Tarso Genro assume Ministério da Justiça na sexta

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, assumirá o Ministério da Justiça na próxima sexta-feira (16/3), em cerimônia marcada para as 11 horas, informa o blog de Cristiana Lôbo. Genro substitui o ministro Marcio Thomaz Bastos, que ocupou o cargo durante todo o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e saiu do cargo por iniciativa própria.

Lula deve anunciar oficialmente a substituição aos presidentes dos partidos aliados, em reunião do conselho político da coalizão, marcada para quinta-feira (15/3). O presidente mantém o suspense em relação a outras mudanças, principalmente as que envolvem PT e PMDB.

Genro nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 6 de março de 1947. Ele é advogado por formação e militante do PT desde a fundação do partido. Foi prefeito de Porto Alegre por duas vezes e ministro da Educação e do Conselho Político durante o governo Lula.

João Bosco Ferrara disse:
13 de março de 2007 às 22:41

Agora é que a onça vai beber água. Se com Márcio Thomaz Bastos as coisas andaram de mal a pior, com Tarso Genro os advogados vão descobrir que as coisas nunca estão tão mal que não possam piorar. Lembro que Tarso Genro é um intelectual cultíssimo que põe sua inteligência a serviço de desígnios nem sempre revelados. Não foi capaz de se insurgir em defesa da própria filha, quando ela foi expulsa do PT juntamente com outras pessoas. Apertem os cintos, porque a partir de sexta-feira a nave da teratologia vai decolar. Vivenciaremos períodos da mais pura e absurda arbitrariedade. Lembrem-se deste vaticínio.

Luiz Augusto Mendes disse:
14 de março de 2007 às 00:26

Quando parece que chegamos ao fundo do poço, o buraco se mostra mais fundo.

cremonesi disse:
14 de março de 2007 às 08:39

O COLEGA LUIZ MENDES ENCONTROU AS PALAVRAS MAIS APROPRIADAS POSSÍVEIS PARA A NOTÍCIA EM QUESTÃO. PEÇO PARA FAZER MINHAS AS SUAS COLOCAÇÕES.

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 10:12

Pois é meus caros amigos comentadores!

De se anotar bem o vaticínio do amigo João Bosco e as palavras do amigo Luiz Mendes.

E não sei bem o porquê me vem à mente aquela velha anedota do tempo do governo Geisel, quando o presidente em visita ao Paraguai, é recebido por Stroessener, que lhe apresenta o ministério. Ao chegar no Ministro da Marinha, Geisel não contém uma risadinha. Indagado por Stroessener diz: mas vocês não tem marinha (na anedota, claro, porque o Paraguai tem marinha fluvial)! Ao que aquele retrucou: "Mas no Brasil, vocês também não tem um Ministro da Justiça?!"

(pano rápido)

Um abraço a vocês, amigos.

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 10:16

Ah, e os R$ 250 milhões para a "TV Pública"?

E o remanejamento de verbas da Secretaria da comunicação", a ser exercida proximamanete pelo "isentíssimo" jornalista político e ex-terrorista (da Dissidencia Guanabara do PCdoB e responsável pelo seqüestro do embaixador americano, entre outros crimes) franklin martins?

Será que todo mundo esqueceu que o "valérioduto" era abastecido com verbas "publicitárias" do governo?

É bem como diz o afamado jornalista Reinaldo Azevedo: "A cada enxadada, uma minhoca!".

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 10:58

Do "Blog" de REINALDO AZEVEDO, nesta quarta-feira:

"ADEUS MARCIO THOMAZ BASTOS. A JUSTIÇA O SAÚDA, Á DISTÂNCIA

Na sexta-feira, Tarso Genro, ministro das Relações Institucionais, será anunciado o novo ministro da Justiça. Substitui Márcio Thomaz Bastos. Sai o criminalista, entra o advogado trabalhista, ou ex, já convertido há tempos à política. Lula chegou a pensar em Genro para uma cadeira no STF. Melhor na Justiça, que é cargo político. O do Supremo não deixa de ser — mas ali se exige algum apuro técnico. Foi mais sensato.

Bastos sai levando consigo uma espécie de memória do aviltamento jurídico do país, de que ele foi uma peça central. Os efeitos práticos de seus atos ainda estão todos aí. A meu juízo, foi mais importante para o governo Lula do que Antonio Palocci. O ex-ministro da Fazenda (que lançou um livro; veja abaixo) garantiu a estabilidade econômica, é verdade. Suas escolhas talvez estejam na base da reeleição de Lula se formos mirar apenas a economia. Mas foi o já quase ex-ministro da Justiça quem apontou os caminhos jurídicos — ou que margeavam o terreno jurídico — para Lula se livrar da acusação de um crime de responsabilidade.

É claro que os sucessivos erros das oposições — sobretudo sua covardia na hora crucial — contaram bastante. Mas o toque de gênio, um gênio não necessariamente a serviço da boa ordem jurídica, foi mesmo de Márcio Thomaz Bastos. Foi ele quem escolheu a Estratégia Dalva de Oliveira de Defesa. Consiste em proclamar ao mundo: 'Errei, sim/ manchei o teu nome/ mas foste tu mesmo o culpado'. Foi o que fez Lula. Ainda que este 'eu' não tenha sido ele próprio, mas o partido, o PT. O criminalista quem decidiu: assuma-se o crime eleitoral; o resto se resolve. E, como vimos, se resolveu. As pegadas do Ministério da Justiça também foram encontradas no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, lembram-se? Mas foram se apagando com o tempo.

A Bastos também se deve a criação do mito de uma Polícia Federal eficiente, ocupada, não raro, em prender alguns figurões da sociedade, como se deixasse carimbado: 'No governo do PT, os ricos também choram'. A incapacidade da PF em produzir provas nas investigações de crimes políticos foi, na gestão Bastos, inversamente proporcional ao alarido com que se prenderam uma dona de butique ou o dono de uma cervejaria. Se a prisão era merecida, nada a reclamar. Não reclamo desse particular, mas do outro, onde estão os impunes.

Devemos também ao ministro da Justiça a absoluta inação do governo no que diz respeito à Segurança Pública. Entrou na Justiça prometendo criar cinco presídios federais. Saiu deixando apenas um, ainda não completamente ocupado. Não é que faltem bandidos no Brasil, como sabemos. Falta competência. Em quatro anos, extremou-se o quadro da violência no país contra o cidadão comum, como estamos cansados de ver. Bastos nos pediu paciência, se disse contrário à legislação do pânico, combateu a tese do endurecimento das penas. E tudo ficou por isso mesmo.

Sua ação mais vistosa na área foi a inútil Força Nacional de Segurança. Qualquer dúvida sobre a sua eficiência, perguntem ao Rio de Janeiro. Sob a gestão de Bastos, os fundos de segurança foram contingenciados na limite da indigência, a começar do Fundo Penitenciário. São Paulo, em particular, conhece a sua 'dedicação' à causa. Também devemos ao apoio do governo a votação de um plebiscito para se proibir a venda legal de armas, embora as ilegais atravessem tanto a fronteira seca como a molhada sem qualquer dificuldade. Não deixa de ser irônico que corra do cargo no momento em que Rio, por exemplo, vive a sensação de estar conflagrado. É a prova sangrenta da incompetência do ministro da Justiça.

E quem entra? Adversários de Tarso Genro — inclusive aqueles dentro do PT — o chamam de Rolando Lero, referência a uma personagem da Escolinha do Professor Raimundo que era notório pelo discurso um tanto empolado, sem qualquer compromisso com a precisão. Talvez haja nisso certa dureza. Mas todos sabemos que Tarso é aquele petista que, diante dos descalabros de Dirceu, Delúbio e sua turma, passou a defender a 'refundação' do PT (o que ele prega ainda hoje). Mas a campanha eleitoral começou, com as oposições lembrando a obra do partido, e Tarso começou a gritar: 'GOLPE, GOLPE DE ESTADO!'. Imaginem! É o petista que, no dia 19 de janeiro de 1999, no 19º dia do segundo mandato de FHC, defendeu a sua renúncia e a realização de eleições gerais.

A Justiça ganha? Não creio. Não me parece ser um executivo mais eficiente do que Bastos. Também não o vejo especialmente preocupado com o tema da pasta que mais preocupa os brasileiros: a segurança pública. Com ele, o Ministério da Justiça estará apenas mais enfronhado no dia-a-dia da política e mais poroso às pressões dos partidos. Acreditem: isso ainda é um tanto melhor do que o distanciamento olímpico de Bastos. Ele também não é dotado daquela 'genialidade' do antecessor. Mas tenho a certeza de que, se Lula precisar, Bastos continuará a socorrê-lo com a sua reputação de criminalista imbatível."

Robespierre disse:
14 de março de 2007 às 11:00

...o ministro Tarso honrará o ministério da justiça, como o fez em todos os cargos públicos que ocupou. Além de político de talento, é um constitucionalista de mancheias. Professor, político e escritor, com certeza colocará os interesses públicos e do povo acima de interesses corporativistas e de classe. Parabéns ao país, que continua a luta para superar sua elite intransigente, preconceituosa e que não assimilou ainda a tremenda derrota nas urnas, no último novembro.

...quem coloca os interesses coletivos, acima dos pessoais e individuais, não valoriza emoções, chiliques, crises existenciais, ainda que seja da própria filha.

Robespierre disse:
14 de março de 2007 às 11:16

...para ajudar a entender Tarso Genro:

Governo de Coalizão

1. O que é um Governo de Coalizão, perguntam-me alguns companheiros. Esta pequena nota tem a finalidade de contribuir com algumas informações e conceitos. Uma coalizão pode surgir de diversas circunstâncias, mas ela é, na democracia, normalmente originária de regimes parlamentaristas. Emerge como solução política, quando um partido, ou mesmo uma coligação organizada para disputar as eleições, não consegue maioria para viabilizar a montagem do governo, a governabilidade e a estabilidade política.

2. Nada impede, porém, que seja formado um Governo de Coalizão no regime presidencialista, a partir da iniciativa do próprio presidente. No atual sistema, o Chefe do Executivo tem força política e institucional para tanto.

3. No regime parlamentarista quem governa é o Parlamento, que "forma" um Executivo segundo a decisão da maioria parlamentar. No regime presidencialista, o Chefe do Executivo não recebe nenhuma delegação do Parlamento: ela vem direto da soberania popular, através das urnas. O Presidente, porém, só poderá aplicar um programa de governo se, nas suas principais iniciativas - que dependem de decisão legislativa - ele conseguir formar maiorias.

4. O Presidente, no regime presidencialista, ou se elege com uma bancada majoritária, ou pode formar a sua maioria através de acordos, tácitos ou explícitos, com as forças políticas que têm representação no Poder Legislativo (Parlamento). Se o Presidente não dispõe de maioria para governar, ele precisa formá-la. Foi o que ocorreu até certo período do atual governo do Presidente Lula. É o que vem ocorrendo no Brasil, onde os presidentes eleitos não possuem maioria parlamentar e as alianças políticas feitas para a eleição não garantem a governabilidade (“Presidencialismo de Coalizão”).

5. O Governo de Coalizão reduz a possibilidade de acordos pontuais para exercer o poder. É uma forma mais aprimorada de exercício do “Presidencialismo de Coalizão”. Constitui um avanço para a consolidação do processo democrático e uma renovação da cultura política do país. Porque os objetivos fundamentais que ele vai perseguir são antecipados e ficam visíveis, para a sociedade, os compromissos entre os partidos que vão compor o governo. Os parlamentares integrantes da coalizão vinculam seu comportamento aos objetivos acordados pelos seus partidos.

6. Não é fácil fazer funcionar, integralmente, o princípio da coalizão. Ele deve se expressar através de uma certa uniformidade de postura no Parlamento. E não é fácil por dois motivos fundamentais: ao contrário do que ocorre no parlamentarismo, mesmo que o Presidente não tenha maioria, ele não “cai”, como ocorre com o Primeiro Ministro, se recebe um voto de desconfiança (isso "flexibiliza" a responsabilidade dos parlamentares). Em segundo lugar, não há no Brasil uma sólida unidade programática interna aos partidos (daí a dificuldade de acordos sólidos entre eles).

7. De qualquer forma, a constituição de um "Governo de Coalizão" aqui no Brasil, mesmo que não atinja plenamente os seus objetivos, é um avanço democrático importante. Permite formar o governo de forma mais transparente, com os partidos políticos como sujeitos da ação política e governamental; permite expressar publicamente um programa mínimo, que dá identidade política imediata ao governo e compromete-o com uma base social mais definida; possibilita maior previsibilidade nas relações do governo com o Parlamento e valoriza expressamente os partidos políticos, substituindo as fortes relações regionais, que ainda imperam no Brasil, por relações mais programáticas, de caráter nacional.

8. Um Governo de Coalizão não é um governo de União Nacional, que em caso de catástrofe, guerra ou severa ameaça externa, pretende trazer para o governo a totalidade ou pelo menos quase todas as forças políticas de um país. Um Governo de Coalizão deve marcar de forma bem clara as diferenças entre oposição e governo, mantendo o contencioso democrático sobre os rumos do país, o futuro da economia e a destinação das políticas públicas mais importantes.

9. A coalizão afirma diferenças entre os partidos que a compõe, precisamente porque ela se baseia na definição de identidades mínimas. Para um determinado período, seja um mandato, seja a parte de um mandato, são eleitas determinadas prioridades, em torno das quais os partidos se comprometem. A coalizão presidencialista exige uma alta dose de confiança no Presidente, pois ela não se origina de acordo sacramentado no Parlamento para compor o governo, mas se origina do acordo em torno do que o Presidente propõe para um determinado período, cuja delegação veio direto da soberania popular. (Tarso Genro, 27.11.06).

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 11:43

"...o ministro Tarso honrará o ministério da justiça, como o fez em todos os cargos públicos que ocupou..."

Hum, e a sua ruinosa passagem pelo governo do Rio Grande do Sul? O escândalo dos fundos de pensão, das "maracutais" e nos desvios de fundos públicos? No escãndalo do jogo do bicho?

Parece-me que o povo gaúcho deu a sua resposta aos (des)governos do PT no Estado e à penúria a que foi reduzido o produtivo setor agrícola.

Ademais, tudo é uma questão de estilo ou de hombridade. Na qualidade (?) de presidente do PT pós-escândalos, Tarso Genro - burro que não é - havia prometido uma "refundação", com severa punição de todos os culpados e também dos "simplesmente" envolvidos no "mensalão" que coisa diferente não era do que a ABSURDA e deslavada cooptação de um Poder da república por outro (imagine-se, em comparação, os do Poder Judiciário, levando "uma graninha" mensal para proferirem sentenças "a favor" do Poder Executivo!). E ainda com dinheiro PÚBLICO, das verbas publicitárias da administração pública direta e indireta e também diretamente dos fundos de pensão, via "empréstimos" de certos bancos.

Levou um "cala-boca" de Lulla e de josé dirceu. E ficou bem quietinho!

E isso vido de uma pessoa que teve a coragem de, nem 20 dias tinha ainda o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, de propugnar o seu afastamento ("FORA FHC!", lembram-se?) baseado num certo argumento de que a reeleição teria sido "espúria" e baseada num certo "estelionato eleitoral" causado pela estabilização da moeda procedida pelo Plano Real!!!

Aquele memso "Plano Real" que deu certo e que o PT e Brizola tanto torciam para dar errado! Aliás, bem como a Constituição "cidadã" de 1988, que o PT não quis assinar e que hoje em dia chama de "nossa". (Ah, como deve ser chato para os PeTralhas esses fatos todos, ou a boa memória que eu tenho!)

A seguir-se então o raciocínio do nosso probo Catão brasileiro, o que teria sido a reeleição do Abortista/Excomungado então, feita com base no "bolsa-esmola" e no pouco conhecimento político dos habitantes-clientes dos rincões?

Tenham um pouco de pudor e moderem as loas a um político medíocre, que compactua com corrupção, "erros" e alopramentos" e ainda por cima, que é vergonhosamente desautorizado e espezinhado, quando em rara sintonia com a população, pretendia dar um urgente verniz de honestidade a um partido de safados, corruPTos, autoritários e mentirosos!

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 11:46

Aliás, vocês viram o resultado da pesquisa encomendada pelo próprio PT acerca da imagem de "CORRUPTO" que tem na maioria da população?

Diz o ditado: "A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória".

O partido "diferente". Fiscal da moral e da ética (dos outros, é claro!).

Quá, quá, quá, quá!

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 11:57

Ah, e só para constar: "coalizão" é uma figura atinente ao Regime Parlamentarista, aonde um novo governo, que tenha sido sufragado pelas urnas mas não disponha de MAIORIA busca entendimentos com outros partidos para, em troca de atendimentos pontuais, na forma de concessões programáticas, forme uma maioria.

Como nos regimes parlamentares, os governos formados podem cair e eleições serem convicadas a qualquer momento, o instrumento flexível e pontual da coalizão, tem a sua razão de ser.

Agora, no caso presente, a tal COALIZÃO, eufemísticamente defendida pelo não-burro Tarso Genro, era na realidade uma tentativa de COOPTAÇÃO das oposições, um "cheque em branco" ao atual governo. Uma autêntica tentativa de neutralização da oposição mediante à sua auto-renúncia ao sagrado direito de se opor ao governo e contrariamente aos 40 milhões de votos recebidos.

Como se precisasse! O PSDB nada mais é do que a outra face da moeda da qual o pT é a Coroa.

Com uma "oposição" dessas, e com o fisiologista PMDB se alinhando totalmente ao governo, para que "coalizão"?

Da qual nunca mais se falou, diga-se de passagem.

Hwidger Lourenço disse:
14 de março de 2007 às 13:17

Quando penso que já tivemos nossa cota de absurdos vindos do governo do inePTo, ele renova minha certeza na real natureza deste (des) governo, mostrando que tudo pode piorar ainda mais......Agora, só falta a Marta.....

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
14 de março de 2007 às 13:20

Lula foi inteligente: nem Marcos Valério, nem Zé Dirceu, nem Silvinho e nem Delúbio, muito menos o Churrasqueiro.
Exigiu, sim, a presença de um fiel amigo, ainda que, talvez, este, seja mais político do que ministro, o que será prioritário para encobrir outras falcatruas arquitetadas pelos petistas de plantão, tal como se comportou seu antecessor em diversos episódios.Para que a AGU se tinha Bastos?

Agora, a AGU com novo chefe, diga-se, competente, e ele sendo amigo/advogado de Lula, o Ministério da Justiça não vai ficar tão exposto.

Robespierre disse:
14 de março de 2007 às 14:45

...pois é, mesmo o tio reinaldo, visceral opositor deste governo, reconhece que Tarso será melhor ministro da justiça, do que o atual. Nada mal, partindo de quem não tem porquê elogiar o atual governo. Aguardem e verão um ministro com grande capacidade de diálogar e somar os contrários e, principal, nem é do grupo majoritário do pt.

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 15:12

Ah, deixem-me rir!

Quá, quá, quá, quá!

Bem que o "tio" Reinaldo Azevedo diz que os seus mais ávidos e fiéis leitores são os PeTralhas!

Mas ele diz também outras coisas (entre várias tantas, de muito proveito para quem pensa):

"Dê sempre num PeTralha, você com certeza estará com a razão!"

"o Petismo é assim mesmo: a cada enxadada, uma minhoca!"

E ainda ontem mesmo, quando um PeTralha zangou-se com ele porque noticiou que um "link" na página do site do Ministério do Trabalho que orienta, em (muitos) detalhes, o trabalho das prostitutas (deve ser algum interesse nepotista!), levava a um portal pornográfico ("transas do corpo") ao invés de mandar um e-mail para o ministério, advertindo da "falha":

"E desde quando sou babá de PeTralhas? Aliás se eu vir um petista engatinhando para o abismo direi: 'vai, neném, vai'".

Então dizer que o "tio" Reinaldo está elogiando Tarso Genro, é pura PeTralhice mistificadora.

Opinar sobre Tarso Genro ao invés de Marcio Thomaz Bastos, é meio assim como escolher entre Lampião e Corisco (para não dizer entre Marcola e Beira-Mar) só porque Corisco é um melhor planejador "tático" de ataques às cidades.

Mas não se preocupe, PeTralha Caloteiro, que eu vou contar ao "tio" Rei que você é seu fã e leitor assíduo, tá?

Robespierre disse:
14 de março de 2007 às 15:36

...realmente, é impressionante como o direitista tio rei (?!) é "democrático" e propenso ao diálogo e ao contraditório.

... Como dizia um velho professor que tive: "tem certas pessoas que o melhor combate é deixá-las falar (no caso de vocês, rabiscar), pois acabam se destruindo".

...portanto, tucanalhas e fascistinhas de fancaria (tio rei (?!, jabor, mainardi, et caterva), continuem a rabiscar bastante, pois os que sabem ler farão a devida separação.

Armando do Prado disse:
14 de março de 2007 às 15:50

Aproveite e mande ao "tio" reinaldo uma banana do tamanho de 60 milhões de votos do povo brasileiro, que em novembro disse em tom o suficiente que não quer mais "choques de gestão", como o buraco do metrô ou as quebradeiras que o país passou na década de 90.

Tucanalhas, só em S.Paulo que está com a educação pública na lona, com a Assembléia de joelhos, com o PCC governando, e as famiglias da mídia sambando.

Enfim é como diz a sabedoria popular: dizes-me com quem andas, etc e tal.

Richard Smith disse:
14 de março de 2007 às 16:51

Há, há, há. Chorem "meninas"!

Porque nem juntando cem marilenas chauí ("quando o Lula fala, tudo se ilumina!" Quá, quá, quá!) com duzentos emires sáderes (o homem do "opróbio", entre outras patacoadas) e mais umas boas e sacudidas arrobas de minos, tães, franklins martins, "et caterva", se chega aos pés do "tio", do Mainardi e mais uns poucos (pouquíssimos!) outros.

Deve ser muito frustante para vocês PeTralhas, não?

Agora eu quero ver professor PeTralha, fujão, borra-cuecas, mistificador, anti-clerical e mentiroso, em 2.010, que vai conseguir ser eleito no lugar do Abortista/Excomungado. A menos que até lá vejamos implantada a "democracia direta", com a oportunidade de sucessivas reeleições ou a simples extensão do mandato do homem do "ponto G", mediante simples "consulta popular" bem "bolivariana", não?

Ah, PeTralha caloteiro, não se preocupe, farão a separação sim, com certeza.

É por isso que me dou ao trabalho de escrever neste espaço.

Já disse e repito: não é para vocês, "moças".

Band disse:
14 de março de 2007 às 17:29

Agora sim! Tudo protegido pelos quatro costados! Na câmara e no senado, agora no Mibnistério da Justiça!

Tarso Genro, um político petista da gema, sem experiência nesta área, do PT gaúcho que tinha o seu tesoureiro lavando dinheiro no Clube da Cidadania, que falava com Delegados para deixar os bicheros em paz em nome do Governador Olívio Dutra, controlando as investigações e encarregado das promoções e controle dos delegados da PF. Sua especialidade era acionar contra o estado em demandas de servidores públicos e funcinários de estatais. Nada a ver com um ministério que está orecisando de um pessoa proficiente e do ramo!

Lembra muito a função do Filinto Müller do Getúlio Vargas! Manter os cães controlados!

Luiz Augusto Mendes disse:
14 de março de 2007 às 20:49

Tem razão, Richard. Em que pesem o $$$, as Ong´s, os sindicatos, os militantes, a mídia, a propaganda massissa e a "casca sociológica" (como diz Olavo) embolada - que na verdade não passa de cacoetes mentais -, toda a turma da "academia" petralha (e a ocupação de espaços foi tão grande que praticamente toda a academia o é) não basta pra ofuscar meia dúzia (isso mesmo, conta-se nos dedos!) de vozes que, sem recursos, teimam em deixar nús o rei molusco e sua corte.

Luiz Augusto Mendes disse:
14 de março de 2007 às 20:52

Desculpem meu erro. O correto é "maciça". Acho que fui contaminado pelos espíritos do Emirados Sáderes (o do Getulho) e da Cahuí (Espinosa).

Armando do Prado disse:
14 de março de 2007 às 22:59

Ah, sim, estava esuquecendo da velha fascista do Olavo Carbalho, guia dos aprendizes de feiticeiros como mainardi, jabor e o bobão do "tio" rei (?!).

Bem, mas quanto ao "choque de gestão" do buraco do metrô, o que a turma da kombi de seguidoras do richard têm a dizer? E sobre a destruição da escola pública em SP? E sobre o PCC "governar" o maior estado da federação, o que a direitona seguidora dos olavos e reinaldos têm a dizer?

Promotor, não emita sentença, nem entre no mérito, antes que Tarso Genro assuma. Espere e verá que a PF continuará a pegar a turma do "andar de cima", vale dizer a direitona que não se conforma em perder suas mamatas nas "lavagens" e maracutaias. Daslu é pouco!

Murassawa disse:
15 de março de 2007 às 10:34

Sr. Professor Armando do Prado, espero que a PF efetivamente pegue o pessoal do andar de cima, não só da direitona, pois, temos muitos da esquerdona que estão aí livres e soltos e dando risada do pobre povo, não acha, senão vejamos alguns exemplos da direira (Maluf, reinaldo, pita etc., e da esquerda Valerio, João Paulo, Dirceu, Genuino, etc.).

Bira disse:
15 de março de 2007 às 11:59

Não seria um cargo para pessoas de ilibada sabedoria juridica?.
Não haverá banca? sabatina? dossie? ops...

Richard Smith disse:
15 de março de 2007 às 12:06

Por oportuno, do blog do REINALDO AZEVEDO de hoje (quinta-feira)?

"O APAGÃO AÉREO. AGORA EM TERRA.

Por que o governo teme tanto a CPI do Apagão Aéreo. Abaixo, há duas pistas. Uma está no site do Estadão On Line. Outra foi publicada pela Veja:

Por Isabel Sobral, no Estadão On Line:
Uma auditoria preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de superfaturamento de preços na licitação das obras de recuperação da pista de pouso auxiliar do aeroporto de Congonhas que estão em andamento desde o final de fevereiro.
O relatório, que ainda não foi concluído pelo tribunal, veio a público nesta quarta-feira, durante audiência na Comissão de Fiscalização da Câmara que ouviu o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, sobre as obras no aeroporto paulista.
Sobre a pista auxiliar, já em recuperação, os auditores do TCU analisaram o plano básico dessas obras entre os dias 28 de abril e 26 de maio de 2006 e apontaram 12 falhas.
Entre os problemas estão o privilégio à técnica em detrimento dos preços, a utilização inadequada da exigência de pré-qualificação - que pode ter restringido a concorrência -, a ausência de justificativa para preços acima das tabelas de referência de construção que são as usadas pela Caixa Econômica Federal e o início da licitação antes da aprovação do plano básico.
No documento, os auditores ressaltam que, 'se confirmadas as irregularidades' elas podem ter afetado o preço final da obra, orçada em R$ 7,8 milhões.
Questionado sobre o documento, o presidente da Infraero afirmou que já determinou à auditoria interna da estatal a correção 'dos erros' apontados, para que não se repitam. Ele ponderou, no entanto, que a tabela de preços que serve de base para todos os tipos de auditorias do TCU deve se adequar às diferentes realidades das obras, já que a construção de moradias populares ou de recuperação de uma rodovia são bem diferentes de uma obra numa pista de pouso de um aeroporto.
Pereira disse ainda que, quando se trata de assuntos relacionados à aeronáutica, é muito comum que a tecnologia seja prioridade, e não os preços mais baixos, porque envolvem segurança.

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Por Julia Duailibi, na Veja de 25 de outubro de 2006:

Ao inaugurar, em dezembro do ano passado, parte das obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, o presidente Lula elogiou o então presidente da Infraero, Carlos Wilson, pela 'dedicação' e pela 'contribuição extraordinária que fez ao Brasil'. Dez meses depois, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União começam a desvendar o lado obscuro de uma contribuição extraordinária de Wilson. Superfaturadas, as obras podem ter causado ao Erário uma perda superior a 100 milhões de reais. Com base em ampla pesquisa de mercado realizada pelo TCU, o Ministério Público constatou preços de 31% a 252% acima dos de mercado num conjunto de 29 produtos e serviços. O caso mais escandaloso é o da compra das chamadas pontes de embarque (ou 'fingers', em inglês), que dão ao passageiro acesso ao avião. A Infraero pagou ao consórcio vencedor a bagatela de 2,2 milhões de reais por unidade. Com base em outras compras idênticas feitas pelo poder público, o TCU constatou que cada finger não custaria mais do que 630.000 reais. Também houve superfaturamento de 226% nos serviços de fundação da obra. Cobraram-se, por exemplo, 354,15 reais por estacas que não deveriam custar mais de 108,60 reais.

O Ministério Público Federal também acusa a Infraero de ter direcionado a licitação para o consórcio formado pelas empreiteiras OAS/Camargo Corrêa/Galvão. Na avaliação dos procuradores, a licitação de Congonhas deveria ter sido fracionada em várias concorrências menores, garantindo, assim, maior disputa e melhor preço. Ao exigir que um mesmo participante executasse desde as obras de pavimentação até as reformas do terminal de passageiros, a Infraero colocou todo o projeto nas mãos das grandes empreiteiras – que, por sua vez, acabaram subcontratando, em alguns casos irregularmente, empresas menores. A investigação destaca ainda que, um ano após a celebração do contrato entre a Infraero e as vencedoras da licitação, foi realizado um aditamento suspeito, que elevou em 15 milhões o valor do contrato. Calcula-se que as obras em Congonhas, uma vez concluídas, custarão 180 milhões de reais. Pelas contas do Ministério Público, no entanto, elas poderiam chegar a 75 milhões de reais.

'São de extrema gravidade os dados ora levantados, que demonstram cabalmente um total desprezo pelo patrimônio público', afirma o Ministério Público numa ação cautelar ajuizada na semana passada, em que pede a indisponibilidade dos bens e a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-presidente da Infraero, Carlos Wilson, e de outros quatro diretores e ex-diretores da empresa estatal. Ex-senador pelo PTB de Pernambuco, Wilson ocupou a presidência da Infraero do começo do governo Lula até março deste ano. Deixou o cargo para disputar uma cadeira de deputado federal pelo PT. Antes, coordenou um dos principais programas de investimento em infra-estrutura do governo Lula, com a criação, ampliação e reforma dos mais importantes aeroportos brasileiros. Questionado sobre as acusações, Wilson disse desconhecê-las e afirmou que sua gestão na Infraero foi amplamente 'fiscalizada e transparente'. Os procuradores investigam irregularidades nas obras de Congonhas desde 2004. O aeroporto tem o maior movimento do país, com 45.000 passageiros diários. As obras de remodelação devem ficar prontas no começo de 2007. Ao todo, Wilson comandou a reforma de 66 aeroportos. Além de Congonhas, o Ministério Público Federal investiga irregularidades na execução das obras dos aeroportos de Vitória, Recife e Goiânia. Se o mesmo padrão de superfaturamento de Congonhas tiver ocorrido nas outras reformas, o Ministério Público acredita estar diante de um dos maiores desvios de recursos públicos deste governo."

Precisa mais para explicar o imenso "cagaço" deste (des)governo "que aí está"?!

"A cada enxadada, uma minhoca!" (ou um minhocuçú dos bem grandes, claro!).

Viu "fessô" PeTralha, fujão borra-cuecas, mistificador, anti-clerical e mentiroso como o "tio" Rei é desinformador e como as coisas que ele menciona são todas "mentirosas"?

Bem diz o ditado: "O ladrão sabe cada qual como seu igual".

É a mais pura veradade!

Richard Smith disse:
15 de março de 2007 às 12:11

Ah, e só de sacanagem, mais esta, especialmente dedicada ao querido "fessô" PeTralha, fujão, borra-cuecas, mistificador, anti-clerical e mentiroso:

"SEM PORNOGRAFIA

O site da Presidência da República Federativa do Brasil tirou da página da Secretaria Especial para os Direitos das Mulheres os links que remetiam para um site pornográfico chamado 'Erosmania' e para um outro que fazia propaganda de saunas e clubes gays: o 'Sentido G'. Tomaram o cuidado de evitar os links. Agora, apenas põem por extenso os endereços recomendados. Não há mais como chegar, a partir do www.brasil.gov.br, à página que vendia CDs eloqüentes como 'O Estuprador de Coroas' ou 'Priminha Ardida'.
Agora, lá, só há entidades sérias como, entre outras, 'Hip Hop pela não Violência contra as Mulheres', 'Cotidiano Mujer', 'Articulación Feminista Mercosur' e 'Campanha 28 de setembro - Dia pela Discriminação do Aborto na América Latina e Caribe'."

Gostou, "Fessô"?

Isso tudo não lhe dá uma pulsão erótica ainda maior pelo Abortista/Excomungado? O homem do "Ponto G" ?

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