“Perdi! Não vou conseguir metê-lo na cadeia!” A frase foi dita pelo jornalista Paulo Henrique Amorim ao sair da sala de audiências da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, em São Paulo. Amorim, blogueiro do portal iG e animador de programas da TV Record, queria colocar na cadeia o colunista Diogo Mainardi, da revista Veja, porque este escreveu que ele, na fase descendente de sua carreira, foi contratado pelo portal iG por R$ 80 mil e se engajou pessoalmente “na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas”.
Paulo Henrique Amorim e Diogo Mainardi compareceram nesta segunda-feira (17/12) ao Fórum de Pinheiros na primeira audiência do processo criminal que o primeiro move contra o segundo por injúria e difamação. A avaliação de Amorim sobre o possível desfecho da causa é calcada em seu próprio comportamento em Juízo. Na audiência, comandada pela juíza Aparecida Angélica Correia Nagao, Amorim rejeitou qualquer tentativa de acordo e se alterou em diversas ocasiões nos cerca de 30 minutos em que a juíza tentou, em vão, compor as partes.
No tribunal, os dois jornalistas interpretaram papéis trocados. Amorim tentou demonstrar que já não tem a credibilidade que teve um dia e que a culpa disso é de Mainardi, a seu ver, um dos jornalistas mais influentes do país. O colunista de Veja, por sua vez, tentou evidenciar que o prestígio do colega é o mesmo de sempre e que se projeta pelo seu salário: Amorim disse que ganha cinco vezes mais que o colega “em apenas uma das atividades”.
“A senhora confiaria em um jornalista que escreve a soldo? Em um jornalista filiado a um partido político? Ele escreveu que eu trabalho a soldo, por interesses comerciais”, repetia Paulo Henrique Amorim, demonstrando inconformismo com o texto de Mainardi. O jornalista insistiu na tese de que perdeu credibilidade em razão da coluna publicada em setembro de 2006 na Veja. “A senhora não deve acreditar no que eu escrevo porque eu sou um jornalista sem credibilidade. Não sei por que a senhora me ouve”, disse à juíza.
Separados por uma cadeira na qual estava sentada a advogada Maria Cecília Lima Pizzo, Amorim e Mainardi trocaram acusações, ofensas e filosofaram sobre o que é fato e o que é opinião. Como se estivessem em um talk-show, discorreram sobre as intenções de quem escreve uma notícia com o intuito de ofender pessoas ou simplesmente de narrar fatos — foi a batalha do animus injuriandi versus o animus narrandi. A discussão entre os dois, tendo como moderadora a juíza, durou quase meia hora, praticamente toda a primeira parte da audiência.
“Eu não o processo quando você me chama de caluniador e fascista em seu blog”, disse Mainardi a Amorim. “Ou a minha credibilidade não é atingida quando você escreve que eu sou fascista?”, questionou. “Mas isso é opinião, não matéria de fato”, respondeu Amorim. “Então, o que você diz é opinião e o que eu digo é fato? Ok, assino embaixo”, ironizou Mainardi.
A juíza perguntava a Amorim: “O senhor acredita que um artigo pode abalar sua credibilidade? Que o texto mudou a opinião que o público do senhor tem a seu respeito?”. Apaziguadora, a juíza indicava uma possível saída conciliatória. Sem sucesso.
“Este rapaz é best-seller. Quanto vendeu até agora seu livro?”, perguntou Amorim. “55 mil exemplares”, respondeu Mainardi. “Qual é a tiragem de Veja?”, insistia Amorim. “Mais de 1 milhão de exemplares”, respondeu Mainardi.
Para Amorim, o fato de a Veja imprimir 1 milhão de revistas, de o livro do colunista, Lula é Minha Anta, já ter vendido 55 mil exemplares e de o programa Manhatan Connection, no qual Mainardi é um dos debatedores, ter audiência “qualificada” demonstram o alcance do suposto ataque à sua honra. “Ele tem influência e disse a todos que eu escrevo a soldo”, afirmou. Para se vitimizar, Amorim fez a única coisa que não gostaria de fazer: reconheceu o sucesso do inimigo.
Mainardi também resolveu falar de soldo: “E ainda assim você ganha cinco vezes mais do que eu”. Amorim respondeu: “Mas aí é problema de incompetência”. O advogado Alexandre Fidalgo, um dos que representam o colunista de Veja, perguntou: “Acusação de incompetência é fato ou opinião?”. E a juíza, novamente, entrou para esfriar os ânimos.
Em diversos momentos da audiência, Paulo Henrique Amorim leu, para que todos ouvissem, trechos do artigo de Mainardi. Em uma dessas leituras, protestou: “Ele disse que eu sou amigo de Luiz Gushiken”. Mainardi retrucou: “Mas ser amigo do Gushiken é ofensa?”. Amorim respondeu: “A questão é que eu não sou amigo do Gushiken e no contexto em que está escrito é, sim, ofensivo”.
Depois da tentativa de conciliação, Amorim deixou a audiência porque iria viajar para os Estados Unidos, um país, segundo ele, “onde quem escreve isso vai para a cadeia”. Pediu desculpas à juíza pela atitude nervosa e as elevações de voz, e justificou: “Reagi dessa maneira porque nunca antes fui ofendido dessa maneira”. Mainardi foi gentil: “Obrigado, pelo espetáculo”.
O dinheiro e o estilo
Frustrada a tentativa de conciliação, apesar de todo o esforço da juíza Aparecida Angélica, começou a oitiva de testemunhas. Os advogados de Paulo Henrique Amorim, José Rubens Machado de Campos e Maria Cecília Lima Pizzo, convocaram os jornalistas Heródoto Barbeiro e Rubens Glasberg e o economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo. A defesa de Mainardi, feita pelos advogados Alexandre Fidalgo e Lourival J. Santos, trouxe para depor o jornalista Reinaldo Azevedo.
Questionado, Heródoto Barbeiro afirmou que trabalhou por três anos na TV Cultura com Paulo Henrique Amorim e que o considera um profissional sério. Disse que os termos usados por Mainardi na coluna são subjetivos, mas que se há ou não ofensa cabe à Justiça dizer. Para Barbeiro, a liberdade de expressão existe e deve ser assegurada, “mas você responde pelo que diz ou escrever”.
A tese de defesa de Amorim centra-se no argumento de que não há interesse público capaz de justificar o texto de Mainardi. Para o advogado Machado de Campos, “o pretexto para as ofensas foi a suposta natureza pública do dinheiro. Mas os acionistas do iG são empresas privadas. Os fundos de pensão têm natureza privada”.
Já a defesa de Mainardi lembrou o fato de que parte do dinheiro dos fundos de pensão que controlam a Brasil Telecom, dona do iG, é, sim, público, já que se trata de fundos de pensão de empresas estatais.
Os advogados de ambas as partes também insistiram nas perguntas sobre a vontade do colunista de Veja de ofender ou não. Com maior ou menor ênfase, todas as testemunhas concordaram que a coluna em que Paulo Henrique Amorim é mencionado segue o estilo usual de escrever de Mainardi. Não houve tratamento diferente de outros personagens citados em outros textos. Logo, se não houve intenção de ofender, não há crime. Eis a tese central da defesa de Mainardi.
Em seu testemunho, o professor Belluzzo disse que se “sentiria ofendido” de ser citado da maneira como Amorim foi citado, que “não escreveria uma coluna” da mesma forma, mas ressaltou que se trata do estilo de Mainardi. “Exprime o modo dele de estar no mundo”, disse. O professor, recém-eleito presidente do conselho da TV Pública e fundador da Facamp — faculdade que aprovou quase 90% dos alunos no Exame de Ordem — disparou uma crítica geral à imprensa: “Jornalistas podem e devem expressar opinião, mas não podem atuar como juízes. Tenho dificuldade de aceitar esse juízo definitivo sobre as coisas, sem que haja respeito aos valores democráticos”.
O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista e blogueiro da Veja, afirmou não notar diferença na coluna em que Amorim é citado, reforçou que o texto seguiu o padrão de Mainardi e criticou o que classificou como judicialização do debate. Para ele, as diferenças de pontos de vista não deveriam ocupar o tempo do Judiciário. “É publico que há identificação de pontos de vista de Paulo Henrique Amorim com o grupo que controla a Brasil Telecom, o que não é ilegal”, disse.
Azevedo ressaltou que o jornalista que dá opinião tem de saber lidar com a crítica. “Eu sou bastante criticado por minhas opiniões. A diferença é que eu não saio processando todo mundo”, afirmou. O jornalista chegou a fazer a análise semântica da expressão descendente em razão de Mainardi ter dito que Amorim está “na fase descendente” de sua carreira.
Para Reinaldo Azevedo, é fato, não ofensa, dizer que um jornalista que foi chefe da sucursal de Nova York da Rede Globo descendeu na carreira porque está hoje na Record — entendimento, por sinal, adotado pelo juiz de primeira instância ao rejeitar a ação de indenização que Amorim move contra Mainardi em razão da mesma coluna. “Sem dúvida o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a menção à ‘carreira descendente’ visa apenas identificá-lo como estando hoje em veículo de menor expressão do que aquele outrora”, escreveu o juiz Manoel Luiz Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Pinheiros.
Para mostrar que ao menos a visibilidade de Amorim hoje é certamente menor do que antes, Reinaldo Azevedo lembrou que a Globo tem média de 23 pontos de audiência no Ibope, enquanto a emissora do Bispo Macedo tem menos de seis pontos.
O desfecho
A ação penal de Amorim contra Mainardi segue seu curso. No dia 17 de janeiro há a oitiva de uma testemunha de defesa no Rio de Janeiro. E foi marcada nova audiência para ouvir o jornalista Márcio Aith, da revista Veja, para o dia 20 de outubro. Depois disso, é aberto o prazo para as alegações finais das partes. Então, a juíza dá a sentença.
A defesa de Mainardi pode abrir mão do depoimento de Aith. Se isso acontecer, a sentença pode sair no ano que vem. Se aguardar pelo depoimento do jornalista, o caso terá uma decisão somente em 2009.
Na esfera cível, Paulo Henrique Amorim perdeu a ação que move contra Mainardi em primeira instância. O pedido de indenização por danos morais foi motivado pelo mesmo texto que deu causa ao processo criminal. O advogado José Rubens Machado de Campos informa que já entrou com Embargos de Declaração contra a sentença.
Leia a coluna de Mainardi, que motivou as ações
A Voz do PT
José Dirceu tem um blog. Quer saber quanto o iG gasta com ele? Eu também quero. Quer saber de quem é o dinheiro do iG? É seu, tonto! De quem mais poderia ser?
O iG pertence à Brasil Telecom. E a Brasil Telecom está na esfera dos fundos de pensão estatais. Eu já contei aqui na coluna como o lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas. Houve de tudo: financiamento ilegal de campanha, espionagem, chantagem, achaque e propina. Eu já contei também qual foi o papel de Lula na trama. Chega de me repetir. Quem quiser saber mais sobre o assunto, consulte o arquivo de VEJA. O que importa agora é como o iG está gastando seu dinheiro. E para onde ele está indo.
Luiz Gushiken é o ideólogo da propaganda lulista. Quando os fundos de pensão passaram a influir no iG, o portal se transformou na voz do PT. Caio Túlio Costa, aquele que Paulo Francis apelidou de “lagartixa pré-histórica”, foi nomeado presidente do grupo em maio deste ano. De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados como comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras. Todos eles afinados com o DIP de Luiz Gushiken. Mais do que isso: Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas. Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40 000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga pelo programa de Paulo Henrique Amorim? 80.000 reais.
O iG pode parecer pouca coisa. Mas é o terceiro maior portal do Brasil. Agora está pronto para difundir a propaganda do governo. O PT acaba de elaborar um documento em que pede uma “mudança nas leis para assegurar mais equilíbrio na cobertura da mídia eletrônica”. Muita gente está alarmada com o documento. O temor é que, num segundo mandato, os lulistas atropelem as leis para tentar aumentar seu controle sobre a imprensa. O fato é que isso já aconteceu pelo menos uma vez neste mandato, quando a turma de Luiz Gushiken tomou de assalto o iG.
O documento do PT fala em oferecer “incentivos econômicos para jornais e revistas independentes”. Independente, para o PT, é José Dirceu. É Franklin Martins. É Paulo Henrique Amorim. É Mino Carta. É o assessor de imprensa de Delcídio Amaral, que tem um blog político no iG. Só falta o Luis Nassif. Essa é a turma que, segundo o PT, precisa de incentivos econômicos do Estado. Carta Capital sempre atacou Daniel Dantas. Acaba de ser recompensada por um acordo com o iG. De quanto? Eu quero saber.
Lula cantarolou a seguinte marchinha, como relatam os repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro Viagens com o Presidente:
“Ei, José Dirceu,
devolve o dinheiro aí,
o dinheiro não é seu”
Lula conhece muito bem José Dirceu. Se diz que o dinheiro não é dele, é porque não é mesmo. Devolve o dinheiro aí, José Dirceu.
Já que o querelante foi para os EUA, poderia fazer uma matéria a respeito dos presos por crimes contra a honra, se encontrar algum...
Quá, quá, quá, quá, quá!
O anão tocador de tuba (de de outros instrumentos de "sôpro" também!) é um facécio!
Quem já teve o prazer de ler a coletânea cronológica de artigos do colunista na VEJA denominado "Lula é a Minha Anta" pode constatar, nas notas de pé de página que Mainardi foi vitorioso em todos os processos movidos pelos petistas e PeTralhas por ele DENUNCIADOS em seus crimes e falcatruas!
DENÚNCIAS sim, com nomes, datas, circunstâncias, valores, locais e etc.
DENÚNCIAS essas que somente vem se comprovando, cabalmente, com o tempo, como a recente onda de prisões (na Itália, é claro!) envolvendo pagadores de propinas e subornos a pertencentes do (des)governo que aí está no rumoroso ESCÂNDALO Itália Telecom x Daniel Dantas x josé dirceu x luiz gushiken (o "China")!
Os patéticos não ganham uma e NUNCA entram no mérito da DENÚNCIAS, mas sim, tentam desmoralizar genéricamente o colunista com ações contra a "honra" sem substância alguma e que vem tendo, por parte do brioso judiciário, repúdio total.
Ratos!
Ninguém aguenta mais esses jornalistas saírem processando uns aos outros. Já não bastassem as eternas brigas no mundo esportivo agora também colunistas processam os outros. Nesse ponto concordo com a defesa de Mainardi, o Judiciário tem mais com o que se preocupar.
Para quem gosta de meditar e tirar conclusões, do "blog" de hoje de REINALDO AZEVEDO:
(lembrem-se também do que disse Mainardi, no trecho de sua coluna reproduzida acima, acerca do seu temor de que "num segundo mandato, os lulistas atropelem as leis para tentar aumentar o seu controle sobre a imprensa"!)
"Amorim não gostou. Processou Diogo. Duas vezes, civil e criminalmente. Já perdeu o primeiro processo em primeira instância. Fui depor ontem como testemunha de defesa de Diogo no segundo. Sou um tanto desligado dessas coisas. Tenho muito o que fazer para ficar me ocupando de debater jornalismo em tribunal. Jurava que era nesta terça.
Limitei-me a responder o que me perguntaram a juíza e os advogados das duas partes. Conto aqui alguns detalhes porque o processo é público, não corre em segredo de justiça. Segundo entendi, a partir das perguntas que me fizeram, Paulo Henrique não contesta o salário informado por Diogo. Também não pode contestar que o iG pertença a Brasil Telecom. E parece fato igualmente incontestável que os jornalistas identificados com o PT e com Lula têm especial apreço pelo iG — ou o contrário; ou, ainda, as duas coisas. Também não dá para negar que o governo se esforçou para tirar Daniel Dantas do comando da Brasil Telecom — como se lê no texto acima, trata-se de uma relação, digamos, explosiva.
Paulo Henrique só pode ter-se sentido agravado, acho eu, com a afirmação de que ele está no grupo das pessoas que vivem “a fase descendente” de suas respectivas carreiras. Não se trata, quero crer, de um juízo moral, mas de fato. Ainda que ele próprio considere ascensão profissional ser uma estrela da emissora do bispo, o fato é que já foi uma estrela do jornalismo da Globo. Hoje em dia, o ex-diretor da sucursal de Nova York da maior emissora do país pode servir de escada para os humoristas de um quadro chamado “Bofe de Elite”, em companhia de Tiririca e Alexandre Frota.
Não pretendo aqui contar detalhes do diálogo ocorrido na sala da juíza. O que me espantou, confesso, foi outra coisa. Ao encerrar a sua intervenção, bastante exaltado — podia-se ouvi-lo de fora —, Paulo Henrique comentou: “Acho que perdi. Não vou conseguir metê-lo [Diogo] na cadeia”. E contou ter sido repreendido por sua própria advogada em razão de seu comportamento inconveniente durante a sessão. Cadeia? Por causa do texto acima? É esta a tolerância dos que acusam a intolerância alheia? Talvez vocês não queiram perder o seu tempo pesquisando os adjetivos com os quais o próprio Paulo Henrique já brindou Diogo Mainardi. Também já pôs no ar uma longa entrevista com um senhor que me processa, dando-lhe amplo “direito de ataque”, sem nem se ocupar em saber se eu teria algo a dizer. É o seu modo de fazer as coisas. Mas cadeia? Já imaginaram? Na República de Amorim, o primeiro preso seria Diogo Mainardi.
Na ante-sala da juíza, em tom amistoso, admito, afirmou que o chamei de “pederasta” e que não pensava em me processar. Ainda bem pra ele. Iria perder.
— Eu? Eu não chamei, não.
— Chamou, sim. Disse que eu era “catita”.
Se vocês entrarem no dicionário, “catita” quer dizer “que ou quem se veste bem e/ou tem elegância”. Nem é o que eu penso de Paulo Henrique. No quadro Bofe de Elite, de fato, ele era o único em trajes aceitáveis diante de um monte de supostos soldados, vestidos de preto e com botas cor-de-rosa. Só me restou lembrar-lhe que “catita” não é sinônimo de “pederasta”. E que ele poderia ser catita e heterossexual ao mesmo tempo... E ainda que não fosse possível, noto agora: não tenho nada com isso.
De fato, como vêem, há um quê de ridículo nessa judicialização do debate político e jornalístico. Ainda bem que essa gente não vai conseguir fazer o Brasil com o qual tanto sonha, não é? Vocês já viram os primeiros que gostariam de ver em cana. Vocês já sabem quem eles consideram ser o mal do Brasil...
O baderneiro e pequeno medíocre a serviço da famiglia Civita enxovalha quem tem honra e é engraçadinho no tiribunal.
Veja e esse basbaque de rua se merecem.
PHA erra ao valorizar tal figura, num processo em que sai ganhando é o fascistinha de encomenda.
Vejo que o fundamentalista seguidor do ex-nazista Ratzinger saiu do túmulo vociferando latidos para todos os lados. Volte ao seu lugar de descanso eterno, e aguarde 2010 quando os tucanalhas apanharão de novo, então de uma mulher.
Diogo Mainardi é um tolo, boçal, picareta. No entanto, o conteúdo do seu artigo tem fundamento. Não é opinião. É fato.
PARABÉNS DIOGO MAINARDI, UM DOS POUCOS BRASILEIROS QUE FALAM A VERDADE!!!!!
FIM AOS CANALHAS COMUNISTAS DE QUINTA CATEGORIA... ESCORIA DO MUNDO....
PS. - 40 BILHÕES DA CPMF - SE FUD....
Comentário suprimido por conter expressões ofensivas.
R$ 80.000,00 por mês? Que maravilha...
Nada como ser amigo do Rei....
Por que o Mainardi não pode trabalhar para a família Civita, "professor"? Ao menos é dinheiro "privado".... Vocês contratam os seus com dinheiro público.... Isso, aliás, me lembra uma antiga marchinha de Alvarenga e Ranchinho, com a licença dos demais:
" O Prestes é o pirata da perna de pau / do olho de vidro / da cara de mau / Sua galera / tem comunistas em profusão / GENTE QUE ESPERA POR UMA BOA COLOCAÇÃO / Mas se um dia fecharem o partido / meu D´us, que confusão / Dirão todos juntos /do alto da popa / Opa, não sou comunista não....."
É bom este debate pela transparencia no Brasil. Porém, resalte-se que a revista Veja e Tucana assumida, então o colunista não tem credito para fazer estas acusações....
Como disse o Reinaldo Azevedo, isso não leva a nada nem ajuda em nada o país.
Nem o Mainardi vai virar idolo nem o PHA vai virar vilão e os dois seguirão em suas colunas e blogs.
Caro jornalista Wolf:
Não sei bem qual é o seu, mas no meu mundo, o certo é o certo e o errado é o errado.
Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, além de mais uns tantos poucos neste nosso jornalismo "chapa branca", são aqueles que defendem o CERTO, cabal e diuturnamente demonstrado, em fatal contraposição...ao ERRADO.
Não existe espaço para relativismos neste campo. Afinal são sempre os PeTralhas infiltados nas redações que gostam de "dar o outro lado" dos acontecimentos.
Dos quais tristes exemplos são o ex-terrorista e seqüestrador franklin martins e dona tereza cruvinel, que de "neutros" e "imparciais" colunistas políticos da Globo, cedo correram pas as hostes do amado Abortista/Excomungado para capitanearem a chamada TV "Pública", orçada em "meros" R$ 350 milhões (e que não sairá por menos de R$ UM BILHÃO, segundo o experts no ramo) e que foi objeto de Medida Provisória por tão "urgente" e de "interesse público", objeto de ação própria na Justiça pelo DEM, o único partido que faz algum tipo de oposição (bem mixuruca) neste nosso tão lindo, quanto triste País.
Aquele, único no mundo, que além da jabuticaba, conta com as ONGG´s, Organizações Não-Governamentais Govenamentais, braços do petismo, sabe?
Passar bem.
De se rir ou de se chorar, os comentários do "fessô" PeTralha, mistificador, fujão, borra-cuecas, mentiroso, anticlerical, abortista, infantil e escrôto (ufa!)?
Sempre fico naquela dúvida cruel.
Não me ergui de sepultura nenhuma, caro "fessô", mas sigo aqui, de atalaia, numa solitária mas renhida luda contra o tipo de "raciossímio" que os PeTralahs do seu jaez são capazes de perpetrar.
E dos quais, num masoquismo quase inexplicável, saem sempre "sabugados"!
Passar bem, "fessô" (disse e repito sempre: coitados dos seus alunos se é que já os teve alguma vez).
E um Feliz Natal para você, boçal anti-clerical.
Muito interessante o seu raciossímio, caro Edimar:
Quer dizer que o PT, através dos seus orgãos noticiosos (caros amigos, cartilha capital, Quanto É, digo, Isto É, blogs do mino carta, do dirceu e outros mais podem fazer as "denúncias" que quiserem, contra quem quiserem, mas uma revista semanal, prestigiada por quase um milhão de leitores não o pode?!
Ahãn! Quer dizer então que uma publicação qualquer só pode fazer crítica o (des)governo "que aí está" se antes puder provar (como mesmo?) que não é "tucana"?!
Uau! Estou deslumbrado com tal "raciossímio" até agora!
Me parecem bem palavras de quem escreve com os pés firmemente plantados no chão. E as mãos também!
Passar bem.
E um Feliz Natal para você também e para todos os que organizam e freqüentam este democrático espaço.
E para arrematar, para os que gostam de meditar outro "post" do dia de hoje do "blog" de REINALDO AZEVEDO:
"QUANDO A DECADÊNCIA SOBE À CABEÇA
Na edição nº 1956 de VEJA, de maio do ano passado, o jornalista Marcio Aith, editor-executivo da revista, prestava um serviço involuntário ao governo Lula. E explico por que escrevo “involuntário”. É que, ainda que Aith fosse do tipo que se oferece ao voluntariado governista, a fila de tocadores de bandolins e instrumentos de sopro é de tal sorte grande, que ele não levaria a menor chance. Mas ele não é. E qual foi o "serviço"? Revelou que Daniel Dantas tinha um dossiê com supostas contas no exterior de figurões da República, incluindo o presidente Lula.
Lê-se lá o seguinte em sua reportagem:
“Para defender-se das pressões que garante ter sofrido do PT nos últimos três anos e meio, Dantas acumulou toda sorte de informações que pôde coletar sobre seus algozes. A mais explosiva é uma relação de cardeais petistas que manteriam dinheiro escondido em paraísos fiscais. Entre eles estão o presidente Lula, os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Gushiken (Secom), o atual titular da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, e o senador Romeu Tuma (PFL-SP). A lista é fruto de um trabalho de investigação feito pelo americano Frank Holder, ex-diretor da agência internacional de espionagem Kroll. Ela apresenta uma série de números de contas, seus titulares, os nomes dos bancos e os saldos referentes ao primeiro trimestre de 2004. Holder disse ter comprovado a existência das contas por meio de depósitos. Além disso, Dantas compilou metodicamente não só os pedidos de propina como também as contratações e os pagamentos efetivamente feitos para tentar aplacar as investidas do atual governo sobre seus interesses.”
Pois bem. A Polícia Federal decidiu investigar o tal dossiê. E concluiu que se trata de uma armação. No sábado, a Folha noticiava: “Investigação conduzida pela Polícia Federal desde maio de 2006 concluiu nesta semana tratar-se de uma ‘armação’ o conjunto de documentos que apresentam autoridades brasileiras, entre as quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como donas de vultosas contas bancárias no exterior. Ao fechar o inquérito relacionado ao caso, a PF indiciou sob a acusação de crime de calúnia, enquadrado na Lei de Imprensa, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e o executivo Frank Holder, ex-diretor da Kroll, multinacional que atua na área de investigação.”
Atenção! A Polícia Federal só conseguiu os elementos para indiciar Daniel Dantas em razão dos documentos fornecidos por VEJA. Explica-se, assim, o “serviço” prestado por Aith. Revelar que a armação estava em curso. O depoimento dos editores da revista colaborou para tanto. Que fique claro: o que VEJA noticiou em maio do ano passado foi justamente uma tentativa de chantagem, constatada pela Policia Federal.
Leiam a reportagem vocês mesmos se quiserem (aqui). Em nenhum momento a revista “comprou” a versão de Dantas. O trecho abaixo fala por si:
Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Diante de tal indefinição, e tendo em vista que o nome de Dantas voltou a aparecer na CPI, VEJA decidiu quebrar o acordo feito com o banqueiro do Opportunity e Manzano. O compromisso inicial era preservar o nome de ambos, caso se pudesse comprovar a veracidade das contas. Nada mais justo: a revelação seria um serviço prestado ao Brasil, uma vez que levaria grandes nomes da República a ter de explicar a origem do dinheiro depositado no exterior. Revelar agora que Dantas – e, por tabela, Manzano – está por trás de uma lista em que o presidente Lula aparece como dono de uma conta num paraíso fiscal viabilizará, acredita VEJA, que investigações oficiais sejam abertas. Ao mesmo tempo, isso impedirá que o banqueiro do Opportunity venha a utilizar os dados como instrumento de chantagem em que o maior prejudicado, ao final, seriam o país e suas instituições.
Nassif e Paulo Henrique Amorim
VEJA, como se vê acima, contou aos leitores e ao país o que eles deveriam saber. Em nome do interesse público. Fez, como vai ficar claro, o que Paulo Henrique Amorim — com quem estive ontem à tarde, daí o meu sumiço (ler abaixo) — e Luis Nassif certamente não fariam. Por que digo isso?
Em seu blog, Paulo Henrique repete e endossa post de Luis Nassif. Este valente do jornalismo, por sua vez, indaga: “A abertura de inquérito pela Polícia Federal contra Daniel Dantas, pelo falso dossiê sobre as contas de petistas no exterior, traz à tona um outro fato relevante: e o papel da revista Veja? E o papel do jornalista Márcio Aith e dos diretores de redação?” Viram só? Nassif, amador em música, poesia, boxe e jornalismo, não se sai melhor como policial. Entenderam? Ele queria que VEJA e Aith fossem também indiciados — justamente aqueles que forneceram elementos para que a polícia conduzisse a investigação. Na democracia de Nassif, quem perde a cabeça é o mensageiro.
É tal o ímpeto dessa gente de ser útil ao poder, que é incapaz de perceber o que é do interesse desse próprio governo. Segundo Nassif, em seu juízo perturbado, uma das intenções da reportagem era “proteger Dantas”. Claro, claro: os fatos falam por si. Dantas está indiciado em razão justamente da reportagem e dos documentos que a revista forneceu à polícia. Nassif, Paulo Henrique, Mino Carta — a patota, enfim — estão tentando, como direi?, “pegar” Dantas faz tempo. Como se sabe, os três estão no iG, portal da Brasil Telecom, de onde o banqueiro foi espirrado depois que os fundos de pensão se juntaram com a Telecom Itália. Todos eles têm a pretensão de ser inimigos de Dantas. A Carta Capital já deu umas cinco mil capas demonizando aquele que chama “O Orelhudo”. Bastou uma reportagem de VEJA para que se revelasse um método. A diferença é justamente esta: VEJA faz reportagem. E faz porque não é parte envolvida em nenhuma tramóia.
O que VEJA noticia resulta em inquérito — pode, eventualmente, depor um presidente da República ou o presidente do Senado — porque a revista tem credibilidade. E sua credibilidade nasce de sua parceria com os fatos, não com supostos “gângsteres do bem” contra “gângsteres do mal”. VEJA não é íntima de bandidos só porque são inimigos de outros bandidos. É íntima da lei e do estado de direito.
Não é de estranhar a obsessão de Nassif, Paulo Henrique ou Mino Carta em atacar a VEJA e seus jornalistas. Vivem mal a fase descendente de suas respectivas carreiras — afinal, um já foi da Folha, outro, da TV Globo, e o terceiro, da VEJA. Para a sua patota, fingem que foram defenestrados por causa de suas qualidades, não de seus defeitos. No íntimo, se não forem doidos, vivem a amargura da progressiva irrelevância. Mesmo no meio jornalístico, já começam a ser tratados como parte da fauna folclórica da profissão. A decadência lhes subiu à cabeça. E nem teve de se esforçar muito."
Usar o "tio" Reinaldo como testemunha, só testemunha uma coisa: a mesma mediocridade de quem o lê ou o cita.
Nessa "briga" quem perde é o PHA, pois joga luzes no medíocre e semi-analfabeto que, mais dia menos dia, desparecerá do noticiário. Questão de tempo.
A revistona não é tão privada assim: procure saber de dívidas e outras coisitas mais.
"Matou" na môsca, caro "fessô"!
Embora sem jamais poder querer me ombrear à "mediocridade" e "semi-analfabetismo" (sic) de Reinaldo Azevêdo, creio que trilhamos o mesmo caminho!
Ele é um lorde e um gentleman. E eu não, como o senhor muitas vezes teve a oportunidade de "sentir" (ups!).
Mas, como bom e amestrado PeTralha, o senhor não teve a pachorra de contrariar nenhuma das afirmações dele feitas no "semi-analfabetizado" texto dele, né?
De resto como sempre, não "fessô"?
E depois implicam comigo quando eu aponho todos os epítetos dos quais o senhor é tão merecedor.
Tsk, tsk, tsk.
Passar bem.
Como diz minha sogra, os dois estão "com o cu dando bote". Se jornalismo é uma profissão, TODO MUNDO ESCREVE A SOLDO! Ou eles escrevem de graça? Quem trabalha de graça é relógio - ou otário! Eu até admirava o Paulo Henrique. Mas, depois de uma dessas, ele perdeu a credibilidade que eu tinha nele. Que babaquice, ficar gastando o tempo da "justiça" brasileira pra discutir mesquinharias! Ele perde credibilidade não pelo que o outro escreveu ou deixou de escrever, mas pela própria babaquice! Agora, cabe do Mainardi escrever outro livro: "Paulo Amorim, Minha Anta II" (a sugestão vai de graça).
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
Mainardi e Amorim brigam sem parar. No meio da briga, invariavelmente, vem à baila o nome de Daniel Dantas. Por quê? Será que Daniel Dantas é um personagem muito importante? Não, importante é a briga pelo filão da telefonia celular. Daniel Dantas parece pertencer ao partido contrário aos italianos. Eu, na verdade, não entendo bem esse imbróglio, mas, é fácil perceber que há dois partidos em contenda. Mainardi e Amorim faturam muito bem no jornalismo. Estariam, então, brigando por mero idealismo? Mainardi disse que Amorim “usa seus espaços na imprensa para defender interesses privados”. Devemos depreender, daí, que Mainardi e os demais jornalistas usam seus espaços na imprensa para defender interesses públicos, ou o interesse nacional? Acho que não chega a tanto, ou, como se diz por aí: menos, menos... Se tivéssemos no Brasil um empresário como Carlos Slim, o mexicano que controla a América Móvil (que, no Brasil, controla a Claro) e a Telmex (que controla a Embratel), não teríamos, talvez, tanta quizila entre escribas.
Senhores!!!!
Eu acho que não devia dar palpite. Porém, R$ 80.000,00!!!!!!!!!
Tem uma boquinha para mim? Aceito apenas 10%
E a Justiça Criminal perdendo tempo com isso...
Somente pode perder credibilidade quem a tem...Acho que vai ser fácil para a juíza (que deve ter coisa mais importante a julgar) decidir a ação penal: CRIME IMPOSSÍVEL...
Somente pode perder credibilidade quem a tem...Acho que vai ser fácil para a juíza (que deve ter coisa mais importante a julgar) decidir a ação penal: CRIME IMPOSSÍVEL... [2] rs...
Tem toda a razão quem afirma que certas paradas se resolve pessoalmente.
Parabéns ao Nobre Magistrado!!!!!!!!
Começamos a derrotar a escória do País.
A CPMF e seus 40 Bilhões já foram!!!!!!
Cuidado Alibabá!!!!!!!
Leia a decisão no Processo 583.11.2006.116807-7
VISTOS. PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM, qualificado nos autos, promove ação de indenização por danos morais em face de EDITORA ABRIL S/A. e DIOGO MAINARDI, também qualificados, sustentando ofensa a sua honra pessoal e profissional, bem como à sua imagem, e violação à sua intimidade por parte dos réus, através da publicação de matéria na revista VEJA, edição 1.972, ano 39, n. 35, em 06.09.2006, sob o título “A voz do PT”, de autoria do segundo-réu. Requer indenização por danos morais, sugerindo a fixação de condenação não inferior a 1.500 salários mínimos no que concerne aos danos à sua honra e imagem e pelo dano à sua intimidade o acréscimo de outros R$0,50 por unidade de revista posta em circulação da edição referida. Junta documentos.
Os réus foram citados por carta (fls. 261/262). Porém, sobreveio petição da co-ré EDITORA ABRIL, requerendo que a citação do co-réu DIOGO seja realizada no endereço do Rio de Janeiro (fls. 263). Deferida a pretensão (fls. 265), o autor postulou pedido de reconsideração da decisão, sustentando a validade da citação do co-réu DIOGO no endereço da empresa em São Paulo (fls. 266/267). Os argumentos foram acolhidos, sendo considerada válida a citação, fixando como início do prazo de defesa a data da publicação da decisão (fls. 289), que se efetivou em 01.02.1007 (fls. 290). Pedido de reconsideração da co-ré EDITORA ABRIL as fls. 291/293. Decisão mantida a fls. 294.
Contestação dos réus as fls. 299/325 e 319/326, desacompanhadas do instrumento de procuração e, no caso da pessoa jurídica, do ato constitutivo. Réplica do autor as fls. 328/347. Determinada a especificação de provas (fls. 392), sobreveio petição da co-ré EDITORA ABRIL, juntado instrumento de mandato e ata da assembléia geral extraordinária (fls. 400/434). Petição do co-réu DIOGO, regularizando sua representação as fls. 441/442. Realizada audiência de conciliação (fls. 470).
É o relatório. Fundamento e decido.
O processo comporta julgamento antecipado, na forma do art. 330, II, do CPC. Assiste razão ao autor, quando sustenta que o prazo para juntada do instrumento de procuração é de 15 dias, a contar da prática do ato urgente (no caso o oferecimento de contestação), prorrogável por mais 15 dias, diante de despacho judicial, provocado por pedido da parte (art. 37, “caput”, do CPC.).
O prazo de 15 dias é automático, não depende de determinação judicial. Nesse sentido pronuncia-se a jurisprudência: “Este prazo de 15 dias “para que o advogado exiba o instrumento de mandato outorgado pelo interessado é automático, dispensando qualquer ato da autoridade judicial, previsto apenas para a hipótese de prorrogação (RTJ 116/700” (JTA 123/89). No mesmo sentido: RTJ 172/981, RT 709/87, JTJ 148/174)” (NEGRÃO, Theotônio. Código de Processo Civil e legislação processual em vigor. – 33ª. ed. atual. até janeiro de 2002. – São Paulo: Saraiva, 2002, p.148, nota 6c. ao art. 37). Findo o prazo de 15 dias, sem requerimento de prazo adicional, os atos “praticados serão havidos por inexistentes”, a teor do art. 37, parágrafo único, do CPC. Aliás, também neste sentido orienta-se a jurisprudência: “Se o advogado não juntou procuração nem protestou pela sua juntada no prazo de 15 dias, o ato é inexistente (STF-RT 735/203), não sendo o caso de aplicar-se o art. 13, que cuida de hipótese diversa – irregularidade de representação, e não falta de procuração (RTJ 144/605, maioria). A ementa deste acórdão consigna que “a representação tardia do instrumento de mandato não convalida atos havidos por inexistentes pela lei processual civil” (NEGRÃO, Theotônio. Código de Processo Civil e legislação processual em vigor. – 33ª. ed. atual. até janeiro de 2002. – São Paulo: Saraiva, 2002, p. 149, nota 9a. ao art. 37).
Ora, no caso vertente os réus ofertaram contestação em 12.02.2007 (fls. 299/325 e 319/326), sendo que só juntaram procuração e, no caso da ré pessoa jurídica, a ata da assembléia geral extraordinária, em 26.03.2007 (ré EDITORA ABRIL – fls. 400/434) e 09.04.2007 (réu DIOGO - fls. 441/442), fora, portanto, da quinzena legal. Não há pedido de prazo adicional de 15 dias, de forma que os atos praticados são inexistentes, na forma do art. 37, parágrafo único, do CPC. O efeito da ausência de contestação é a revelia, na forma do art. 319 do CPC. Não se conhece, portanto, dos termos das contestações havidas por inexistentes.
Passo ao exame do mérito.
A ação é improcedente.
Em que pese a existência de revelia, que torna incontroverso os fatos articulados, diante da presunção de veracidade que milita em seu favor, conforme art. 319 do CPC, a solução jurídica não favorece o autor. O exame da matéria publicada não permite extrair a ofensa à honra, pessoal ou profissional, do autor, nem a sua imagem ou privacidade. Não é possível esquecer que o autor é um homem público, um jornalista renomado, uma personalidade notória, que, dessa forma, tem a sua imagem e vida íntima ou privada sujeita a uma maior exposição pública.
A sociedade tem interesse em conhecer os passos de personalidades notórias, conhecer como vivem, o que fazem etc. Cabe consignar, ainda, que a matéria veiculada é de interesse público e que a menção ao autor decorre da abordagem de fatos também de interesse público. Ora, a matéria publicada envolve fundos de pensão, BRASIL TELECOM e “INTERNET GROUP” (IG). É fato notório e veiculado largamente na imprensa que a BRASIL TELECOM adquiriu parte do capital da “INTERNET GROUP”, sendo que aquela pessoa jurídica possui ações de fundos de pensão, o que também acabou sendo objeto de informação jornalística amplamente divulgada. Nessa seara é possível dizer que o interesse público em conhecer a destinação dos fundos de pensão legitima o direito de informação.
O réu Diogo abordou o tema e assim o fazendo, para noticiar vínculos da “Internet Group” com fundos de pensão e “blog” de militantes do Partido dos Trabalhadores e jornalistas naquele inseridos (IG), acabou por mencionar o nome do autor, em inequívoca intenção crítica, mas que se vê compreendida dentro dos limites do exercício do direito de informação. Ademais, o autor, na qualidade de jornalista, está exposto às críticas quanto a seu trabalho, não se vislumbrando intenção ofensiva à sua honra ou imagem no corpo da matéria veiculada.
Quando se menciona a fase descendente de sua carreira, o intuito não é o de menosprezá-lo. Sem dúvida o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a menção à “carreira descendente” visa apenas identificá-lo como estando hoje em veículo de menor expressão do que aquele outrora. Talvez até tenha sido empregada para criticar sua defesa do “lulismo”, conforme sustenta o réu, mas dentro do limite crítico aceitável, até porque o autor de obra literária, ou de que qualquer forma de jornalismo, como é o caso, está sempre sujeito às críticas em relação ao seu trabalho. Aliás, a lei penal exclui a ilicitude da ofensa à honra, quando expressa por intermédio de crítica literária ou artística sem intenção de injuriar ou difamar (art. 142, II, do CP).
Há na matéria a intenção de criticar o governo e integrantes do Partido dos Trabalhadores, bem como o autor, por estar vinculado àquele, defendendo-o em seu “blog”, o que não viola qualquer direito de imagem ou honra deste último. Até mesmo na menção ao contrato entre o autor e o IG não se encontra ofensa à sua privacidade, posto que o interesse público em jogo legitima que se traga ao conhecimento da sociedade a destinação de dinheiro público, quando se vincula os fundos de pensão à BRASIL TELECOM e esta à “Internet Group”, contratante do autor, seja como pessoa física ou jurídica pouco importa. O fato é verdadeiro e não há evidencia de tentativa de deturpá-lo, visando atingir a honra, imagem ou privacidade do autor.
A matéria não busca expor a intimidade do autor, mas o vínculo contratual deste com o IG e este com os fundos de pensão, para também criticar o apoio do jornalista aos atos do governo, conforme sustenta a matéria escrita pelo co-réu Diogo e publicada pela ré EDITORA ABRIL. Pouco importa se o valor do contrato é de R$ 80.000,00, R$ 40.000,00 ou R$ 20.000,00. O valor do contrato ainda que eventualmente incorreto (não se discute o valor correto porque desnecessário e protegido pelo sigilo necessário) é citado apenas para indicar a destinação do dinheiro público, quando o réu vincula, de um lado os fundos de pensão e de outro, ao final da ponta, o autor, pelo vínculo contratual que tem com o IG e o fato de nele haverem “blogs”, dentre eles o do autor, defendendo o governo.
Mesmo quando é citada a expressão “DIP de Luiz Gushiken”, a crítica está dentro do contexto da vinculação do autor com o “lulismo”, sem intenção ofensiva à honra ou imagem do autor. Não se observa na matéria a afirmação de fatos inverídicos, deturpados, ou mesmo crítica à forma jornalística desenvolvida pelo autor em seu “blog” junto ao IG, com o intuito ofensivo a quaisquer valores de sua personalidade. Como jornalista, o autor está exposto a tais críticas, sendo que os fatos da forma em que narrados veiculam matéria de interesse público.
Deve ser sopesado o direito à informação, à crítica jornalística destituída de intuito ofensivo e à privacidade e intimidade de personalidade notória, que possui exposição pública mais ampla do que outra pessoa qualquer, sem tais atributos. No caso vertente o interesse público na matéria jornalística acaba sobrepondo-se, até porque a partir dela fatos de interesse social acabam sendo apurados e muitos deles indicam ilegalidades que só viriam à tona a partir da publicação. O autor, competente e por isso renomado jornalista, há de compreender melhor as licenças da imprensa e as críticas que os jornalistas estão legitimados a produzir, a fim de expor sua visão sobre a atuação do Poder Público e vínculos privados de notório interesse social.
Ante ao exposto, JULGO IMPROCEDENTE A AÇÃO, deixando de impor ao autor o ônus da sucumbência, na medida em que não há resistência adequada por parte dos réus (revéis). Transitada em julgado, arquivem-se os autos. P.R.I.C. São Paulo, 31 de outubro de 2007.
MANOEL LUIZ RIBEIRO
Faltou dizer que a matéria está muito bem escrita. O Conjur poderia cobrir mais audiências como essa.
Nossa dé "criminal", mas que educação.
Fino (e muito "imparcial" também)!
PeTralha!
Do Blog do Reinaldo Azevedo:
Paulo Henrique Amorim, o palestrante
Outro que não gosta da VEJA e da TV Globo é Paulo Henrique Amorim. Mas, vocês sabem, a carne é fraca, e sempre chega a hora em que um valente cede. Se você quiser contratar um palestrante, pode recorrer ao site Arena Business. Amorim está no cardápio. Assim ele se apresenta logo no primeiro parágrafo para parecer apetitoso:
“Formado em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e considerado um dos mais importantes jornalistas brasileiros, Paulo Henrique Amorim foi correspondente da revista Veja e da TV Globo, em New York, por nove anos.”
No segundo parágrafo, consta:
“Foi apresentador do "Conversa Afiada", programa diário na TV Cultura de São Paulo.” (JÁ NÃO VALE MAIS).
E no terceiro:
“Atualmente, Paulo Henrique Amorim é diretor do UOL News, onde comanda um projeto pioneiro: um site de jornalismo interativo que reúne todas as possibilidades da internet: som, imagem e texto.” (TAMBÉM JÁ NA VALE MAIS).
Só no QUINTO parágrafo é que se informa:
“É também apresentador da Rede Record.”
E nem mesmo consta lá o fato de que tem um blog no Portal iG.
Como se vê, quando se trata de tentar ganhar uns trocos com palestras, Amorim tem a oferecer o seu passado, não o seu presente e os auspícios do futuro. Embora ele tenha saído da VEJA há 33 anos, é à reputação da revista, construída na sua ausência, que ele recorre para tentar parecer uma pessoa séria e de confiança. Embora tenha sido demitido da Globo há 11 anos, vive ainda do reconhecimento público próprio de quem trabalhou na maior emissora do país.
CAro Rodrigo Haidar, aqui vai um fato dos bastidores, ehehe, relatado pelo próprio Reinaldo Azevedo em seu blog:
"Na ante-sala da juíza, em tom amistoso, admito, afirmou que o chamei de “pederasta” e que não pensava em me processar. Ainda bem pra ele. Iria perder.
— Eu? Eu não chamei, não.
— Chamou, sim. Disse que eu era “catita”.
Se vocês entrarem no dicionário, “catita” quer dizer “que ou quem se veste bem e/ou tem elegância”. Nem é o que eu penso de Paulo Henrique. No quadro Bofe de Elite, de fato, ele era o único em trajes aceitáveis diante de um monte de supostos soldados, vestidos de preto e com botas cor-de-rosa. Só me restou lembrar-lhe que “catita” não é sinônimo de “pederasta”. E que ele poderia ser catita e heterossexual ao mesmo tempo... E ainda que não fosse possível, noto agora: não tenho nada com isso."
Acabou com a credibilidade?
Qual credibilidade?
Isso é piada?
Por outro lado, prisão?
O PHA está cada vez pior, servindo de figurante no show do tom.
Se este fosse um país sério, quem deveria ir em cana é o patrão dele.
Risíveis os comentários das viúvas petralhas que ficam assanhadíssimas quando o assunto é o Mainardi.
Vai entender...
A maior piada desse episódio todo é ver pseudo-intelectuóis-iluminados, num fórum de discussões como o Conjur, citarem o Reinaldinho e a Veja para "abonarem" seus comentários!
Isso é, de fato, um menosprezo à inteligência alheia e comum!
De fato, a Veja convence apenas seus patrocinadores e a oposiçãozinha boçal e incompetente que temos em nossa republiqueta das bananas, e, a julgar pela sua "evolução natural", concluímos que, infelizmente, o Sapo Barbudo certamente fará seu sucessor (ou será reeleito para um não tão hipotético terceiro mandato, tendo em vista que tal projeto já tramita no Congresso Nacional e, sendo submetido ao voto popular através de referendo, certamente seria aprovado com grande margem de vantagem).
Triste esse nosso país, onde muitos de seus auto-intitulados "formadores de opinião" tem no Mainardi e na Veja suas únicas fontes de informções!
Isso tudo, além de patético, apenas justifica o escárnio público que nosso país sofre perante o resto do mundo civilizado, pois cada povo tem o governo e a "oposição" que merece!
Com a palavra, os formadores de opinião e os leitores da mais "instrutiva revista semanal de informações do pais" (risos).
Aos PeTralhas, PeTralhinhas, PeTralhões e outros membros da orquestra "de sôpro":
Antes das críticas desqualificatórias de quem quer que seja, apresentem os seus ARGUMENTOS questionando as DENÚNCIAS que ambos os articulistas, Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi fazem ao (des)governo que nos assola.
Simples assim.
Até porque, longas citações dos "gigantes" mino carta, paulo henrique amorim, josé dirceu e outros de mesma estatura, sempre abundaram neste democrático espaço, principalmente antes das eleições presidenciais passadas.
Cita-se quem pode ser citado, quem é honesto, rigoroso e objetivo. Quem não MENTE e nem distorce e que tem amor a verdade. A quantos dos mascates, anões, ex-terroristas "et caterva" acima mencionados podem se indicar tais atributos?
Ademais, cita-se também pessoa que participou dos lamentáveis fatos e que, certamente, tem o que dizer acerca do assunto.
No mais, quem vive apregoando a votação de 46 milhões de escrutíneos do Abortista/Excomungado (equivalente a menos de 46% do total de sufrágios), por coerência, a tiragem de um milhão de exemplares da VEJA não poderia ser liminarmente desprezada.
Mas, coerência e honestidade em PeTralhas? Humpf! É mais fácil achar grama na Antártida.
Com o devido respeito, acho que foi o pior passo do jornalista Amorin ir para a justiça resolver esse tipo de questão. Seria como um jogador de futebol ir na justiça contra outro jogador de futebol porque lhe fez uma falta em campo. Ora, quem está em campo, sabe que as coisas são por ai. Essa de depois sair e ir procurar a justiça para processar colega jornalista não me pareceu que iria restabelecer, se é que realmente foi abalada, ao que parece não, a credibilidade de quem quer que seja. Diogo Mainardi tem seu estilo. Amorin, idem. E a tolerância tem que entrar nessa lógica profissional, pois, ao que parece, a audiência em pinheiros mais serviu para os comuns verem grandes nomes do jornalismo em briga que não parece justificada até o ponto em que chegou. Aguarda-se que Amorim reflita e desista dessa ação contra Mainardi, pois seria uma atitude de grandeza de Amorim, certamente, simpática ao público que sempre lhe prestigia. Isso apenas lhe causará mais e mais desgaste, além da perspectiva de que as coisas podem ser contrárias ao que imagina. Certamente está nervoso, pois realmente imaginar que alguém iria para a cadeia por causa de um artigo jornalístico é demais. A liberdade de expressão, pressupõe tolerância, aliás, muita tolerância. Imaginem se todo mundo que for assunto de publicação jornalística sair processando jornalista por ai. Prezado Amorim, desista dessa ação e acabe com isso já. Será só desgaste e mais desgaste. Deixe Mainardi fazer seu trabalho e faça o seu e encerre essa pendência. Atenciosamente.
Pois é caro amigo Barbosa, temo que a sua prudente exortação haverá de cair em terreno estéril, pois como escrevi abaixo, encontrar honestidade, coerência e lógica em PeTralhas é como tentar encontrar grama na Antártida.
De se lembrar apenas o que disse Mainardi em uma coluna sua e que contribui para esclarecer a questão: "Jornalista não processa jornalista".
Lastimável o episódio sob todos os aspectos, exceto para que sejam as pessoas uma vez mais alertadas com que tipo de gente e de "raciossímios" que estamos lidando.
Para o decadente autor da ação, mainardi deveria "ir para a cadeia" pelo que escreveu.
Esses são os nossos "libertários", "honestos" e "imparciais" "jornalistas" que pululam por aí.
A respeito e para quem tem saco para tanto, compile-se as opiniões do anão tocador de tuba acerca de Lulla em 1998/99, quando estava na Bandeirantes e compare-as com as atuais sobre o mesmo personagem nefário. É de estarrecer a "coerência"!
É por isso que Reinaldo Azevedo sempre se refere a essa turma como a do "joelhos escalavrados", sempre a realizar o trabalho "de sôpro" nos poderosos de plantão.
E depois ainda vem uns jumentos a tentar ensinar "ética" e "coerência".
Um abraço.
Se, de um lado, pretender prisão ao jornalista Diogo Mainardi é um claro exagero, de outro tenho que o PHA, se sentindo ofendido, tem o direito de pleitear reparação pelos danos.
O comentarista Richard Smith alega que ninguém rebate as denúncias do Mainardi e do Reinaldo Azevedo, mas esse mesmo comentarista não é capaz de dar uma opinião própria sobre nenhum assunto discutido por aqui.´
É um "copiar e colar" textos do Azevedo em todos os espaços de discussão do ConJur.
Primeiro: o Mainardi e o Azevedo têm, ambos, uma posição classicamente chamada de direita", e o expressam de forma extremada, isso é fato. Portanto, os argumentos deles refletem e procuram fundamentar essa ideologia (a qual eu não estou criticando nem aprovando, isso é outra história).
Segundo: o discurso deles, por tudo isso, é também parcial e distorcido, penso pro lado direito. "Sério e objetivo"? Só se for objetivo golpista.
Por fim, a discussão desse espaço poderia trazer opiniões dos leitores. Se eu quiser conhecer os textos que o Reinaldo Azevedo lança em seu blog, é só acessar o próprio blog. Ele deve ter lá seus leitores, não precisa de um pombo correio divulgando suas mensagens.
Coitada da juiza! Imagino a chatice que deve ter sido essa audiência.
Se a questão é cadeia,por mim os dois deveriam ser trancados numa cela!
Guerra de egos! Chatos!
Coitada da juiza! Imagino a chatice que deve ter sido essa audiência.
Se a questão é cadeia,por mim os dois deveriam ser trancados numa cela!
Guerra de egos! Chatos!
Mainardi acabou com a credibilidade de Amorim.
Resta saber se isso foi um crime ou um serviço de utilidade pública.
Inclino-me pela segunda opção.
Tudo bem que o Consultor Jurídico tenha lado nesta história, mas pelo menos podia manter as aparências...
- “animador de programas da TV Record”; haja parcialidade!
Marcos, mas é verdade. O Amorim faz isto, basta ver que ele participou de um programa ao lado de Tiririca, Alexandre Frota fazendo graça. OK, Amorim não era o principal, mas lá estava ajudando.
(Eduardo Elias, criminalista e professor universitário): Em país que a UNE está atrelada ao poder, profundamente, além de seu vínculo pernicioso, unicamente, com partidos de extrema esquerda, enquanto a outra base, alienada, dos estudantes não demonstram poder de mobilização; em país que se surpreende com a mobilização dos estudantes, para derrubar a ditadura, NA VENEZUELA (é...!) e ainda depende de um Rei de país colonizador, para calar os arautos do autoritarismo; em país onde a alienação é tanta e o poder de resignação é nulo: TER MAINARDI COMO UMA VOZ DE NORTE MAGNÉTICO É UM PRIVILÉGIO. Se pudesse, gostaria de poder estar ao lado do pólo processual de Mainardi, pois assino tudo o que ele escreveu, principalmente por demonstrar que seu compromisso é com a verdade e a pesquisa. Ao contrário, o outro lado é tendencioso, entreguista e adesista de última hora. Seu compromisso é com a oportunidade....
Caro "professor" Richard Smith
Vejo que é bem ativo nos comentários e percebo que sempre coloca as coisas de forma que a razão seja sempre sua.
Para lembrá-lo, Democracia é entender que os outros podem enxergar as coisas à sua maneira e a opinião deve ser rspeitada.
No meu caso, minha manifestação foi: acho que o Paulo Henrique Amorim deveria ter pego no telefone ou mesmo mandado um e-mail, dizendo tudo o que pensa a respeito do Mainardi. É um problema dele e deveria ter sido resolvido entre eles, em vez de se expor publicamente.
É minha opinião, certo "professor"?
Extrapola a liberdade de expressão infinitamente mais o demagogo (aquele que conduz o povo a engodos ideológicos) do que o jornalista que escreve com suas costumeiras ironias demonstrando o que seu próprio “ofendido” chama de fato.
Que o governo Lulla é feito de engodo ideológico, que é populista e usa de demagogia é claro e evidente a todos que se ocupam o mínimo necessário em estudos de política e Direito do Estado.
Extrapola a liberdade de expressão um presidente falar e repetir, inúmeras vezes, que “é difícil governar para os pobres”, como se, primeiro, ele pudesse governar apenas a uma parte da população e, segundo, realmente visasse algum benefício aos pobres, sem ser a compra de votos nas falsas políticas públicas.
Liberdade de expressão acolhe o jornalista que tenta constantemente demonstrar as facetas deste governo.
Alias, isso é democracia.
Lulla e todos os demais membros do governo tentam impedir que se fale contra o governo. Isso não é democracia.
Alias, aproveitando a oportunidade, é necessário explicar ao povo e ao governo que democracia é o governo do povo, pela vontade da maioria, com respeito às minorias.
Com ênfase que o que difere a democracia para a ditadura totalitária é o respeito às minorias.
Ah se todos soubessem disso! Não existiriam Lullas, Chaves, Evos etc.
Felippe Mendonça
É muita opinião e pouca reportagem. Tem um monte de jornalista que só quer saber de dar pitaco. Afinal, apurar fatos, que é bom, dá muito trabalho. Agora, querer mandar gente pra cadeia por causa disso é um atraso... A liberdade de imprensa tem que ser total, é um dos ônus da democracia. Ruim com ela? muito pior sem.
Eu também acho, caro amigo "jornalista" Wolf.
Todos podem enxergar as coisas "à sua maneira", desaconselhando-se porém que tomem formicida achando que é energético; que saiam, apressados, pela janela do 10º. andar e outras "cositas mas".
O amigo confunde gostos ou preferências individuais e inocentes (o que é melhor, muzzarela ou calabresa?) com POSICIONAMENTOS, necessários ante ACONTECIMENTOS insofismáveis (ladroeira, cooptação criminosa de parlamentares, etc.)!
O seu pensamento, queira-me perdoar, é de um RELATIVISMO absurdo. Para uma série de coisas essensciais à vida em comum e até, à sobrevivencia de uma Sociedade que seja digna desse nome, certos valores e certos posicionamentos são de absoluto rigor.
Assim como não existem semi-mortos (ah, o defunto está tão quentinho e rosado! Está QUASE vivo!); semi-virgens e semi-honestos, não existem meias medida com relação à ética e à moral.
Para mim, simples assim.
No mais caro amigo, creia-me, tenho 47 anos, recém enviuvado e, de há muito, não tenho a menor intenção de "professorar" ninguém (como dizia a minha vovó: a cada cabeça, uma sentença!). Mas nem porisso deixo de ter opiniões e de expressá-las com a máxima virilidade que o relativismo de alguns e a patifaria de tantos outros a exija.
Um Feliz Natal de Nosso Senhor para você.
Eu também acho, caro amigo "jornalista" Wolf.
Todos podem enxergar as coisas "à sua maneira", desaconselhando-se porém que tomem formicida achando que é energético; que saiam, apressados, pela janela do 10º. andar e outras "cositas mas".
O amigo confunde gostos ou preferências individuais e inocentes (o que é melhor, muzzarela ou calabresa?) com POSICIONAMENTOS, necessários ante ACONTECIMENTOS insofismáveis (ladroeira, cooptação criminosa de parlamentares, etc.)!
O seu pensamento, queira-me perdoar, é de um RELATIVISMO absurdo. Para uma série de coisas essensciais à vida em comum e até, à sobrevivencia de uma Sociedade que seja digna desse nome, certos valores e certos posicionamentos são de absoluto rigor.
Assim como não existem semi-mortos (ah, o defunto está tão quentinho e rosado! Está QUASE vivo!); semi-virgens e semi-honestos, não existem meias medida com relação à ética e à moral.
Para mim, simples assim.
No mais caro amigo, creia-me, tenho 47 anos, recém enviuvado e, de há muito, não tenho a menor intenção de "professorar" ninguém (como dizia a minha vovó: a cada cabeça, uma sentença!). Mas nem porisso deixo de ter opiniões e de expressá-las com a máxima virilidade que o relativismo de alguns e a patifaria de tantos outros a exija.
Um Feliz Natal de Nosso Senhor para você.
Caro George, alguns comentários de minha parte acerca dos seus:
Você disse: "Richard Smith alega que ninguém rebate as denúncias do Mainardi e do Reinaldo Azevedo, mas esse mesmo comentarista não é capaz de dar uma opinião própria sobre nenhum assunto discutido por aqui."
Respondo: Alego não, AFIRMO. E a sua falta de rebate bem o evidencia. Depois, a sua opinião acerca da minha falta de comentários próprios pode bem ser conferida digitando-se o meu nome no espaço de busca deste mesmo site aqui (aliás, para o amigo Wolf logo abaixo, o meu problema parece ser o de ter opiniões demais!).
Depois você disse: "Mainardi e o Azevedo têm, ambos, uma posição classicamente chamada de 'direita', e o expressam de forma extremada, isso é fato. Portanto, os argumentos deles refletem e procuram fundamentar essa ideologia (a qual eu não estou criticando nem aprovando, isso é outra história).
Respondo: Uau! Mas que contorcionismo, hein George? Ser de "direita" é crime? Criticar e dununciar uma "esquerda" ABSOLUTAMENTE imoral também o é?
Depois: "o discurso deles, por tudo isso, é também parcial e distorcido, penso pro lado direito. 'Sério e objetivo'? Só se for objetivo golpista."
Respondo: Mas para você certamente, mino carta, paulo amorim, emir sáder e outros é que deverão ser "sérios e objetivos", não?
Por fim: "a discussão desse espaço poderia trazer opiniões dos leitores. Se eu quiser conhecer os textos que o Reinaldo Azevedo lança em seu blog, é só acessar o próprio blog. Ele deve ter lá seus leitores, não precisa de um pombo correio divulgando suas mensagens."
Respondo: com certeza. Portanto aqui vai o endereço: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo
Por último exorto: vá estudar e ventilar a cabeça George.
Um Feliz Natal.
Abaixo o Molusco Apedeuta e sua trupe! FORÇA MAINARDI!
Nooooossa, dé "criminal", tudo isso porque eu puxei as suas orelhas acerca da enorme educação e "finesse" demonstrada?
De resto, "desempregado", graças a Deus não! Inicial, razões ou contra-razões, agravos, embargos...o que você puder estar precisando. Basta poder pagar pela minha consultoria, é claro.
Até de moda, se você também estiver precisando, o que não deve ser duvidoso.
Quanto ao Regime Militar, que dúvida? Bastante saudades sim. De um tempo que em que pesem o autoritarismo boçal e a corrupção vivia-se bem melhor do que hoje.
E se eu sou o "bushinho", o que seria você? "Evinho", "Chavinho", ou o quê?
Passar bem e um Feliz Natal de Nosso Senhor.
Matéria boa sob todos os aspectos, sendo que até os comentários dantescos alegram ao final.
Meu caro (?) Amorim:
Sua credibilidade não foi perdida pela ação do MAinard (que, venhamos e convenhamos não está com essa bola toda). Ela foi perdida com sua voluntária e desaberta vinculação a esse "bispo" Macedo ...et caterva. Reflita sobre isso.
Com esse texto, dá pra perceber algumas coisas: Quem paga o soldo do Amorim, pode ser o Gushiken ou é amigo dele e tem interesses financeiros no que ele escreve. Quem paga o soldo de Mainardi, é o mesmo cara que paga o soldo de Rodrigo Haidar. Quem se dá bem, são esses que ganham 100 mil reais por mês. Quem se dá mal sou eu, que não ganho isso em um ano e dependo da informação que é fornecida por esse tipo de gente. Por outro lado, agradeço que vocês sejam tão comercializáveis, pois foi essa "ética" que me levou a abandonar os cursos de direito e, posteriormente, de jornalismo.
Está aí um acontecimento divertidíssimo. De um lado temos um fascista descompromissado, elitista "bostejador". Do outro, temos o vira-casaca, aquele que fazia parte da tropa de choque neo-liberal do monstro sist, mas que agora é esquerda e transforma um dos maiores vendedores de terrenos no céu em herói da comunicação, logicamente, é o "herói" um dos provedores de seus gordos ganhos. Será que a discussão sobre essas duas figurar deploráveis vale o embate ideológico que aqui presenciei? Me pergunto, pra que discutir, mesmo que virtualmente, por causa deles? Na verdade isso é um filme sem mocinho e essa audiência deve ter sido muito melhor do que qualquer filme de comédia.
Engraçado, o Dr. Vitor M. diz que paulo henrique amorim fazia parte da "tropa de chque neo-liberal" e que hoje "transforma um dos maiores vendedores de terrenos no céu em herói da comunicação". Críticas um tanto anódinas, convenha-se, para todas as posturas escandalosamente parciais e idiotinhas do referido e decadente repórter.
Mas, já de Mainardi, de cara o qualifica como "fascista descompromissado, elitista 'bostejador'"!!!
Uau! Quanta isenção! E de novo sem entrar jamais no mérito de serem as DENÚNCIAS feitas na sua coluna verdadeiras ou não. (na minha opinião, se falsas, pior do que "bostejador", um criminoso caluniador! Porém, se VERDADEIRAS, um jornalista sagaz e investigativo, digno de palmas, por cumprir a sua obrigação, Não há meios termos!)
Mas o imparcial Dr. Vitor, deixa a cauda de fora, balançando, quando qualifica Mainardi de "fascista"!
Pergunto eu, "fascista" por quê (admitindo-se a hipótese de o nobre comentador saber o significado do termo, claro!)?
Depois, "elitista"?! Por qual ou quais motivos? Eu penso que quem defende a lógica, o bom senso, a moralidade pública e a ética na política (havendo de ser, por tudo isto, necessariamente, ANTI-PETISTA) labora a favor do país e de sua gente tão espoliada, não podendo assim ser liminarmente apodada de "elitista".
Finalmente, "bostejador"? Creio que bostejadores (emissores de bosta) sejam os petistas e os que os acolhitam, os tristemente famosos PeTralhas, que intoxicados culturalmente e enlouquecidos de amores quase eróticos pela figura do Abortista/Excomungado e de sua quadrilha (nos dizeres do Exmo. Procurado Geral da República!) ignoram o pisoteamento diuturno da ética pelos antigos guardiões da moralidade (dos outros, é claro!) e o empobrecimento moral do tão lindo, quanto triste, País, coisas todas contra as quais luta o valoroso colunista Mainardi dentro da rasa trincheira de sua coluna.
Parabéns a Diogo Mainardi e abaixos os bostejadores da ética e da moral!
Caro Dé "criminal":
Em primeiro lugar vou te contar um segredo: a teclinha marcada "shift" na extrema esquerda do seu teclado, se pressionada, permite que você escreva em letras maiúsculas como por exemplo o nome do professor que você diz defender e o do santo Natal de Nosso Senhro Jesus Cristo.
Quanto ao nosso caro folclórico "Fessô", não precisa se preocupar e muito menos indignar-se, pois todos os títulos constantes do seu "galardão" foram por ele duramente conquistados, tem a sua estrita razão de ser e ele mesmo sabe disto, posto que previamente advertido, razões todas pelas quais nem ele mesmo se queixa.
Portanto, guarde a sua indignação para causas melhores.
Passar bem.
A defesa não desqualifica o mérito e sim, a forma do texto, daí, está certo Reinaldo Azevedo.
Negócios e opiniões estranhos a luz de verbas e mais verbas estatais devem ser alvo de analise pelo MP e PF.
Certas revistas seriam melhor se recicladas em papel higiênico. Destacam-se por seus colunistas tucanalhas (é um pre-requisito para integrar qualquer semanário do PIG), mas só defendem os cães que olham detidamente para a televisão de cachorro chamada "poder".
Prestam um desserviço ao país ao enfocar apenas a opinião do dono da empresa jornalística. Nelas, não há espaço para os que comumgam opinião distinta. O caso é: os incomodados que se mudem. Uma lástima.
É certo que todo império um dia acaba. Até lá continuaremos reféns desses manipuladores mequetrefes, intelectualmente desonestos, que falam de democracia, mas são incapazes de sequer publicar em seus jornais e revistas uma única crítica contra sua postura.
Criticam a suposta incompetência e desonestidade dos "petralhas", mas não fazem nada de mais nobre. Tucanalhas são petralhas com sinais trocados. Aliás, votaram juntinhos na questão da DRU. Ambos somados dá um número negativo.
Em que pese a virulência dos asseclas que os defendem, com dicionário numa mão, a coluna do azevedo ou do amorim na outra, e um ardor quase erótico, a nação parece condenada a viver pelas próximas décadas, sob o jugo desse arremedo de democracia.
o Conjur tem demonstrado claramente uma parcial simpatia pela Globo, e por uma grande antipatia pelo pres. Lula.
Tem toda a coerencia com a posicao do Estadao, em seus editoriais, e sua equipe jornalistica, sempre afinadas com a marca Estadao, radicalmente anti Lula.
O sr. Mainardi, que tem como patrao a Veja, revista nitidamente anti-governo Lula, tem seguido sistematicamente a opcao de ataques pesados contra um governo eleito democraticamente.
A impressao que fica é que governo eleito pela massa menos favorecida, é governo ilegitimo,
nao representativo da "elite pensante" nacional.
O jornalismo praticado pela Veja e seu empregado Mainardi, que tambem antende no Manhatan Connection, da Globo, nao significa nenhuma unanimidade jornalistica, pois seus patroes sao coerentes no vies politico adotado.
Mainardi destroça pessoas, faz julgamentos definitivos, sem nenhum respeito ético.
O fato de O judiciario brasileiro dar sistematicamente ganho de causa ao sr. Mainardi, nos dá a impressao de que o poder da Globo e da Veja, se impoem ao de uma justica, receosa do poder da midia.
Um Juiz que considerou que o "estilo" do sr. Mainardi é esse mesmo, criou uma figura impar no país: aquele que pode dizer o que bem entende, por ser esse seu "estilo".
Se o governo decidir criar outros Mainardi, a seu favor, como impedir?
Esquece o ilustre Magistrado, em sua divertida sentença, que o feitiço pode virar contra o feiticeiro!
A juiza ao atender o pedido do SR. Amorim, de segredo de justiça, talvez tenha entendido que as deformacoes de nossa midia, atualmente, tem que ser contidas.
Pois assistimos a um circo, muito engracado, mas tragico, aonde o poder economico tem pesado demais.
Afinal, o Estadao. a Globo e a Veja, lutam ou nao por democracia?
Caro dinarte,
acho que o Sr. está confundido democracia com outra coisa qualquer.
O Lula foi eleito democraticamente? Sim.
Governos eleitos democraticamente não devem sofrer críticas, críticas ácidas? CLARO QUE SIM.
O Collor foi eleito democraticamente?
E o Sr. apoiou o linchamento nacional dele? As críticas da imprensa visaram ao fim da democracia? As críticas da impresa perderam valor ante o FATO dele não ter uma condenação?
O Dr. Maluf foi eleito democraticamente?
E o que o Sr. acha das reportagens sobre ele e a família dele?
Existe pelo menos uma dúzia de Governadores e ex-Governadores eleitos tão democraticamente quando o Lula que foram destroçados pela imprensa, nessas ocasiões o Sr. entendeu como um ataque à democracia?
Igualar o ataque à administração petista(como enormes escândalos de corrupação e baixarias tais como compra de dossiês e mesmo produção de dossiês) como um ataque a própria DEMOCRACIA é parcialidade demais.
E apenas para registrar que aventar a possibilidade dos Juízes de 1ª instância estarem coagidos, intimidados pela Globo é teoria da conspiração anos 80, até o PT já mudou esse discurso.
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