Promotor responde por favorecer amigo preso com maconha

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu nesta quarta-feira (14/2) a terceira denúncia contra o promotor de Justiça Alcyr Menna Barreto de Araújo Filho. Desta vez, o promotor é acusado de prevaricação por ter se manifestado pela extinção da punibilidade do réu A.D.C., que foi preso em flagrante com 29 gramas de maconha.

A família de A.D.C. é amiga do promotor. Ele já respondia a processo por posse de entorpecente na 2ª Vara Criminal de Rio Claro (SP), quando repetiu o crime e foi novamente preso por posse de entorpecente.

O crime de prevaricação é cometido por funcionário público quando, indevidamente, retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou o pratica para satisfazer interesse pessoal. No caso, o Tribunal de Justiça entendeu que o promotor agiu para satisfazer a amizade que tem com o pai e a família de do acusado.

A Procuradoria de Justiça se manifestou pelo recebimento da denúncia com o fundamento de que o promotor deixou de cumprir seu dever funcional e se declarar suspeito para atuar no caso. “O doutor Menna Barreto se sentiu habilitado a atuar naquele processo e esse não era o caso”, afirmou o procurador Hermann Herschander, durante sustentação oral.

A defesa de Menna Barreto reclamou, em vão, a inépcia da denúncia. Argumentou que a decisão do promotor de Justiça se baseou num acordo que havia na Promotoria de Rio Claro de que sempre deveria prevalecer o princípio da presunção de inocência. Alegou, ainda, que seu cliente só se manifestou nos autos pela ausência do promotor titular da ação penal, Antonio Nilton Victorio.

O colegiado do TJ paulista, por votação unânime, entendeu que o promotor Menna Barreto, no caso em julgamento, deixou de praticar ato de ofício (considerar-se suspeito de atuar no processo que envolvia uma pessoa de seu ciclo de amizades) e praticou ato para satisfazer interesse pessoal (ao determinar a extinção da punibilidade do réu).

Três vezes réu

Essa é a terceira denúncia recebida pelo Órgão Especial contra Alcyr Menna Barreto de Araújo Filho. Ele responde a outros dois processos onde é acusado de porte ilegal de arma de uso restrito e denunciação caluniosa.

Nesse último caso, o promotor responde por imputar crime a um tenente que ele, supostamente, sabia ser inocente. De acordo com a denúncia recebida pelo Órgão Especial, a policial militar de Rio Claro, Claudia Aparecida Giovanni de Oliveira, foi multada em fevereiro de 2000 por dirigir a viatura sem ter carteira de habilitação.

Na tentativa de se livrar da multa, Claudia registrou um boletim de ocorrência contra o tenente Roberto Sorge alegando abuso de autoridade e acusando-o de obrigá-la a dirigir o carro. Em setembro de 2001, Claudia passou a namorar o tenente Luciano Peixoto, amigo do promotor Menna Barreto, e convenceu o namorado da veracidade dos fatos do boletim de ocorrência.

O promotor, ao saber do ocorrido, chamou a policial e mais algumas pessoas da Polícia Militar para saber mais sobre o suposto abuso de poder. Porém, a policial confessou para seu namorado que mentiu no boletim de ocorrência e pediu ao promotor para encerrar o caso. Mesmo assim, garante a policial, o promotor manteve a determinação de incriminar falsamente o tenente Sorge. Em 1º de novembro de 2002, o promotor ofereceu denúncia contra o tenente por abuso de poder.

Segundo a defesa, a denúncia contra o promotor não poderia ter sido oferecida porque o processo sobre o abuso de autoridade ainda não transitou em julgado e, por isso, existem detalhes que ainda não foram concluídos. A defesa também alegou que a policial mente o tempo todo e que o que ela alega não poderia ser levado em consideração.

Fernando Porfírio

é repórter da revista Consultor Jurídico

Richard Smith disse:
14 de fevereiro de 2007 às 13:25

Então, como se vê, "condições sociais" não influem em nada na formação de um criminoso, ao contrário do que pontificam PeTralhas maliciosos e mistificadores e inocentes úteis de baixo QI que repetem mantras esquerdistas e dogmas lidos em orelhas de livros.

No caso do indivíduo acima, a ser verdade toda desfiada na materia, fica clara e meridiana a sua péssima índole e a também a sua falta de escrúpulos.

Em estríta analogia com a pessoa da MAtricida/Parricida: Não teve ele as adequadas proteínas e vitaminas na infância? Não estudou? Não teve capacidade intelectual para passar num concurso?

E daí? O que tudo isso tem de garantidor da conduta honesta da pessoa?

E o contrário, a pobreza ou carência, com as atitudes desonestas daqueles que, abusando da seu livre-arbítrio, escolhem, PESSOALMENTE, serem más e praticarem crimes?

Como se vê, nada como uma boa dose de realidade para se espancar a idiotice (e a má-fé, também!)

Armando do Prado disse:
14 de fevereiro de 2007 às 14:21

Esse babaca de richard ganha por quilo de m...escrita? Faça-me o favor!

Robespierre disse:
14 de fevereiro de 2007 às 14:26

...professor, esse energúmeno com nome de gringo só sabe achincalhar e "berrar". "Gritava" que o alckmin seria eleito, pois tinha informações confidenciais sobre manobras nas pesquisas. É um fascista emperdenido que acha que vai mudar tudo no grito. Um perfeito idiota da américa "latrina" ( aquela de pinochet, somoza, etc).

...não tenho dificuldade de debater com adversários, mas, trocar idéias com fundamentalistas boçais, é matéria para psiquiatra.

Erick de Moura disse:
14 de fevereiro de 2007 às 14:58

Concordo em termos com patuléia e Professor Armando! Certa vez em um debate meu, com um promotor no qual o mesmo afirmava que a OAB era omissa e condizente e não punia seus membros que cometiam crimes e faltas éticas, esse tal de "Richard Smith", jogou lama na classe inteira, nos bons e honrados advogados militantes que ganham seu ganha pão de forma justa, e ainda teve a petulância de fazer desafio. Disse em tom desafiador para ir perguntar "numa fila de cinema" ou numa grande concentração de pessoas, qual era a opinião sobre os advogados, ora tenha santa paciência, com que autoridade ele vem exigir uma coisa dessas, ele que prove o que fala, e não seja leviano. Respeito é bom e todos que trabalham honestamente gostam não se pode colocar na mesma balança dos maus profissionais, que certamente existem em todas as categorias, os que em nada tem a ver com seus desvios. Foi a última vez que perco tempo com esse indivíduo!!!

Richard Smith disse:
14 de fevereiro de 2007 às 15:04

Ai, ai, ai, meninas!

Que hilários os seus achaques.

Mas, discutir o assunto que é bom necas, né.

Ou as moças estão a favor do "burguês" promotor?

Que incoerência.

Sim, queridas, se a miséria ou a pobresa fossem determinantes na conduta criminal de alguém, Bangladesh ou Calcutá seria redutos sem-lei.

Moro ao lado de uma favela e vejo, todas as manhãs multidões subindo as suas ruas para pegar ônibus e irem trabalhar.

Esse fascistão aqui já participou de projetos junto a favelados e via a sua enorme alegria quando se lhes davam oportunidades (vara de pesca e não peixe!) de crescer e de buscar o seu próprio dinheiro, com honestidade.

Os favelados são os que dão mais valor à honestidade e à formação escolar.

Aqui no meu prédio mesmo já houve duas oportunidades nas quais os faxineros acharam valores altos (US$ 13.000,00 e R$ 4.500,00) dentro de livros jogados fora por pessoas em mudança e devolveram tudo!

Uma vez disseram ao Ruy Barbosa: "mestre, a ocasião faz o ladrão!" ao que ele teria retrucado: "Discordo, a ocasião faz o DELITO, posto que o ladrão JÁ NASCE FEITO".

A criminalidade é pois fruto de indole, oportunidade e impunidade.

Condição social não tem nada a ver com isso.

Richard Smith disse:
14 de fevereiro de 2007 às 15:25

Sr. Erick:

Em primeiro lugar, um erro seu, eu não disse que iria perguntar. Eu apenas DESAFIEI a quem quisesse, que se fosse perguntar às pessoas por aí, qual seria a sua opinião acerca dos advogados, coisa a qual ninguém deve ter feito, ou, em tendo feito e se descontentado muito com o resultado apreendido, silenciou cautelosamente.

Em segundo lugar, outro erro seu, eu NÃO sou advogado e nunca me intitulei como tal.

Em terceiro lugar, ora veja...um outro erro seu! Eu nunca procurei, como jamais procuraria, "lançar lama" na categoria dos advogados. O que eu procuro e pessoas como você tem muita dificuldade, pelo viés ideológico, em perceber, é REMOVER, às pazadas e da melhor maneira possível, a lama (e outras coisas mais fétidas) que recobre a Lei, a Justiça e a própria categoria dos chamados "operadores do direito".

No mais, o tempo é seu e perca-o da maneira que melhor aprouver-lhe.

Passar bem, caro individuo.

Ivan Dario disse:
14 de fevereiro de 2007 às 16:05

A questão é simples: sendo considerado culpado, melhor dizer, apesar de ser ululante, após o trânsito em julgado, serão aplicadas as sanções para a hipótese concretizada. Assim, pura e simples dicotomia hipótese-sanção.

Não creio que a presente notícia deva encorajar dedos em riste contra Promotores, e rebates destes contra ofensores, sejam Advogados, Juízes, Consultores, etc.

Creio que o melhor é deixar de lado a belicosidade, ainda mais para coisas comezinhas, eis que já enfrentamos verdadeiras guerras (contra a violência, desemprego, etc) para mantermos nossas vidas.

Manente disse:
14 de fevereiro de 2007 às 17:42

Com arrogância, prepotência e má intenção, não se vai a lugar algum.
É triste, alguém que deveria agir como fiscal da lei e defensor da sociedade, agir desta forma ridícula.

Como dizia o árbitro Oscar Roberto de Godói: "pau nele autoridade" ou melhor Tribunal de Justiça.

Radar disse:
14 de fevereiro de 2007 às 18:32

Não creio que a atitude do mencionado promotor deva ser encarada como regra. Em toda corporação, inclusive nas daqueles que comentam nesse espaço, há bons e maus profissionais. Penso que o excesso deva ser punido com os meios legais aplicáveis. Se entendermos insuficiente a punição devemos lutar para mudar a lei.

Lastimável mesmo é a mania de alguns "coMERDAdaristas" que insistem em transportar suas frustrações de fundo sexual para este espaço, lançando todo mundo em sua panela de intolerância e arrogância, sem edificar nada. Estes camuflados estão sempre procurando alguém para sarrafiar, já que assim gastam o tempo que deveriam utilizar olhando para si mesmos.

Rossi Vieira disse:
14 de fevereiro de 2007 às 21:46

Vinte e nove gramas de maconha, em Rio Claro. E querem a prisão desse moço ? Que triste realidade portar essa ínfima quantidade, que não chega a confeccionar um maço de cigarro convencional, num país onde o estado de Pernambuco é o maior produtor mundial da erva.Tem mais que pedir a extinção da punibilidade mesmo.

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
advogado criminal em São Paulo.

allmirante disse:
15 de fevereiro de 2007 às 09:23

O regime militar era de freiras.

Richard Smith disse:
15 de fevereiro de 2007 às 09:56

Caro Radar:

Em que pese todo o seu interesse pela minha vida satisfação sexual, devo afirmar-lhe que você não precisa se preocupar, pois acabo ficando até com estafa pelo "ensabugamento" contínuo de PeTralhas como você e outros que pululam neste democrático espaço.

Richard Smith disse:
15 de fevereiro de 2007 às 09:57

Ops, a palavra "vida" ficou fora de contexto, devendo assim, ser desconsiderada.

Radar disse:
15 de fevereiro de 2007 às 15:48

Passados quatro meses, o anacrônico filhote de ditadura continua remoendo mágoas pós-eleitorais.
Até o allckmin já esqueceu. O motoSerra já está varrendo o xuxu da história. Até o Arthur Virgílio já caiu nas graças governamentais, mas ainda há quem sonhe. Lamentável, porém lícito.

A viúva continua vomitando seus comentários sem contexto, querendo que todos chafurdem em sua arena predileta, que é o escárnio ao PT, que para mim é o mesmo que PSDB ou RS, ou seja, nada.

Há alhures como você, ó viuvinha de Alckmin, no trabalho, no jornalismo, no empresariado... Mas acho que no fundo você não passa de mais um petralha frustrado e enrustido, além de desocupado, como tantos outros.

Sua mágoa com os petralhas é tão sintomático quanto o vocativo "meninas" e "ensabugamento" (meio impróprio, né) em comentário anterior. É coisa de quem tem contas a ajustar com o armário e com a vida. Embora, vá lá, eu respeito o direito das minorias.

Richard Smith disse:
15 de fevereiro de 2007 às 16:55

Não, caro Radar, para PeTralhas mistificadores e panfletários, os termos só podem ser esses.

Porque os delinqüentes da lógica e do bom senso; aqueles que abusam das falácias e das mistificações para justificarem os comportamentos mais aberrantes, as safadezas mais deslavadas e a corrupção da pior espécie, ora se fazendo de vítimas e de perseguidos, ora batendo no peito e dizendo: "não sou só eu, todos fazem igual!" não merecem ser tratados de outra forma.

Quanto ao Alckmin, na minha opinião teve o que mereceu. Quem não luta com determinação, não merece vencer.

Uma simples menção de sua parte no debate, acerca do patrocínio, por parte do Abortista/Excomungado, de um projeto de lei da ex-deputada sandra starling do PCdoB-RJ que visa liberar totalmente o aborto no País, mediante a simples, maliciosa e sub-reptícia eliminação dos artigos do Código Penal que o punem, teria fulminado instantaneamente a candidatura daquele. Isso porque nada menos do que 92% dos brasileiros, de todos os níveis sociais são contrários ao aborto, segundo pesquisa do Datafolha de agosto do ano passado!

Por derradeiro: o que você não entendeu até hoje é que eu não escrevo para vocês PeTralhas, mas sim para os outros leitores que possam, eventualmente, aproveitar alguma coisa das minhas humildes linhas, que vão contra o "mainstream" do Politicamente Correto e da indigência automática de raciocínio.

Por isso, não gaste o seu teclado à toa comigo e enm se preocupe muito como eu gasto o meu tempo e nem com a minha satisfação sexual, repito.

Passar bem, PeTralha.

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