A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (18/9), Proposta de Emenda Constitucional que cria o Tribunal Superior da Probidade Administrativa, que terá atribuição para julgar ações penais de corrupção contra a administração pública envolvendo autoridades públicas, bem como réus que não possuam cargos públicos.
Segundo a proposta, o tribunal receberia todos os processos de improbidade que tramitam no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. Contaria com a participação de 11 integrantes, todos indicados pelo STF, sabatinados pelo Senado e, por fim, nomeados pelo presidente da República. O texto da proposta será analisado por uma comissão especial da Câmara e depois seguirá para a votação no Plenário. Caso seja aprovada, a Emenda ainda precisará ser aprovada pelo Senado. (Informações retiradas do site da Apamagis)
Andou o presidente da AMB, Rodrigo Collaço, protocolando junto ao CNJ pedido de providência administrativa. Ele foi ao programa do Jô Soares; esteve com o atual presidente do Senado; perambulou pela Câmara dos Deputados; enfim, fez política grossa para que a sua brilhante idéia fosse aceita. Collaço quer priorizar os julgamentos dos crimes de corrupção para satisfazer os reclamos da sociedade (leia-se: mídia). Collaço é um homem político, pragmático e que sabe mexer com nervos expostos. Inventa uma solução às custas de seus colegas e ganha mais do que esperava: a criação de um tribunal inteiro que, na realidade, será um Supremo Tribunal para os crimes de corrupção.
A que ponto chegou a política no Brasil. São tantos e habituais os crimes de corrupção que a solução foi criar um tribunal superior só para julgar crimes cometidos por homens públicos.
Bem se vê o pragmatismo revoltante vigente. Tantos mais crimes, tantos mais delitos civis, a solução é a ampliação das varas, câmaras e tribunais, numa onda de especializações judiciais sem fim. A última invenção do atual ministro da Defesa foram os juizados nos aeroportos do Brasil. Sem dúvida uma forma astuciosa de transferir o problema para o Judiciário. E o STF aplaude, o CNJ acompanha e a AMB exulta. Por certo que não tardará que sejam colocados juízes “especiais” de plantão em shoppings, hipermercados, campos de futebol, pontos de ônibus e por aí afora. Aliás, o Órgão Especial do TJ-SP acaba de criar uma câmara especial para julgamento de crimes contra a administração pública praticados por prefeitos e vereadores. O CNJ, por sua vez, baixou resolução instituindo plantão de desembargador que fica um fim de semana inteiro resolvendo palavras cruzadas.
O curioso de tudo isso é que não há um sociólogo, um político, um filósofo, um intelectual, um professor da USP, como a Marilena Chauí, por exemplo, para dizer que está desconfiada de que alguma coisa está errada no Brasil para serem criados tantos juízos, varas, câmaras e tribunais especiais. Será que eles estão fazendo de conta de que não perceberam que o Brasil se tornou um país dos litígios judiciais? Que se transformou num país habitado por bandidos de todas as espécies e origens, de facínoras, de traficantes que comandam um Estado inteiro, de devedores, de espertos, de golpistas, de escroques transvertidos de empresários, de práticas comerciais e empresariais maliciosas?
Será que não há um cientista social para dizer que a miséria humana, a miséria de valores, de religião, de educação, enfim, de respeito ao próximo, está se igualando à miséria material? Por sua vez, o que fazem os intelectuais dos direitos humanos que ocupam páginas inteiras dos jornais de domingo com suas pernósticas opiniões sobre a falência do sistema judiciário brasileiro, de sua morosidade, de sua “liturgia” medieval, quando eles próprios fazem parte dessa pantomima armada pelo governo Lula, que habilmente conseguiu creditar ao Judiciário toda a culpa pela miséria, pela criminalidade e até, cinicamente, pelo subdesenvolvimento econômico do Brasil.
É nesse caldo de subcultura jurídico-judiciária e cuja origem está no autoritarismo jacobino, na inveja da pequena burguesia e nas teorias de juristas narcisos, que fermentam essas invenções salvadoras como a de um novo Superior Tribunal Criminal, especializado em crimes de corrupção.
Fico pensando, por outro lado, se esse tribunal não será bastante útil para aqueles que almejam altas funções e poderes públicos, para os políticos em geral, para os réus e para o próprio STF, que irá se livrar de uma verdadeira bomba relógio que é o processo crime do mensalão, ou dos 40 denunciados, posto que, qualquer que seja o resultado, sem dúvida, os protestos de todos os matizes ocorrerão, insuflados pela idéia de uma nova Venezuela, Bolívia, Equador, ou Peru, na América do Sul.
De resto, sob o ponto de vista essencialmente jurídico-constitucional que consagra o princípio do juiz natural, não se pode deixar de indagar se é possível que esse futuro e próximo superior tribunal possa vir a julgar os denunciados do mensalão e todos os demais crimes de corrupção que estão em tramitação pelo STJ e STF.
O professor e desembargador do Paraná José Maurício Pinto de Almeida ensina que “toda discussão no mundo globalizado em torno das garantias dos povos em relação a um julgamento justo e imparcial vem resultando em amiúdes reafirmações do Princípio do Juiz Natural em tratados, pactos e convenções, a ponto de a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, em seu artigo 10, dispor que” todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele “.
A seu turno, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969, encerra a garantia do juiz natural, tendo sido ratificada no Brasil pelo Decreto 678/92, de 6 de novembro, cujo artigo 8º, I, prevê: “Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável, por um juiz ou tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido anteriormente por lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela (in Revista Digital da Associação dos Juizes do Paraná).
Atente-se, pois, para esta grave advertência do eminente desembargador curitibano no sentido de que não pode ser criado juízo ou tribunal especial para julgar crime já ocorrido, ou seja, o novo Tribunal Superior não poderá julgar os crimes do mensalão e todos outros que estão em tramitação pelos tribunais de Brasília, sob pena de inequívoca ofensa ao princípio do juiz natural, até porque os 11 juízes serão nomeados diretamente pelo presidente Lula, o que irá parecer, sem dúvida, que os ministros foram especialmente escolhidos para tão tormentoso julgamento.
Ou será que os denunciados preferem o julgamento da nova corte de Justiça, abrindo mão do princípio constitucional do juiz natural?
O que nos resta é apenas assistir o que fazem com a Justiça no Brasil os “donos do poder”, na exata expressão de Raimundo Faoro.
Olhe, copnfesso que ACEITO trabalhar de graça para investigar e processar prefeitos, vereadores, secretários, governadores etc. Ninguém vai gastar me pagar UM CENTAVO a mais - já ganho para isso. Ninguém vai gastar um níquel a mais com Juízes e Tribunais já constituídos. Por que, então, novo tribunal? CEM MILHÕES DE REAIS POR ANO não vão fazer falta à saúde, à construção de ferrovias (ops, nem se fala nisso!), recuperação de estradas, combate a prostituição infantil, à construção de presídios, ao pagamento de salários dignos ás polícias e professores, à reforma dos aeroportos e até ao mimo do bolsa família? Se é assim, então tá bom! Tô de pleno acordo!
PODERIA COMEÇAR POR AQUI MINEIRO ! de quebra lhe envio um DVD de 760 MB só de documentos e provas contra o esquema de pedagio urbano da Linha Amarela.
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POLICIA FEDERAL - DOSSIE PT - A ORIGEM DA GRANA.
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Quando caiu o esquema da compra do DOSSIE PT não ficou esclarecida a origem desta grana, uns dizem que o Lula simpatiza mais com a legalização do jogo do que com a legalização dos pedágios urbanos em avenidas municipais, o que contraria os politicos do DEM (partido democratas) que vão precisar do maior numero de praças de pedagio, inclusive em Avenidas Municipais, para subsidiar a campanha de candidato próprio a Presidencia da Republica (Cotado - Cesar Maia). Tal disputa teria dado origem a trama de um esquema para denegrir a imagem do PT e fortalecer o DEM. Até hoje a POLICIA FEDERAL não conseguiu investigar tal origem destes recursos, que foram oportunamente misturadas ao esquema dos jogos de azar. Com a prisão da cúpula do Bingo similar a dos Pedágios Urbanos e dos financiamentos de campanha, esperamos uma resposta. A preferência do Lula entre o Bingo e o Pedágio, se da em face da arrecadação dos impostos que geram benefícios sociais, e tambem pelos financiamentos de campanha, vez que tais opções são constitucionalmente de ordem Federal bem como os pedagios, ora sendo dominados por um esquema Estadual e Municipal, denominado ESTADO PARALELO cujo mentor é sem dúvida o Factoide idealisador César Epitácio Maia, que contraria os constitucionalista e o PT na presidência da Republica.
“até porque os 11 juízes serão nomeados diretamente pelo presidente Lula, o que irá parecer, sem dúvida, que os ministros foram especialmente escolhidos para tão tormentoso julgamento”.
O ilustre articulista dá a entender que poderia ocorrer influência do Presidente Lula sobre os juízes, pelo fato dele os ter nomeado. Fazendo uma analogia com o STF, onde os juízes são indicados pelo Presidente, perguntaríamos: o Presidente influi sobre as decisões desses juízes? No meu modesto entendimento, penso que não, porque as decisões dos Ministros do Supremo são independentes, o que está provado, até, estatisticamente. Não estou defendendo a criação do referido tribunal da corrupção, pois, já temos as CPIs que são verdadeiros tribunais de exceção. Decretam a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico, em especial de desafetos políticos; forçam os depoentes a contratarem advogados para não serem presos, etc. Só estou discordando do que me parece uma crítica velada à indicação de Ministros pelo Presidente da República, o que faz parte de nossa tradição constitucional.
Se criarmos um tribunal com esse fito, é sinal de que a corrupção vai se institucionalizar definitivmente... E parece ser isto o que esses malabaristas das soluções (sempre em proveito próprio) desejam.
Brasília está se tornando a capital dos tribunais. É um edifício atrás do outro, e cada vez mais luxuosos - STF, STJ, TST, TCU, PGR, STM e agora estão construindo o edifício do TSE, porque ninguém é de ferro. Sem contar os tribunais do DF e o Tribunal Regional Federal. Se querem mais um tribunal para cuidar de corruptos, teríamos que ter um TCCJCTCC, ou seja, um Tribunal de Controle da Corrupção DOS JUIZES DO TRIBUNAL DE CONTROLE DA CORRUPÇÃO. E logicamente Corregedorias para tudo isso, Ministério Público específico para fiscalizar esse controle do controle do controle.... e finalmente um Tribunal de Contas para cuidar......das contas, claro. As margens plácidas do Lago Paranoá estão ficando ruborizadas.... perdemos os freios. Salve-se quem puder.
Caro Luiz P. Carlos: represente formalmente, com recibo, na promotoria de justiça da capital e exija as respostas. Somos pagos para isso! Abs!
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