CNJ manda juiz baiano julgar logo ações fundiárias

O Conselho Nacional de Justiça fixou prazo de seis meses para que o juiz federal de Eunápolis (BA) julgue cerca de 20 ações movidas por pequenos proprietários de terras contra uma multinacional de extração de madeira, em Porto Seguro. Algumas das ações tramitam deste 1979.

As famílias alegam apropriação indevida de algumas áreas e enumeram supostas ilegalidades cometidas pela empresa nos últimos 30 anos. “Foi determinado que o juiz daquele município julgasse estes processos com absoluta prioridade, pois se trata de conflito fundiário muito antigo e que envolve pessoas humildes e idosas”, afirmou o conselheiro Eduardo Lorenzoni.

Segundo o CNJ, a Associação Rio da Barra dos Pequenos Proprietários de Terra da Região do Vale Verde apontou omissão e morosidade da Justiça local com relação a ações judiciais abertas pelas famílias.

Em seu voto, Lorenzoni exigiu que a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Bahia e o Ministério Público façam um esforço para investigar o sumiço de alguns processos. “Das 28 ações, 12 estão desaparecidas.” Em 30 dias, o TJ baiano, a Corregedoria-Geral e o juiz federal de Eunápolis deverão informar ao CNJ quais ações foram adotadas.

Michael Crichton disse:
27 de janeiro de 2007 às 00:13

Já passei por aquela região. O que se planta de eucalipto por lá é uma barbaridade. O norte do Espírito Santo nem se fala.

Zito disse:
27 de janeiro de 2007 às 13:33

ESSE CASO É MUITO ESTRANHO.
CABE O CNJ ABRIR UM PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA O SENHOR MAGISTRADO PARA SE SABER SE EXISTE OU A SUA PARTICIPAÇÃO.
JÁ SE PASSARAM 28 ANOS E OS PROCESSOS NÃO TRAMITARÃO JULGADOS.
A TARTARUGA ANDA MAIS DEPRESSA DO QUE ESSES PROCESSOS, E MAIS, ELA LEVA VANTAGEM DE TODOS OS TIPOS DE CORRIDA.
ATÉ O CEGO GANHA NA CORRIDA.

Murassawa disse:
30 de janeiro de 2007 às 11:40

É vergonhoso tomar conhecimento desse tipo de notícia, assim como, entendo que há outras praças que necessita desse tipo de fiscalização, senão vejamos o próprio tribunal de são paulo, que demora em torno de cinco anos p/ distribuir um recurso.

Paulo Chaves de Araujo disse:
30 de janeiro de 2007 às 17:39

Parabens a todos que contribuiram para a criação do Conselho Nacional de Justiça que deve trabalhar para um país mais justo e menos violento.

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