Equipe da Universal orienta fiéis a processar imprensa

A ofensiva da Igreja Universal do Reino de Deus contra a imprensa pode atingir proporções gigantescas. A igreja montou uma equipe para orientar seus fiéis a entrarem com pedidos de indenização por danos morais contra jornais e jornalistas que publicam notícias sobre os negócios da Universal.

Até agora, são 96 processos de fiéis em dezenas de cidades pelo interior do país. E o número vai crescer. Em reportagem exibida no último fim de semana pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record — que pertence ao bispo da Universal Edir Macedo — é feita uma ameaça velada. Depois de dizer que há mais de 50 ações contra o jornal Folha de S.Paulo e a jornalista Elvira Lobato, lembra: “A Universal tem cinco mil templos”. A reportagem tem sido repetida com insistência pela emissora.

A série de ações de fiéis da Universal contra jornais começou depois que a Folha publicou a reportagem Universal chega aos 30 anos como império empresarial, em 15 de dezembro. No texto, a repórter Elvira Lobato relatou que a Universal construiu um conglomerado empresarial. A jornalista informou que uma das empresas da Igreja, a Unimetro, está ligada à Cableinvest, registrada no paraíso fiscal da ilha de Jersey, no canal da Mancha. “O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais”, informou.

Nas primeiras decisões sobre o caso, a manobra da igreja já foi classificada como “assédio judicial”, “aventura jurídica” e “abuso de direito” pelos juízes que apreciaram as causas. Segundo o departamento jurídico do jornal, a Folha e a jornalista Elvira Lobato foram intimados em 50 ações. O jornal já ganhou cinco delas. O único pedido rejeitado foi a preliminar para reunir todas as ações em um só juízo, solicitação negada pelo Juizado de Jaguarão (RS). Para todas, cabem recurso. A Igreja Universal diz que são 56 ações.

A maioria dos processos está concentrada em Juizados Especiais. Eles tramitam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Piauí, Acre, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Amazonas, Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte, por enquanto. Todos foram protocolados em cidades do interior dos estados, para dificultar a defesa do jornal e jornalista. Uma audiência, por exemplo, aconteceu numa cidade do Amazonas que fica a 300 quilômetros de barco distante da capital, Manaus — neste caso, a viagem demora, pelo menos, 10 horas.

Apenas duas ações não entraram em Juizados Especiais. Uma é movida exclusivamente pela Universal. E existe uma queixa-crime contra a jornalista pelo crime de difamação.

Desde o mês de janeiro, o departamento jurídico da Folha tem se desdobrado para atender todas as intimações e comparecer as audiências. Tarefa impossível, claro. A advogada Taís Gasparian, responsável pela defesa do jornal e jornalista, disse para a Consultor Jurídico que na segunda-feira (18/2), por exemplo, seis audiências foram marcadas. Todas exigem a presença de advogado, preposto e parte. Gasta-se com passagem de avião, honorários e hora de trabalho. Nos lugares mais distantes, a Folha manda representantes.

“O que espanta é que o Juizado Especial foi criado para possibilitar o acesso dos cidadãos ao Judiciário, mas não para ser usado para atolar e inibir a cobertura da imprensa”, afirma Taís.

Ataque generalizado

Além da Folha, respondem ações de indenizações por danos morais o jornal Extra, e seu diretor de redação, Bruno Thys, do Rio de Janeiro; e A Tarde e o jornalista Valmar Hupsel Filho, de Salvador. O jornal Extra e Bruno Thys são réus em cinco ações movidas por pastores nas cidades de Barra Mansa, Campos, Miracema, Bom Jesus de Itabapoana e Santo Antônio de Pádua — todas do interior fluminense.

O jornal relatou o caso em que um fiel da igreja, Marcos Vinícius Catarino, danificou imagem de madeira de São Benedito em uma igreja de Salvador. Catarino foi detido pela polícia e liberado no mesmo dia. Os cinco pastores alegaram que se sentiram ofendidos com a divulgação da notícia. Afirmaram no pedido inicial estar “correndo o risco diário de sofrer agressões físicas e sofrendo discriminações até por parte de membros da Iurd, uma vez que eles também têm sido alvo de perseguição religiosa”.

O jornal A Tarde publicou reportagem sobre o mesmo episódio, assinada pelo repórter Valmar Hupsel Filho. Até o fim da semana passada, já haviam sido ajuizadas 35 ações contra a empresa e o jornalista em vários estados, nenhuma em Salvador, sede do jornal. Uma das ações foi extinta.

O próximo alvo é o jornal O Globo, também do Rio. Fiéis prometem processar o jornal por causa da reportagem Igreja Universal tenta intimidar jornalistas, em que a Universal é tratada como “seita”. As ameaças de acionar a Justiça contra O Globo foram feitas em uma reportagem exibida no Domingo Espetacular, o programa dominical da Rede Record do bispo Macedo. Na reportagem, de longos 14 minutos, fiéis se dizem ofendidos e prometem recorrer à Justiça contra o jornal. Um dos fiéis ouvidos pela repotagem cotna que procurou o departamento jurídico da igreja, que o orientou a ingressar com a ação.

O Domingo Espetacular ainda destacou um texto do jornal Correio do Povo, pertencente à Rede Record, no Rio Grande do Sul, intitulado Justiça impõe derrota à Folha de S. Paulo em ações de fiéis da Igreja Universal, sobre o pedido rejeitado feito pela Folha para que todas as ações fossem concentradas em uma só cidade. A reportagem não faz nenhuma menção às decisões judiciais desfavoráveis a Igreja já proferidas.

A mesma dor

Nos processos contra a Folha, os fiéis sustentam que a jornalista Elvira Lobato “insinuou” que os membros da Universal são inidôneos e que o dízimo pago por eles é produto de crime. Disseram ainda que ouviram gozações de conhecidos. As petições são iguais, com parágrafos e citações bíblicas idênticas.

O dano narrado pelas partes também é idêntico: “O autor [da ação] passou a ser apontado por seus semelhantes com adjetivos desqualificantes e de baixo calão, além de ser abordado com dizeres do tipo: ‘Viu só! Você que é trouxa de dar dinheiro para essa igreja!’ ‘Esse é o povo da sua igreja! Tudo safado!’ ‘Como é que você continua nessa igreja? Você não lê jornal, não?’ ‘É. Crente é tudo tonto, mesmo’.”

Dois juízes condenaram fiéis autores de ações por litigância de má-fé. “O Judiciário não pode admitir que seja usado, por quem quer que seja, para atingir objetivo ilegal, devendo repelir com veemência tais práticas”, sentenciou a juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes, titular da comarca de Xapuri (AC). O fiel Maurício Muxió dos Santos foi condenado a pagar custas processuais e honorários advocatícios no valor de R$ 1,2 mil, além de multa de 1% sobre o valor da causa por má-fé.

“É evidente que a propositura das ações indenizatórias constituem retaliação orquestrada às matérias jornalísticas publicadas no jornal”, afirmou Zenair. Segundo ela, o fiel não foi mencionado no texto publicado pela Folha. Por isso não tem razão para pedir indenização. “Mesmo com muito esforço é impossível acreditar que fiéis, nos mais distantes rincões do país, tenham sido abordados como os mesmos dizeres”, afirmou.

O juiz Alessandro Leite Pereira, de Bataguaçu (MS), foi outro que condenou um fiel por má-fé. “O Poder Judiciário está sendo utilizado pelo autor para o fim espúrio de prejudicar os demandados, tendo em vista que diversas demandas, com a mesma causa de pedir e pedido, foram distribuídas pelos variados rincões do país, em localidades de difícil acesso, sendo nítida a intenção do autor, como também dos demais demandantes nas ações mencionadas, de dificultar a defesa dos réus”, escreveu Pereira na sentença. O juiz condenou Carlos Alberto Lima a pagar custas, despesas e honorários, que arbitrou em R$ 800 (1% do valor da causa).

O juiz Luís Henrique Lins Galvão de Lima, da comarca de Porangatu (GO), julgou improcedente a ação de indenização proposta por Aleksander Ferreira dos Santos. Em sua decisão, o juiz afirmou que sentenciava antes da audiência de conciliação “a fim de evitar que esta aventura jurídica vá avante e consuma o tempo e os recursos necessários aos processos de alta relevância para a sociedade”.

O juiz Edinaldo Muniz dos Santos, titular da comarca de Epitaciolândia (AC), extinguiu o processo em que Edson Duarte Silva pretendia obter indenização. O juiz entendeu que há um “assédio judicial”, ou seja, “uma atuação judicial massificada e difusa da Igreja Universal contra o jornal”. Outro pedido foi negado pelo juizado de Catolé do Rocha (PB).

Procurada pela reportagem, a Igreja Universal não se manifestou.

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

Rogerio disse:
19 de fevereiro de 2008 às 19:59

Será que já nao está na hora de retirar da Constituiçào Federal a imunidade tributária concedida às entidades religiosas tributando-se inclusive os dízimos? Será que já não é o momento de se brecar estas entidades que vendem algo que não se entrega antes que se fortaleçam e virem um perigo à nação assim como são os radicais islâmicos?

A.G. Moreira disse:
19 de fevereiro de 2008 às 21:41

Uma coisa é o que cada qual pode achar da "universal" ou "record".
É um direito que todos têm de gostar ou não, aceitar ou não, aderir ou não ! ! !

Outra coisa, muito distinta e mais importante, (neste caso e neste momento) são os crimes que a imprensa comete, impunemente, neste país ! ! !

O judiciário não pode se intimidar com as pressões corporativas da imprensa.
Tem de julgar e condenar a imprensa ( sempre que seja pertinente e necessário) como o faz com todo o cidadão comum ! ! !

EduardoMartins disse:
19 de fevereiro de 2008 às 21:44

Isso é litigância de má-fé. Se os fiéis não sabem, os advogados tem a obrigação de saber que esse tipo de ação já foi proposta e o resultado foi o óbvio: pedido improcedente.

Advogado que entra com uma ação que já sabe será julgada improcedente tem o dever de previamente comunicar ao cliente o posicionamento da jurisprudência e, portanto, se o cliente insiste, deve ser condenado por litigância de má-fé!

A.G. Moreira disse:
19 de fevereiro de 2008 às 22:23

Quando se deixa de lado o tema em foco da discussão, para entrar em "preferências" religiosas ou "teologias comparativas" , comete-se o erro de "julgar e condenar" o cidadão brasileiro que paga impostos, porque o governo lhe dá mau uso cometendo a malversação do dinheiro dos contribuintes ! ! !

Se esse é o caminho, faça-se campanha para que os cidadão PAREM de pagar impostos ! ! !

Carlos disse:
19 de fevereiro de 2008 às 22:54

GOSTO DE SER OBJETIVO EM MINHAS COLOCAÇÕES AQUI.

Mas percebo que alguns comentaristas divagam sem mostrar fatos objetivos.

MOSTREM PARA MIM, EM QUE PONTO A REPORTAGEM DA FOLHA CAUSOU DANOS AOS FIÉIS. ONDE???? GOSTARIA DE SABER. EU NÃO VI NADA QUE ATINGISSE OS FIÉIS.

Será que alguém vai conseguir me mostrar?

Não fiquem falando que a imprensa é isso ou aquilo. Estamos discutindo ESTE (ESTE) ACONTECIMENTO. REPORTAGEM SOBRE A IGREJA UNIVERSAL.

Leiam a reportagem e digam ONDE a Folha causou eventuais danos aos fiéis...

Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br

Neli disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:06

Sem entrar no mérito ou demérito das demandas contra os jornais,entendo o seguinte:
está na hora de acabar com a imunidade tributária para igrejas.
Um absurdo todos os brasileiros,indiretamente,ficar sustentando igrejas,seitas,e qualquer comunidade religiosa.
Sou católica apostólica romana e favorável à quebra da imunidade para igrejas...Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Junior disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:07

Vejo o seguinte: a Folha, juntamente com os outros jornais, acreditam que estas ações intimidam o direito de liberdade na imprensa. O que mais acho engraçado, é que querem ter liberdade para falar o quiser sem sofrerem por isso nenhuma reação. Tratam esta igreja como uma facção (tratamento dado a bandidos, exemplo: facção do PCC) e não percebem que a igreja é formada pelos fiéis, é óbvio que não são obrigados a aceitar ofensas deste tipo numa boa. Será que se outro órgão da imprensa tratasse a Folha de São Paulo, ou o Globo de: Facção Folha de São Paulo, Facção o Globo seus líderes e funcionários não procurariam seus direitos??? Faltou respeito dos jornalista e da redação para para com todos os fiéis que frequetam a igreja. Torço para que os juizes tenham bom senso e punam sim a todos os responsáveis, pois se eles tem liberdade para falarem o que querem, então que provem o que falaram, ou assumam as consequencias.

Eduardo Mahon disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:19

Puxa vida...sou fã dos bispos, arcebispos, bispas e toda essa dimensão de seres iluminados e jamais ousaria usar o santo nome de qualquer igreja em vão. Aliás, acho mesmo que a imprensa deveria parar de investigar lavagem de dinheiro, oriundo de corrupção de sonegação que, certamente, nunca existiu em qualquer seita pseudo-exorcista tupiniquim. Temos que apoiar a liberdade de culto, até mesmo a liberdade de ser passado pra trás.

acs disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:29

a rigor os fieis da universal não sabe o que fazem,são alienados(mentais pelo menos)e deveriam ter seus interesses tutelados.acorda brasil,não da mais para permitir que meia duzia de espertalhões explorem os inocentes uteis,no mais das vezes analfabetos funcionais em nome de uma pseudo liberdade de culto.

acs disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:51

alguem tem que impedir que os fieis,isto é,inocentes uteis,no mais das vezes analfabetos funcionais,fragilizados emocionalmente sejam espoliados por estelionatarios sob o manto da liberdade religiosa.

A.G. Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 00:21

"Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais", informou a repórter."

A.G. Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 00:23

"Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais", informou a repórter."

A.G. Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 00:24

"Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais", informou a repórter."

Se precisam ser esquentados é porque têm origem criminosa ! ! !

Assim, cada dizimista tem o direito
"sagrado" de exigir justiça ! ! !

Comentarista disse:
20 de fevereiro de 2008 às 02:56

O Grupo Folha está começando a entender, de fato (e mesmo que seja "na marra"), o que é direito de ação e democracia...

E é bom que faça logo um acordo com o dono da Record, pois, caso contrário, em poiuco tempo vai ter que contar com a maior assessoria jurídica do país!

Hehehe...

Sandra Paulino disse:
20 de fevereiro de 2008 às 07:51

COMENTARISTA - A.G. MOREIRA - JÚNIOR
Concordo totalmente com as opiniões que vcs postaram. Os meios de comunicação que agridem e denigrem, causando impacto na opinião pública, muitas vezes induzidas a erro, DEVEM pagar pelo prejuízo causado. Não é pouco dizer, como deduziu maldosamente a jornalista Elvira Lobato na matéria que assina, que uma das hipóteses é que os dízimos são "esquentados" em paraísos fiscais. Sobre o fato da Cableinvest, localizada na Ilha de Jersey constar nos registros da Unimetro, uma das empresas da Igreja e SÓ por isso se concluir que se trata de operação ilícita, sugerindo uma dessas "lavanderias" brasil-afora não é apenas má-fé, é falta de bom senso. Daria no mesmo concluirmos que todas as empresas colombianas ou venezuelanas são ligadas ao tráfico de drogas. Agora, pq a empresa jornalísticas foram chamadas a arcar com o ônus da prova, surgiu a "grita-geral".

Sandra Paulino disse:
20 de fevereiro de 2008 às 07:53

A imprensa, em geral não isenta porque atende aos interesses corporativos e governamentais vai aprender, com prejuízo no caixa, isso mesmo: "dura lex, sed lex". Diz a CF que "nenhuma lesão ou ameaça a direito individual será excluída da apreciação do Poder Judiciário". E não vai adiantar nada que juízes dos lugares mais distantes, alguns claramente querendo aproveitar o caso para ganhar notoriedade, venham a extingüir ou julgar improcedentes as ações, pois se elas preenchem os requisitos, DEVEM ser julgadas até transitarem em julgado, inclusive submetidas ao duplo grau de jurisdição. Certamente agora os inimigos da verdade serão obrigatoriamente mais sensatos e não continuarão a ofender e massacrar quem nada deve.

Sandra Paulino disse:
20 de fevereiro de 2008 às 08:00

O antigo império da “Vênus Platinada” que se fundou e fortaleceu com dinheiro público, inclusive prestando sempre asquerosa subserviência à ditadura tanto quanto presta aos desgovernantes vindos do voto popular, já vinha ruindo há tempos e agora, com uma empresa bem administrada como a Record buscando a liderança, deve se preparar para afundar de vez. Outros impérios até maiores que a Globo, conta-nos a História, se portavam de modo despótico e cruel, e também caíram. No caso das ofensas à IURD e seus membros, a imprensa sofrerá a mais fragorosa derrota judicial que esse país já conheceu, porque a matéria nos tribunais superiores, vai arrasar: ou provam que o dinheiro dos fiéis é “sujo”, ou pagam indenizações. Sabemos que isso levará algum tempo, mas a Natureza, sempre sábia, não dá saltos. Tudo questão de tempo.

Antônio dos Anjos disse:
20 de fevereiro de 2008 às 08:58

A imprensa livre é um símbolo de democracia constitucional. Não se escolhe, em uma democracia, quais os fatos que devem ser narrados ou não.
A imprensa deve sempre trazer a conhecimento público as notícias que julgue relevantes, ciente de que poderá arcar com as conseqüências dos fatos. Para tanto, a Constituição da República consagra a liberdade de expressão e veda o anonimato.
Agora, usar a Justiça como via transversa de censura revela uma posição um tanto ditatorial, que não se coaduna com os ares de liberdade nos quais a República se encontra.
Quem se sente ofendido com fatos narrados na imprensa deve buscar a Justiça e demonstrar nexo de causa entre o fato noticiado e seus eventuais prejuízos. Agora, processar um jornal e seu reporter por emitirem um juízo de opinião contrário ao nosso não me parece uma atitude salutar para a democracia.

acs disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:08

Acorda Brasil!nao da mais para permitir que espertalhoes como edir espoliem uma massa ignara de inocentes uteis,no mais das vezes analfabetos funcionais,massa de manobra de um estelionato,as vezes extorsões mesmo, coletivas.o seguidor desta seita é alienado mental,no minimo fronteiriço e como tal deve ser tratado com seus interesses inclusive economicos tutelados pela justiça.se entretanto,a unica opção for, dar religiao ao povo, vamos ao menos licitar o direito de explorar isto comercialmente.mais justo que deixar tudo pro edizão.

acs disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:13

porque esses bispos só são presos nos eua?permitir a existencial do negocio de edir macedo,pequenas igrejas grande negocios,não é mais um fator a nos tornar uma republiqueta das bananas?

olhovivo disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:40

É salutar a briga entre mega-empresários da imprensa. O público passa a conhecer os podres de cada qual, raramente publicados. Só quando brigam entre si. Trocando em miúdos, é tudo farinha do mesmo saco.

Regis disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:40

Temo todos os "ismos", entre eles o fundamentalismo, fruto da irracionalidade, pai da intolerância, da violência descabida e desumana, conforme nos mostra a História.
Temo o futuro quando vejo uma instituição atacar os praticantes de outras tradições religiosas, demonizando o candomblé, a umbanda, "chutando" imagens veneradas pelo catolicismo popular.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:47

A imprensa de maneira geral tem a sua liberdade, proém tem também a sua responsabilidade.Não pode sair por ai, falando o que quer sem uma resposta pronta daqueles ofendidos.Acredito que neste caso em particular,a imprensa está mexendo com o Povo de Deus, que tem crescido no Brasil de forma avassaladora,e, não tem como evitar, pois é o povo que fala a Verdade Bíblica.Será como no império romano,nos tempos do Imperador Cosntantino, quanto mais mata mais cresce.Porque a imprensa não faz uma reportagem sobre a Igreja Católica, que tem um Império em todas as partes do mundo e uma sede nababesca em Roma?Porque não faz uma reportagem sobre os padres envolvidos em pedofilia por todo o mundo,onde a igrja católica paga indenizações bilionárias pelos seus réus condenados? O povo da Universal é o Povo de Deus, fala a verdade, prega o Evangelho de Jesus Cristo,ajuda pessoas,salva vidas,tira muitos das drogas,da prostituição, do crime, presta um serviço social jamais visto no Brasil, por isso são perseguidos, como nos tempos de Jesus Cristo. Os fatos e a história se repete, porém Jesus venceu o mundo e a morte e o Povo de Deus mais uma vez vai sair vitorioso, é só esperar.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:55

A imprensa de maneira geral tem a sua liberdade, porém tem também a sua responsabilidade.Não pode sair por ai, falando o que quer sem uma resposta pronta daqueles ofendidos.Acredito que neste caso em particular,a imprensa está mexendo com o Povo de Deus, que tem crescido no Brasil de forma avassaladora,e, não tem como evitar, pois é o povo que fala a Verdade Bíblica.Será como no império romano,nos tempos do Imperador Constantino, quanto mais mata mais cresce.Porque a imprensa não faz uma reportagem sobre a Igreja Católica, que tem um Império em todas as partes do mundo e uma sede nababesca em Roma?Porque não faz uma reportagem sobre os padres envolvidos em pedofilia por todo o mundo,onde a igreja católica paga indenizações bilionárias pelos seus réus condenados? O povo da Universal é o Povo de Deus, fala a verdade, prega o Evangelho de Jesus Cristo,ajuda pessoas,salva vidas,tira muitos das drogas,da prostituição, do crime, presta um serviço social jamais visto no Brasil, por isso são perseguidos, como nos tempos de Jesus Cristo. Os fatos e a história se repetem, porém Jesus venceu o mundo e a morte e o Povo de Deus mais uma vez vai sair vitorioso, é só esperar.Tem muita gente no Brasil enriquecendo e sem dar nada em troca.A universal e as Igrejas evangélicas no Brasil fazem um trabalho social de Estado,substiruindo governos em grandes projetos sociais, é só pesquisar. Tem muita gente com dor de cotovelo,é tudo um caso de competência e ter a Verdade Bíblica como base e parâmentro para agir,pensar e falar.

Thiago Meller disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:56

Dr. Roberto Rocha,

Pensei que a Bília dizia que "Povo de Deus" são os judeus...

Ampueiro Potiguar disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:03

O que se temia, aparecendo está. Graças ao tal Bispo Macedo já está iniciada a guerra religiosa. Pelo menos nos comentários acerbos entre os coleguinhas desse CONJUR. Virou costume o seguinte: é preconceito. Quem conhece a "história" da IURD, putz,não conhece o que é preconceito.Eles convidam umbandistas, espíritas e até católicos para os seus cultos no templo mundial da fé. Endereço: antes diziam Avenida Suburbana. Hoje dizem, antiga Avenida Suburbana. Não admitem que há muito tempo o nome daquela via pública é D. Helder Câmara. Não admitem também que o tal templo está localizado numa avenida com o nome de um católico. Aliás, "tô fora" desse tipo de religiosidade.Até porque para a IURD eu seria um "baita" herege. Viva Jesus.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:09

Tive o cuidado de ler os comentários apresentados. Conclui-se que quem fala contra a Universal ou é Católico,ou ateu ou outra religião, por esta razão nunca vão entender, o que é ser POVO DE DEUS,que tem a Bíblia como a Palavra de Deus e praticam as verdades ali contidas.É de entender, que ainda existem pessoas de inteligência mediana, como nos tempos de Jesus Cristo,os membros do Sinédrio de achavam doutores da lei e na verdade não sabiam nada. Mataram aquele que veio para dar-lhes a salvação.A história e os fatos se repetem, muitos se consideram sábios e muito inteligentes,na verdade são incultos pois não enxergam além da letra.Tudo isto está previsto na Bíblia é só ler.A vitória virá pois o Povo de Deus é invencível.Davi matou Golias,será que este exemplo basta?

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:20

Thiago Meller (Advogado Sócio de Escritório 20/02/2008 - 09:56
Dr. Roberto Rocha,

Pensei que a Bília dizia que "Povo de Deus" são os judeus...

Prezado Dr. Thiago.Acredito que o Senhor necessita ler a Bíblia mesmo. O Povo de Deus é composto pelos Judeus e pelos Gentíos, ou os Gentílicos. Como além de Advogado sou Teólogo devo passar-lhe esta informação. Caso tenha tempo, compre uma Bílbia e alguns livros que falam sobre a história da Igreja e encontrará as respostas. Nós advogados sempre vamos até as fontes, provas documentais, faça o mesmo, procure conhecer a verdade e não terá mais dúvidas. Que o Senhor Jesus proteja a sua vida e a sua família.

Luís da Velosa disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:47

Assim começa o fanatismo, a loucura dos homens. Precisamos somente atentar para os Dez Mandamentos e não esquecer dos Sete Pecados Capitais.

Agora, essa emulação entre dois gigantes da referência pública, envolvendo toda a subjetividade e mistério da Fé, misturadas a interesses profanos, é uma temeridade. Nem a Fé, nem a Imprensa, devem ser levadas à hipertrofia. Será, então, um desastre...

Frederico Augusto de Oliveira Castro disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:58

Só resta à imprensa não se intimidar com a ofensiva, não se fazer de vítima e acuada, como me parece estar fazendo agora, e lutar bravamente, denunciando e informando como sempre fez, seja nas págimas dos seus jornais, seja em qualquer Tribunal do país.

dinarte bonetti disse:
20 de fevereiro de 2008 às 10:59

o poder da imprensa, sempre aliado aos donos do poder, que sao seu sustentaculo, tem feito barbaridades na nascente democracia brasileira.
Manipulacoes obvias de Veja, Globo, Folha, etc., acabam por desmoralizar um dos pilares da democracia.
Quando jornalistas tem formacao do padrao Globo de noticias, e parece que é o padrao da maioria da imprensa brasileira, temos essas aberracoes. Jornais e revistas que so veem um lado da questao, o lado que lhes interessa.
E agora, comecam a peitar um outro poder midiatico, formado em cima do poder da fé.
Mais uma vez teremos um processo dialetico gerando evolucao em nossa Democracia.
Mas, e a justiça patria, como vai ficar nessa? Temos fé que instancias superiores terao a visao correta do processo e darao a devida interpretacao. Que sintam o quanto a imprensa irresponsavel agride e deforma biografias, fatos, e direitos, ao mesmo tempo que um poder religioso se transforme, indevidamente em poder midiatico.
Com a palabra, a Justiça brasileira em suas instancias superiores, e nao juizes que acabam por sofrer a influencia do poder economico dessa midia brasileira, contaminada.

futuka disse:
20 de fevereiro de 2008 às 11:11

Concordo com a dúvida do senhor:
Rogerio (Advogado Sócio de Escritório 19/02/2008 - 19:59
Será que já nao está na hora de retirar da Constituiçào Federal a imunidade tributária concedida às entidades religiosas tributando-se inclusive os dízimos?
...
Mais adiante vamos saber quem será o ganhador de N.A.D.A. de útil para a sociedade.
Inutilmente a folha tenta manter-se em primeiro lugar nas pesquisas, deve-se ao fato de não haver ainda encontrado um real 'adversário', me parece que a hora é chegada, ou curve-se diante da Igreja Universal, que levará sua 'vidinha' regular até seu fim natural.
EU CONHEÇO A EMPRESA FOLHA DA MANHÃ SA e a mesma(..) já vem IMPERANDO no país há mais de 30 anos, ou falei alguma mentira..por favor me respondam se estiver enganado!
Não confundam toda uma mídia com um único jornal específicamente.
Todos sabemos que jornal só 'vende' quando ha exploração dos 'males' sociais. E quando não acontecem, 'criam'?!
-Em muitos processos pelo Brasil afora ao fim ficou demonstrada a existencia de 'criações'.

-(fofoca X religião ..quem vencerá?).Rs

No mais espero que vença a JUSTIÇA!

gilberto disse:
20 de fevereiro de 2008 às 11:26

Quer dizer que, questionar como é utilizado e para onde vai o dízimo dos fiéis não pode! Mas eles podem noticiar na Record, todo santo dia, qualquer coisa que acontece na Igreja Católica!

Leonardo Almeida disse:
20 de fevereiro de 2008 às 11:28

Fantástica e assustadora estratégia da Igreja Universal! Tal postura deles somente mostra que ensinamentos CRISTÃOS ficam longe de seus templos... aplicam apenas a "Teologia da Prosperidade", colocando o risco de jogar em "vala comum" denominações efetivamente EVANGÉLICAS e PROTESTANTES sérias e idôneas, QUE CERTAMENTE NÃO COMUNGAM COM QUALQUER POSTURA OU VISÃO "DOUTRINÁRIA" da Universal.

Tecnicamente AS AÇÕES IMPERTRADAS POR FIÉIS SÃO INVIÁVEIS, pois os fiéis embora possam ter algum "interesse", são partes ILEGÍTIMAS e não preenchem este requisito, prescrito no art. 3o. do CPC.

Outrossim, é certo que o DIREITO DE AÇÃO (pleitear junto ao Poder Judiciário) é um direito Constitucional assegurado aos cidadãos.

E, pelo que demonstra a reportagem acima, AINDA TEMOS UM JUDICIÁRIO SÓBRIO e relativamente CONFIÁVEL e IMPARCIAL na grande maioria de seus membros, pois esta INCITAÇÃO da Universal é um autêntico ABUSO DE DIREITO, nos termos do art. 187 do Código Civil, e o "TIRO PODE SAIR PELA CULATRA".

Coitados destes "fiéis", não conseguem enxergar o que está por detrás desta situação que, INCRIVELMENTE, já provocou manifestação até do nosso "Presidente da República"!

Como cidadãos e verdadeiros CRISTÃOS, devemos ficar ALERTAS, pois a postura desta intitulada "Igreja" fragiliza o Estado Democrático de Direito.

J VALTER disse:
20 de fevereiro de 2008 às 11:33

Esse pessoal de certas igrejas "neopentecostal" é mesmo complicado. Primeiro se acham donos da verdade absoluta, do céu e também da terra. Cooptam, apelam que é o que mais tem em seus cultos e acha que tudo mundo tem que calar inclusive a imprensa. O que é isso? Fundamentalismo? Talibanismo? isso também tem no oriente.

Leonardo Almeida disse:
20 de fevereiro de 2008 às 11:47

Tomara que o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL atente para o que está efetivamente ocorrendo nos "bastidores" desta situação, e tome alguma PROVIDÊNCIA INVESTIGATIVA séria e imparcial!

Richard Smith disse:
20 de fevereiro de 2008 às 13:14

Uahhhhh (bocejo), que preguiça (como diria o "herói" brasileiro Macunaíma)!

Notícia de hoje na Folha de São Paulo:

"O ministro mais antigo do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, criticou ontem a 'litigância de má-fé' e o 'abuso do direito de demandar' a Justiça, ao comentar a série de ações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus movidas em todo o país contra a Folha e outros jornais.

'A atuação de qualquer parte interessada em juízo está sempre sujeita a certos critérios éticos e também de natureza jurídica. O abuso do direito de demandar tem uma resposta clara estabelecida pelo próprio sistema legal.'

'Aquele que abusa do seu direito de ação e ingressa em juízo com motivação que não tem respaldo na ordem jurídica sofre sanção processual. É litigância de má-fé', disse. A punição prevista é multa.

Três ministros do STF - além de Mello, Gilmar Mendes, que em abril assumirá a presidência do tribunal, e Carlos Ayres Britto - afirmaram que a liberdade de imprensa é fundamental na democracia.

Britto afirmou que um dos papéis da imprensa é dar visibilidade ao poder. 'Não só o poder público, mas também o poder econômico, o religioso.'

'Quando se litiga com a imprensa, há de se ter muito cuidado, porque a Constituição faz da liberdade de imprensa um postulado de valor quase absoluto', declarou.

Para Mendes, 'o valor liberdade de imprensa é fundamental e deve ser preservado; é um dos elementos fundamentais do Estado democrático de Direito.' E afirmou ainda: 'É preciso que os juízes, nas ações, avaliem a possibilidade de litigância tendo em vista os devidos contextos.'

Leonardo Almeida disse:
20 de fevereiro de 2008 às 14:03

Vale um último comentário: A ATIVIDADE DE PASTORES (SACERDOTAIS) JÁ PASSOU DA HORA DE SER REGULAMENTADA, COMO TODA PROFISSÃO O É, pra acabar com essa "bandalheira" de igrejas que se intitulam "evangélicas". No mínimo, para conduzir um "rebanho", qualquer pastor deveria possuir curso de TEOLOGIA, em instituição RECONHECIDA PELO MEC.

Vamos acordar, Brasil!!!

Mauro disse:
20 de fevereiro de 2008 às 14:25

Caro Leonardo, não só a de pastor, mas a de jornalista também. Tanto pastores quanto jornalistas não precisam ter cursos superiores de teologia e jornalismo respectivamente. Basta alguma formação na área de línguas ou humanas, tais como filosofia, sociologia, psicologia, letras etc, para atender a essa demanda.
É muito simples; um médico devidamente cadastrado no CRM tem total autonomia para exercer sua profissão. O CRM não vai lhe dizer qual é o remédio que deverá prescrever, pois isto seria "censura", mas abrirá uma sindicancia para apurar eventual denuncia do paciente se este suspeitar de erro médico.
Em relação ao jornalismo é a mesma coisa. Se houvesse um conselho federal como o CRM ou o CRP (dos psicólogos), os cidadãos que porventura tenham se sentido lesados pela publicação de seus nomes em veículos da imprensa, fariam uma denuncia ao conselho que por sua vez apuraria o caso e aplicaria a punição cabível sem que tudo isso passasse pelo judiciário. Seria mais seguro para o jornalista, para o jornal, para o leitor e para quem é o objeto da notícia.
Mas não, aqui na nossa débil democracia sempre que se fala em regulamentação da atividade jornalísitca evoca-se o passado e "lambe-se a ferida da ditadura" (que pelo visto não vai cicatrizar nunca) e confunde-se regulamentação com censura. Gente, a mão esquerda é diferente da direita!!

Radar disse:
20 de fevereiro de 2008 às 17:23

A imprensa está provando do próprio veneno. Vai ter que se enquadrar, como todo mundo.

Quanto aos ministros do STF, eu sei o que querem dizer quando defendem a liberdade de imprensa como valor "quase" absoluto....

Significa que a imprensa pode detonar a vida de qualquer um, desde que não se trate de JUIZ. Imaginem a Folha mencionando uma certa "facção" de juízes, em primeira página...

Porque aí o absoluto fica relativo; a condenação é certa, e a indenização é cavalar, com direito a tutela antecipada e tudo. E é por isso que a imprensa pisa em ovos quando se trata de magistrados.

Quanto aos pobres mortais, que não dispõem de uma caneta ferradora nas mãos, esses estão entregues às feras midiáticas. Ninguém defende sua dignidade como direito constitucional.

Comentarista disse:
20 de fevereiro de 2008 às 17:49

Seguindo a "linha de raciocínio" (sic) de que "qualquer pastor deveria possuir curso de TEOLOGIA, em instituição RECONHECIDA PELO MEC", alguém pode defender também que o "cargo" de Papa, por exemplo, deva ser preenchido por concurso público de provas e títulos, e não pela "fumacinha branca" que sai por uma das chaminés do Vaticano...

Afinal de contas, quem tanto defende a democracia no mundo poderia começar por aplicá-la em sua própria casa.

A.G. Moreira disse:
20 de fevereiro de 2008 às 18:11

Alô, eclético, "comentarista",

1 - No tocante à faculdade de Teologia, não necessita ser reconhecida pelo MEC, porque o "formado" , apenas, leciona para os "fiéis" de sua "igreja" ;

2 - Quanto ao seu método de eleição "papal" , devo lembrar-lhe que o que faz a Igreja Católica Romana ser a Instituição internacional, em plenas funções, mais antiga do mundo, é , exatamente, porque ela não usa, internamente, a "democracia" ! ! !

Leonardo Almeida disse:
20 de fevereiro de 2008 às 19:05

Prezado Mauro: você tem razão, havia me esquecido a respeito da deficiência da regulamentação legal-profissional da atividade jornalística. Soube disso através de uma parenta que atua nesta área e fiquei escandalizado... mas, infelizmente, isso também é realidade!

Bom... mas vejo que já fugimos do foco da notícia: "o abuso do direito de ação" e a "ilegitimidade de parte" dos fiéis da IURD para provocar o Judiciário. Mas, diante de alguns comentários abaixo, confesso que minha indignação já quase passou, eis que, como reles mortal, pouco posso fazer, a não ser repetir: ACORDA BRASIL!!!
Grande abraço.

Richard Smith disse:
21 de fevereiro de 2008 às 01:02

A Igreja Católica Apostólica Romana NÃO É uma democracia, mas sim uma monarquia teocrática abolutista, formada e fundada pelo próprio DEUS Encarnado, Jesus Cristo.

E que aí está, há nada menos do que dois mil anos.

Simples, claro e objetivo assim.

Ah, e a Igreja não defende democracia nenhuma, mas apenas o melhor governo possível em proveito de todos.

acs disse:
22 de fevereiro de 2008 às 08:14

pq os bispos só sao presos nos eua?pequenas igrejas grandes negocios não nos faz um pouco mais republiqueta das bananas?
a rigor, os fieis da universal não sabe o que fazem,são alienados,fronteiriços ao menos e deveriam ter seus interesses,inclusive economicos tutelados.acorda brasil,não da mais para permitir que meia duzia de espertalhões como edir explorem os inocentes uteis,no mais das vezes analfabetos funcionais em nome de uma pseudo liberdade de culto.e se a fé for mesmo imprescindivel, que seja licitada a exploração do serviço.

Richard Smith disse:
23 de fevereiro de 2008 às 14:24

Caro ACS:

Não sou otoridade, mas respondo a você: é que os Estados Unidos são um país pobre, idiota e sem cultura, de modo nenhum, rico, "ishperto" e "descolado" como o nosso.

Imagine o amigo que lá, um vagabundo que cometa crimes, vai para a cadeia, imagine só!

E não tem ninguém nas Supremas Cortes (estaduais e federal) para ser "garantista" com criminosos, não é um absurdo.

Tanto que o "apóstolo" e sua eminência a bisca, digo "bispa" quando tiveram conhecimento deste estado de coisas, dessa verdadeira selvageria, trataram logo de confessar e fazer acordo com as autoridades, porque senão seriam condenados a pelo menos 10 anos de cadeia! Que horror, simplesmente porque cometeram o crime federal de ingressar com divisas, fraudando documento!

Pura selvageria de um povo pobre e primitivo!

Será que me expliquei, caro amigo?

Bira disse:
02 de março de 2008 às 08:20

Perigossissimo precedente. Daqui a pouco, seguidores do crime organizado farão das suas.

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