Advogados farão diagnóstico sobre escolas de Direito

Diante dos baixíssimos índices de aprovação nos Exames de Ordem e da proliferação de cursos de Direito, os membros do Instituto dos Advogados Brasileiros decidiram unir esforços para desenvolver um diagnóstico das escolas de Direito no Brasil.

Eles se comprometeram a elaborar um parecer sobre a situação e propor soluções para que os estudantes tenham de fato uma boa formação. A idéia surgiu no 1º Encontro de Presidentes de Institutos de Advogados.

Em nota oficial, eles repudiam a má formação dos estudantes de Direito e dizem não aceitar a criação e a oferta de cursos jurídicos sem qualidade.

“O resultado final do trabalho será apresentado, oportunamente, às autoridades brasileiras para o aprimoramento da legislação nacional concernente à criação, oferta e fiscalização do ensino jurídico no Brasil.”

Advogados da Bahia, de Minas Gerais, do Pará, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo assinaram o compromisso.

Leia a nota oficial:

Instituto dos Advogados Brasileiros

Preocupados sobremodo com a crise do ensino jurídico no Brasil — representada, dentre outros, pela proliferação de Faculdades de Direito que não atendem aos requisitos mínimos exigidos em lei, como causa, e a má formação dos profissionais da área jurídica, como conseqüência;

Sensibilizados com os efeitos sociais e os reflexos negativos ao próprio Estado de Direito;

Compromissados, acima de tudo, com as prerrogativas estatutárias do culto à Justiça e da sustentação do primado do Direito;

Os Presidentes do Instituto dos Advogados Brasileiros, do Instituto dos Advogados da Bahia, do Instituto dos Advogados de Minas Gerais, do Instituto dos Advogados do Pará, do Instituto dos Advogados do Paraná, do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul, do Instituto dos Advogados de Santa Catarina e do Instituto dos Advogados de São Paulo, reunidos na sede do primeiro, em data de 19 de setembro de 2007, no Primeiro Encontro de Presidentes de Institutos de Advogados, deliberam divulgar NOTA OFICIAL tornando público:

a) o repúdio à má formação do bacharel de Direito, não aceitando a criação e oferta de cursos jurídicos sem qualidade;

b) unir esforços para contribuir com o exame do assunto, mediante pormenorizado diagnóstico e emissão de Parecer conjunto, oferecendo soluções imediatas e eficazes para o alcance de resultados positivos, pretendendo restabelecer a boa formação do profissional da área jurídica no território brasileiro.

O resultado final do trabalho será apresentado, oportunamente, às autoridades brasileiras para o aprimoramento da legislação nacional concernente à criação, oferta e fiscalização do ensino jurídico no Brasil.

Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2007.

Maria Adélia Campello

Instituto dos Advogados Brasileiros

Instituto dos Advogados da Bahia

Instituto dos Advogados de Minas Gerais

Instituto dos Advogados do Pará

Instituto dos Advogados do Paraná

Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul

Instituto dos Advogados de Santa Catarina

Maria Odete Bertasi

Instituto dos Advogados de São Paulo

Armando do Prado disse:
04 de outubro de 2007 às 22:22

Podemos adiantar alguns tópicos que seriam de grande valia se prestar atenção:
- professores sem titulação,
- falta de aulas,
- professores enrolando durante as supostas aulas,
- professores dando matéria com normas desatualizadas e, até, derrogadas ou revogadas,
- programa não cumprido,
- pacto de mediocridade, entre professores, alunos e escola.

Não falo em tese, tenho filhos que estudam, por exemplo, na UNIP e que vivem diariamente essa situação. Mas, as mensalidades caras, devem ser pagas sem desconto e na data certa.

Soraia disse:
04 de outubro de 2007 às 23:58

Pura demagogia!A OAB já sabe do caos nas universidades faz tempo, seja pelos próprios Exames, seja por pesquisas, os Governos também já sabem pelo ENADE, enfim, não é novidade pra ninguém.

Esses aí só estão dizendo que agirão por causa do calor do momento, mas semana que vem todo mundo esquece isso.

E nós, estudantes de faculdades CARAS e medíocres, temos q ralar 3x, 4x mais q estudantes das grandes universidades para tentarmos chegar perto de um nível aceitável de conhecimento... Detalhe: PAGAMOS para ter uma universidade que tem TODAS AS LICENÇAS de funcionamento, mas é sabidamente pífia.

MMello disse:
05 de outubro de 2007 às 00:39

E Professor Armando Prado, eu conheço um juiz de direito chamado Pablo Stolze Gagliano, que nao sei como ele consegue exercer a funçao de juiz e ao mesmo tempo ser professor da UFBA, ser professor em cursinhos preparatórios, escrever livros, fazer doutorado na PUC-SP, sendo que sua Comarca dista a 80 km de Salvador onde ele reside com a família e onde dá suas aulas.
Ele deve ser mesmo um genio, o sr. nao acha?

Giovannetti disse:
05 de outubro de 2007 às 10:23

Tem Faculdade com professores que não sabem nem onde está o seu nariz. Pior que eles concluiram o curso de pós ou de mestrado, e com isso estão autorizados a lecionar. Lecionar(?)

Pinheiro disse:
05 de outubro de 2007 às 14:03

Se a universidade é pífia, não pague por ela, não estude lá, mas contra qualquer ingerência do estado no ensino privado. Basta que o MEC e a OAB digam quais universidades são, na opinião deles, boas e ruins. A decisão final fica a cargo do estudante.

Soraia disse:
05 de outubro de 2007 às 19:05

Se a universidade é pífia, se o produto é pífio, se o serviço é pífio, se a calúnia é pífia, SEJA O QUE FOR PÍFIO, deve ser repreendido EXEMPLARMENTE pelos órgãos púbicos de defesa do consumidor, de defesa do cidadão (o Judiciário, entre eles). E se se manterem na mediocridade é caso SIM de FECHAR a universidade pífia, o fabricante de produto pífio, etc!

drnakatani disse:
08 de outubro de 2007 às 12:33

Prezado Armando Prado, entendo que a prestação de serviços prestados por algumas Universidades realmente não pode ser considerado primordial, porém acredito que seus filhos e até mesmo V. Sa. conheciama reputação da Instituição de ensino a qual, seus filhos, frequentam, assim por que ainda assim se inscreveram para se graduar por tal instituição? Ademais é bom lembrar que o ensino jurídico da Unip realmente é precário em razão da existência de certas peculiaridades, as quais neste momento não me cabem comentar, porém todos os cursos da área de ciências biológicas, tais como odontologia, medicina veterinária e de engenharia, são extremamente bem conceituados.
Desta forma gostaria que entendessem que jamais fui defensor da Unip, muito pelo contrário sou um crítico ferrenho desta, até em razão de ser ex-aluno e ex-professor desta instituição, porém o que gostaria de defender é que não podemos generalizar, pois ao que me consta o ensino jurídico prestado por Instituições de Ensino Privado é lastimável, ja´quanto aos demais nada podemos dizer.

Para a colega Soraia, gostaria de lembrar que dedicação e esforço nunca foram e jamais deveriam ser sinal de desmerecimento para ninguém, pois nem sempre é necessário que estudemos 5, 6, 10 vezes mais que outros profissionais formados nas Instituições tidas como de "1.ª Linha, de ponta", para que sejamos profissionais tão bons, ou quíçá melhores que estes, e se tal esforço realemte for necessário somente demonstra o grau de profisisonalismo da futura colega.

bruna disse:
08 de outubro de 2007 às 16:35

As vezes o aluno não tem se quer responsabilidade de ler a pergunta, entender o que ele está assinalando no exame do ENADE, à sim certas faculdades que deveriam ser fechadas, mas não podemos generalizar todas.

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