Conta-se que uma das campanhas de Lula para a Presidência teve um slogan cassado pelos próprios lulistas. “Um brasileiro igualzinho a você”, era o mote. Os experts em percepção popular teriam aferido que o eleitor não se acha lá essas coisas. E não haveria de votar em alguém “igualzinho” a ele. Queria alguém melhor.
Nesse mesmo capítulo há outras contradições a verificar. Uma cientista social americana garante que mulher não gosta de votar em mulher. Não confia muito. Outra socióloga estudou o machismo entre as mulheres. E garantiu que são as mães as principais repassadoras da noção que favorece o homem no contexto social. Sem falar no racismo praticado entre “afro-descendentes” — ou seja, negros.
Mas para quem vive de publicar notícias, não há nada mais espantoso que ver jornais reclamando de fontes que dão entrevistas. Em geral, editorialistas que não têm idéia do quanto pode ser complicado conseguir colher umas frases de uma personalidade, um juiz, um ministro. Deveriam ser condenados a fazer uma reportagem. Uma, pelo menos.
É o caso da fricção entre o presidente Lula e o titular do Tribunal Superior Eleitoral, esta semana. Em geral, a mídia ficou contra o destempero de Sua Majestade que errou feio na forma e no conteúdo. Mas sobrou também para o juiz por “falar demais”. O parâmetro dos críticos parece ser aquele entendimento ancestral e anacrônico de que juízes só podem falar nos autos.
Essa história de só falar nos autos é uma daquelas idéias burras que as pessoas repetem sem saber explicar por que. Como se jornalistas e pianistas pudessem conversar apenas com seus teclados, o pintor com seus pincéis e os costureiros com seus botões. Como se um servidor público não tivesse que dar satisfações a quem ele deve servir.
Mas a falta de foco no caso presente mostra algo mais importante. E nesse sentido o episódio que nos é proporcionado pelo presidente do país é oportuno. Os juízes eleitorais têm um papel a mais que seus colegas. Cabe a eles informar a população as balizas, os limites, as regras da disputa pelo voto. O ministro preferiu falar do papel consultivo. Também.
Não é leal esperar a pessoa errar, quando se sabe que ela vai errar, para dizer: “Ahhhh deu-se mal! Teje cassado!”. A menos que se aplique a máxima de Napoleão Bonaparte que recomendava jamais interromper um inimigo quando ele estiver cometendo um erro.
O Brasil, quem acompanha o assunto sabe, tem uma lei eleitoral por ano. O contexto exige: é preciso fazer um trabalho permanente de esclarecimento, de doutrinação pedagógica e didática. E é evidente que só se pode fazer isso usando os meios de comunicação. A difusão das regras e da lógica de sua aplicação ajuda quem vota e quem quer ser votado. Não agrada, é óbvio, a quem não quer regras. A quem quer usar da máquina pública para subornar eleitores com agrados e favores que desequilibram a disputa. A intenção do presidente, desta vez, é dar um dinheirinho para a porção mais pobre da população (R$ 11,3 bilhões) a poucos meses das eleições municipais.
Foi assim também quando o ministro Marco Aurélio puxou a votação pela decisão que resgatou a fidelidade partidária. No poder, sempre fica mais fácil comprar o passe de um congressista do que ter de “negociar” cada voto. A decisão da Justiça eleitoral, confirmada pelo Supremo irritou as hostes governistas. Os ataques ao TSE e ao ministro Marco Aurélio provindos da imprensa de aluguel do governo foram e continuam furiosos.
Mas agora quem volta a perguntar ao ministro por que ele não se cala é a fatia da imprensa a quem os governistas e seus vassalos taxam de “golpistas” por que produzem notícias que o governo não gosta de ler. Nem sempre, registre-se, o governo está errado. O presidente e seu governo tem méritos a ser reconhecidos e não são poucos.
O foco de um site jurídico, evidentemente, são os personagens do seu universo. Nesse quadrante, cabem algumas palavras. A primeira é que juízes, advogados, promotores e “até” jurisdicionados devem falar e dar entrevistas, sim. O que interessa é se o que é dito é verdade e se contribui para o desenvolvimento da Justiça. Assim, se cabe ao dirigente máximo da Justiça eleitoral alertar que a aleluia de R$ 11,3 bilhões entre os eleitores mais suscetíveis a esse argumento é passível de contestação judicial, então o ministro está certo.
Discussões são passageiras. Análise mais perene obriga constatar que o presidente Lula nomeou ministros dos quais reclama agora. A maioria dos ministros do STF e do TSE devem seus cargos a ele. A queixa se dá porque o país amadureceu e porque Lula indicou julgadores independentes. Isso depõe mais a favor do presidente do que o seu escorregão desta semana.
A ironia dessa polêmica, contudo, está na origem do “bate-boca”. A reportagem da Folha de S.Paulo, pautada para ouvir críticas à festa dos R$ 11,3 bilhões, insistia para ter uma opinião de Marco Aurélio. Cansado de ser criticado por cumprir seu papel, o ministro esquivou-se. Em respeito à profissional que vive de colher entrevistas, o presidente do TSE acabou cedendo. Mas apenas uma frase anódina, dessas que até o aposentado Moreira Alves diria: “Temos de aguardar que os que se sintam prejudicados recorram ao Poder Judiciário. Em tese fica muito difícil eu me pronunciar.” Só isso? Sim. Só isso. A frase foi publicada na edição do dia 26, terça-feira passada. O título é que foi abusado: “Projeto pode ser contestado, diz Marco Aurélio”. Não foi exatamente o que o ministro disse — Clique aqui para ler a notícia.
Neste sábado, dia 1º de março, a Folha, em seu editorial, ataca duramente o presidente Lula pela descompostura. Mas atreve-se a uma análise que poderia ter omitido. Diz o jornal que o projeto dos tais bilhões “suscitou imediata crítica de Marco Aurélio Mello, ávido de externar suas opiniões na imprensa. Não é a primeira vez que o presidente do TSE abandona a discrição que convém a seu cargo”. E conclui que o ministro “falou demais”.
Não é difícil deduzir que o verdadeiro motivo da irritação do presidente Lula não está na frase recatada de Marco Aurélio. Se as fontes informarem e nenhum jornal reclamar que elas deram as entrevistas que lhe foram pedidas, o país poderá saber o que acontece.
O culto Ministro Marco Aurélio fala para as pessoas cultas e inteligentes, ou seja, para poucos.
Ao passo que, o outro, ignorante nas letras jurídicas, ao falar para os ignorantes que são a grande e imensa maioria é aplaudido.
É evidente que em ano eleitoral as obras precisam continuar, entretanto, subir em palanque é se aproveitar indevidamente disso.
Como bem lebrou o Sunda: “não tem nada a dizer, mas diz isso como ninguém!” Cabe como uma luva no ministro-primo, aquele que foi nomeado pelo Collor.
o ministro-primo fala demais realmente, opinando sobre tudo de borboletas à formação e aumento do buraco negro. Não se comporta como magistrado. Levou um pito do operário-presidente.
EVIDENTE QUE ELE NÃO ENTENDEU!!!!!!
ELE É ANALFABETO!!!!
SALVE O MIN. MARCO AURÉLIO, UM DOS POUCOS QUE REALMENTE CONHECE O DIREITO!!!!
Qualquer cidadão, seja um office-boy ou o presidente da República, tem o direito de emitir opinião e chamar atenção sobre sobre causas públicas, sejam da sua área ou não. Os formadores de opinião têm o dever de fazê-lo. Assisto decepcionada a omissão de muitos sobre temas de interesse da população. Isso é fruto da campanha feita pelos protetores (que lucram muito com isso) dos bandidos e acusados de crimes de alto calibre para calar quem pode influenciar a opinião pública, pelo bem-estar coletivo.
O ministro Marco Aurélio fala o que quer e assim deve continuar sobre qualquer assunto de interesse da sociedade (até porque numa democracia, em que a base é a Constituição, qulquer assunto público é jurídico). O que merece ser combatido é um presidente (ou qualquer outro) rebater crítica sobre fatos e atos públicos com picuinhas do tipo "não é da sua conta", "não se meta". Esse tipo de pacto da mediocridade interessa a quem?
O que Mello disse diante das câmeras de TV, ou o que Lula retrucou no palanque, vestindo seu jaleco bege com o brasão da República, nem tem tanta importância. Esse é o habitat natural de ambos: um, os holofotes; outro, o palanque. O dissídio está formado há mais tempo. O Judiciário brasileiro tem um comando único, conseqüência natural de seu acendrado espírito de corpo. Não nutre simpatias para com Executivo atual; nutria-as, ao que parece, para com o anterior. Daí deriva toda a discórdia: a natural simpatia para com os partidos de oposição, que se tornaram “justicialistas”, não no sentido argentino-peronista da justiça social, mas, no brasileiríssimo sentido de levar qualquer disputa para os Tribunais. E lá estarão todos eles perfilados, buscando o excelso maná.
Sugiro ao colega Sunda Hufufuur que releia o artigo de Márcio Chaer, dado que o artigo contesta, justamente, a idéia de que o Ministro "viva para entrevistas", e defende a responsabilidade educacional dos juízes.
Caro amigo Sunda:
Sinto muito, mas o amigo labora em equívoco.
O Judiciário é o guardião da lei (de resto, como mesmo o presidente da república, "magistrado maior" da Nação).
O Ministro Marco Aurélio (com quem não simpatizo) falou em tese, ou seja, sobre caso determinado nenhum, lembrando que a Lei proibe certos tipos de gastos e de "promoções" em ano eleitoral.
E bem o fez, até porque reza a sabedoria popular: "Quem avisa, amigo é".
Agora, daí a dizer, que "está se metendo em assuntos do Executivo", que "quer prejudicar o auxílio aos pobres", "que está mandando 'senha' para a oposição" e diversas outras relinchadas, vai uma longa distância, creio eu.
Simples assim.
Ademais, se tal programa era tão importante para os pobres e "pobras", por que não se iniciou em 2.007 ou antes até? Ninguém poderia estar falando nada agora, não é?
Um abraço a você.
Ô ministro Marco Aurélio, deixa o Lula trocar o bolsa-família por votos. Deu certo antes, apesar do mensalão, da cueca recheada, da ascenção social do Lulinha e dos companheiros em geral. Agora, para neutralizar a farra dos cartões corporativos, nada melhor que uma boa injetada de ânimo nos eleitores. Deixe o homem pintar e bordar.
"O Grau de tolerância de Lula com críticas é muito baixo." Lúcia Hipólito
Parabéns a Jornalista Lucia Hipólito pelo seu comentário na rádio CBN, sobre as declarações do Lula. Perfeito.
Em relação ao artigo do Márcio Chaer, triste de um país sem uma imprensa livre e bem informada.
O Poder Judiciário precisa falar, informar à população, assim como os outros Poderes também. O problema é que no Executivo, quando "O homem Fala", ... fala bobagem. Alías, 5 anos no Governo e não aprendeu nada.
Não é a primeira vez que o Min. Marco Aurélio fala mais do que devia. Quando do término da CPMF, editou-se ato normativo determinando que as instituições financeiras comunicassem à Receita Federal operações bancárias que superassem determinado valor. Sua Excelência, incontinenti, aduziu que o STF, caso provocado, declararia a inconstitucionalidade da norma, exortando os legitimados a deflagrarem ADIn. Ora, "data venia", imaginem se um magistrado de 1o. grau mencionasse que determinado indiciado, se denunciado pelo Ministério Público, seria condenado. Tornar-se-ia induvidosamente suspeito, já que compremetida a imparcialidade do órgão jurisdicional. "Mutatis mutandis", é o que vem fazendo Sua Excelência com alguma freqüência. Como magistrado, não lhe cabe externar opinião pessoal sobre caso concreto.
Perfeita a análise do autor do comentário. Equilibrada e sensata. A rigor todos erraram um pouco, inclusive a imprensa que transformou uma interjeição numa manchete. Mas errou muito mais o nosso grande Cacique Touro Sentado, que antes de descarregar o seu mau humor em cima do ministro Marco Aurélio, deveria se informar melhor sobre o que ele havia dito, exatamente. De qualquer forma, está na cara que Lula está comprando votos com o Bolsa Esmola, só que agora reajustando o preço porque os votos também foram reajustados. Afinal, tanto tempo sem reajuste...ninguém aguenta isso.
Ou o artigo está muito chato ou os ilustres comentaristas não o leram até o fim por terem opinião formada a respeito e "votam sem abrir o processo". Conferi, na Folha, a frase que deu origem à reação do senhor Presidente (está no artigo acima também). O ministro Marco Aurélio, procurado pelo jornal respondeu: "Temos de aguardar que os que se sintam prejudicados recorram ao Poder Judiciário. Em tese fica muito difícil eu me pronunciar."
Pergunto ao senhor Procurador Aras, ao promotor e aos anônimos que tomaram partido na discussão: o Ministro antecipou seu voto? Ele extrapolou seu papel jurisdicional? A frase justifica a reação do senhor Presidente?
O uso prolongado do cachimbo deixa a boca torta, já dizia Macunaíma, citando Nostradamus, ao que parece. Os comentaristas do MP/MPF também demonstram não haver (em) "manuseado os autos". Marco Aurélio não prejulgou nem julgou nada, limitando-se a falar em tese o que a própria lei já fala. O Lula é que se mostrou destemperado e colocou lente de aumento numa formiguinha, chamando-a de monstro jurássico. Modus in rebus, como certamente diria Poncio Pilatos. O MP é acusador, por disposição legal, mas deve examinar bem o caso e até pedir absolvição. Não é obrigado a acusar por acusar. Que o diga o bravo Sunda, já alcançado em pleno vôo várias vezes por balas perdidas vindas de todo lado.
Existem certos cargos que realmente exigem um comportamento diferenciado. É o caso dos magistrados. É o ônus da atividade que exerce, que, em contrapartida, tem as suas prerrogativas invioláveis...
Agora, se o Presidente expressou o seu pensamento, o que há de errado nisso? Pq os magistrados (que tradicionalmente "não falam fora dos autos") pode e o Presidente não pode exercer sua liberdade de opinião?!
A verdade é que a cavalice é um direito exclusivo da imprensa. Ela pode, mas o Brasil inteiro não. Ela pode dar coices em quem ela quiser. O Ministro Marco Aurélio e o Presidente Lula tem de acatar o que a nossa democrática (ou demoniosa) imprensa fala. E ponto.
O Mainardi e o Reinaldo Azevedo podem distribuir cavalices para quem eles quiserem, mas temos que tomar cuidado ao fazer menção a esses "santos" nomes da imprensa, pois, quando se fala mal deles, o amigo não-autóctone e dogmático gringo Richard esperneia.
Sunda - parabéns pela sua humildade (falo sério). É bom quando as pessoas reconsideram conceitos e reconhecem equívocos. Legal.
Vamos lembrar de Rui Barbosa:
"Não cultiveis sistemas, extravagâncias e singularidades. Por esse meio lucraríeis a néscia reputação de originais; mas nunca a de sábios, doutos, ou conscienciosos".
Penso que: juiz deveria se abster do holofote;aliás, acho um absurdo os julgamentos do STF serem televisionados,principalmente,as altecações entre os ministros.
Presidente da República tb deveria se ater a liturgia do cargo.Lá não é um local para que o mandatário palpite...quem deve palpitar é o vulgo,o zé do povo a maria ninguém.
Um dia antes o presidente da República menoscabou a oposição,no dia seguinte o Judiciário: só não o temo,pq estou velha,na beira da morte,se fosse mais jovem começaria a temer uma eventual ditadura. Quem passou por uma percebe que: a oposição é salutar para a vida democrática.
Por fim,se a lei não presta,muda-se a lei...enquanto ela estiver em vigor: cabe ao Executivo cumprí-la!
Presidente da República deveria ser modelo de cidadão. Vivemos o momento politico mais decadente de nossa história republicana. Não temos modelo nem exemplo a ser seguido.
"Por qué no te callas?" (do velho e gagá rei Juan Carlos da Espanha para um outro conhecido falastrão latino-americano).
Pois bem:
O "paladino" do judiciário tupiniquim (certamente admiradíssimo até mesmo por Caciolla, diga-se de passagem), bem que poderia dar seus "pareceres" político-administrativos em Alagoas, onde - com certeza - seria bem recebido por seus primos...
Agindo assim, deixaria de levar "piteco" em público de iletrados como o Sapo Barbudo.
O Marco Aurélio é reconhecidamente o mais independente dos Ministros.
Advogado que critica Ministro por cumprir a lei (seja contra quem for ou a favor de quem for) não deveria ser advogado.
O ministro-primo do ex-presidente Collor, é seguramente a diva do Supremo. Sempre com posições isoladas e avessas ao bom direito. Haja vista a sua posição na discussão da ADPF da Lei da Imprensa: pernóstico e absurdamente retórico. Bem fez o ministro GilmarMendes reduzindo-o à sua insignificância. O Brasil precisa de gente séria e não de divas á la Maria Callas.
Complementando: as maiores cavalgaduras que conheci, tinham títulos universitários. Alguns, até de doutores. É o caso desse primo, nomeado ao Supremo, pelo parentesco.
Uma coisa observo. A citação de Lúcia Hipólito cabe perfeita da baixa tolerância de Lula às críticas, no contraponto da até então tolerância do Ministro Marco Aurélio, que visto a quebra de urbanidade e até falta de senso, exporia alguns comentaristas ideologizados ao devido processo judicial de reparação civil por danos morais, por ataques à honra de um Ministro do STF. Professor, qual sua cátedra? Onde já se viu num espaço público chamar um Ministro do Supremo de "cavalgadura"? Isso aqui não é reunião da UNE e nem da CUT. Depois vem o processo judicial, e então abrem o berreiro do jus esperniandi.
Não seria admissível sequer chamar outro comentarista deste espaço por tal desqualificativo de forma tão ostensiva. Não estamos em Cuba.
Caro Professor Armando do Prado (Professor),
Embora não estejamos propriamente em Cuba, certo é que, infelizmente, vez ou outra topamos novamente com policiamentos gratuitos e despropositados...
Mas isto certamente não o atingirá, haja vista sua heróica história de luta vivida durante toda sua vida contra todo tipo de perseguição, covardia ou coisas do gênero.
Parabéns e um grande abraço.
Camo amigo Mauro autóctone:
Não seja injusto! Ao contrário de mim, o Reinaldo Azevedo é um verdadeiro "gentleman", um lorde, coisa a qual até o "performático" Gerald Thomas, com quem andou tendo uma controvérsia bastante ácida, reconheceu num post do seu "blog", após um encontro pessoal entre ambos.
Um abraço do seu também "autóctenissimo" amigo.
Caro amigo Sunda:
Vou pesquisar para você, mas creio que, somente em edições portuguesas.
Um abraço.
Ôps, uma vírgula a mais no comentário abaixo. Dedo "nervoso".
Caramba! Além do "camo" amigo, "autocteníssmo" saiu com o acento no lugar errado. Desculpem-me.
Puxa! gostaria muito de conhecer esta heróica "história de luta vivida durante toda sua vida contra todo tipo de perseguição, covardia ou coisas do gênero" do nosso caro "fessô" PeTralha mistificador, fujão, borra-cuecas, anti-clerical, abortista, mentiroso, infantil e escrôto (ufa!) pois um dos apônimos do seu longo e justamente conquistado galardão ("mentiroso"), se refere à sua negativa em justificar uma declaração sua, neste democrático espaço, de que faria jus à uma indenização também, por "perseguição", no combate à "ditadura".
Se faltou compostura, foi de ambas as partes. O presidente Lula realmente extravasou em seus comentários virulentos acerca da suposta manifestação do ministro.
Todavia, não é de hoje que o tal ministro do voto vencido se mete em camisa de sete varas, por conta de sua verborragia, sempre, claro, "em tese"...
Pergunto: Por que será que o ministros mais prudentes, como o Celso de Mello, Eros Grau, ou mesmo a Ellen Gracie não vivem trocando farpas com o governo? Nem o juiz Gerardo Grossi, do TSE. Apenas o sr. Marco Aurélio. Se este pode falar o que quiser, também os demais podem... Aí, já pensaram a balbúrdia que seria esse país, com juízes falando pelos cotovelos?
Por transgredir um preceito-paradigma da prestação jurisdicional: O de que juiz deve falar é nos autos, ou então em roda de muito amigos - o sr Marco Aurélio acaba flertando com a imparcialidade, o que se assevera demais arriscado, além de desastroso para com a convivência harmônica entre os poderes.
É caro Comentarista, temos Catões censores gratuítos por aqui, mas, enquanto a caravana passa...
Mas, temos, também, o Consultor (?) que até no nome mostra sua posição política: fundamentalista neoliberal, além de seguidor do ex-nazista Ratzinger. É um bobo alegre que não se deve levar a sério, pois quem vive citando "tio" Reinaldo, não passa de bobão mesmo.
O Consultor citado é a própria cavalgadura, que eu comentada anteriormente: grosso como índio velho.
É verdade, caro "fessô", de vez em quando sou obrigado a dar uns "catões" nos PeTralhas que pululam neste democrático espaço com as suas "dualéticas" pró-quadrilha que nos infesta e que procuram inverter completamente as coisas.
Bobo alegre por bobo alegre, que tal entrar um pouquinho no mérito das coisas que o "tio" Reinaldo diz, "fessô", ao invés de ficar impugnando-o liminarmente, com rótulos bobinhos, hein?
Passar bem (de verdade), "fessô" PeTralha.
Um abração, caro Hammer.
Concordo com os amigos Sunda, Mr. Smith e Hammer.
Agora, o "führer de Garanhuns" foi demais!!! Estou rolando de rir até agora... hahahahaha... muito criativo!
Essa vou até repassar!!!
Abraços.
Este é o Brasil, tão carente de gente pública de quilate como é prenhe de pseudo-estadistas cuja (diminuta) envergadura não os qualifica para comandar nem Forte Apache.
É impressionante como certas pessoas apontam o cisco no olho dos outros, mas não enchergam ou não querem enchengar a trave que está bem adiante do próprio. Usam da mesma grosseria para criticar a grosseria dos outros.
O Brasil precisa libertar-se com urgência deste dualismo ideológico entre tucanos e petistas que vivem se engalfinhado (como está acontecendo aqui no Conjur), mas são farinha do mesmo saco. Brigam porque não se conformam por serem tão iguais.
Caro Professor Armando do Prado,
A caravana passa, os covardes continuam apoiando o totalitarismo (por meda ou qualquer outro subterfúgio do gênero), mas o fato - contra o qual não há argumento - é o seguinte:
O Sapo Barbudo, iletrado e alcoólatra por natureza, deu um "piteco" público no primo do Collor (herói do Caciolla e de muitos outros por aqui), sem direito a réplica.
Falou o que quis, ouviu o que não quis (mas que há tempo merecia) e foi obrigado a se calar.
A ordem, de fato, foi restabelecida...
Um abraço.
E o piteco foi tão "ardido" que o Sapão fez seu interlocutor perder até o rumo de Alagoas...
Ah, amigo Mauro, não se preocupe.
De minha parte, estou na boa. O "fessô" e outros comentadores PeTralhas por aqui são meus velhos conhecidos.
Mas nem por isso "farinha do mesmo saco" como quis a sua relativista e gentil opinião.
Até porque, é como dizia minha santa avózinha: "uns gostam dos olhos, outros da ramela".
Por favor, não nos confunda.
Ah, e não sou tucano também, esse bando de emplumados emasculados que somente servem para aplainar o terreno para o PeTismo e o PeTralhismo.
Um abraço.
Está vendo, amigo Mauro?
Pelos comentários do comentador abaixo, quem está precisando se enxergar?
Outro abraço.
De fato, "covardes apoiando o totalitarismo" os vemos todos os dias em ação: infiltrados nas redações, posando de "isentos" comentaristas políticos da Globo para em seguida correrem para o Ministério da Propaganda (heil, Goebbels!) do Abortista/Excomungado sem-dedo, nos blogs elegíacos à quadrilah no poder, etc.
E até em espaços democráticos como o Conjur!
"Puis é", como dia Nhô Morais.
Como disse o Presidente os três Poderes são independentes e deveriam ser harmônicos entre si, respeitando a função precípua de cada um. No entanto, algumas vezes isso não ocorre, o que vemos é um Poder excedendo os limites de sua competência e interferindo, não raro, na de outro Poder. Acho que o Presidente quis dar um conselho, ao lembrar da competência (função precípua) de cada Poder, quem sabe até mesmo quanto ao poder regulamentar.
Não podemos esquecer que o cidadão e contribuinte NÃO elege magistrados. Por outro lado, a igualdade de Poderes inserida na CF/88, não passa de uma sissômica hipocrisia. Ora, os representante do legislativo e do executivo são eleitos pelo cidadão e, portanto, são passíveis de cassação no exercício do cargo, se porventura cometerem alguma ilegalidade, no outro lado, os magistrados que cometem absurdos, o jaez corporativismo os livra de todas as ameaças de punição e o que acontece? São aposentados compulsoriamente,e vão para casa numa boa. Pergunta-se: existe seriedade nessa artimanha? Por fim, que o PJ deixe o presidente Lula trabalhar em paz para o bem do país.
Totalmente infelizes os comentarios a respeito da fala do Ministro Marco Aurelio. Nao ha burrice alguma em se afirmar que os juizes so podem falar nos autos, porque se trata de materia normatizada pele Lei Organica da Magistratura (art. 34, III). Quando o Ministro, na qualidade de presidente do Tribunal Superior de Justica fez a declaracao a Folha de Sao Paulo, sinalizou a oposicao a guarida favoravel a acao contra o programa territorios da cidadania. Nao existe orgao de grande imprensa favoravel a Lula. As elites jamais aceitarao a ascensao de alguem que nao saiu de seus quadros. Quem ja fez jornal (eu o fiz) e salsicha, le os primeiros com ressalvas e nao come o produto alemao que, segundo os franceses, so Deus e os alemaes e que sabem qul o recheio. O Min. Marco Aurelio concedeu liminar em habeas corpus a Cacciola e o italiano fugiu, porque nao houve a cautela de se apreender o passaporte do réu. Ninguem criticou, porque, esta sim, e uma farsa, decisao judicial nao se contesta.
Antonio Ribeiro - advogado, escritor e jornalista nas horas vagas.
Tem gente que só ouve o que quer...
Pessoas de bem não elogiam as FARCS ou criam confronto racial dentro da espécie humana.
Simples e direto.
O articulista do Conjur deveria ler mais a revista que dirige. Explico: na edição de 29.02 lí o seguinte trecho na reportagem de Daniel Roncaglia aqui no Conjur, não na FSP:
"Apesar de não citar nomes, o ataque de Lula tinha um alvo: o ministro Marco Aurélio, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que recentemente criticou o aumento do valor do programa Bolsa Família em ano de eleições.
Então, a menos que o Conjur, a exemplo da Folha, esteja extrapolando as declarações do Ministro, fica claro que Marco Aurélio de Mello realmente criticou o aumento do valor do programa Bolsa Família em ano de eleições. Se é isso temos um problemão. É que no Brasil nós temos eleições em anos alternados. Então, ano sim ano não, estamos em ano eleitoral. E aí? O País tem que parar? O governo não pode administrar?
O articulista lança a acusação, mas não cita elementos capazes de convencer que um aumento do valor do programa Bolsa Família é: "usar da máquina pública para subornar eleitores com agrados e favores que desequilibram a disputa." ou que "A intenção do presidente, desta vez, é dar um dinheirinho para a porção mais pobre da população (R$ 11,3 bilhões) a poucos meses das eleições municipais." E se fosse assim, não seria errado, da mesma forma, em ano não eleitoral? Certamente, o jornalismo brasileiro carece de profissionalismo. E não é só na Folha. No Conjur também.
Em tempo: não acreditem no Richard Smith! Ele é tucano sim!
Coisa nenhuma, camarada! O meu biquinho é singelo e as minhas penas são branquinhas.
Então você é um tucano albino. Mas é tucano!
O que eu tenho a dizer sobre este assunto, que se cumpra a lei; o que é lamentável é o nosso Presidente Lulla explorar a mídia numa vão tentativa de estar acima da lei, o que é normal de sua parte!
Infelizmente tanto FHC como Lulla só pensam em se locupletar, tudo farinha do mesmo saco, se não vejamos sobre os cartões corporativos. Saiu uma matéria sobre o assunto no site Alerta Total sobre os gastos do Lulla:
A CPI dos Cartões deixará de investigar por que um assessor de Lula fez dois saques elevados, em dinheiro vivo, entre os dias 24 e 28 de janeiro de 2007, durante a participação do presidente no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A primeira retirada foi no valor de US$ 30 mil dólares cash. Antes de retornar da viagem, ocorreu outro saque em espécie no valor de US$ 79 mil dólares.
O saque com o cartão BB Visanet ficou registrado no banco suíço com o número 39C985. Mas isto não interessa à CPI e nem por que e como o dinheiro foi gasto pela equipe presidencial. Acompanharam Lula nesta viagem a Davos os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Outro gasto com cartão no exterior que a equipe de Lula teria dificuldades de justificar numa CPI se refere aos US$ 123 mil dólares sacados no Chemical Bank, em Nova York, em 25 de setembro de 2007, quando Lula discursou na abertura da 62ª Assembléia Geral das Nações Unidas. O saque é estranho porque nem a despesa de viagem é bancada pelo Brasil. Quem paga é a ONU. Pior ainda seria justificar a compra de uma jóia durante esta viagem aos EUA.
Na seleta joalheria Cartier, na 5ª Avenida, em Nova York, foi comprado um relógio masculino Santos Dummont pela bagatela de US$ 16 mil dólares. Claro, pago com o cartão de crédito da Presidência. A jóia é extra-fina, de ouro, com placas de platina e correia de cromo de crodilo. Curiosamente, a compra foi registrada 22h 30min (hora de NY). Neste horário, são comuns as compras feitas a portas fechadas a clientes VIPs, por motivos de segurança. No caso brasileiro, de Segurança Nacional capaz de justificar este e outros gastos estranhos nos cartões.
Depois disso, se existe alguém que queira apoiar esse nosso presidente Lulla é pq também quer mamar nas tetas dos cofres públicos!!
O gringo não é psdebista, mas no afã da defesa do tucanato não percebeu que eu me referia aos partidos políticos e não aos comentadores do Conjur que porventura sejam psdebistas ou petistas.
O gringo Richard e todo o seu ingênuo dogmatismo é tucano sim. Agora, quando a questão é jornalismo, aí gentilmente eu digo que "o buraco é mais embaixo". Não reclamem nem critiquem o Diogo Mainardi e nem o Reinaldo Azevedo, pois o gringo os defende com um ímpeto de amante desprezado. Se tirarem um raio-x dos sacos deles o gringo aparece nos dois, mas eu, sinceramente, acho, gringo, que está mais do que na hora de você fazer a sua escolha, pois se eles se separarem você não vai conseguir se esticar tanto.
Abraços a você.
Tomara que da fricção entre os dois titãs não saim faíscas. Não seria bom para nenhum brasileiro. O chão pátrio está coberto de pólvora de base dupla.
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