Não há excessos nas operações da Polícia Federal

Há certo tempo vêm ocupando espaço de destaque na mídia, em especial televisiva, as mega-operações desenvolvidas pela Polícia Federal. Com elas foi exposta a nova forma de enfrentamento do crime organizado, em que pessoas até então inatingíveis e acima de qualquer suspeita foram e estão sendo alcançadas pela lei e pelos instrumentos de persecução penal dela derivados.

A mídia, de uma forma geral, ao divulgar o desenrolar das ações policiais, tem exercido um papel importantíssimo de informação e de conscientização da sociedade brasileira, fazendo despertar um sentimento de esperança de um futuro melhor, com o brotar de uma luz ao final do túnel, outrora obstruído pelas, até então irremovíveis, nuvens podres da corrupção.

Em conjunto com o reconhecimento popular, vieram também as críticas, algumas construtivas e outras tantas ácidas, motivadas, muitas vezes, por interesses até então nunca contrariados. Diversas são as acusações dirigidas ao importante trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, dentre os quais vêm ganhando mais força os seguintes: emprego de aparato bélico desproporcional nas operações, cobertura da imprensa (exposição dos presos) e o excesso de prisões nas operações.

Merece registro o fato de que nessas operações realizadas poucas foram as vezes em que alguém atacou o próprio mérito das investigações, e, mais remotas ainda, são as ocasiões em que foram lançados argumentos jurídicos para contrapô-las com palavras diversas da simples negativa da autoria.

Os ataques têm focado em questões periféricas, de somenos importância. Senão vejamos:

Em todas as operações realizadas raríssimas foram as vezes em que houve um único disparo de arma de fogo para se dar cumprimento às ordens judiciais. Isso se deve, também, ao aparato bélico utilizado, que, na grande maioria das vezes, desencoraja qualquer tipo de reação por parte de quem é alvo das medidas constritivas.

De outro vértice, da mesma forma que o preso tem o direito de ter sua imagem preservada, a imprensa tem de desenvolver o seu trabalho jornalístico e levar ao conhecimento dos cidadãos os fatos de destaque, ainda que negativos.

Uma coisa é a Polícia colocar os presos em uma sala para serem filmados e fotografados a contragosto, e outra, completamente diferente, é a imprensa fazer os seus registros, de forma autônoma e independente, quando do cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão. Agora, arbitrariedade seria a Polícia ou qualquer outro órgão tentar tolher esse verdadeiro poder-dever da imprensa, conquistado a duras penas.

Por fim, todas as prisões realizadas nas operações sempre são amparadas em ordens judiciais que, de forma bastante criteriosas, somente são expedidas quando presentes todos os requisitos legais autorizadores do desencadeamento de tais medidas.

Se há excesso de prisões é porque são muitos os infratores da lei, travestidos de servidores públicos, de profissionais liberais, de agentes políticos, de empresários, enfim, de homens de condutas até então imaculadas.

Seria um retrocesso e um verdadeiro “último suspiro” da esperança — que recentemente brotou no povo brasileiro e o fez sonhar com um futuro mais digno, livre das mazelas que assolam o país —, a concretização das medidas que visam tolher o poder investigativo, com a supressão dos já mitigados mecanismos dispostos atualmente na lei.

Uma reflexão sobre o tema é imprescindível. A quem interessa coibir os excessos de operações policiais, de prisões, de buscas e apreensões, de investigações? Tão somente após essa ponderação é que seremos capazes de entender as vozes que ecoam como defensoras dos direitos individuais “vilipendiados” e discernir os verdadeiros interesses que os movem.

Alexandre Paiva

é delegado de Polícia Federal

Luismar disse:
17 de maio de 2008 às 00:21

É, de vez em quando o Conjur ouve o outro lado. Parabéns à PF que no geral vem realizando um ótimo trabalho no desempenho de suas funções constitucionais.

DPC Fabio disse:
17 de maio de 2008 às 00:36

Parabéns ao artigo.Uma coisa eu posso dizer, se tem muita gente de "colarinho branco" sendo presa é porque tem muito corrupto nesse país. Parece que a coisa pública não é de ninguém e então, tal como se fosse uma endemia social, uma questão de costume, passou-se a criticar usos de algemas, fala-se e muito, em ESTADO POLICIAL...mas, corrupção, até onde eu sei, é questão de POLÍCIA mesmo, a não ser que o ministro GILMAR MENDES com suas teorias em frases alemãs me mostre diferente...ou será que a idéia de em negociatas disseminadas transformarem-se em "pulseiras de aço" vem assustando pessoas importantes...
As garantias individuais devem ser corrigidas, mas, ao que sei, os mandados de interceptação e sobretudo as prisões feitas, fundam-se em indícios suficientes de autoria e materialidade e, no caso da temporária, ainda a imprescindibilidade para investigações policiais, quem não deve, não há porque temer....
Parabéns a PF e demais órgãos de combate ao crime organizado, avante que esse país, apesar de outros por aí, ainda têm jeito.

Mauricio_ disse:
17 de maio de 2008 às 00:43

Parabéns ao articulista.

Como rezam as leis da física, toda ação gera uma reação.

Era mais do que previsível que o combate que a Polícia Federal vem travando com os corruptos iria gerar reações e tentativas de desqualificação de seu trabalho.

Nunca na História do país tantos indivíduos poderosos, envolvidos com crimes que atrasaram em décadas o desenvolvimento do país (outrora, tidos como inatingíveis), foram parar atrás das grades.

A corrupção é o pior dos crimes: mata inocentes, desacredita as Instituições, afasta os investimentos e gera o descrédito do pais no exterior.

Por conta da atuação da PF, a imagem do Brasil vem melhorando sensivelmente lá fora e os corruptos daqui de dentro não têm mais a certeza da impunidade.

No tempo em que a PF estava sucateada e se limitada a emitir passaportes e policiar os sacoleiros na fronteira do Paraguai, não era criticada, pois não incomodava os poderosos.

Bastou a PF se estruturar e agir contra os criminosos dos colarinho branco, para surgirem as críticas e as tentativas de desqualificação de suas atividades.

Parabéns aos Delegados de Polícia Federal, que vêm mostrando ao país que corrupto também vai para a cadeia.

Que o exemplo da PF sirva de exemplo para atuação de todas as Polícias Judiciárias do País.

Mauricio_ disse:
17 de maio de 2008 às 00:46

Parabéns ao articulista.

Como rezam as leis da física, toda ação gera uma reação.

Era mais do que previsível que o combate que a Polícia Federal vem travando com os corruptos iria gerar reações e tentativas de desqualificação de seu trabalho.

Nunca na História do país tantos indivíduos poderosos, envolvidos com crimes que atrasaram em décadas o desenvolvimento do país (outrora, tidos como inatingíveis), foram parar atrás das grades.

A corrupção é o pior dos crimes: mata inocentes, desacredita as Instituições, afasta os investimentos e gera o descrédito do pais no exterior.

Por conta da atuação da PF, a imagem do Brasil vem melhorando sensivelmente lá fora e os corruptos daqui de dentro não têm mais a certeza da impunidade.

No tempo em que a PF estava sucateada e se limitada a emitir passaportes e policiar os sacoleiros na fronteira do Paraguai, não era criticada, pois não incomodava os poderosos.

Bastou a PF se estruturar e agir contra os criminosos do colarinho branco, para surgirem as críticas e as tentativas de desqualificação de suas atividades.

Parabéns aos Delegados de Polícia Federal, que vêm mostrando ao país que corrupto também vai para a cadeia.

Que o exemplo da PF sirva de modelo para atuação de todas as Polícias Judiciárias do País.

Rosângela disse:
17 de maio de 2008 às 02:38

Leiam o brilhante artigo "POLÍCIA FAZ TERRORISMO CONTRA JUÍZES", do Ministro Gilmar Mendes. É a verdade nua e crua para quem quiser saber da verdade. Caso contrário, vamos a este artigo.

Roberto disse:
17 de maio de 2008 às 02:50

Triste da Nação que tem a polícia como um de seus heróis. Vide o que ocorreu na época de Hitler, Mussoline, Franco e Salazar, acho que basta, né? É só para uma reflexão.

jose brasileiro disse:
17 de maio de 2008 às 10:59

Bem quando era so pobre que era preso, tudo bem, cade os advogados, ate hoje ainda e desse jeito.
Agora quando a turma do andar de cima vai preso, começa esta choradeira.
E so não cometer crime, que nao tera problemas, com a lei.
Agora os advogados não podem reclamar, porque as ações da policia federal, esta gerando muito trabalho.

No brasil, se não e a polícia o heroi, quem seria, o fernandinho beira mar.

olhovivo disse:
17 de maio de 2008 às 11:43

Para prender os donos da Daslu, Sckincariol, os sexagenários do jogo do bicho e todos os alvos dessas "grandes" (grandes apenas em espetáculo) operações, não precisa disparar um único tiro de arma, mesmo de calibre 22. Basta um tiro de rojão e todos saem correndo, assustados, para a viatura. O difícil mesmo, pois precisaria coragem, é pedir (simplesmente pedir) a prisão dos aloprados; dos petistas da casa da sacanagem de Brasília (deixando o caseiro em paz); dos Waldomiros, Silvinhos e cia.

Armando do Prado disse:
17 de maio de 2008 às 12:48

A PF age de acordo com a lei e sob autorização expressa de juízes. O mais é por conta de ilações dos que não gostam de cumprir a lei penal, aliás, entendem que lei penal é para pretos, pobres, prostitutas e periféricos.

TARABORI disse:
17 de maio de 2008 às 13:01

Caro Prof. Armando:
Com respeito à sua opinião, que aliás é um direito constitucional, acredito que sua visão é um pouco romântica. As autorizações concedidas por "juízes" (entre aspas por que estes envergonham a toga) são sempre suuperficiais. Sem qualquer análise da necessidade e, sem observação dos requisitos legais. É o que na prática, nós advogados, chamamos de "dobradinha". É mais ou menos como correntista e gerente de banco Se ele é meu amigo, meu cheque é pago, se não é ......

João Bosco Ferrara disse:
17 de maio de 2008 às 14:37

O artigo já inicia com uma armadilha sórdida. Mas era de esperar. Nenhum integrante da PF jamais admitiria o modo insidioso com que atua a instituição nem as fraudes perpetradas. Como disse o Dr. Sérgio Niemeyer em seu “Ensaio sobre a Lei de Interpretação Telefônica” (http://conjur.estadao.com.br/static/text/66312,1), citando o pranteado doutrinador Alípio Silveira, enquanto houver polícia, haverá abusos, e a polícia sempre usará todos os meios disponíveis para justificar suas ações, entre os quais o discurso truncado, cínico, mendaz e intelectualmente desonesto. É isso que se vê logo a frontispício no artigo ora comentado. Não é verdadeira a afirmação de que pessoas acima de qualquer suspeita estejam sendo alcançadas pela lei. A verdade é que a polícia está acusando pessoas honestas e retaliando todos os que se opõem a suas ações espalhafatosas, espetaculosas, desenvolvidas com o escopo de enfraquecer qualquer intento de resistência a um novo modelo de estado policialesco que pretendem implantar na nação. Será possível que ninguém ainda tenha desconfiado desse modo de agir? As pessoas estão sendo presas e recebendo a pena antes mesmo de se iniciar o julgamento. São investigadas antes de se constatar a existência de qualquer crime, sem o devido inquérito legal, corolário necessário do princípio do devido processo legal sob o aspecto administrativo. E que mais me chama a atenção é que nessas investigações a PF sempre dá um jeito de qualificar os delitos entre as figuras mais abertas do ordenamento.
[continua no comentário acima]

João Bosco Ferrara disse:
17 de maio de 2008 às 14:38

[continuidade do comentário abaixo]

Não há uma ação da PF que não entre a acusação, por exemplo, de lavagem de dinheiro. Também não há uma ação em que as pessoas sejam acusadas como co-autores ou partícipes. Não, essas figuras foram proscritas, ou revogadas do Código usado pela PF. Para a PF todos são integrantes de organização criminosa. Suas ações culminam sempre com a prisão de dezenas de pessoas. Será então que o Brasil é um celeiro de criminosos? Não existe gente de bem? Parece que não. E por incrível que pareça, os criminosos são sempre pessoas que compõem a elite, como chamados pelos petistas. Já os arruaceiros dos MST’s e MSTL’s da vida, que invadem a propriedade alheia, invadem e depredam o Congresso Nacional, esses não são considerados criminosos pela mesma PF nem pelo governo, não cometem crime de invasão de domicílio, nem de dano ao patrimônio público, não compõem organização criminosa nenhuma, são apenas uns coitados com os quais devemos nos compadecer. Poupe-nos, senhor articulista, desse discurso oco e sem sentido. Pode ser que a massa ignara apóie a ação da PF. Porém, esse apoio não conta, porque emana de quem não entende nem consegue enxergar o que realmente está por trás dessas ações. Quem tem apenas um resquício de bom senso, não cai na cilada aprontada pela PF e seus agentes, que vitimam pessoas de bem, manchando propositadamente e para sempre a boa reputação que sempre ostentaram, construída ao longo de toda uma vida de realizações lícitas, haja vista a operação Furacão, a Daslu, e todas as demais, pois a imprensa só dá destaque das prisões e dos atos espetaculosos, não do desfecho final dos processos em que a maioria é absolvida.

Mauricio_ disse:
17 de maio de 2008 às 17:05

Sr. João Bosco:

Os movimentos sociais (alguns que de fato agem à margem da lei) nasceram a partir da massa de excluídos que a corrupção criou nesse país.

A nobre classe dos Delegados de Polícia Federal, mesmo sem garantias e ainda longe dos altos subsídios da magistratura e do Ministério Público, mostrou ao país que o combate à corrupção é possível, com uma atuação exemplar, nunca antes vista no Brasil.

Criminosos que se consideravam acima da lei, agora pensam duas vezes antes de perpetrar seus delitos.

A imagem da corrupção endêmica que desgastava nosso país no exterior está mudando e para melhor, graças à atuação da Polícia Judiciária Federal.

Óbvio que combater crimes praticados por poderosos não é tarefa fácil e mais óbvias ainda foram as reações que surgiram diante da atuação da PF no combate aos corruptos.

Houve tempo em que a PF andava sucateada. Quando muito, servia para emitir passaportes e prender sacoleiros na fronteira do Paraguai.

Nessa época, não se via críticas à atuação da PF, pois não incomodava os detentores do poder econômico ou político do país.

Bastou a PF se transformar em uma Polícia de Estado e não de Governo, atuando de forma exemplar no combate aos criminosos que integram as elites, para ouvirmos os gritos dos descontentes.

Sérpico disse:
17 de maio de 2008 às 17:11

PARABÉNS POLICIA FEDERAL!!!
Continue com sua cruzada heróica contra os corruptos de toda ordem.
Ainda há muito o que fazer.
Aos ex-engavetadores gerais da Republica que agem como carpideiras, nosso desprezo.
Erros podem ocorrer, enganos talvez porém, sempre na linha do Direito e da Justiça.
Se houver dolo em forjar situações por parte de analistas, que sejam punidos no rigor da Lei, mas nunca denegrir toda uma instituição como a PF do jeito que alguns poderosos tentam fazer.
A balança pesa mais com acertos do que com erros da Policia Federal.
Estou estudando e vou prestar concurso para Delegado da PF pois sinto em minhas veias a vibração para prender estas escórias que vem mamando as riquesas de nosso país.

pietro disse:
17 de maio de 2008 às 18:24

Não é possível que um Juiz Federal seja pressionado e aceite tal pressão. Não é possível que a PF esteja prendendo só inocentes. Não é possível que exista um advogado quereclame da PF, sem que tenha interesse na causa. Por fim, o Juiz Federal que acusa a PF de pressão é pessoa suspeita para reclamar, uma vez que foi citado em investigações da PF.

Leila disse:
17 de maio de 2008 às 19:37

"A quem interessa coibir os excessos..."? Que absurdo!
Agora tenho certeza que o Ministro Gilmar Mendes está certo. O artigo é uma verdadeira "Nota de Culpa".

Mauricio_ disse:
17 de maio de 2008 às 20:59

A ação da Polícia Federal mostra ao país o caminho a seguir para combater os corruptos

Da Revista Época

A importância da boa gestão é a principal lição do exemplo positivo da Polícia Federal. O aumento da produtividade da PF no combate à corrupção é resultado do investimento maciço em recursos humanos, tecnologia e gestão. De 2003, primeiro ano do governo Lula, até hoje, o orçamento da PF cresceu de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,5 bilhões por ano. O efetivo aumentou com a contratação de quase 3 mil novos agentes, delegados e peritos. Para atrair profissionais mais qualificados, a remuneração foi melhorada. O salário inicial dos delegados, antes muito inferior ao dos promotores e ao dos juízes, passou de R$ 8.300, em 2003, para R$ 12.900. Essas melhorias foram acompanhadas de maior autonomia nas investigações. Então comandada pelo delegado Paulo Lacerda, hoje à frente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a PF aplicou mais de US$ 35 milhões na compra de equipamentos para perícia, grande parte deles importada do exterior. Dois prédios foram construídos para acomodar o Instituto Nacional de Criminalística de Brasília. Foram montados ou ampliados os laboratórios para exames químicos, genéticos, de balística e de análise de imagens e som. A capacidade de produção de análises e de laudos periciais aumentou 300%, segundo a PF. Com o quadro de funcionários maior e mais bem-preparado, a PF mudou também o método de trabalho de seus agentes. Antes, o esforço era concentrado na investigação e na prisão de suspeitos. Agora, o foco passou a ser desarticular quadrilhas inteiras.

Leia matéria completa:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG82402-9306,00.html

AGRDm disse:
17 de maio de 2008 às 22:59

Prezados leitores do CONJUR,

Apenas pelo fato de afirmar que não há excesso é um mal começo.
É uma ética do vencedor afirmar um fato como verdade absoluta.
O nobre colega que fez esta afirmação, talvez desconheça os fundamentos de um Estado de Direito e apenas conheça os fundamentos do Estado Policial.
A quem é dado a competência de julgar e afirmar algo é o o JUIZ. Em um estado de direito, a ampla defesa e o contradítório é a regra e a verdade sabida uma excessão.
Para finalizar este texto epistemológico, no final há uma intimidação clara : quem questiona as operações é, de antemão, um bandido.
Essas são as minhas críticas, que colaboram com o judiciário em manter a democracia no país.
Esta é a minha opinião e a de muitos dentro da respeitada e tradicional Polícia Federal.
O policial não precisa agir como bandido ( ir além da lei ) para fazer cumpri-lá. Sem fazer referência a ninguém em especial.
Quem determina o limite da lei é o legislativo. O judíciario decide e o executivo, executa. A ninguém é facultado a prerrogativa de acumular estas funções simultaneamente em um estado de direito.
Antônio Gebrim Reis Dutra Maibashi
Agente de Polícia Federal

Mauricio_ disse:
18 de maio de 2008 às 12:19

"PF (Advogado Autônomo - - ) 18/05/2008 - 11:43
So pra complementar:

DOIS ANOS de escuta telefonica para se retirar menos de 1 minuto de conversa é o que ???

Como é o nome disso ???" (sic)

Se esse 1 minuto de conversa fez prova do envolvimento do suspeito com práticas criminosas, o nome disso é persistência, seriedade, dedicação e obstinação da Polícia Federal nas investigações que realiza.

Expectador disse:
18 de maio de 2008 às 13:22

Imprensa (Rede Globo) avisada com antecedência; empresários gordinhos, que não oferecem qualquer perigo, algemados com estardalhaço, como temíveis assaltantes; vazamento para a imprensa de informações protegidas por sigilo (é crime!)...

Se tudo isso não for excesso, o que será???

Advi disse:
18 de maio de 2008 às 13:31

Parafraseando nosso Presidente, "nunca antes na história deste país a PF trabalhou tão bem".

Antes, havia uma sensação de impunidade pelos detentores do poder. A polícia só servia, como dizia o ditado popular, para preto, pobre e prostituta.

Hoje, corajosamente, a PF tem cumprido muito bem com seu papel prendendo, acatando ordem judicial, também os detentores do poder político ou econômico.

E por este motivo merece os mais sinceros PARABÉNS!

Quando se vê os agentes da PF em ação, trabalhando, o pensamento uníssono é "ainda bem que ando certo". E este é um reflexo do amadurecimento da democracia brasileira, ainda tão incipiente.

Entretanto, é ilógico pensar que a PF não pode fazer um trabalho AINDA MELHOR.

Reputar TODA E QUALQUER CRÍTICA como feita por BANDIDOS implica em um FUNDAMENTALISMO tão perigoso como quando Bush sentenciou "quem não estiver comigo, estará contra mim", logo após o ataque das torres gêmeas.

É certo que os agentes, no afã de fazer justiça, permitem que a imprensa fotografe, por exemplo, um magistrado algemado cercado por 4 agentes armados com metralhadoras, óculos escuros e coletes à prova de balas, para que bandido seja visto como bandido.

Mas, e se este "bandido" for inocente?

Foi por este motivo que foram criados tribunais. É por isto que ninguém pode prender, acusar e condenar.

E também o motivo pelo qual nossa PF pode melhorar ainda mais.

Mauricio_ disse:
18 de maio de 2008 às 14:25

Expectador,

Seu pensamento revela séculos em que, no Brasil, o único bandido que representava perigo era o assaltante que subtraía "dez real" do mercadinho da esquina.

Pior que roubar o mercadinho da esquina é assaltar os cofres públicos, superfaturar leite da merenda de crianças, desviar verbas da saúde e tantos outros crimes de engravatados, que causam a miséria para uma população inteira.

O "empresário gordinho" que, nas suas palavras, não representa perigo nenhum, quando se envolve com práticas criminosas dessa espécie, retira dinheiro que poderia estar indo para a saúde, educação, segurança, criação de empregos e que evitaria o nascimento de centenas de criminosos "magrinhos", que irão nos assaltar na primeira esquina.

Expectador disse:
18 de maio de 2008 às 23:38

Ora, ora, meu caro Dr. Delegado de Polícia...

O Sr. sabe muito bem a que perigo eu me referi. Referi-me ao perigo de fuga, à integridade dos agentes policiais, à integridade do próprio preso. Referi-me, em suma, á necessidade do uso ostensivo e humilhante das algemas.

Sobre o vazamento das informações à imprensa, antes e depois das operações, V. Sa. nem sequer tentou apresentar explicações. Pena ...

Mauricio_ disse:
19 de maio de 2008 às 00:24

Prezado Expectador,

O senhor insiste no mesmo erro.

Só revela perigo de fuga, risco à integridade dos agentes policiais ou à integridade do próprio preso o criminoso pobre?

Se o criminoso for rico (principalmente gordinho, na sua opinião), esse perigos não existem?

A natureza humana por acaso se modifica em razão da condição social, da profissão do criminoso ou de sua massa corpórea?

Em qualquer lugar do mundo (mesmo em países tidos como exemplos de respeito aos direitos humanos), o uso de algemas é conseqüência natural e lógica de uma prisão.

Ao aceitar os argumentos dos críticos ao uso de algemas, teríamos que também abolir as grades das celas para indivíduos presos que, em tese, não apresentassem sinais de violência evidentes, uma vez que, tanto quanto as algemas, têm as grades de uma cela a função de impedir o livre deslocamento do preso e restringir sua liberdade.

Ninguém sabe, meu caro, o que passa na mente de outro indivíduo, principalmente em uma situação de elevado stress ao receber uma voz de prisão.

Ninguém, nem mesmo a autoridade policial (que para alguns deveria ter esse dom paranormal) é capaz de prever a reação de um indivíduo preso, ainda que seja empresário, rico e gordinho.

Pense o que diriam os "gurus em segurança pública" se a personagem do seu exemplo (empresário rico e gordinho), sem algemas, resolvesse pular do interior de uma viatura em movimento, em uma momento de desatino.

Ora, diriam: "que absurdo deixá-lo sem algemas!"

Prisão significa restrição de liberdade.

hammer eduardo disse:
19 de maio de 2008 às 06:50

Parece que mais uma vez este espaço virou campo de batalha particular de "uma dupla de dois" , se me perdoam pela comparação com a turma do Casseta e Planeta.
O assunto por si só é bem polemico mas alguns pontos que ficaram de fora merecem um pouquinho de luz. Hoje virou moda dizer que a Puiça federal prende mais que na epoca do FHC , estatistica meio complicada de se comprovar. O que fica muito desconfortavel para a instituição é tambem o fato de que a um bom tempo , virou a "guarda pretoriana" de quem estiver sentado naquela cadeirinha de ministro da justiça la em Brasilia , alguns preferem ate termos mais pesados em certas ocasiões tipo , gestapo tupiniquim, não sei se é bem o caso.
Um fato tambem indiscutivel é a "permanente coincidencia" da presença das cameras da Rede Globo nestas operações espetaculosas que mostram quase toda semana. Ja repararam como todos estão impecaveis em seus uniformes bem passados , camisetas pretas novinhas , tudo muito bem coreografado tipo "Mãe , oia eu aqui na grobu!". Um fato que corre paralelo tambem é o manancial inesgotavel de nomes esdruxulos nas operações globais , papagaio amarelo, libelula cor de rosa, escorpião tarado e por ai vai. O duro é ver que alguns dias decorridos , os "perigosissimos elementos" via de regra começam a sair das cadeias liberados por habeas corpus variados em uma preocupante velocidade , consequencia logica de operações literalmente planejadas "na perna da calça". Não sou "puiça" e nem simpatizante , fico so nos detalhes menores.

Luiz Telles disse:
19 de maio de 2008 às 08:39

Concordo com o DelPol. Quem não se lembra de um dos maiores escândalos nos EUA: a ENRON? Apenas pessoas ricas e poderosas foram presas, e a imagem que mais chamou a atenção na época foi a do presidente da ENRON entrando na Corte algemado. E cá entre nós, se o uso de algema é sinônimo de atraso e autoritaristmo, por que a Nação simplesmente mais desenvolvida do Globo ainda permite tal tipo de "abuso"? Voltamos àquelas questões clássicas: a quem interessa a impunidade? Por que até início dos anos de 2000 não havia críticas ao trablho da polícia? Foi necessário que os moradores do andar de cima (os piores ladrões, corruptos e corruptores) passassem a ser presos para aí sim o trabalho da polícia ser atacado. Acho que tudo se resume a uma única questão: que país queremos para nós e nossos filhos? Parabéns Polícia Federal pelo trabalho que vem sendo realizado. Algemem todos os que embolsam os recursos da Nação, prendam todos os que tiram dinheiro destinado à população. Continuem assim!! Creio que é fato único na história mundial uma Intituição Policial fazer história em um ambiente democrático, e tal acontece no Brasil. A alegação de que "pobre da nação que tem na polícia seus heróis" não merece prosperar, pois a Polícia Federal está justamente quebrando tal paradigma. Continuem assim, pois sabendo que vocês estão trabalhando também ficamos mais tranquilos para seguirmos com nossas vidas.

DPF - MATHEUS disse:
19 de maio de 2008 às 11:06

Caro Sr. Eduardo Hammer,
Também peço desculpas por usar este espaço para fazer comentários que não constroem entretanto, fico com poucas alternativas para rebater a quantidade de ironias despejadas por vossa senhoria contra a Instituição Polícia Federal.
A Polícia, é assim que se escreve, "Puliça" não, as instituições policiais cresceram se atualizaram, se profissionalizaram, não tem o toque do impirismo, do "achismo" do passado.
Não me permitiria dizer ao Sr. para não criticar, por que é da crítica que constroi, desenvolve, mas este instrumento deve sempre seguir a regra do apontamento da solução, e a crítica deve ser embasada com fato que possam ser comprovados.

Estatísticas podem ser comprovadas sim, sugiro entrar no site do DPF e verás os números a comprovar os fatos.
A Polícia Federal não é massa de manobra de grupos, se o fosse não teriam prendido "Aloprasos", Secretário da Casa Civil, "Valerioduto", irmão do Lula, investigado irregularidades que cuminaram com a saída de 02 Ministros do Atual Governo (José Dirceu e Palocci).
A nossa Sociedade esta evoluindo para a igualdade, e críticas como a sua não contribuem para esse crescimento, se eventualmente erros ocorrerão o Judiciário estará a disposição para julga-los.
Peço a vossa senhoria mais reflexão em sua palavras, e para apoia-la peço que me demonstre quem das pessoas presas pela Polícia Federal conseguiu êxito em qualquer ação alegando abuso de autoridade ou constrangimento ilegal pelos métodos empregados na sua prisão.
Criticar é assim, dizer e provar, não criticar por criticar fazendo parte de uma minoria.
Obrigada pela atenção dispensada.

hammer eduardo disse:
19 de maio de 2008 às 13:58

Prezado Delegado Matheus , a sua indignação é ate justa mas alguns pontos ficaram em aberto , senão vejamos.
A gozação em cima do termo popularesco "puiça" vem justamente do "noçu lider" que adorar atropelar o vernaculo portanto devemos recolocar a opinião na forma de que foi uma brincadeira mal entendida.
Agora , quanto aos demais itens , fica a leitura e observação diaria dos variados Orgãos de Imprensa.
As operações cinematograficas da PF tem uma preocupante e continuada cobertura da Rede Globo SIM, dizer o contrario é querer agredir aos menos alienados. A preocupação com a apresentação visual dos agentes tambem salta na vista , basta comparar com outras operações policiais de outros organismos que muito eventualmente aparecem na midia.
Realmente Eu aceito de que a PF tem uma maior credibilidade perante a População , principalmente em vista da endemica , tolerada e descontrolada corrupção que lavra a ceu aberto nas outras ditas "puliças" como podemos dizer. Aqui no Rio de Janeiro , o Cidadão ser parado em alguma operação de rua , via de regra não autorizada que se dispõe unicamente ao achaque , é um risco tal e qual cair na mão de criminosos de carteirinha, nesses casos , vamos pular o discurso bolorento e vazio de que "basta denunciar que o caso seria investigado cuidadosamente" , na Suecia talvez , aqui é exposição pura e simples da segurança individual do Cidadão para tentar ajudar um sistema corrompido via de regra de A a Z.
As operações espetaculosas que prendem dezenas numa semana para na outra a Justiça começar a liberar a grande maioria tambem não fazem parte de delirios, basta LER na grande Imprensa. Vamos preservar o que é serio , e olha que esta cada dia mais dificil.

futuka disse:
19 de maio de 2008 às 23:57

O 'cumprimento de ordem' como diz em seu ultimo parágrafo na sua primeira linha o SR ALEXANDRE PAIVA acertou:
"Uma reflexão sobre o tema é imprescindível."
Em meu humilde entendimento gostaria de
Fazer côro aos comentários do ilustre internauta abaixo:

-AGRDm (Investigador 17/05/2008 - 22:59
...
'Puro e simplesmente'

Alex P disse:
20 de maio de 2008 às 07:23

hmmmm...So para citar um caso de "emprego de aparato belico desnecessario", alguem se lembra da invasao cinematografica feita na casa "errada" no Residencial Alphaville 2 em Barueri-SP...(pesquisem na internet - caso Abadia)... o interessante e que isso nao apareceu no jornal nacional... By the way... ainda nao sei quem era o delegado..

amigo de Voltaire disse:
20 de maio de 2008 às 09:06

Ta bom Dr.Alexandre, agora a luz no fim do túnel é o trem que trouxe Lenin de volta a Sao Petesburgo, e com ele, vindo na contra-mao, o comunismo aperfeicoado por Stalin versao tropical superada. Dr. Alexandre, ninguém critica o trabalho da imprensa, a imprensa ocupa na cadeia de poderes das democracias o mesmo papel que as hienas ocupam na cadeia alimentar, louca por uma carnica!O problema esta na arbitrariedade no nascedouro dessas falsas ``passadas a limpo`` do país, motivacoes politicas repletas de amadorismos, irresponsabilidades e abusos, típicas de países atrasados como o nosso. O sr. Dr. Alexandre, também é vítima disso, só lhe resta cumprir as ordens!

MONTENEGRO disse:
20 de maio de 2008 às 10:51

Parabéns ao colega ALEXANDRE. Nunca houve tanto combate ao grande criminoso como agora e é natural que algumas pessoas se sintam incomodadas. Constata-se que os argumentos utilizados contra a postura da Polícia Federal, em regra, não têm substância, afinal, em um regime democrático, é um direito de todos- expressar opinões- mesmo que minoritárias e sem embasamento. Basta verificar as pesquisas de opinião.

Baraviera disse:
22 de maio de 2008 às 11:06

Gilmar Mendes, como Carlos Velloso, é um milagreiro no Supremo.
Leiam o artigo de Augusto Nunes no Jornal
do Brasil:

http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=232525

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