Erro de informação leva filho de Chacrinha à prisão

Um erro de informação levou a Justiça a decretar a prisão de José Renato Barbosa de Medeiros, de 53 anos, filho do apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Nanato, como é conhecido, vive em uma cadeira de rodas desde os 21, quando ficou tetraplégico. Ele foi confundido com um policial que deveria ser preso na segunda parte da Operação Hurricane, deflagrada na terça-feira (19/6) pela Polícia Federal.

Na denúncia apresentada à Justiça, Nanato foi apontado como policial civil e acusado de um crime que só servidores públicos podem cometer: facilitação de descaminho (termo jurídico para importação ilegal de produtos) de peças para caça-níqueis. Os policiais federais ficaram surpresos ao encontrá-lo em casa numa cadeira de rodas. Não sabiam que ele era deficiente físico.

O erro provocou a revolta do seu irmão gêmeo, o produtor e apresentador de TV Leleco Barbosa. “Isso é um absurdo.” A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo.

A polícia prometeu acertar a denúncia, mas manterá a prisão domiciliar, por considerar a possibilidade de Nanato ser um dos intermediários do esquema de pagamento de propinas. Segundo afirmam procuradores da República, o erro veio de uma informação passada pela Polícia Federal ao Ministério Público.

A Operação Hurricane 2, na qual foi detido o filho do apresentador, foi desencadeada para prender policiais do Rio de Janeiro, acusados de receber propina na máfia dos caça-níqueis.

A primeira parte da Operação Hurricane da Polícia Federal foi deflagrada no dia 13 de abril nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e no Distrito Federal para deter supostos envolvidos em esquemas de exploração de jogo ilegal (caça-níqueis) e venda de sentenças, após cerca de um ano de investigações.

Maurício Vasques disse:
21 de junho de 2007 às 15:05

Olha, tem certas coisas que só quem tá vivo acredita. Eis aí, um belo exemplo.

Gostaria de ver a revoada de defensores das restrições das liberdades individuais se manifestarem agora.

Choro pelo moço. Pela ação, dou rizadas, entre o cômico que diverte e a aflição do riso nervoso.

Pobre país...

Armando do Prado disse:
21 de junho de 2007 às 15:12

Sim avante, sempre avante. Errou, e só erra quem faz a limpeza na podridão que campeia por aí. Quanto ao erro em si, se for comprovado, existe a possibilidade de ação por dano material e moral.

Agora, crime é advogado escrever "rizadas", isso sim é crime e deveria ser apenado cópia da CF. Que tal 200 vezes?

Apesar de tudo, AVANTE PF, AVANTE MPF!

jabuti disse:
21 de junho de 2007 às 15:22

Não me surpreende muito !
O tetraplegico deve ter comentado com algum interlocutor sobre o "Cassino" do
seu pai, e dai...
São exatamente estas, as interpretações subjetivas dos "analistas" das escutas que tanto arrepiam os mortais.
Na Anaconda grampearam um defunto, nesta um policial tetraplegico e nas outras um "bando" de inocentes!
Alo Terezinha!!!! Voces querem bacalhau ???

Ramiro. disse:
21 de junho de 2007 às 15:42

Em que planeta o Prof. Armando do Prado vive? Eu li os jornais e achei estranhíssimo, sabendo da tetraplegia do filho do saudoso Chacrinha.

A pergunta é, visto que tanto pela Constituição quanto pela Convenção Americana Sobre Direitos Humanos a reparação civil é obrigatória, e o § 6º do art. 37 da Constituição Federal é claríssimo na responsabilidade objetiva, e a doutrina incorporou o risco administrativo.

Haverá ação de regresso quando o Estado for condenado à reparação civil? Os agentes que fizeram a lambança sofrerão ação de regresso por parte do Estado?

http://www.cidh.org/comissao.htm
Do endereço acima há acesso a todos os documentos e ao formulário de queixa.

http://www.cidh.org/Basicos/Portugues/c.Convencao_Americana.htm

A Convenção Americana Sobre Direitos Humanos é clara, destaco o art. 25, inciso II, alínea c, que deve em representação ter leitura conjunta com os arts 1 e 2 da Convenção. Essa história de mandar para precatórios não tem como colar na OEA.
Se o Prof. Armando do Prado ler os relatórios onde o Brasil sofre condenações na CIDH-OEA, poderia mudar seus conceitos sobre quem são os chicaneiros. E pior, perdem e continuam usando os mesmos argumentos, e perdem novamente.

Robespierre disse:
21 de junho de 2007 às 16:01

...o importante é que os chicaneiros de plantão estão com os cabelos em pé, pois sabem que, mais dia menos dia, o barraco cai... não perdem por esperar.

...como disse o prof. o importante não é o erro em si, mas que o estado possa repará-lo, se for o caso. vejam que ainda não está descartado o envolvimento.

... não pensei que viveria para ver a republicana polícia federal pondo os chicaneiros, rábulas e falsos operadores do direito em "guarda"...

Maurício Vasques disse:
21 de junho de 2007 às 16:41

Errei. Escrevi risada com "z". Sou um ignorante.

Aleluia pessoas com o intitulado professor que com sua pedagogia facista acusa os outros de ignorante quando faltam-lhe argumentos robustos para professar suas idéias.

Não o conheço, mas minha provocação era temática. Não pessoal. Não cabia o ataque. Se a carapuça serviu, tanto melhor.

Gostaria de conhecer pessoalmente o algoz dos outros que nunca errou, o exuberante professor, conhecido mudialmente.

Se reparou, adiante no comentário atacado grafei riso corretamente. Não sou ignorante. Não sou inculto. Errei. Fui desatento. Tomarei mais cuidado.

Quem sabe me torno "professor", e algum dia não errarei mais. Espero como "professor" ser mais consistente e menos covarde e presunçoso.

Leandro Pereira da Silva disse:
21 de junho de 2007 às 16:44

È fácil se falar em reparação quando a pimenta esta nos olhos dos outros...eu queria só saber qual seria a "ilustre" posição desses defensores de reparação se o alvo desse erro ridículo fosse um filho eo um ente querido.
Ai eu garanto que as opiniões e o discurso iria mudar.
Ou alguém seria tão hipócrita para dizer que não?

Leandro Pereira da Silva disse:
21 de junho de 2007 às 16:45

digo ou

Rossi Vieira disse:
21 de junho de 2007 às 18:24

De quem foi à ordem da prisão? E se fosse o Zé das Coves , da favela ao lado ? Certamente estaria defecando num buraco quadrado, no boi, auxiliado pelos membros do PCC. Uma tragicomédia. O filho do saudoso Abelardo certamente teve o auxílio de um advogado. Senão ia preso. Avante polícia federal e o prof. Armando Prado, o corretor ortográfico do Conjur. Armando, olhe para o próprio umbigo e saiba que desejamos que teu filho nunca seja preso por engano ou confundido com policial corrupto. E , se for, nós criminalistas, com “s” ou “z,” livraremos o rebento da masmorra, custe o que custar. De você, Armando, não cobraria nada, apenas um pouco de humildade.

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo.

Rossi Vieira disse:
21 de junho de 2007 às 18:27

Aliás, muito bom o comentário do Jabuti !

Otavio

Winston disse:
21 de junho de 2007 às 18:57

É muito fácil falar em reparação de danos pelo erro.
O difícil é apagar os efeitos desses erros. Agora, impossível é receber a indenização...

prosecutor disse:
21 de junho de 2007 às 20:35

Já identificaram um Gilmar sei lá donde como ministro do STF. Depois, os Trapalhões prenderam um procurador que não fora o autor do "parecer suspeito". Agora prendem tetraplégico homônimo de policial! É o "cetor de intelijênssia". Inteligência que nunca tiveram em setor onde nunca deveriam ter pisado, se fossem um poquinho só competentes. Considerando que tais ações são sempre exibidas em horário nobre, quando vão informar aos professores de plantão que é só ensaio da Globo prá mais uma novela. Prisão de metirinha, professor, depois soltam todo mundo. Enquanto os meus réus, coitados, tão lá presos, condenados, sem nenhuma notinha no jornal!

Ramiro. disse:
21 de junho de 2007 às 22:20

A Defensoria Pública da União talvez seja a que pior funciona, finge que funciona e não age, nega casos gravíssimos. O que os fascitóides iriam querer é que toda a advocacia de defesa se reduzisse a DPU? No mais só mesmo com recurso a CIDH-OEA para romper a muralha de impunidade dos precatórios.

HERMAN disse:
21 de junho de 2007 às 23:39

Mais uma pérola do auto-denominado serviço de inteligência da PF, em verdade um bando de maçanetas fominhas por diárias e algo mais. No engodo chamado anaconda prenderam um Hugo errado (este defendido pelo Dr. Toron), grampearam em 2003 um morto em 1963 (com transcriçaõ de diálogo e tudo mais), confundiram Mário com Ali, disseram que foi interceptado um avião em pleno vôo, denunciaram um delegado por ter falado mal do MPF, e agora, alçar um tetraplégico como grande criminoso é o fim. Que serviço de inteligência é este que não verifica quem é quem. Talvez, como já comentaram, tenha o Sr. José Renato Barbosa de Medeiros comentado por telefone que herdou os direitos do CASSINO DO SEU PAI (ABELARDO BARBOSA), e confundiram tudo.

Armando do Prado disse:
22 de junho de 2007 às 09:47

Não "adivogado", você não vai virar professor, pois quem nasce para rábula, persiste no erro e na ganância, faltando-lhe despreendimento e altruísmo para ser professor. Desse perigo, não corremos.

Ainda bem que v. se reconhece como um ignorante: ainda há esperança, estude, estude, e veremos.

Armando do Prado disse:
22 de junho de 2007 às 09:51

Ah, outra coisa, covarde é quem emite regras, defendendo filigranas para defender os poderosos, sem colocar nome e sobrenome.

toca disse:
22 de junho de 2007 às 10:37

É lamentável que o meu colega Professor Armando do Prado ignore a história ou não a conheça. Do contrário não faria comentários tais como os que faz neste site. Avante Professor, avante. Siga o seu próprio conselho e vá estudar história e que este estudo te sirva para alguma coisa. Se não mudares de opinião te aconselho a procurar um psiquiatra pois este teu estado de "companheirismo" é crônico e irreversível, mas precisa, pelo menos, ser controlado porque é perigoso.

Sidney Jr disse:
22 de junho de 2007 às 16:38

Fico a me pergentar: o que se passa na cabeça de determinadas pessoas para aplaudir e "compreender" determinadas ações prejudiciais à imagem de uma pessoa? Teriam o mesmo pensamento acaso ocorresse consigo ou com algum familiar? Diria simplesmente que cabe indenização por danos morais e ficaria feliz? Lembrem-se: o que bate em Chico, bate em Francisco. Se ocorreu o erro com outrem, ninguém está livre de passar pelo mesmo. Aí sim, gostaria de ver opinarem pela continuação dos trabalhos. Sugiro uma reflexão e uma atitude: exercer a empatia. Como revela o Aurélio: " Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstânicas experimentadas por outra pessoa". Experimentem, e os sentimentos mudarão, com absoluta certeza.

Sidney Jr disse:
22 de junho de 2007 às 16:44

Ah, só para registrar: vocês estão assustados com esses erros e os cometidos na Operação Anaconda? Experimentem saber o que se passou na Operação Suvuri, desencadeada em 12/03;03, em Foz do Iguaçu/PR. Mas, estejam sentados ou deitados, para que o chão fique mais próximo quando caírem.

futuka disse:
23 de junho de 2007 às 02:12

por acaso este é um fato que se notabiliza por estar diretamente ligado ao cidadão "filho" do saudoso apresentador "chacrinha" e mais por ser tetraplegico! Imaginem quantas foram as "ESCUTAS mal interpretadas" ou até mesmo "direcionadas por engano"!?..bem está posto que um êrro de concordância ou gramatical converge para um mal menor..no entanto o ENGANO ou DIRECIONAMENTO de uma ESCUTA sem dúvida não termina bem, nunca! O(s) transtorno(s) e dano(s) que causa(m) ao(s) cidadão(s) envolvido(s), parafraseando alguns comentários são irreparáveis. Só sabe quem passou por isso, de resto que Deus nos ajude! Avante JUSTIÇA CEGA!!

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