Protógenes não explica por que pediu prisão de jornalista

O delegado Protógenes Queiroz não sabe explicar por que colocou no relatório da Operação Satiagraha que a jornalista Andrea Michael estava escrevendo uma reportagem contra o banqueiro Daniel Dantas e mesmo assim pediu a prisão dela, acusando-a de estar a serviço do banqueiro. Ele acusou a cúpula da Polícia Federal de afastá-lo do comando da Operação Satiagraha para proteger os interesses do banqueiro Daniel Dantas, a quem ele estava investigando. Também afirmou que o grampo da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) nunca existiu e que a reportagem da Veja, confirmada pelos duas autoridades sobre o caso, foi uma farsa. O delegado Protógenes Queiroz disse, ainda, que se pudesse, faria tudo de novo.

O delegado ocupou a cadeira central do programa Roda Viva, da TV Cultura, desta segunda-feira para ser entrevistado por um time de primeira linha do jornalismo brasileiro. Além da apresentadora Lilian Witte Fibe, fecharam a roda em torno de Protógenes os jornalistas Ricardo Noblat, colunista e blogueiro de O Globo, Renato Lombardi, comentarista do Jornal da Cultura, Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S. Paulo, e Fausto Macedo, repórter de política de O Estado de S. Paulo.

Protógenes Queiroz foi responsável por grandes operações da PF, como as que resultaram nas prisões do ex-prefeito Paulo Maluf e do contrabandista chinês Law Kin Chong. Também investigou crimes financeiros feitos com o uso de contas CC5 e a organização criminosa comandada pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal. Mas seu nome entrou definitivamente para o hall da fama ao conduzir a Operação Satiagraha, que resultou na prisão do dono do Banco Opportunity, Daniel Dantas.

O banqueiro não completou uma semana na prisão, mas foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa. O delegado perdeu o comando da operação e o cargo no Departamento de Inteligência da PF e se transformou num pregador solitário de uma cruzada particular para a prisão de Dantas. Estes foram os principais ingredientes da entrevista na TV Cultura.

Para Protógenes, seu afastamento do comando da operação foi uma demonstração dos poderes difusos de Daniel Dantas. “Foi uma agressão à inteligência do povo”, disse, respondendo a uma pergunta feita por um telespectador. “Mas isso já estava previsto por mim e pelo juiz Fausto De Sanctis como risco da operação”, justificou.

Ele afirmou que entregou ao Ministério Público Federal uma representação para que se apure a ligação da cúpula da PF com o banqueiro. “O Ministério da Justiça sabia da operação, mas não sabia dos óbices que tentavam sufocá-la. Tentei por quatro vezes falar com o diretor-geral da PF, sem sucesso. Superei esses óbices por mim mesmo”, disse. “Mais de 99% da PF apóia a Satiagraha. A oposição vem da administração central, que fez dos investigadores os investigados”.

Ele não relacionou seu afastamento com irregularidades cometidas durante as investigações e com as falhas encontradas no relatório que produziu sobre a operação policial que tornou seu nome conhecido. Segundo o delegado, até o Palácio do Planalto trabalhou nos bastidores contra a investigação. No entanto, o delegado não especificou a quem se referia. Não citar nomes ou evitar dar detalhes mais pontuais foi um artifício empregado pelo delegado sempre que se sentia acuado durante as quase duas horas de entrevista.

Grampos da Abin

Um dos pontos do relatório final questionado pelos jornalistas foi o pedido de prisão feito contra a repórter Andrea Michael, da Folha de S.Paulo. Segundo o jornalista Fernando Rodrigues, também da Folha, o relatório do delegado é contraditório ao afirmar que a repórter teria se oferecido a Dantas para fazer uma reportagem encomendada a favor do banqueiro. “O próprio diálogo transcrito no relatório mostra que a repórter queria fazer uma reportagem que seria contrária a Dantas. Como ele pode ser citado como prova contra ela? O senhor escondeu informações no relatório?”, questionou Rodrigues.

O delegado também confirmou que as escutas foram feitas pelos agentes da Abin. Ele explicou que teve auxílio dos arapongas porque enfrentou resistências dentro da própria PF contra a investigação. “Houve obstrução dos próprios colegas”, disse. Para ele, o fato de ter pedido aos agentes que se identificassem como técnicos da Receita Federal durante a investigação não é ilegal. “Eles são do serviço secreto, não podem revelar sua função”, explicou. No entanto, o uso de arapongas e a identificação deles como funcionários da Receita já haviam sido criticados publicamente pelo diretor de inteligência da PF, Daniel Lorenz, em depoimento à CPI dos Grampos, no Congresso Nacional. Lorenz foi quem comunicou ao delegado sobre seu afastamento do caso.

Protógenes, porém, negou que os arapongas teriam sido colocados à sua disposição devido à amizade com Paulo Lacerda, antigo diretor-geral da PF e hoje no comando da Abin. Segundo ele, o motivo do pedido de apoio à agência foram os empecilhos que a PF colocou à operação depois do dia 8 de julho, em que houve as três prisões e o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão de documentos dos investigados. A manobra feita em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília custou R$ 500 mil à PF e mobilizou 300 policiais. A Abin teria colocado 84 agentes à disposição do delegado. “Esse número está errado”, afirmou.

Witte Fibe questionou o delegado também sobre outra possível amizade que teria interferido nas investigações, a do professor Hugo Chicaroni, condenado por corrupção ativa junto com Daniel Dantas. A jornalista perguntou o motivo pelo qual o professor não foi preso em flagrante quando ofereceu suborno à PF para tirar o nome de Dantas e de seus familiares do inquérito. Protógenes não chegou a responder o motivo, mas afirmou que não tem amizade com Chicaroni. “Nos conhecemos em um evento, mas não somos amigos”, disse.

Notícia encomendada

Sobre a participação de jornalistas no esquema para favorecer Dantas, o delegado disse haver pelo menos um que foi identificado, mas não revelou o nome. Depois do programa ele informou que seria Roberto D’Avila que, no entanto, trabalhou como consultor de imprensa e não como jornalista para o Opportunity. Protógenes mencionou um editorial que teria sido feito e enviado com antecedência a Dantas para aprovação. “Mas não existe nenhum veículo envolvido como instituição”, afirmou o delegado, que rasgou elogios à Folha de S.Paulo, dizendo ser o jornal que o pautava. “Deve ser a sua fixação por Andrea Michael”, disse Ricardo Noblat em tom irônico, provocando gargalhadas dos jornalistas.

Quanto ao episódio do editorial, na verdade o delegado interpretou de forma equivocada uma troca de e-mails entre a assessora de imprensa do Opportunity e um estagiário que trabalha para ela. A assessora, fora de São Paulo, pedia ao rapaz para localizar o texto. Os emails estão transcritos no relatório policial. Na interpretação do delegado, a conversa representa uma encomenda de editorial favorável a Dantas ao jornal.

As revistas Veja e IstoÉ, no entanto, não receberam o mesmo tratamento do delegado. Segundo ele, as reportagens publicadas sobre a escuta clandestina de conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), se basearam em informações falsas e com o intuito de desviar o foco de Dantas e colocar em dúvida a legitimidade da investigação. “Se houve grampo, tem de existir o áudio. Onde está esse áudio?”, questionou.

A existência do grampo foi insistentemente questionada pelos jornalistas, ao que o delegado sempre respondia de forma técnica, de que se não há fita, não há prova do áudio. “Mas a fita pode ter sido destruída”, disse Witte Fibe, que afirmou que as revistas tiveram acesso à transcrição e que o ministro e o senador confirmaram o conteúdo da conversa. Perguntado se o senador e o ministro participaram da farsa para favorecer Dantas, o delegado disse: “Não vou entrar no mérito”. O delegado que montou um relatório de mais de 300 páginas para incriminar Daniel Dantas quase que exclusivamente com base em grampos, não acredita em grampos.

Noblat perguntou se era de responsabilidade da PF a gravação de um vídeo durante um almoço de pessoas ligadas a Dantas e assessores do ministro Gilmar Mendes — que o jornalista distraidamente chamou de Gilmar Dantas — antes da concessão dos Habeas Corpus pelo Supremo em favor do banqueiro. O delegado afirmou não se tratar de um vídeo, mas de fotos, e que não há confirmação de que os assessores eram do ministro, mas que certamente as outras pessoas estão ligadas ao banqueiro.

O delegado defendeu também o acesso da imprensa ao cenário das operações para filmar e fotografar os investigados presos e algemados. Foi citado o caso do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, filmado ao ser preso de pijama em sua residência, quando a operação foi deflagrada. “Bandido tem que ser exposto à população, e isso não choca”. Questionado pelos entrevistadores por se referir a Daniel Dantas sempre como “banqueiro bandido”, Protógenes relativizou a presunção de inocência ou a culpa transitada em julgada para dizer que na polícia é assim mesmo: investigado é bandido.

Pré-campanha eleitoral

Em relação à investigação, o delegado afirmou acreditar na condenação dos acusados. Segundo ele, mais do que indícios, há provas de que a unificação das teles — Oi e Brasil Telecom — foi feita com transferências de quotas societárias fraudadas. “Houve pagamentos não contabilizados, confirmados por mensagens bancárias, que indicam lavagem de dinheiro”, revelou. O Cade e a Anatel, que têm competência primária sobre essas matérias, ainda não se pronunciaram.

Ao falar sobre a apreensão de R$ 1 milhão em espécie, sem origem identificada, além dos “R$ 600 milhões do Opportunity bloqueados pela Justiça” o delegado não resistiu à demagogia e falou que o dinheiro “poderia ser usado na Saúde, por exemplo”. Os entrevistadores também não resistiram à provocação e perguntaram sobre uma possível candidatura do delegado a cargo eletivo, lembrando que entre seus melhores novos amigos estão todos os integrantes da cúpula do PSOL. “Só quero ser candidato a carcereiro do banqueiro bandido Daniel Dantas”, respondeu.

Mas não perdeu a oportunidade de fazer campanha: elogiou o partido por ter sido “o primeiro a apoiar o trabalho feito” e soltou outras frases semelhantes àquelas ouvidas em palanques, do tipo “o que choca é ver crianças passando fome e sem abrigo, nas ruas”. Afirmou ainda que a Satiagraha “levantou debate público no Brasil, que era um antes e agora é outro depois da operação”. Claro, graças a ele próprio – Protógenes Queiroz.

Clique nos links abaixo para ler o Relatório Parcial da Operação Satiagraha:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Maurício Cardoso

é diretor de redação da revista Consultor Jurídico.

Alessandro Cristo

é assessor de imprensa e coordenador da Original 123 Comunicação.

olhovivo disse:
23 de dezembro de 2008 às 19:49

Eu não era fã do Protógenes. Depois da entrevista, muito menos ainda. Aquela tentativa de explicar o grampo no STF foi uma pérola, assim como a justificativa sobre a incriminação da jornalista da Folha.

Gabriel disse:
23 de dezembro de 2008 às 20:20

Prendeu a jornalista porque achou que estava envolvida e pronto. Ele é DELEGADO DE POLICIA... a função dele é prender quem achar que é bandido.

Tenho certeza que deveria haver algo que tivesse incriminado essa sra.

Gabriel disse:
23 de dezembro de 2008 às 20:23

Além disso, se foi uma prisão irregular, existe o ganha pão dos advogados...HABEAS CORPUS... é só impetrar está na rua, já que não existia razão para preder a jornalista.
Do resto cabe indenização...

Aquele jornalista que quis insunuar que o magnanimo Protógenes não tinha razão para prender a reporter é um dos defensores da impunidade nesse país.

Gabriel disse:
23 de dezembro de 2008 às 20:27

Por último, essa reportagem claramente tenta desprestigiar o ilustríssimo e honestíssimo Protógenes Queiroz.

Não gostei, e continuo não me escondendo em denunciar a podridão da corrupção nesse país. Que atinge muitos campos incluindo o jornalismo SIM SENHOR!

João G. dos Santos disse:
23 de dezembro de 2008 às 20:55

Gabriel, estude mais. Direito e gramática.

Carlos disse:
23 de dezembro de 2008 às 21:01

TEXTO
"Para Protógenes, seu afastamento do comando da operação foi uma demonstração dos poderes difusos de Daniel Dantas"

Óbvio que Daniel Dantas tem mais influência que possamos imaginar.

Para uma investigação dar certo precisa ter policial incorruptível, delegado incorruptível, promotor incorruptível, juiz incorruptível, ministro do STJ incorruptível, ministro do STF incorruptível, etc etc. ´NÃO ACHAM QUE É QUERER DEMAIS. É praticamente impossível ter TODA ESTA LINHA incorruptível...

Carlos

Gabriel disse:
23 de dezembro de 2008 às 21:02

A sim professor João,
está anotado, estudar Direito e gramática...mais alguma coisa?

pfu...catético

Carlos disse:
23 de dezembro de 2008 às 21:05

olhovivo (Outros 23/12/2008 - 19:49

Para quem não é da área jurídica realmente fica difícil explicar a diferença técnica entre interceptação e uma suposta conversa entre duas pessoas.
Como bem disse o delegado Protógenes, INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA SEM AUDIO NÃO É INTERCEPTAÇÃO. Mas quem não conhece a terminologia jurídica não irá entender.

dinarte bonetti disse:
23 de dezembro de 2008 às 21:12

quem nao viu a entrevista e le esta materia do Conjur, viu outra entrevista.
Felismente nao é só a Conjur que esta divulgando o texto e "analises".
Lamentavel que o combate à corrupção esteja tão em baixa neste espaço.

Senhora disse:
23 de dezembro de 2008 às 22:15

Este site é patético, simplesmente.

marcelo mesquita disse:
23 de dezembro de 2008 às 23:36

Uma coisa é fato. A entrevista com GM fora muito mais badalada. Exceto pela E.Catanhede da Folha, parecia uma conversa de compadres. Com o Protógenes fora difereonte. E tome EDD. Como na entrevista com o GM, peço gentilmente o endereço certinho de onde ele mora e trabalha, pois quero ir morar lá tb. O país n qual moro e conheço, apenas propala uma fumaça de Estado Democrático de Direito.
Sem sombra de dúvidas, no q toca a operação em desfavor de D.Dantas, Protógenes deixou muito a desejar, mas, bastemos de hipocrisia.
É só conferir o destaque dado ao GM com este do Conjur; confiram os dois programas. Vale a pena.
Para mim, a Ética subiu no telhado já há muitos anos e não voltará mais.

Armando do Prado disse:
24 de dezembro de 2008 às 00:01

O Conjur fez a opção pelo PIG. Não precisava, mas resolveu trilhar a manobra de mentes que Veja e quejandos praticam.

O Delegado driblou muito bem os jornalistas: com calma e classe.

E que tal Noblat de novo chamando o homem de GILMAR DANTAS? Algum comentário Conjur?

Luismar disse:
24 de dezembro de 2008 às 00:24

"O delegado Protógenes Queiroz tem poucas idéias, porém confusas" (Fernando Rodrigues).

Ninguém entendeu ainda como é que uma investigação da PF pôde mobilizar tanta gente da Abin e do GSI que são órgãos políticos de assessoria ao Presidente. Aí fica difícil porque a impressão de ter havido uma investigação dirigida politicamente, partidariamente, pode acabar beneficiando o investigado.

Sunda Hufufuur disse:
24 de dezembro de 2008 às 09:25

Nem li a matéria, mas apenas o título, e me espanta que alguns ainda se espantem, pois explicar alguma coisa é algo que o delegado Proctógenes (ahahahaha..que nome...hilário!) nunca faz. Basta ler o seu inquérito publicado na Conjur para vermos tintas carregadas de ideologia e pouquíssimas provas. Bah...já conseguiu sua vaga no PSOL e isso por sí só já denuncia tudo sobre o delegado.

Domingos da Paz disse:
24 de dezembro de 2008 às 09:35

Na democracia, não se prende um jornalista pelo que escreve ou pelo que fala. A força, qualquer que seja, tem que obedecer à idéia. A imprensa livre é essencial para a democracia, ainda que livre demais, até para os excessos. A Constituição da República ordena o que fazer nessas situações – direito de resposta proporcional à ofensa, direito à indenização por dano moral, afora as outras sanções previstas na lei penal.
Prender jornalistas; censurar redações; apreender jornais, livros, revistas; tirar rádios do ar, portais ou televisões só configura violação ao direito da sociedade à informação. A sociedade tem o direito de ser bem informada. Se essa informação não é de boa qualidade a própria sociedade a rejeita, a recusa, a condena. A nenhuma autoridade é permitido interpretar a lei a seu modo para constranger o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer.
"CRIME DE IMPRENSA – JORNALISTA PROFISSIONAL - PRISÃO PREVENTIVA: IMPOSSIBILIDADE (art. 66 da Lei n.º 5250/67). Nos termos do art. 66, caput, 1ª parte, da Lei n.º 5250/67, com forte respaldo na Constituição Federal (especialmente, arts. 5º XIV e 220, § 1º), não é cabível prisão preventiva contra jornalista profissional, por prática de crime de imprensa.
Ademais, absurda se faz a prisão cautelar de qualquer que seja o jornalista ante as vedações na própria lei de imprensa: - 'Art. 66. O jornalista profissional não poderá ser detido nem recolhido preso antes da sentença transitada em julgado; em qualquer caso, somente em sala decente, arejada e onde encontre todas as comodidades.

morja disse:
24 de dezembro de 2008 às 09:40

Todo ato investigatório tem que ser feito com respaldo da lei, caso contrário, qualquer que seja a autoridade, pois se houver falha a mesma cai no descrédito de seus superiores. Tudo isto, que estamos vendo neste momento no Brasil, quanto dinheiro gasto sem obter sucesso, e ainda dinheiro pago pelo povo através da alta tributação imposta pelo poder. E sempre são certos mafiosos levando os recursos que deveria ser aplicados para o bem social dessa pobre sociedade. Que a Lei seja o instrumento para por ordem na casa e que ninguém tenha privilegio de deixar de cumprir a mesma.

São José/SC, 24 de dezembro de 2008.
www.mario.poetasadvogados.com.br
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Mauro disse:
24 de dezembro de 2008 às 09:43

A questão é que se ele tivesse explicado os detalhes que vão além daquele pedeço de papel que estava na mão do jornalista, teria sido acusado de dar informações confidenciais de inquérito. Quem quer fazer lichamento moral, arruma motivo, qualquer que seja.
Pelo visto ainda vejo alguns "juristas" que confundem liberdade com libertinagem de modo que um jornalista pode participar de esquemas criminosos em nome da liberdade de imprensa. Se gente "intelectual" pensa assim, imagine o povão!!

fernandojr disse:
24 de dezembro de 2008 às 10:51

Esse sr. Proctógenes (que nome!) é apenas um militantizinho comuna travestido de delegado de polícia. Um grande borra-botas!

Ele encarna bem a mentalidade da "justiça" esquerdista: as garantias legais são um mero preconceito burguês que devem ser superadas afim de se alcançar a punição dos "inimigos do povo". Qualquer mandachuva soviético apoiaria o modus operandi do sr. Proctógenes.

P.S.: aos tontos de plantão: de que vale combater a corrupção se, para tanto, outros crimes são cometidos durante a persecução pelas "otoridades"?

B M disse:
24 de dezembro de 2008 às 11:26

Um delegado ou qualquer pessoa que considera um investigado ou acusado como bandido, demonstra sua inabilidade e autoritarismo aos moldes da vigência do AI-5. Se a PF, que é mais refinada, tem delegados com esse pensamento, imaginem quantos Protógenes podemos ter por esse Brasil na Polícia Civil.

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
24 de dezembro de 2008 às 11:55

Protógenes foi brilhante na entrevista. Mas, claro, bandidos e e seus asseclas não possuem simpatia por ele.

amorim tupy disse:
24 de dezembro de 2008 às 11:56

Não pergutaram, mas caso houvessem perguntado ao delegado qual seu filme preferido a resposta seria na batata: TOMBSTONE

Luiz Fernando disse:
24 de dezembro de 2008 às 12:01

O delegado sempre pareceu um ótimo profissional, até que lhe subiram à cabeça as luzes dos holofotes. É claro que o sonho de verão dele era (se possível) conseguir um mandado de prisão contra o presidente da Suprema Corte brasileira. Seria hilariante, daria filme e ele iria para as alturas. Hollywood, talvez. Mas não deu certo. Na PF devemos admirar o profissionalismo dos seus agentes e delegados. Que ponham todos os corruptos na cadeia, mas que fujam dos holofotes que incendeiam as vaidades e deformam as condutas.

Gilson Raslan disse:
24 de dezembro de 2008 às 12:28

É elementar que a jornalista Andrea Michael publicou matéria contra Daniel Dantas para lhe dar oportunidade de impetrar o HC.
Assim, o banqueiro honesto tomaria conhecimento das acusações para destruir as provas.

futuka disse:
24 de dezembro de 2008 às 13:57

Nada contra o senhor delegado!

Parabenizo os senhores Maurício Cardoso e Alessandro Cristo por tratar com a devida seriedade que merece uma vitima da fama e consequentemente exibir os fatos narrados na entrevista que mostra a verdadeira face do servidor. Nada mais nada menos!

A meu ver houve sim a prepotência do ilustre servidor quando não seguiu as regras não seguiu as leis e dizer que nada mais fez quando investigou do que sua obrigação profissional ao arrepio das ordens de sua missão que para tanto recebeu o seu devido salário mensalmente. Se a moda pega eu quero ver onde a PF vai parar. Pergunto: - O que levaria esse servidor a mostrar as suas entranhas quanto autoridade da PF? Hmm ..não posso nem quero crer que sua 'fala' representa a maioria dos policiais de carreira e sim está mais ligado a algum entretenimento público.
Além de uma possível 'corrida' já como pré-candidato.
Porém eu acredito que ele deveria sim se candidatar a alguma chapa da associação de classe na sua categoria e tratar de ajudar aos seus,,, sabe 'os colegas' que sofrem com os ditos cujos ou 'os maus dirigentes da PF' que devem estar infiltrados na direção da polícia da qual ele é parte integrante, ainda. É tão fácil, muito fácil se infiltrar na polícia de acordo com as suas palavras, inacreditável. Mais o inacreditável mesmo é que ainda haja alguns que digam que todos os que estão contra certos praticantes em ações isoladas da atividade judicial, seja local, regional ou federal sejam taxados de 'amiguinhos' do dito pelo grande protagonista e delegado de polícia 'o banqueiro bandido'.
.
Oops ..está me parecendo mais pra site de RECEITAS doces do que salgadas,,he he onde é a festa ?!? ..brincadeirinha!
.
Bom Natal a todos !!! Feliz 2009 !!!

Jose Wilson disse:
24 de dezembro de 2008 às 14:19

Minha admiração aumenta a cada dia pelo Delegado Protógenes....
Todas as pessoas que tentam dar sua contribuiçaõ por um Brasil melhor, acabam sendo perseguidos por gente com um garnde poder econômico e por aqueles que se contentam com migalhas destes banmdidos para a ajuda-los e ainda por uma parcela ignorante que se deixar levar por uma imprensa tendenciosa que apenas defende interesses. Delegado Protógenes, continue fazendo aquilo para o qual o senhor é pago, ou seja, SERVIR O POVO. Muito obrigado por ajudar a fezer este país melhor.

Gabriel disse:
24 de dezembro de 2008 às 15:15

"A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir"

Desse programa ( Roda Viva) só sobrou a bela musica do grande Chico Buarque.

Gabriel disse:
24 de dezembro de 2008 às 15:16

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Armando do Prado disse:
24 de dezembro de 2008 às 19:59

Até parece que os que condenam o dr Protógenes não sabem qual o papel de um delegado. Levantou fatos e provas. Muitas outras denúncias virão. Ainda não foi rezada nem a metade da misssa. Entretanto, não cabe a ele decidir a denúncia e a condenação.

Armando do Prado disse:
24 de dezembro de 2008 às 20:00

E mais, nunca esperamos que bandidos e seus assessores mostrem simpatia por um delegado, ainda mais da ala dos honestos e coerentes.

Senhora disse:
25 de dezembro de 2008 às 12:41

Por que ele teria que explicar por que pediu a prisão? Agora todo delegado tem que se justificar p/ mídia por acaso? Haja paciência para aturar este site...

Emerson Reis disse:
25 de dezembro de 2008 às 12:56

A grande questão é a demagogia de um país que mostra-se indignado com a miséria de um povo e cobra - principalmente a midia - de que a polícia devia prender o "café grande", e não somente o "café pequeno", uma alusão a bandidos influentes e outros nem tanto para o dinheiro desviado pela "corupção", chegue aos mais necessitados. Nesta operação ficou latente que a imprensa que tanto se diz contra a qualquer espécie de intervenção na liberdade de expressão, não suporta ser ela questionada em determinadas situações, calando-se, por exemplo, no caso do jornalista Pimenta Neves, quando matou Sandra Gomide ou indo ao ataque como foi o caso desta entrevista. Todos esses acontecimentos são um tapa na cara do cidadão pagador de seus tributos. Nos chamam insistentemente de "burros", "ignorantes",pois, é esta própria mídia que cobrou dos orgãos competentes as ações contra o então Prefeito Celso Pita,acusando-o de desvio de dinheiro.

allmirante disse:
27 de dezembro de 2008 às 17:25

Protógenes para Presidente!

Vicente disse:
28 de dezembro de 2008 às 21:30

É triste ler matérias e mais matérias veinculadas por este sítio, todas com intúito claramente de deturpar a imagem do Delegado Protógenes com comentários tipo "o delegado não resistiu à demagogia e falou". Textos que para um leitor mais atento entritesse o sítio do Consultor Jurídico, basta ler os cometários que vcs da edição verão que nós "povo" estamos com a PF e não com o banqueiro, portanto não fiquem procurano chifre em cabeça de cavalo e relatem de forma isenta, porque vcs podem terminar caindo em descrétido, o que hoje já acontece comigo, consigo enxergar que vcs dirigem certo tipo de matéria como estas por exemplo.

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