AGU poderá acessar cadastro de quem tem conta em banco

A Advocacia-Geral da União e o Banco Central assinaram convênio, nesta segunda-feira (28/4), que permitirá aos advogados públicos o acesso às informações do Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional. Fazem parte da lista todos os cidadãos com conta em banco.

Segundo a AGU, as informações só serão acessadas pelos advogados públicos “com o fim específico de utilização no exercício das suas atribuições institucionais, exclusivamente na defesa dos direitos ou interesses da União em juízo”. Antes, para conseguir os dados era preciso enviar um ofício em papel ao Banco Central.

Ao acessar o cadastro, a AGU poderá identificar as instituições financeiras com os quais o correntista ou cliente e seus representantes legais mantêm relacionamento. Os advogados públicos não terão acesso à movimentação financeira dos correntistas, apenas aos dados cadastrais.

A responsabilidade pela exatidão dos dados contidos é das instituições. Os servidores terão que pedir autorização ao advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, para acessar os dados.

A.G. Moreira disse:
28 de abril de 2008 às 21:46

E o Judiciário perdeu a competência ? ? ?

E como ficam os direitos do cidadão ? ? ?

Q U E F A R R A ! ! !

Junior disse:
28 de abril de 2008 às 23:18

MEU DEUS DO CÉU!!! ESTA REPORTAGEM ESTÁ CORRETA??? NÃO ESTÁ HAVENDO ALGUM MAL ENTENDIDO??? ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO TERÁ ACESSO ÀS CONTAS BANCÁRIAS DE QUALQUER CIDADÃO??? BASTA PEDIR AUTORIZAÇÃO AO ADVOGADO GERAL??? QUAL A BASE LEGAL??? NÃO POSSO ACREDITAR NO QUE LI!!! ESTOU ESTUPEFATO!!! ALGUÉM ME AJUDE POR FAVOR...

Lima disse:
28 de abril de 2008 às 23:19

Judiciário? Recorra ao Judiciário tentando proteger seu direito constitucional aos sigilos bancário e fiscal para ver o resultado. Lassalle tinha razão. Ein stück papier.

jabuti disse:
28 de abril de 2008 às 23:41

Só falta agora o ...Não, não falta mais nada!!!
ÔÔÔ País de m...!!!
Já não uso o celular, não vou ter conta bancária, aliás, para depositar o que se o Leão fica com tudo.
Vou ser sem terra ou sem teto e receber as cestas esmolas eleitoreiras, é mais producente!

jabuti disse:
28 de abril de 2008 às 23:45

A propósito, se na AGU pode, eu também posso, EU QUERO VER A CONTA DO LULLA E SEUS "AMIGOS".

Fernando Queiroz disse:
29 de abril de 2008 às 08:13

Em uma única palavra, pois não merece maiores comentários e perda de tempo: "ABSURDO"

Simão disse:
29 de abril de 2008 às 09:33

Vai chagar ao ponto em que não se pode ter contaem Banco.Estão invadindo a privacidade do cidadão,daqui a uns dias estarão invadindo nosso lar.Esse Governo estápior do que no Militarismo.SOCORRO!!!

Plinio Gustavo Prado Garcia disse:
29 de abril de 2008 às 10:36

Estamos mesmo no Estado Democrático de Direito ou sob o direito antidemocrático do Estado?

Advogado em São Paulo - Capital
Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia - OAB/SP

Wagner Souza disse:
29 de abril de 2008 às 10:45

ESCÁRNIO!! Desde quando um mero convênio assinado entre dois órgãos públicos pode definir acesso a dados sigilosos dos cidadãos ? Aonde está prevista esta atribuição ao Advogado-Geral da União ? O Governo é quem mais desrespeita a Constituição deste país.

DPF - MATHEUS disse:
29 de abril de 2008 às 11:15

Bom Dia Todos,

Após ler os comentários dos interlocutores que me sucederam fico surpreso com as reações mencionadas, pois já diziam os antigos "Quem não deve não teme".

O sigilo continua preservado, os dados do cadastrro serão fornecidos mas o conteúdo das contas não veiculados a não ser por ordem expressa judicial, creio que esta ferramenta disponibilizado somente serve para agilizar os processo em que a União é parte, economizando um requerimento a justiça, pois acesso ao conteúdo da conte ainda permanece sem o acesso da AGU, que necessitará de se valer de Autorização Judicial para tanto.

A notícia ficou distorcida dando a entender que o sigilo do conteúdo da movimentação financeira das contas teria caído o que é uma intepretação errônea.

Obrigado pela atenção.

Leonardo Cedaro disse:
29 de abril de 2008 às 14:28

Caro Dr. Matheus,
Não se trata de levar à efeito a máxima do "quem não deve, não teme".
O que deve ser levado em conta é o estado democrático em que vivemos, devendo todos, sem qualquer distinção, submeter-se às mesmas regras.
O favorecimento de um em detrimento de outro, caracteriza-se como verdadeiro desequilíbrio, o que deve ser rechaçado.
Não tenho nada a temer, mas quem sabe um cliente de meu escritório possa ter. É justo que cada cidadão pague, na medida e forma da lei, por atos porventura praticados, mas que sejam obedecidos os preceitos legais e, sobretudo, sem que haja favorecimento a qualquer das partes.

Lima disse:
29 de abril de 2008 às 14:29

Dr. Mateus.. Com o devido acatamento e respeito ao seu posicionamento, creio que no Brasil, como V. Senhoria já deveria saber, não existe isso do "quem não deve não teme". Se assim fosse, imaginemos ficticiamente o senhor como um afrodescendente, trabalhador assalariado, honesto, pai de família,que no meio da noite, sozinho, está a descer por uma viela de algum morro do Rio de Janeiro atrás de uma farmácia aberta para que possa comprar algum remédio para algum de seus filhos, quando, do nada surge um daqueles "caveirão", famoso carro blindado da polícia militar carioca. Será que o senhor, mesmo nada devendo, nada temeria? Duvido! E é assim que o contribuinte honesto, cumpridor de suas obrigações se sente atualmente em relação à fiscalização; na mesma situação deste senhor afrodescendente descrito acima. O achaque está tão violento, e de tal forma ilegal e imoral, que qualquer movimento dos órgãos fazendários já é o suficiente para produzir calafrios em qualquer pessoa sensata. Não estou aqui querendo ser convincente numa tentativa de lhe fazer mudar de opinião, mas, lhe digo, se pensa ainda que "quem não deve não teme", por favor, largue o funcionalismo público e torne-se empresário para sentir na pele o que ocorre com quem tenta produzir e trabalhar honestamente neste País. Verás que antes mesmo de abrir sua empresa, já estarás recolhendo tributos. Possuímos uma das mais altas cargas tributárias do Planeta; Numa recente pesquisa do IBPT, o brasileiro consome 148 dias do ano para tão somente conseguir pagar seus tributos. Acha isso correto? Nessa escala, o contribuinte que deixa de recolher tributos é sonegador ou está tentando sobreviver e manter seu negócio funcionando? O Governo tem razão em cobrar tanto da sociedade?

Glayston disse:
29 de abril de 2008 às 15:50

Com o acesso aos dados cadastrais não se está quebrando o sigilo, até porque as contas não são SECRETAS, se assim fosse essas seriam numeradas como na Suíça. Saber se determinada pessoa tem conta nesse ou naquele banco, não invade a privacidade de ninguém, se assim fosse o dono do mercado, do posto de gasolina, da loja de roupas estariam violando nossa intimidade quando fizéssemos o pagamento com um cheque, já que ficariam sabendo, o número de nossa conta e o banco onde a movimentamos. Desta forma como não se tem acesso a movimentação financeira, não há que se falar em quebra de sigilo bancário.

Menezes disse:
30 de abril de 2008 às 14:59

A situação de transparência de informação esta cada vez ficando mais desproporcional. Enquanto o Estado tem leis, decretos, resoluções e outros quetais para restringir acesso informação estatal de interesse geral a vida do cidadão fica cada vez mais exposta. Somos humanos, todos, inclusive os funcionários públicos que terão poderes de devassa cada vez maiores. Estamos nos aproximando perigosamente do BBB estatal, onde não existirá possibilidade de intimidade, privacidade e sigilo. Saliento ainda que em todas as esferas esses poderes invasivos tem sua origem no combate ao crime e no final acabam sendo usados contra os cidadãos, sob o pretexto da agilização de quem. Pena ou benção de que não estarei vivo para assistir as conseqüências a longo prazo de medidas similares a presente.

io disse:
30 de abril de 2008 às 21:54

iodevoé (aposentado) - Não me causa admiração mais essa intromissão em nossa vida, pelos poderes ai postos.
Como é sabido, que queiramos ou não, colheita ou coleta de informações sobre nossos endereços, domicílios, bens,etc., são feitas com facilidade pelas chamadas autoridades... quando sem nenhum óbice, tem acesso aos nossos dados pessoais, através de consultas aos registros computacionais existentes nos Trib.Reg. Eleitorais (cadastro eleitoral); Receita Federal (declaração de imposto de renda); Dataprev (cadastro de aposentados) e outros mais facilmente acessáveis por elas. A diferença, é que agora a coisa veio se tornar pública, com a notícia de consulta aos dados existentes no Banco Central. Ao contrário do que diz o advogado "Menezes", o bom é viver para ver em que vai dar!!!. Mas boa coisa é que não devemos esperar.

patriotabrasil disse:
01 de maio de 2008 às 12:04

Bom dia a todos,

Bem, a meu ver quem não deve não teme.
Como poderá haver uma moralização do nosso Brasil sem desagradar a alguns?
Em paises europeus ou mesmo nos Estados Unidos e Canada essa prática já é comum e antiga.
Imaginem voces, enquanto bons e honestos brasileiros trabalham e cumprem suas obrigações sociais e fiscais outros se valem de artifícios para se safar dos seus deveres, são uns egoístas.
Uma coisa é querer impedir o trabalho dos homens que zelam pela moralidade no nosso país outra coisa é lutar pelos direitos que temos garantidos na nossa Carta Magna, não devemos fazer confusão, se achamos a carga tributaria undevida que lutemos pacificamente pela sua redução inclusive no tocante as pessoas físicas e jurídicas, no entanto, acho que o que temos e fazemos deve sim ser do conhecimento de todos e principalmente dos órgãos fiscalizadores da moral e bons costumes, pois, só assim teremos todos as mesmas oportunidades ceifando-se então o poderio daqueles que impedem o crescimento dos bons cidadãos, empresários, trabalhadores autônomos, servidores das esferas governamentais entre outros.

patriotabrasil disse:
01 de maio de 2008 às 12:18

Dr. Vladimir,

Grato pelo comentario. Esse lado de fundamentação jurídica é sempre bem vindo, pois, nem todos tem a intelectualidade necessária para exclarecer os motivos desse novo procedimento, inclusive esse seu amigo.

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