Vaticano poderá responder por abuso sexual a menores

Três homens que acusaram padres católicos de abusá-los sexualmente na infância podem agora pedir ressarcimento pecuniário diretamente ao Vaticano, sob acusação de negligência, conforme determinou um juiz federal de Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos.

Segundo o site Findlaw, o advogado das vítimas, William McMurry, obteve a vitória ao sustentar a tese de que o Vaticano deveria ter brecado os abusos da Arquidiocese de Louisville. De acordo com McMurry, com a decisão do juiz federal a defesa pode ter acesso amplo aos documentos que o Vaticano produziu sobre abusos sexuais, uma novidade nesse tipo de acusação.

Muitas ações já tentaram acusar o Papa, o Vaticano e os cardeais mais proeminentes do Vaticano como réus nesse tipo de ação. Mas a Santa Sé é imune da jurisdição de cortes norte-americanas.

O advogado William McMurry já representou junto ao juiz John G. Heyburn 243 casos de abuso sexual registrados, que em 2003 geraram um acordo civil pelo qual a arquidiocese teve de desembolsar US$ 25,3 milhões.

Uma das vítimas do caso em pauta é Michael Turner, que já obteve a remoção do padre Louis E. Miller da arquidiocese, em 2004, por ordem direta do Papa João Paulo Segundo. O padre Louis E. Miller cumpre 13 anos de pena.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

A.G. Moreira disse:
14 de janeiro de 2007 às 08:41

O Vaticano deveria excomungar a Igreja Católica dos EE.UU., pelos, gravíssimos, danos morais , pelo exemplo pecador incorrígivel, pelo comportamento maléfico e destruidor da imagem que a Igreja conquistou ao longo de 2000 anos e pela péssima representatividade e ruinosa gestão nas últimas décadas .

Vivemos, muito bem, sem os ingleses , podemos viver, muito melhor, sem os, mundialmente, AMALDIÇOADOS, americanos !! !!!

Richard Smith disse:
14 de janeiro de 2007 às 12:14

Ridiculo! As chamadas "igrejas locais" são absolutamente independentes guardando mera subsidiaridade com a Santa Sé e com o Sumo Pontífice (quem dera que isso fosse verdade plena!) que somente intervém em raríssimos casos.

É simplesmente impossível tal pretensão, como bem devem saber os advogados patrocinadores, o que leva à impressaõ de má-fé anti-clerical.

José Henrique disse:
14 de janeiro de 2007 às 18:30

Será que há mais pedofilia entre os padres norte-americanos ou a Justiça funciona melhor lá (lenvando-se em conta que o Catolicismo não é a religião majoritária)?

Richard Smith disse:
14 de janeiro de 2007 às 20:55

Meu caro José Henrique:

Sim, há muito mais escândalos lá.

Permitame- apenas corrigí-lo, mas não são escândalos de PEDOFILIA (atração sexual por crianças impúberes), mas sim de PEDERASTIA, posto que a maioria das acusações são de molestamento de menores masculinos púberes.

E o por que disso? Porque de há muitos anos, os seminários americanos são dominados por "religiosos" hereges Modernistas, os quais cuidam de brecar boas e válidas vocaçãoes sacerdotais, para dar guarida a candidatos com tendências homossexuais!

Tanto isso é verdade que a percepção de largos extratos sociais nos Estados Unidos, é de que o sacerdócio (ser padre) é "profissão gay"!!!
O que você acha que vai acontecer quando essas pessoas, absolutamente inaptas, moral e psicologicamente falando, para o exercício sacerdotal, se virem no meio de jovens e crianças em acampamentos, aulas de ginástica, etc.?

É uma chaga gravíssima que foi se alastrando livremente - até a intervenção nos seminários em 1997/99, pelo Papa João Paulo II - e que encontrou leniência e covardia por parte da maioria dos bispos americanos. O resultado está aí!

Passar bem.

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