Cobertura da operação grampo bate recordes na ConJur

A notícia com o primeiro relatório da Polícia Federal sobre a caça a Daniel Dantas foi a mais lida na Consultor Jurídico nesta semana. Desde que foi publicado na segunda-feira (14/7), o texto foi procurado por 20.790 leitores, segundo medição do Google Analytics. Evidentemente, o que despertou a curiosidade dos leitores foi a divulgação em primeira mão de um relatório da Polícia Federal sobre a Operação Satiagraha.

Ainda que se tratasse de uma versão parcial das investigações que levaram Daniel Dantas à cadeia, foi a primeira vez que se conheceu, na íntegra, o roteiro da operação da PF contra Dantas.

A atenção dos leitores é a melhor recompensa ao esforço desta revista eletrônica para apresentar dentro de um enquadramento jurídico as informações sobre o caso que abalou as relações entre os poderes da República e mais intensamente as relações entre as diversas forças que atuam na administração da Justiça.

Deflagrada dia 8 de julho, a operação da PF contra o banqueiro rendeu, desde então, 77 textos na revista Consultor Jurídico. Além da reportagem mais lida da semana, o caso rendeu também o texto mais comentado no site: a reportagem Juízos em conflito — Para Gilmar Mendes, juiz desobedeceu ordem do Supremo, sobre a concessão do segundo Habeas Corpus a Daniel Dantas pelo presidente do STF, até o início desta sexta-feira teve 402 comentários.

Os leitores tiveram acesso, através das páginas da ConJur, ao inteiro teor dos principais documentos referentes ao caso Daniel Dantas. Além de dois relatórios da Operação Satiagraha, um assinado pela delegada Karina Murakami Souza e outro pelo delegado Protógenes Queiroz, foram publicadas as duas ordens de prisão contra o banqueiro decretadas pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, bem como as duas decisões do ministro Gilmar Mendes concedendo os Habeas Corpi que devolveram Dantas à liberdade.

Também foi dada divulgação à íntegra da denúncia de tentativa de suborno apresentada pelo Ministério Público Federal contra Daniel Dantas, Humberto Braz e Hugo Chicaroni, bem como a decisão do juiz Fausto Martin de Sanctis aceitando a denúncia.

Desatado o debate acerca do confronto das decisões do ministro Gilmar Mendes e do juiz Fausto de Sancits, a ConJur acompanhou intensa distribuição de notas de apoio e repúdio a um e a outro. No final da guerra — se é que ela chegou ao final — foram publicadas 13 noticias registrando os apoios ao juiz De Sanctis e oito de apoio ao presidente do Supremo.

Palco do ato de solidariedade dos advogados a Gilmar Mendes, a ConJur cobriu e deu igual destaque ao ato de desagravo que juízes e promotores fizeram ao juiz no Fórum Criminal Federal de São Paulo.

Maurício Cardoso

é diretor de redação da revista Consultor Jurídico.

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
19 de julho de 2008 às 00:21

A Conjur é, inegavelmente, um palco de debates livres e de resistência democrática.
Parabéns!

Luismar disse:
19 de julho de 2008 às 01:08

Parabéns à Conjur.
Sucesso merecido.
Um site concorrente deportou os comentários de leitores para uma página separada e está comendo poeira até hoje.

Sunda Hufufuur disse:
19 de julho de 2008 às 12:19

Fiquei com pena porque a Conjur não reproduziu aqui alguns excelentes editoriais do "O Globo" sobre a matéria.

Aliás, a Reede Globo é um mistério..bate em Dantas na televisão e critica o abuso das auotridades e o tropelo das garntias constitucionais no jornal "O Globo". será porque o PT ajudou a Globo em algo como BNDES tranformando algum empréstimo em debêntures? Sei lá..isso de na imprensa escrita bater forte nos abusos, para fazer presença perante o nível melhor de seus leitores e no JN fazer o contrário é um jogo de dissimulação para um dos lados..só resta saber qual...

Cidadã brasileira disse:
19 de julho de 2008 às 13:48

Já prometi diversas vezes que não iria mais ler o Conjur nem comentaria as matérias. NÃO CONSIGO!!! O site é ótimo! Parcial nas notícias. Mas absolutamente democrático no debate. Já falei mal das notícias, editoriais, do Chaer, da idoneidade do Conjur... Um comentarista disse até que eu cooria o risco de ser expulso. MAS CONTINUO AQUI. O que prova que o Conjur é, apesar e acima de tudo, DEMOCRÁTICO E ABERTO AO DEBATE! Vou ter de enfiar meu rabo entre as pernas, engolir sapos e lagartos e dizer: PARABÉNS CONJUR!

Cidadã brasileira disse:
19 de julho de 2008 às 13:58

Aproveito também para elogior os comentaristas. Salvo raras exceções, o debate é bom e elevado. Uma ferramenta de trabalho para mim. Não me identifico porque isso comprometeria severamente o meu trabalho. Mas me orgulho de ter a preocupação de checar o que a sociedade e os operadores do Direto (que são coisas distintas) pensam para embasar o que o seu pago para fazer. Pobre Mortal não é o nick de pessoa humilde, como já fui acusado. Para mim, é apenas sinônimo de cidadão comum. É o que sou.

paecar disse:
19 de julho de 2008 às 14:04

Faço coro com o "pobre mortal" até porque também sou um pobre mortal (acho que é por isso que nos deixam existir). Mas Conjur, por favor, publique algo sobre o pedido de impedimento do GM. Já foi feito, sabiam?!

Cidadã brasileira disse:
19 de julho de 2008 às 14:27

PAECAR,
até onde sei, foi um sindicalista que propôs. Isso vai dar em nada. Ele é pobre mortal como nós. Até pq, não é caso de impeachment. Até pq, o senado está com medo. É muita gente envolvida com DD. A república está com medo. Nesse caso, não tem oposição nem situação. PT, PSDB e DEMo estão no mesmo barco. Temos que nos confomar. A maior punição que DD teria foi a exposição pública com algemas no Jornal Nacional. É só. Você viu como funciona. Esamaga-se o delegado, colaca-se o juiz sob suspeição e "Deixa com está para ver com o é que fica".

Roger disse:
19 de julho de 2008 às 17:23

Parabéns ao Senhor Maurício Cardoso e a toda a redação da revista Consultor Jurídico pelos números apresentados. De fato esse veículo de comunicação merece o sucesso. Afinal, além da ótima informação, da qualidade e agilidade do site, é propício ao debate de temas centrais da sociedade brasileira. Que esses números cresçam cada vez mais e que sejam acompanhados pelo nível dos debates.

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