O novo diretor da Polícia Federal, delegado Luiz Fernando Corrêa, que tomou posse sob aplausos da categoria, não está imune a uma greve da corporação em 2008. Isso porque agentes da PF esperam ver, sob seu mandato, a criação de um plano de carreira que permita que eles se tornem delegados, se quiserem. “Se a nova lei orgânica da PF não avançar nesse sentido, a greve vai ocorrer porque jamais foi descartada”, diz Marcos Wink, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, a Fenapef.
Marcos Wink alega que “há policiais com mais de 20 anos de carreira, agentes de primeira linha, que sabem tudo de combate ao crime, que jamais poderão se tornar delegados, e são comandados por delegados jovens, que acabaram de entrar na corporação”. Para Wink, essa situação seria impensável nos Estados Unidos. “A Polícia Federal deles, o FBI, permite que a pessoa entre na corporação como agente, perito ou mesmo papiloscopista e vire delegado, ou até diretor”.
O presidente da Fenapef diz que as operações da PF poderiam ser muito melhores. Ele afirma que a estrutura da PF é quase um FBI de ponta-cabeça: aqui são três mil servidores administrativos e 12 mil policiais, mas boa parte deles trabalha com a burocracia administrativa. “Falta servidor administrativo por aqui. No FBI, há mais servidores administrativos do que policiais. Por que policiais experientes, no Brasil, têm de ir para a área administrativa?”, questiona.
Caso haja greve dos policiais federais, não será por salários. Será por esse plano de carreira. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já alertou que o governo vai se valer de decisão tomada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal em caso de greves dos servidores públicos.
Em outubro, o STF decidiu que a lei que regulamenta as greves do setor privado também pode ser aplicada aos servidores públicos. Desse modo, os grevistas não mais poderão interromper totalmente a prestação de serviços à população, vão ter de negociar com o governo antes de iniciar a paralisação e ainda informar previamente as autoridades sobre a possibilidade das paralisações.

Senhores,
Respeito o ponto de vista do Sr. Marcos Wink, massss
Ora, um escrevente não pode se tornar um juiz pq tem 20 anos de carreira...
Um oficial de promotoria não pode se tornar um promotor de justiça pq tem 20 anos de carreira...
Para mudar as regras do jogo, terão que mudar a Constituição Federal e não somente a Lei Orgânica. Vejamos:
Art. 37.
(...)
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em CONCURSO PÚBLICO de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Desta forma, no momento só por meio de concurso público os agentes poderão de tornar delegados federais.
Ademais, fica a pergunta. Em 20 anos de carreira, pq estes agentes não fizeram faculdade de direito? Não se prepararam para prestar concurso para delegado???
Não acho que um jovem delegado federal saiba mais que um agente de 20 anos de carreira, mas as regras do jogo atualmente passam primeiro pela CF e não pela Lei Orgânica da PF.
Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br
Se o policial com 20 anos de carreira é tão apto quanto diz a matéria basta fazer o concurso. Da forma como está apresentado ele passa fácil. Agora, se não tem condições para passar em concurso vai ser orienado por quem tem, mesmo vinte anos mais novo. Tanto na civil como na federal há inúmeros colegas que foram investigadores e escrivães. Estes eram aptos e passaram em concurso.
Carreira policial tem que ser profissional, e o começo e a carreira unica. Uma porta so de entrada.
Chefia e a lei que da, liderança e a experiencia que o faz.
Concordo em termos. Como a "Lei do Silêncio", invocada pela "sociedade" amendrontada, que na realidade não existe! Não devemos nos esquecer do corporativismo das carreiras, onde, mesmo concursados, os antigos em outras carreiras ou de idade avançada são impedidos legalmente, pois há várias fase, Objetivas e Subjetivas, porém, aqueles que possuem o Q.I., terão seu lugar ao sol.
Não vejo problema na colocação posta pelo Dr. Marcos Wink. A constituição federal somente estipulou que as policias civis do Estado sejam dirigidas por Delegados de polícia de carreira. Ou seja, mediante concurso público. No caso da polícia federal não há impedimento de que a polícia seja comandada por um agente policial com 20 anos de carreira ( na CF). De fato, melhor que se tornassem delegados de polícia, na ordem hierárquica das funções, através de concurso interno.No mais, é melhor que os super agentes comandem operações especiais de rua no lugar de delegados de polícia recém colocados na função, melhor ficarem nos gabinetes se não conhecem atividade da vida bandida. Lembro-me de uma época em que delegados de polícia estadual eram nomeados delegados de polícia federal. Sou pela mudança da Lei orgânica policial federal. Entretanto, sem alardes e imposições corporativas.
Otávio Augusto Rossi Vieira,41
Advogado Criminal em São Paulo.
Incrível como há pretensão para tudo, neste país... até mesmo àquelas mais explicitamente inconstitucionais!
Comparar a SR/DPF do Brasil com o FBI dos EE.UU é MUITA INGENUIDADE.. só mesmo ignorando os meandros das duas constituições para defender uma "coisa" dessas... taí o porque vários APF's não podem ser "guindados" a condição de Delegados: falta de mínimas noções jurídico-constitucionais.
Só no Brasil mesmo para se alocar um policial federal para a feitura de um passaporte!
Não à toa, todos querem ir estar lotados no aeroporto...
Quer ser Delegado de Polícia Federal? Faça concurso!
Não quer ser chefiado por Delegado de polícia federal com pouco empo de serviço? Faça concurso!
Se a moda pega... Sargento com 25/30 anos de serviço vai comandar Coronel com "apenas" 20 anos de AMAN; Oficial de Justiça "cascudo" será o chefe do Juiz recém nomeado...
Essa mesma FENAPEF prega há anos o fim do cargo de Delegado - sabidamente porque seus dirigentes não conseguiram passar em todos os concursos públicos já realizados - e agora quer "promoção" de Agentes a
Delegados...
É a velha história: "as uvas estavam - e estarão sempre - verdes!!!
Sr. Marcos Wink alega que “há policiais com mais de 20 anos de carreira, agentes de primeira linha, que sabem tudo de combate ao crime, que jamais poderão se tornar delegados, e são comandados por delegados jovens, que acabaram de entrar na corporação”"
Ora, um escrevente não pode se tornar um juiz pq tem 20 anos de carreira...
Um oficial de promotoria não pode se tornar um promotor de justiça pq tem 20 anos de carreira...
TENHO UMA SOLUÇÃO SR. Marcos Wink.
Que tal fazer esses policiais, que ficaram 20 anos sem estudar, entrar para a faculdade, se não são formados em direito, e prestarem o concurso público para Delegado de Polícia Federal, como qq outro candidato faz. Estuda muito e passa no concurso.
GOSTOU DA IDÉIA?
Talvez possam ter alguns pontos (POUCOS) em razão de já pertencer a instituição.
Igual é no caso de concurso para cartório extrajudicial.
Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br
Sr. Marcos Wink alega que “há policiais com mais de 20 anos de carreira, agentes de primeira linha, que sabem tudo de combate ao crime, que jamais poderão se tornar delegados, e são comandados por delegados jovens, que acabaram de entrar na corporação”"
Ora, um escrevente não pode se tornar um juiz pq tem 20 anos de carreira...
Um oficial de promotoria não pode se tornar um promotor de justiça pq tem 20 anos de carreira...
TENHO UMA SOLUÇÃO SR. Marcos Wink.
Que tal fazer esses policiais, que ficaram 20 anos sem estudar, entrarem para a faculdade, se não são formados em direito, e prestarem o concurso público para Delegado de Polícia Federal, como qq outro candidato faz. Estuda muito e passa no concurso.
GOSTOU DA IDÉIA?
Talvez possam ter alguns pontos (POUCOS) em razão de já pertencerem a instituição.
Igualmente é no caso de concurso para cartório extrajudicial.
Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br
Não aceitar que o investigador/agente seja o chefe da investigação é corroborar um sistema penal arcaico e ineficaz.
O delegado não detém poder jurisdicional algum. É autoridade meramente administrativa, e sua decisão não faz coisa julgada. Por isso não pode ser comparado a juiz, e por esta mesma razão escreventes ou oficiais de justiça não podem ascender ao seu posto. A cosntituição errou ao proteger o cargo de delegado, cedendo a pressões de lobystas que desejavam perpetuar a figura do delegado/coronel/capitão que cuidava do arraial às graças do imperador. Tecnicamente, a única coisa que impede o investigador de assinar o inquérito é o artigo 144 da CF, o mesmo que permitiu que a polícia tivesse seus cargos dependentes de interesses políticos para a ascensão. Pelo menos na polícia civil, o delegado só consegue defender sua "cadeira" se estiver nas graças do grupo político dominante. Caso contrário, vai para as piores vagas da corporação.
É esse o sistema policial hipócrita que defendem. O mesmo que remunera ridiculamente seus agentes, mas faz vista grossa ao "bico" para complementarem o salário. Quantos delegados não são "sócios" de empresas de seguranças, e contratam seus investigadores/agentes para fazerem serviços externos?
A polícia é uma profissão como todas as outras, longe do mito do policial vocacionado, como se fosse uma figura mágica, que suporta todas as agruras por paixão ao que faz. Nada disso.
Ele merece ser tratado com respeito e profissionalismo, acabando com o clientelismo e a política do apadrinhadmento. Somente daí virá a dedicação. Todo investigador/agente tem o direito de prosseguir na carreira policial, chegando ao posto de delegado por mérito, e não por sorte de ter tempo de estudar.
Quanto às perguntas aqui levantadas:
O policial, para estudar e se dedicar o necessário ao concurso e estar a altura de concorrer com um recém-saído da faculdade que estuda o dia inteiro no cursinho sustentado pelo papai, deve sair da polícia, pois os horários são incompatíveis. E se ele tem que sustentar sua família com seu salário, azar dele, deve sair assim mesmo. O trabalho de investigação é dioturno, sem trégua. Quem faz plantão na PC-SP trabalha 12 horas em um dia, contrariando a mesma Constituição Federal, (que permite somente 06h diárias para trabalhos ininterruptos) que lhe proíbe de ser delegado por mérito e dedicação ao seu trabalho. Parece estranho delegados saírem de investigadores, mas é que fomos forjados na cultura da aristocracia social. O baixo escalão das polícias serviam apenas para limpar as ruas da população residual. Quem iria imaginar que esses mesmos brutamontes poderiam hoje ter mais formação acadêmica do que seu chefe, ou pior, ser um policial mais experiente do que ele? A constituição errou, e ela não é inquestionável como é a bíblia para os religiosos. A lei não é o direito. É uma das suas manifestações, influenciada por interesses político de determinada época, e portanto, por ser mudada. A recusa vem daqueles que não entendem uma sociedade de chances justas, na medida de sua desigualdade. Quem trabalharia em uma empresa, sabendo que seria o mesmo office-boy por 35 anos? É essa a realidade de nossas polícias civis atuais. A discussão sobre qualquer mudança é rasa e superficial, porque são poucos os cientistas sérios que a analisam racionalmente sem os olhos dos privilegiados. Qualquer policial que defender idéias tão radicais quanto essas será punido veladamente,sendo removido para os piores lugares de seu trabalho
É INACREDITAVEL QUE ALGUMAS PESSOAS TENHAM CORAGEM DE DEFENDER A TESE DE ASCENDER A DELEGADOS DE POLÍCIA SEM O RESPECTIVO CONCURSSO PÚBLICO.E AINDA USAM SOFISMAS E TEORIAS RIDICULAS PARA JUSTIFICAR O OBVIO;QUE INOBSTANTE SEREM PREGUIÇOSOS E INCOMPETENTES PARA SEREM APROVADOS EM CONCURSSO SÃO AMBICIOSOS E SE ACHAM ESPERTINHOS.MAIS DIFICIL AINDA É ACREDITAREM EM SÃ CONSCIENCIA QUE PODERÃO ENGRUPIR A TODOS COM O DISCURSSO DO COITADINHO E SE TORNAREM DELEGADOS NA BASE DO JEITINHO...
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