2007 às 10:52

"Quem tiver bom senso, que tire as conclusões que quiser!" (Richard Smith)

A.G. Moreira disse:
15 de abril de 2007 às 11:07

Já lá vai o tempo em que a "maçonaria" tinha, qualquer, poder nos desígnios de nações e influência nas políticas de Estado.

Aqui, no Brasil, tudo fenece e se deforma !!!

As últimas influências "poderosas" , da maçonaria, que se tem notícia , no Brasil, foram o "golpe traira" que os "famosos" marechais, deram no "inocente e laranja" do Dom Pedro e a "alta traição" que impuséram ao Solano Lopez do Paraguay ! ! !

Hoje em dia , o "veneno" destilado da maçonaria, não mata nem pernilongo ! ! !

Émerson Fernandes de Carvalho disse:
15 de abril de 2007 às 12:21

Matéria mal redigida (nem mesmo foi assinada!), com inúmeras imprecisões: não dá pra saber se já houve aplicação de pena ou não.

Armando do Prado disse:
15 de abril de 2007 às 14:17

Que mistura estranha!

Ramiro. disse:
15 de abril de 2007 às 15:22

Que eu saiba a maçonaria é uma sociedade secreta onde todos juram solenemente ajuda mútua. Um tem o compromisso de ajudar o outro, e parece que a qualquer custo.
Se este juramento não é incompatível com a função de magistrado, visto que a sociedade maçônia é secreta, e o juiz ou desembargador se dar por impedido quebraria o sigilo jurado sob as penas da morte...
Não sei não, a Maçonaria esteve presente também em 64 e por aí vai...

Ramiro. disse:
15 de abril de 2007 às 15:27

Não deveria comentar, mas já vi no passado, no meio acadêmico, absurdos grotescos serem mantidos a qualquer custo em favor da fraternidade maçônica. Provem que um Magistrado maçom não está obrigado a julgar, independente de mérito, em favor de outro maçom, pelos sinais secretos onde eles se reconhecem, e não haverá críticas. Alguém se lembra o caso da Maçonaria na Itália e a Operação Mãos Limpas?

Band disse:
15 de abril de 2007 às 20:13

Organização secreta é secreta, e nunca se pode saber o que se trama na intimidade longe dos olhos da opinião pública!

Deveria escolher, ou melhor, se desfenestrado por não possui idoneidade estabelecida e imparcialidade convincente ao se associar a associação mística!

Cícero José da Silva disse:
15 de abril de 2007 às 20:20

Não possuo nenhum vínculo com a Maçonaria, mas entendo que se trata de uma instituição séria, que respeita a dignidade humana e as leis dos Paises onde se encontra instalada.

Não se pode negar que ao longo da história a Maçonaria vem desempenhando relevantes serviços a humanidade, pois acima de tudo recebe o homem de bem e o transforma em algo ainda melhor.

Causa-me sim estranheza, os ataques a um homem de uma conduta irreparável, que presidiu com maestria o antigo e saudoso Tribunal de Alçada Criminal, e que hoje como Desembargador da Sexta Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tem sido um magistrado exemplar, proferindo votos de altíssima qualidade, e respeitando a todos os advogados que ali comparecem.

Da forma como se instaurou uma verdadeira caça as bruxas na magistratura nacional, em breve os integrantes do Poder Judiciário, não mais poderão torcer por nenhum time de futebol, comparecer a um culto religioso, ou até mesmo a um clube.

O CNJ tem coisa mais séria para fazer.

Luiz Fernando disse:
15 de abril de 2007 às 20:58

Cícero diz que tudo bem. Ramiro e o médico de codinome Band dizem que não, que não pode. Acho que entidades beneficentes há aos montes - na Rocinha dizem que os maiores BENFEITORES são os traficantes. Nada sei de maçonaria, mas a magistratura me parece incompatível com o exercício de funções misteriosas, lacradas ao público, principalmente em cargos de grão-mestre (sei lá o que isso significa, mas deve ser algo como diretor geral). Há um pacto secreto entre esse pessoal, e isso não é aceitável para um magistrado - pois no mínimo põe em dúvida a sua isenção e imparcialidade para julgar. As escolas de Samba do RJ também fazem ações filantrópicas, e por trás sabemos que estão bicheiros e seus interesses inconfessáveis. Modus in rebus, portanto. Ao juiz não basta ser imparcial e honesto, ele deve também PARECER SER imparcial e honesto.

veritas disse:
15 de abril de 2007 às 22:01

o publico pode andar com o secreto ?

Ramiro. disse:
15 de abril de 2007 às 22:20

Eu costumo ter memória de alguns fatos. Eu era ainda muito novo e nem me interessava por direito, mas sabia que tinha maçonaria envolvida na operação mãos limpas.

Fui à Internet pesquisar. Econtrei um artigo de um Senador da República.

"... Lá, no chamado ‘‘Processo Sindona’’, quando se descobriu que a loja maçônica P-2, que Sindona controlava, com o banqueiro e venerável mestre, Lício Gelli, tinha uma imensa rede de bancos, na Itália, nos Estados Unidos e na Argentina. Quando prenderam Sindona, em 1979, divulgou-se que se encontrara também uma lista com 500 nomes de altas personalidades do mundo oficial italiano, com os seus telefones e seus números de contas secretas. Sindona foi condenado à prisão perpétua, a lista desapareceu e, pouco depois do julgamento, ele foi assassinado com veneno, dentro da penitenciária. "
www.senado.gov.br/secs_inter/noticias/senamidia/historico/1999/11/zn112542.htm

Sabia que tinha algo com o Juiz Falcone.

Ramiro. disse:
15 de abril de 2007 às 22:28

Para não dizer que é só na Itália, vamos para Portugal...

"O caso da Universidade Moderna trouxe para a praça pública um dos aspectos essenciais do actual regime político português: a existência de grupos de pressão baseados em sociedades secretas, ou em sociedades discretas, que procuram constituir redes de influência nos meios intelectuais, universitários, sociais, comunicacionais e partidários. Redes, onde mantos diáfanos de vagas ideias recobrem oportunismos carreirísticos e muita vontade de dinheiro.(...)"

(...)A Universidade Moderna foi um grupo. Um grupo participado por vários grupos, onde dentro de cada um destes grupos havia indivíduos. E cada um destes tinha até uma pluralidade de pertenças. O Senhor A podia ser maçon da Loja I e membro do partido X. O Senhor B, maçon da Loja II e do partido Y. O Senhor C, maçon da Loja III e do partido Z. O Senhor D, anti-maçon, da Igreja I e do partido W. Etc., etc., etc.

Na Universidade Moderna e na Dinensino havia senhores do tipo A, do tipo B, do tipo C e do tipo D. Tal como no partido X, no partido Y e no partido Z, há os senhores E, F, G, etc.. Tal como na Loja I, na Loja II e na Loja III há os senhores H, I, J, etc.. Tal como na Igreja I, na Igreja II e na Igreja III, há os senhores L, M, N, etc.

O partido X esteve no poder. O partido Y está no poder. O Partido Z pode vir a estar no poder. A Loja I pode influenciar os jornais de papel branco. A Loja II, os de tipo amarelo. A Loja III, os de tipo cor de rosa. Tal como a Igreja I, a Igreja II e a Igreja III. (...)".

http://maltez.info/Textos/euronoticias/a%20moderna,%20os%20pilatos%20e%20os%20fantasmas.htm

Fico pensando, o que o STF e o CNJ vão considerar, que isto não existe, de modo absoluto isto não existe no Brasil?

Melhor calar a boca que o poder, Maquiavel bem lembrou, o poder tem sua lógica própria...

Lucas Janusckiewicz Coletta disse:
16 de abril de 2007 às 01:45

Enquanto minha mãe foi viva meu pai fez parte da Maçonaria, foi lá que aprendi a não ser secredo ou "discreto" como eles dizem, por isso meu nome está completo no presente comentário, pois falo por mim e não por ele. Sempre me recusei a fazer parte da Ordem Demolay ou do Rotary. Não tenho medo de dizer como bisneto de poloneses que foi na maçonaria que aprendi a ser Católico Apostólico Romano Tradicional, foi lá que aprendi a lutar pela Igreja Católica e pela restauração do Imperio de Deus na Terra. A Virgem Mária é minha Mãe e Rainha e Jesus Cristo meu Rei. Nada mais além disto. Sou antinepostista e o maior sonho meu é ver meu pai parar de falar heresias contra a igreja - esses fatos deturpados tipo Codigo Da Vinci eu escuto há muito tempo, como ataques a Santa Maria Madalena, dentre outros comentários que não prefiro falar.
Mas o que mais gostaria de ver é meu pai jurar perante aos pés do Papa no Vaticano a fedelidade a igreja Católica. Hoje sou devoto de São Maximiliano Maria Kolbe, o frei polones que deu sua vida pela de outro prisioneiro no campo e Auchwitz e criou a Milicia da Imaculada para combater a maçonaria. Vivo na mesma casa que ele, nos damos muito bem apesar de no ano passado ele impedir que eu impretasse ação juducial contra os médicos "ligados a ele" que praticaram erro médico e recusa em atendimento médico porque eu me esqueci (=recusei) de me aprensentar como "sobrinho" por causa de uma doença grave no olho. Faz um ano. Luto do lado dos vitoriosos e, sei que a vitória se dará pela poder do arcanjo São Miguel. Pobres daqueles revolucionarios franceses ou socialistas que não lutaram do lado de Deus quando ele mais precisava.Salve Rainha! Salve Maria!

Luiz Fernando disse:
16 de abril de 2007 às 10:45

ALELUIA !!!!
E vade retro p/ resto da turma !!!!

Richard Smith disse:
16 de abril de 2007 às 11:43

Caro amigo Lucas Janusckiewicz Coletta:

Salve Maria, nossa mãe e mãe do meu Senhor!

Tocante o seu depoimento. Por coincidência, também sou descendente de poloneses e sofro por problema semelhante, todavia devido ao lado Irlandês da minha família.

Cabe apenas dizer que a chamada "dupla-pertença", ou seja, a pertença à Igreja Católica e à maçonaria é IMPOSSÍVEL e acarreta EXCOMUNHÃO automática, "latae sententiae".

Para quem quiser conhecer mais detalhes recomendo o severo site de apologética católica MONFORT (www.monfort.org.br).

Um gande abraço a você e que Deus e Nossa Senhora ("Refúgio do Pecadores", "Martelo dos Hereges", "Horror dos demônios") o protejam e guiem!

richardsmith@ig.com.br

Richard Smith disse:
16 de abril de 2007 às 11:53

Caro amigo Rodrigo:

Você tem notável discernimento e a mais absoluta razão nos seus comentários.

Não há que se esquecer que inúmeros foram os episódios de fugas inexplicáveis, traições e acobertamentos misteriosos ocorridos na nossa história por causa das "obrigações fraternas". Como exemplo, a fuga a que foi obrigado o futuro Duque de Caxias, herói da Pátria e padroeiro do nosso Exército a dar a Davi Canabarro, o "Centauro dos Pampas", na Revolução Farroupilha, quando o havia encurralado, simplesmente porque esse fez o tradicional sinal secreto maçônico de ajuda àquele!

Sinal este, que eu mesmo vi ser dado numa audiência, na aparência disfarçada de uma certa espreguiçada, e que modificou, completa e instantaneamente, o rumo de uma ação!

Quanto às listas, devemos mencionar que o jornalista italiano MIno Pecorelli, foi também assassinado misteriosamente, por elaborar e divulgar a lista (com número, data de iniciação e nome maçônico) de diversos altos prelados da Cúria Romana, ativos participantes no Concílo Vaticano II, de ruinosas conseqüências à Igreja.

Esta lista também está disponível no site www.monfort.org.br.

Um grande abraço a você.

p.s. E se posso dar-lhe um conselho: forme-se bem, seja um Advogado de verdade e afaste-se sempre das "águas turvas".

Richard Smith disse:
16 de abril de 2007 às 11:55

Por favor RAMIRO, queira desculpar-me o inadvertido engano com o seu nome, incorretamente grafado como "RODRIGO".

Um outro abraço.

Richard Smith disse:
16 de abril de 2007 às 14:28

A quem possa se interessar pelo assunto, recomendo, enfáticamente, as obras seguintes:

"Maçonaria - Do outro Lado da Luz" - de William Schnoebelen (maçon ex-grau 32) - Ed. Luz e Vida - 1997;

"A Maçonaria no Brasil, Orientação Para os católicos" - D. Boaventura Kloppenburg (bispo) - Ed. Vozes - 1957;

"A História Secreta do Brasil" - Gustavo Barroso (presidente da Academia Brasileira de Letras e fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil) - Ed. Brasiliense - Coleção Brasiliana, em 3 volumes - 1936/37.

Os dois últimos estão esgotados, podendo ser encontrados (por encomenda) nos bons sebos do centro de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Todos imperdíveis, principalmente para os "operadores do direito", mormente o último, para a compreensão de diversas "realidades" do nosso tempo presente.

Cláudia disse:
16 de abril de 2007 às 16:15

Sr. Cícero, ótimo comentário, com muita prudência, a única capaz de compreender um pouco o que é a maçonaria. Sr. A.G. Moreira, a influencia é bem maior que Vossa Senhoria pode imaginar.
Só conhece realmente a maçonaria quem dela pode ser chamado a fazer parte..ah, nem todos maçons são irmãos...há graus diferenciados de evolução espiritual e de sabedoria.
A Maçonaria é uma ordem benfeitora, e deve ser mantida a liberdade pessoal e de reflexão do magistrado que quiser fazer parte da mesma (desde que aceito). Tentar impedir o crescimento de um profissional por suas escolhas pessoais é incosntitucional e afronta a dignidade humana e nossa liberdade de escolha. Com razão o Sr. Cícero. E que o grande arquiteto ilumine Vossas Senhorias.
Uma boa tarde.
Cláudia.

Ramiro. disse:
16 de abril de 2007 às 16:23

Abriram voz ao povo.
Em vigor

Código de Ética Judicial
Segunda, 16 de Abril de 2007
Visando a criação de um documento de referência sobre o Código Ética Judicial no Brasil, fica aberta consulta pública para o recebimento até 16 de maio de 2007.

As sugestões devem ser enviadas ao Conselho Nacional de Justiça no endereço:

Anexo II - Bloco ‘A' - 5o. andar, Protocolo, Supremo Tribunal Federal, Praça dos Três Poderes, S/Nº, CEP: 70.175-900 ou para o e-mail cnj@cnj.gov.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo com nome, endereço e telefone.

http://www.cnj.gov.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=49&Itemid=132

Richard Smith disse:
16 de abril de 2007 às 17:33

Ah, Dra. Cláudia, agora eu entendi o teor dos seus comentários acerca do Padre maniaco sadista (# 54687).

Pensei que a Srta. fosse apenas mais uma dessa pessoas intoxicadas culturalmente contra a Igreja, pelos meios de comunicação.

Mas posso ver agora, que a coisa é outra.

Queira perdoar o engano.

Passar bem.

Band disse:
17 de abril de 2007 às 09:11

Acho que nem um e nem outro! Magistrados não podem se dedicar na vida a sociedades secretas de qualquer tipo, sendo grão mestres, ou apenas seu executor das ordens emanadas! Deveria antes disto procurar um tratamento psicanalítico para descobrir porque desta necessidade inconsciente de ter uma segunda vida secreta! Comportamento patológico para pessoas públicas!

Augustinho disse:
17 de abril de 2007 às 09:49

Respeito a todos que se dedicam a prática do bem, sejam em sociedades secretas ou discretas. Prestei serviços à maçons e também às suas lojas. Fui convidado a participar de uma loja, mais de uma vez, mas justamente porque dedico as horas livres à assistência social, não tenho tempo para ingressar nessa sociedade.
Agora o debate que está se processando nestas páginas(x Igreja Católica), com coisas tais como juramento ao Papa, etc., cheira a Idade Média.
Vamos viver o Seculo XXI, com suas inumeras ONGs, algumas somente interessadas praticar o bem e deixar de lado estas intrigas do passado.
Acredito que Magistrados, sejam eles maçons ou não, devem aplicar o Direito com a Justiça, ainda que detrimento do irmão maçon.

Fabricio disse:
17 de abril de 2007 às 11:22

Estranho esse interesse em perseguir um magistrado que se dedica, fora de seu horário de trabalho, a atividades beneméritas, enquanto dezenas de outras autoridades da República, que se dedicam a interesses menos honrados, passam ao largo de qualquer investigação...

Baudelaire disse:
17 de abril de 2007 às 12:40

A Maçonaria é uma instituição muito séria. Entretanto, penso que magistrados não deveriam nela ingressar, porque, sem a menor dúvida, sempre haverão casos de corporativismo.

Richard Smith disse:
17 de abril de 2007 às 13:42

O falacioso amigo Fabrício disse:

"Estranho esse interesse em perseguir um magistrado que se dedica, fora de seu horário de trabalho, a atividades beneméritas, enquanto dezenas de outras autoridades da República, que se dedicam a interesses menos honrados, passam ao largo de qualquer investigação...".

Ok. Mas o que a conduta reprovável de "dezenas de outras autoridades da República" tem a ver com o caso?

Mal comparando: poderia um estelionatário alegar, num seu julgamento, que "existem piores e mais violentos criminosos do que eu"?

O juíz aceitaria tal alegação, em abono de suas condutas delituosas?

E o problema, caro amigo, não são as eventuais benemerências que a "sublime ordem" pratica, mas sim o véu de segrêdo que envolve todas as suas demais atividades. Como pode você garantir que nos seus conciliábulos não se realizam tenebrosas conspirações? Ou que os seus membros, em ligados por um anterior e PRÉVIO juramento, não são constrangidos a a tomarem atitudes contrárias à sua crença, à moral, à Pátria, à Justiça?

Por uma suposta Sublimidade apregoada em publicações panegíricas?!

Dificil...

Perceba assim a contradição entre o SEGREDO (para quê o segredo?) intrínseco à maçonaria e o interesse PÚBLICO.

Simples assim.

Passar bem.

Richard Smith disse:
17 de abril de 2007 às 13:46

Ô amigo Augustinho:

Quer dizer que "juramento ao Papa" (?!) não pode! É medieval.

Mas sobre o malhete ou diante de Jakin e Boaz, pode?

Você se esqueçe que TODOS os Mistérios da Igreja (a Transubstanciação, as ordenações sacerdotais ou episcopais, etc.) são realizados À VISTA de todos.

Pode-se dizer o mesmo da Acácia?

Rótulos, rótulos...

Passar bem.

Rubão o semeador de Justiça disse:
17 de abril de 2007 às 19:31

...
De grão em grão, quem avisa amigo é...!
Minha admiração e respeito (só isso, nada mais! Mesmo!) pelo rito azul (o escocês) que cortou cabeças de poderosos em Francia e ajudou a extirpar o mal que era a monarquia. Secreto só o 007.

Band disse:
17 de abril de 2007 às 20:54

É Richard, pelo jeito o Fabrício acha os traficantes pessoas beneméritas da sociedade pelo serviço social que praticam nas favelas!

Ora, sociedade secreta só precisa ser secreta por atitudes nada republicanas de seus membros e grãos mestres. Para distribuir ranchos e visitar velhinhos em asilo não precisa nada de segredo. Mas para ocultar os reais objetivos destas entidades é que é conveniente se passar por uma organização benemérita!

Quanto aos que apóiam ao desembargador, será que não são maçons também?

Sérgio Santiago disse:
18 de abril de 2007 às 03:10

Na realidade a Maçonaria não é uma sociedade secreta. Todas as lojas, local onde os maçons se reunem, têm endereço certo e conhecido de todos, com os devidos registros públicos. O segredo maçônico limita-se ao modo como os maçons se reconhecem, o que já não é mais tão secreto assim, como se pode verificar pelos comentários. O fato das reuniões maçônicas serem fechadas não difere muito de qualquer outra sociedade, seja a cúpula de Igreja Católicas, Evangélicas, etc, de empresas, Ongs, e outras. Todos têm assuntos que só lhes interessam. Diferencia a maçonaria o fato de seus Princípios Fundamentais exultarem o homem à prática da justiça, seja quem for o atingido.

Richard Smith disse:
19 de abril de 2007 às 01:21

Tô contigo, amigo Band!

Um abraço.

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