Realidade do Judiciário no Brasil está longe do ideal

O ideal

Qual o Judiciário ideal? O que julga mais rápido? O que julga melhor? O que privilegia julgamentos em apenas duas instâncias? O que está próximo do cidadão, inclusive nos locais mais distantes? O informal? O que especializa seus juízes? O que adere totalmente à informática?

Na verdade, não há uma resposta pronta. Em breve síntese, todos almejam por um Judiciário que decida os conflitos rapidamente e de maneira fundamentada.

A Emenda Constitucional 45/2004 procurou dar ao cidadão o direito à duração razoável do processo. É o que consta no artigo 5º, inciso LXXVIII, da Carta Magna. Abrange o processo judicial e o administrativo. É, sem dúvida, o ideal.

A realidade

Eis decisão judicial proferida em processo criminal na comarca de Joinville (SC), que pode ser acessada através do linkhttp://joinville.tj.sc.gov.br/cpopg/pcpoResultadoPG.jsp?CDP=1200079TF0000&nuProcesso=38050344312&nu

Recurso=0&cbPesquisa=NMPARTE&cdForo=38. Foi decidido que o interrogatório dos réus aguardasse a elaboração de pauta de audiências que, por já estar tomada até 2009, iria recair no ano de 2010. Confira-se:

02/08/2006: Aguardando outros

Prazo: 5 dias

formação de pauta

30/03/2006: Aguardando outros

Prazo: 5 dias

19/10/2005: Recebimento

18/10/2005: Despacho outros

VISTOS PARA DESPACHO: Conforme decisão de fl. 80, cumpre designar os interrogatórios. Entretanto, considerando que a pauta deste Juízo, para réus que respondem em liberdade, está tomada até o ano de 2009, aguarde-se a formação de nova pauta.

14/10/2005: Concluso para despacho

14/10/2005: Aguardando envio para o Juiz

O despacho judicial merece reflexão. Não para atacar o juiz de direito ou a justiça de Santa Catarina. Bem ao contrário, para mostrar a situação de crise do Poder Judiciário em geral. Não há problemas graves na justiça catarinense. Na verdade, ela foi pioneira ao implantar a informática em todas as suas comarcas, nela não se registram casos de corrupção e os concursos para ingresso na magistratura são rigorosos. O que se quer mostrar com a exibição da decisão judicial é que o sistema judicial brasileiro passa por séria crise e que, entre o ideal e a realidade, há um abismo que cada vez se aprofunda mais.

A crise do sistema judiciário

A situação crítica do Poder Judiciário começou após a vigência da Constituição de 1988. Pródiga na concessão de direitos, ela resultou em uma explosão de processos que desaguaram em um Judiciário despreparado para os novos tempos. Como afirmado pelo jornalista Gaudêncio Torquato, “Os instrumentos criados para assegurar celeridade à Justiça – juizados especiais de pequenas causas cíveis e criminais, rito sumaríssimo na Justiça do Trabalho, súmula vinculante, súmula impeditiva de recursos, tutela antecipada — são uma gota d´água no oceano dos processos” (O Estado de São Paulo, 29/4, A-2).

Em que pesem boas tentativas de vários tribunais, a ineficiência vem vencendo a luta. Como aceitar Juizados Especiais Federais com 30 mil processos? Como compreender que o estado de São Paulo, com o maior tribunal do mundo (400 magistrados, 360 desembargadores e 40 juízes substitutos de segunda Instância) não consiga julgar seus recursos em tempo hábil? Como aceitar que em gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal possam haver 10 mil processos aguardando julgamento? Como compreender que ações penais originárias que tramitam nos tribunais (casos de foro privilegiado) não cheguem ao fim? É óbvio que o problema não é dos magistrados que atuam nesses e em outros órgãos do Judiciário, mas sim do sistema. Na verdade, estes magistrados, de instâncias e de justiças diversas, sofrem o desgaste pessoal da impossibilidade de atingir suas metas.

Indagações apropriadas

A constatação desta realidade permite que se façam algumas perguntas. Vejamos: a) o que está levando a essa realidade? b) quais as conseqüências? c) o que pode ser feito para fazer cessar a crise? Óbvio que não há uma atitude mágica a resolver todos os problemas. Mas reconhecê-los e se dispor a enfrentá-los é o primeiro passo. Vejamos, então, as indagações feitas.

4.1: É difícil responder quais os motivos estão levando à crise do sistema. Mas é possível afirmar que alguns deles são: a) a explosão populacional nos grandes centros; b) a falta de estrutura do Poder Judiciário (em alguns estados o orçamento é de manifesta insuficiência); c) o insucesso das ações coletivas para resolver os problemas de massa; d) o cipoal legislativo; e) o uso sistemático de recursos processuais pelo poder público, mesmo em matérias com jurisprudência consolidada; f) a existência de fato de quatro instâncias, tornando as ações cíveis e penais intermináveis; g) a complexidade dada às execuções no cível (que agora se tenta corrigir via reforma processual); h) o pouco uso do sistema de conciliação nas ações (os juízes têm formação para decidir e não para conciliar); i) a demora do Judiciário em adaptar-se aos novos tempos, criando mecanismos simples de agilização dos processos (por exemplo, auto-atendimento nos cartório para entrega de petições); j) a falta de cursos de capacitação para os servidores.

4.2: A segunda, a respeito das conseqüências, merece a preocupação de todos. O Judiciário é o último baluarte da cidadania. Sua ineficiência pode resultar em: a) adoção de instituições paralelas, dentro da lei (Tribunais Arbitrais) ou fora da lei (soluções aos conflitos através de organizações criminosas, milícias, justiceiros, etc.); b) o aumento dos pedidos de preferência nos julgamentos que, por vezes, limitam-se apenas a um pedido legítimo de solução e, em outras, vão além, envolvendo verdadeiro tráfico de influência; c) a perda de fé no sistema, que pode resultar na perda de fé no estado democrático e que, por isso mesmo, é a mais grave.

4.3: Finalmente, a terceira indagação, ou seja, o que pode ser feito para fazer cessar a crise e evitar que o sistema entre em estado de total descrédito? A resposta é: tudo o que for possível. A começar: a) reforma constitucional e legislativa que, ao lado de renomados professores, deve ter também pessoas com conhecimento prático, com isto evitando equívocos como o fim das férias forenses na segunda instância, que criou uma sucessão de problemas e prejudicou em muito o julgamento nos tribunais; b) criação de um órgão nacional (incluídas todas as justiças), com estrutura e legitimidade para pesquisar e propor metas de aprimoramento, como nos Estados Unidos, onde há o National Center for State Courts, em Williamsburg, Virgínia. Se possível, um órgão com personalidade jurídica de Direito Privado, com uma estrutura enxuta e o informalismo necessário. Deve ser presidido por um magistrado e ter em seu corpo pessoal de áreas técnicas, como administração pública, relações humanas, sociologia, estatística e outras; c) realização de cursos para juízes e servidores em administração da Justiça; d) valer-se o Poder Judiciário da técnica e da rica experiência das empresas bem sucedidas, principalmente na área de relações humanas; e) implantação da Súmula vinculante, providência que já tarda e que evitará milhares de ações repetitivas, obrigando também a administração pública a adaptar-se à jurisprudência consolidada.

Conclusão

Em suma, não se pretende, neste artigo, encontrar a solução para os problemas do Poder Judiciário brasileiro. E nem apontar culpados. O que se quer é deixar evidente que o problema é grave, o sistema está entrando em colapso e algo precisa ser feito para o bem da sociedade e do Brasil. Ao que foi dito, muito pode ser acrescido e feito. Mas tem que ser logo. Amanhã poderá ser tarde.

Vladimir Passos de Freitas

é professor de Direito no PPGD (mestrado/doutorado) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-doutor pela FSP/USP, mestre e doutor em Direito pela UFPR, desembargador federal aposentado, ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Foi secretário Nacional de Justiça, promotor de Justiça em SP e PR e presidente da International Association for Courts Administration (Iaca), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e do Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário (Ibrajus).

JPLima disse:
06 de maio de 2007 às 02:05

Belo artigo Desembargador Vladimir de Freitas, parabens.
Mas todos nós sabemos e reconhecemos esta lamentável situação. A cúpula do Poder Judiciário, não raro, em suas conferências e palestras sobre o tema, "divaga" parecendo pertencer ou estar em outro País. Obviamente, não há solução milagrosa, e também não está somente nas mãos dos Magistrados a solução. Contudo, percebe-se que o Judiciário caminha em sentido diverso, o qual o fim justifica o meio. Refiro-me tanto termos judicial quanto administrativo. Na realidade estamos diante de um sistema falido, mas que ainda proporciona status e enriquece biografias de seus Membros. E nos lembramos da música do artista: "Que País é Este"

Caro Desembargador, sabe quando teremos suas indagações respondidas? rs,rs,rs... mas valeu, precisamos dizer.

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
06 de maio de 2007 às 08:58

Não tem mais cabimento ficar-mos nessa troca de EXCELENCIAS E SENHORIAS, enquanto o País atola na corrupção desmedida, inqualificável. Onde o MP e o Judiciário em geral, não radicalizado na integra, porem na sua quase totalidade, esta composto de vedetes ou artistas de notório saber jurídico que só pensam naquilo (olofotes). Quando não, a constituição virou literatura de cordel onde os que deveriam garantir sua integridade, ficam caçando o bode cheiroso, se desviam para assuntos menores, verdades ínfimas objetivando esconder sob a Toga um enorme e fétido buraco negro, criado pelos desmandos dessas VOSSAS EXELENCIAS E SENHORIAS. Então vemos temas esdrúxulos e controversos que não levam objetivamente a nada ou a lugar nenhum sendo discutidos, como o sexo dos anjos GLS, o churrasco do candidato, enquanto o esgoto CONSTITUCIONAL corre a céu aberto. O povo não agüenta mais, e alguns Juizes, Desembargadores, Ministros, Presidentes de OAB, etc. Por vezes descem as suas raízes de cidadãos comuns e no afam da verdade e da razão atropelam. Ai vem o cordão, aquele famoso cordão, o cordão do corporativismo. Isso é muita covardia. Sei que pessoas simples com eu não deveriam estar opinando por aqui, mas os tempos mudaram e quero sim opinar porque o cheiro forte me incomoda diariamente, e se me incomodo eu devo reclamar e pedir que se limpe essa latrina e que se reservem os comentários e as picuinhas, arregassem as mangas e enfiem as mãos nesse pinico de luxo e dêem soluções de fato e de direito nessa bagunça Nacional.

Landel disse:
06 de maio de 2007 às 18:08

Bom comentário de um cidadão comum, o comerciante Luiz Pereira Carlos. Como os comentários que ouvimos diariamente nos pontos de ônibus, no metrô, em todos os lugares. O povo brasileiro está simplesmente além do limite da indignação. Mas impotente para reagir. Hoje nos aproximamos de um novo ciclo militar, nos moldes do Estado Novo de Getúlio Vargas, que em 10 de novembro de 1937 anunciou uma nova ordem constitucional para a nação. No dia seguinte fechou o congresso e botou a maioria dos políticos da época em presídios.

Quem vai lamentar num futuro próximo quando isso acontecer novamente com um personagem desse tipo? Ninguém. Um dirigente autoritário como esse será até bem vindo. Quem vai lamentar ver juízes hoje aposentados por corrupção ativa e passiva tendo suas aposentadorias cassadas e sendo levados a um presídio? Quem vai lamentar ao saber que políticos aposentados com apenas 2 mandatos e que estiveram igualmente envolvidos em corrupção ativa e passiva estarão sofrendo as mesmas penas? Ninguém.

Hoje em dia organizações como os três poderes do Brasil, que chamo de poderes prostituídos, pois há muito deixaram de ser constituídos, desfraldam bandeiras em defesa das instituições, só por medo do que já pressentem que acontecerá. Defesa das instituições na situação atual, só se for a dos bicheiros.

Organizações como a OAB, que só vivem de cantar falsas glórias de um passado mistificado, onde só mesmo um homem como Sobral Pinto se destacou pela honestidade pessoal, ética e jurídica e pela coragem moral e física, não tiveram, nesses últimos 22 anos de regime civil nenhum escrúpulo de se aliarem aos piores tipos e meliantes políticos que saqueiam o povo e a nação brasileira porque isso lhes deu poder político e financeiro. A mesma OAB que diz lutar pelo cidadão e não se move um centímetro para efetivar no Brasil todo a defensoria pública, enquanto correu quilômetros na assembléia prostituinte de 1988 para assegurar suas prerrogativas, entenda-se aí impunidade aos desmandos dos advogados contra o cidadão. E defende o cidadão estabelecendo num país de pobres e miseráveis, uma tabela de preços mínimos que deixa milhões de cidadãos impossibilitados de pagar um advogado, mesmo que os que queiram ajudar os mais humildes queiram trabalhar ganhando menos, mas não podem, por pressão da classe num corporativismo suicida e por regulamentos da OAB. Chamam a isso de defesa da cidadania.

Quanto ao congresso nacional, é um poder constituído. Constituído como uma quadrilha, só preocupado em votar mais um aumento salarial num país onde crianças ainda morrem de fome no sertão nordestino, onde o desvio de verbas para a saúde assassina brasileiros todos os dias e onde o desmando na administração pública provocou tal caos nas ações de prevenção sanitária que mais de 100.000 brasileiros cairam doentes com a dengue. Ganham quase 90.000 reais por mês e ainda acham pouco.

A imprensa hoje faz o papel de "heroína" com a cobertura dos escândalos também tem sua parte de culpa nessa coisa toda. Instituições que pressentiam o que está por vir e essa mesma imprensa foram cúmplices na famosa campanha do desarmamento que jamais teve por objetivo defender o cidadào, mas sim torná-lo uma massa de milhões de cidadãos desarmados e incapazes de reagir numa revolta.

Até mesmo em 1968, ano mai duro do regime militar o cidadão podia se armar por direito de se defender. Hoje resta a ele abaixar a cabeça frente ao verdadeiro exército que os marginais levantaram e também contra as grupos paramilitares que os envolvidos com a corrupção montaram, que fazem seqüestros e execuções de cidadãos, sendo o caso mais recente o do jornalista de Porto Ferreira, interior de São Paulo, que denunciou o envolvimento de vereadores da cidade com a prostituição infantil, morto a tiros ontem. Os envolvidos no caso, condenados a penas que variavam de 9 a 45 anos estãos soltos. São influentes e tem dinheiro. O único ainda preso é o garçom que agenciava os encontros. Mas esse não tem dinheiro. Segundo os membros do judiciário e a OAB isso é cidadania, estado de direito e coisas desse tipo.

Seqüestros, assassinatos, tiroteios, execuções, três dias de fogo cruzado no Rio de Janeiro ocorrem hoje de forma rotineira como jamais ocorreram nos tempos mais duros do regime militar.

E chamam a isso de estado democrático. Pura conversa desses patifes, desfraldando uma bandeira para fazer figura tentando adiar o inevitável.

Chega a ser rídiculo ver congressistas corruptos conclamando o povo pela defesa do estado democrático. Chega a ser nauseante ver advogados e juristas da mesma baixeza moral de um Paulo Medina falando em ameaça às instituições.

Alguém vai mesmo lamentar quando essa quadrilha toda for posta a correr por tanques e soldados? Só mesmo os que terão que correr. Isso é o que pensa o cidadão comum. Aliás, 170 milhões deles não só pensam como esperam por isso.

Landel
http://vellker.blog.terra.com.br

disse:
06 de maio de 2007 às 19:48

Parabéns ao caro Desembargador! Porém não vejo solução a curto prazo, pelo simples fato de que por trás de tudo está o famoso chavão, hoje muito utilizado por aqueles que nada querem resolver: "falta vontade política". É doutor e por aí vai, como diria o Ratinho "essa baboseira toda"!

Armando do Prado disse:
07 de maio de 2007 às 01:35

Saco de bondades

Por Carlos Alberto Etcheverry,
Desembargador, integrante da 13ª Câmara Cível do TJRS.

Uma vez mais, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) abriu o "saco de bondades" que mantém à disposição dos magistrados brasileiros: financiou o transporte de ministros do TST e 44 juízes trabalhistas e sua hospedagem no Hotel Serhs, o mais luxuoso de Natal (RN), onde se realizou, de 28 de abril a 1º de maio, o "14º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho".

O pacote inclui - suprema bondade! - também o transporte e hospedagem de familiares, como informa a Folha de São Paulo. (1)

Em entrevista, o ministro Milton de Moura França, vice-presidente do TST, afirmou não existir problema em magistrados trabalhistas comparecerem a evento financiado por setor econômico dos mais interessados nas decisões proferidas pela justiça trabalhista: "os médicos vão a congressos patrocinados por grandes laboratórios, mas nem por isso eu acredito que o meu médico vá me receitar um remédio que não seja compatível com o que eu preciso, só para agradar um laboratório."

Mais interessante - digamos assim - foi a explicação que deu para achar razoável o financiamento do transporte e da estada de familiares dos juízes: "minha mulher não veio por uma série de circunstâncias, mas, se o colega trouxe, não vejo mal, até para evitar maledicências, porque muitas pessoas, às vezes, pensam erradamente que um congresso desses pode ter um sentido menos nobre."

É declaração, a primeiramente referida, de uma profunda inocência, que em muito diminuiria se o seu autor acompanhasse o noticiário sobre os problemas decorrentes do relacionamento dos laboratórios farmacêuticos com a classe médica, graves ao ponto de, por exemplo, vários centros médicos de universidades americanas terem restringido as interações com a indústria da saúde, diante da crescente constatação de que elas influenciam, freqüentemente, a prescrição de remédios.

E trata-se de uma inocência que se mostra ainda mais inconveniente no atual momento histórico. O povo brasileiro, já chocado com as investigações que aparentemente implicam magistrados na prática de venda de decisões, certamente apreciaria que os integrantes do Poder Judiciário, além de serem, em sua imensa maioria, de fato imparciais, também o sejam do ponto de vista das aparências.

E não é esta a impressão que deram os magistrados participantes desse evento, ao menos a julgar pelo que foi divulgado pela imprensa. Afinal, não só receberam auxílio financeiramente significativo de entidade privada, como aceitaram participar de um ciclo de estudos cujo objetivo era tratar de temas complexos do interesse de toda a sociedade, como alegou o presidente da Febraban,(2) mas para o qual não foram convidados e tratados de igual forma os representantes dos trabalhadores.

A sociedade brasileira, com inteira razão, não suporta mais comportamentos desta natureza.

Se suportasse, acabaria por condescender com a concessão de benefícios patrimoniais de outra ordem, como, por exemplo, empréstimos a juros negativos, financiamentos imobiliários com taxas muito menores do que as cobradas dos cidadãos comuns e, até, com a caracterização da venda de decisões judiciais por preço irrisório como "crime de bagatela"...

(*) E.mail: cae1@etchever.net
............................
(1) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3004200719.htm
(2) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3004200720.htm

Fonte: Espaço Vital - RS

Wilson disse:
07 de maio de 2007 às 17:21

Realmente o Judiciário está longe do ideal! Como que pode ter nos quadros do Judiciário magistrados que visitam seus gabinetes apenas duas hora por dia, dão uma sentença no mês e começam sempre as audiências com no mínimo duas horas de atraso? O que justifica duas férias por ano aos magistrados se muitos não fazem nada o ano inteiro? Uma das formas de diminuir o acúmulo de processos nas varas é acabar com esse privilégio injustificável de DUAS FÉRIAS por ano e temos que pensar também num controle de ponto diário para os juízes provarem a sua presença no fórum! E esses salários estratosféricos, então? Onde vamos parar com tanta mordomia? Quero que me expliquem direitinho a farra que os juízes andam fazendo COM O PATROCÍNIO DA FEBRABAN, enquanto a população espera anos por uma decisão judicial! Por que a OAB não ingressa com um projeto de lei para acabar com todos esses absurdos? Será que ela só está pensando no quinto constitucional?

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