Não existe o documento judicial que convoca o jogador Ricardo Izecson Santos Leite, o Kaká, a prestar esclarecimentos sobre suas relações com Estevam Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, líderes da igreja Renascer em Cristo. A informação consta do processo contra o casal que corre na 1ª Vara Criminal de São Paulo.
A informação foi expedida pela Justiça depois que o advogado do casal, Luiz Flávio Borges D´Urso, pediu esclarecimentos sobre caso em razão de reportagem publicada pela revista CartaCapital em 15 de janeiro de 2008, sob o título de Fé, Família e Dinheiro. O texto da semanal afirmou que o promotor paulista Marcelo Mendroni, em ofício enviado à Justiça de Milão, na Itália, queria que o jogador esclarecesse quais eram suas relações com o casal que comanda a igreja Renascer.
CartaCapital publicou cópia fotográfica do pedido de oitiva de Kaká que teria sido enviado à Justiça italiana. A revista confirma que o ofício foi enviado à Itália. E afirmou, em nota publicada nesta sexta-feira (7/3), que obteve a confirmação do Ministério da Justiça de que o documento publicado é verdadeiro e foi encaminhado ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério pelo promotor Marcelo Mendroni (leia a nota abaixo).
O Judiciário paulista diz que o documento não existe. À Justiça, o promotor Mendroni disse que “o que não está nos autos, não está no mundo”. Trocando em miúdos, afirmou que não fez o pedido que a revista publicou. O juiz da 1ª Vara Criminal de São Paulo, em despacho, escreveu: “por parte do Juízo, em momento algum se determinou ou se expediu ofício à Justiça italiana para intimação da mencionada testemunha”.
Segundo o jornalista Paolo Manzo, autor da reportagem publicada por CartaCapital, “o promotor Mendroni confirmou a existência do ofício e disse que ele seria encaminhado pela segunda vez à Justiça italiana, porque da primeira vez o documento voltou por um erro formal”. Ele garante que esteve com o promotor, que confirmou a autenticidade do documento. E que Mendroni assinou o pedido de oitiva. A direção da revista também afirmou que a acusação de que o documento que publicou é falso é uma evidente "tentativa de intimidação".
Marcelo Mendroni foi procurado pela revista Consultor Jurídico para falar sobre o episódio, mas não foi encontrado e não retornou às ligações.
Defesa da Renascer
Depois que a reportagem da semanal foi publicada, D´Urso oficiou o juiz do caso e o promotor, para que esclarecessem a suposta intimação feita ao jogador. O juiz negou ter enviado qualquer documento à Justiça italiana. O promotor de Justiça Marcelo Mendroni também negou o envio do documento.
D´Urso diz que pediu que os fatos sejam investigados. “Tudo o que foi noticiado não tem qualquer fundamento. Não existe. Por conta disso, vamos tomar todas as providências cabíveis contra quem de direito, já que foi causado enorme constrangimento para o casal Hernandes e obviamente para o próprio Kaká”, disse o advogado à reportagem da revista ConJur.
Líderes da igreja Renascer em Cristo, que tem 2 milhões de seguidores e 1,2 mil templos, Sônia e Estevam Hernandes cumprem pena de dez meses de prisão nos Estados Unidos por entrarem irregularmente com US$ 56 mil no país. No Brasil, os dois são processados por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato.
A reportagem
A reportagem Fé, Família e Dinheiro, assinada por Paolo Manzo, (clique aqui para ler) foi publicada em janeirodepois de o jogador receber o título de melhor do mundo e doar à igreja o troféu que ganhou.
O texto descrevia que o apoio pessoal do jogador Kaká à família Hernandes tinha despertado o interesse da Justiça brasileira. Por isso, o promotor de Justiça Marcelo Mendroni teria mandado um ofício para a Justiça italiana, pedindo que Kaká prestasse depoimento como testemunha e esclarecesse qual grau de amizade e que relação tinha com Estevam e Sônia Hernandes. O texto ainda dava conta de que a opção religiosa de Kaká sempre teria sido malvista pela sua sogra, Rosangela Lyra.
A reportagem repercutiu amplamente dentro e fora do país. A Igreja Renascer e a assessoria de imprensa do jogador Kaká desmentiram as informações e disseram que não foram procurados pela revista para comentar o ocorrido. CartaCapital disse que todas as informações da reportagem foram checadas e apuradas com outras fontes. “Se você tivesse um documento importante e oficial como a petição de um promotor para investigar as relações de Kaká com a Renascer, você o entrevistaria antes?”, justificou na ocasião o autor do texto, o jornalista Paolo Manzo.
A revista afirmou que usou informações do promotor Marcelo Mendroni e outras de domínio público, apuradas pela Folha de S.Paulo e pelo jornal italiano La Gazetta dello Sport. No site da CartaCapital, o repórter disse que seu único engano foi atribuir o cargo de juiz ao promotor Marcelo Mendroni. “Tudo que escrevi é autêntico”, disse. Em seu site, a revista também publicou: “CartaCapital faz questão de acentuar que o promotor, embora não desminta a autenticidade do documento publicado há duas semanas, não foi fonte da revista, não procurou a imprensa e não deu entrevistas sobre o assunto a quem quer que seja.” Em entrevista ao Comunique-se, o repórter explicou sua posição: “Jamais falei na publicação que entrevistei Rosangela Lyra, Kaká ou membros da Renascer. Eu não tenho que entrevistar Kaká”.
Leia a nota da divulgada pela CartaCapital
Os representantes da Igreja Renascer, cujos fundadores cumprem pena de prisão nos Estados Unidos, iniciaram uma nova ofensiva para tentar desqualificar a reportagem de capa de CartaCapital da edição 478, de 16 de janeiro de 2008.
O texto, do jornalista Paolo Manzo, revelava o interesse do promotor Marcelo Mendroni, do Ministério Público de São Paulo, de entender as relações do jogador de futebol Kaká com a Igreja.
Os advogados e a assessoria do apóstolo Hernandes e da bispa Sônia, que enfrentam vários processos no Brasil, acusaram CartaCapital de basear-se em documentos falsos, em evidente tentativa de intimidação.
A revista obteve a seguinte confirmação do Ministério da Justiça: o documento publicado na edição 478 é verdadeiro e foi encaminhado ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério pelo promotor Marcelo Mendroni.
Uma primeira versão dos documentos com as perguntas de Kaká foi remetida em setembro do ano passado, mas em português. O ministério solicitou ao MP a tradução para o italiano. Feitas as correções, o material foi reenviado em fevereiro último. Como não havia nenhum obstáculo, o Ministério da Justiça já enviou as questões à Itália. Ou seja, a qualquer momento, Kaká pode ser chamado a responder às perguntas.
CartaCapital, diante dos fatos, irá tomar as medidas cabíveis contra quem a acusa de mentir e dar guarida a documentos falsos.
Notícia alterada às 18h dessa sexta-feira para acréscimo de informações.
Que figurinha carimbada, esse Kaká!
onde está o nosso conselho do ministério publico ? não se manifestará sobre nada disso ?
é um absurdo!
promotor mentindo ? coisa bonita ein Sr. Mendroni !
Nossa, é mentira para encobrir mentira, que bagunça faz este promotor.
Viaja para Itália a custa dos cofres públicos, persegue gente de projeção midiática para obter notoriedade, convoca coletiva de imprensa para falar de processos em segredo de justiça e agora afirma não ter enviado documento fornecido a mídia que somente ele poderia ter assinado?
E o conselho do MP não faz nada.
É o pais da pizza e ela esta se espalhando para o Ministério Publico.
Ihhhhhhhhhhhhh.... era só brincadeirinha ??
Deixando a chacota de lado, aos criminalistas, teria ele também feito uso e divulgação de falsicação de documento público?
Acredito que teremos novidades sobre o assunto.
Abs.
Será que a verdadeira intenção do Sr. Promotor era mais uma vez passear pela Itália às custas do MP, como já o fez em outra oportunidade.
Por que tanto espanto? Essa é só uma das infindáveis sacanagenzinhas que fazem por aí. É o MP do próximo milênio. Punição? Quê nada, esses é que são bons!
Com esta discussão, é deixado de lado o ponto central do processo: o enriquecimento rápido, vertiginoso e sem explicação, da FORTUNA (maiúscula) daqueles que vivem às custas dos fiéis.
E os réus, presos nos EUA torcem para que a imprensa fique falando do KAKÁ.
São declarações como essa ( além dos dizimistas, do nível do Kaká e outras celebridades ) , que deixam a "renascer" mais rica ! ! !
O Dr. D'Urso não quer saber quem vai pagar. -
Para ele, tanto faz que seja o promotor ou a "revista" ! ! !
Que lambança, hein sr. Promotor.... O Conselho Nacional o Ministério Público deve fazer valer sua função institucional.
Realmente, D. Procurador, pode ter acontecido do Promotor ter "deferido" a oitiva do Kaká. Tanto que, a reportagem chama o D. Promotor "por engano?" de Juiz.
"No site da CartaCapital, o repórter disse que seu único engano foi atribuir o cargo de juiz ao promotor Marcelo Mendroni."
A discussão é a veracidade ou não do documento, não sua forma. Eis que, se verdadeiro for e o processo tem
segredo de justiça decretada, como fica?
Abs.
É impressionante a rabujice de alguns jornalistas contra o Kaká, pelo simples fato de o mesmo ser exatamente o contrário daquilo que se espera de alguém rico, bonito e famoso. Como ele não é devasso (é fiel, tendo inclusive casado virgem), não cria escândalos, não se envolve com drogas, mulheres famosas, badalações etc. (na verdade, ele despreza tudo isso, demonstrando uma maturidade impressionante para quem tem a sua idade e a sua posição social-financeira - e isso deve irritar ainda mais alguns), tentam pegar no pé do rapaz por causa da sua fé. Como pode uma profissional do jornalismo dar à reporagem esse título "FÉ CEGA", insinuação que viola uma regra básica do jornalismo, de respeito a todas as crenças (e o pior é que o texto nada tem a ver com fé). Juca Kfouri é outro que, a julgar pela defesa que faz do promotor que quer investigar o atleta, provavelmente preferia um Kaká rebelde, traçador de todas as beldades que lhe atravessasem o caminho, causador de escândalos - a um dizimista da Igreja Renascer. É difícil para estas pessoas entenderem ser possível, a pobres ou ricos, ter uma vida de retidão e sinceridade perante Deus. Kaká poderia ter tudo isso o que estes imaginam ser a "felicidade" desta vida. Pela Graça de Deus, porém, Ele escolheu a melhor parte. PS: Não sou da Renascer e, apesar de evangélico, não compartilho de boa parte de seus métodos e doutrinas.
Estamos cercados de um noticiário tendencioso, mentiroso, mas ainda acredito na Justiça Brasileira que tratará este assunto com seriedade, provando a mentira da reportagem Carta Capital.
A utilização de documentos falso por parte da revista não é de surpreender. Pois todos se lembram da ação de uma famosa emissora de TV na Campanha do Ex-presidente Fernando Collor de Melo.
A Justiça brasileira com este episódio colocará um fim nas manobras abusivas destas revistas.
Parabéns pela matéria contra essa babariedade, essa perseguição religiosa em nosso país para vendas de exemplares.
Abs.
Ora, ora, a coisa se transforma em caso de Polícia. Promotor fazendo coisas fora do Judiciário, depois negando e imprensa publicando : legítimo "saco-de-gatos". Prezado Presidente D'Urso : vamos apurar como se deve ???
acdinamarco@aasp.org.br
QUER DIZER QUE A CASA DO PROMOTOR ESTÁ CAINDO.
SERÁ QUE A REVISTA CARTA CAPITAL DIVIDIU OS LUCROS DAS REVISTAS VENDIDAS COM O PROMOTOR?
TUDO ISSO É UMA POUCA VERGONHA.
ESSE PROMOTOR DEVIA SUMIR LOGO DO BRASIL PORQUE AQUI JÁ NÃO TEM MAIS CREDIBILIDADE ALGUMA.
PROMOTOR, ADMITA, VOCÊ MEXEU COM O POVO ERRADO.
A JUSTIÇA DE DEUS ESTÁ SE MANIFESTANDO NA SUA VIDA E TAMBÉMNOS ÓRGÃOS DESSA IMPRENSA PODRE QUE TEM NO BRASIL.
AGORA É MAIS UMA REVISTA QUE JAMAIS VOU COMPRAR E QUE VOU INDICAR A TODOS CONHECIDOS QUE TAMBÉM NÃO ADQUIRAM, ASSIM COMO OUTRAS QUE NÃO TEM A MÍNIMA CREDIBILIDADE.E SÓ PRA COMPLEMENTAR, A REDE GLOBO ESTÁ AFUNDANDO.
CAIU, A BABILÔNIA CAIU!!!!!!!!!!!!!
DEUS É FIEL
Este promotor num fala nada com nada, é um mentiroso
Realmente, caso de polícia. Mas, segundo a Conjur de 5/12, ainda está com o MP: http://www.conjur.com.br/static/text/72374,1
Conselho Superior do Ministério Público vai decidir se abre ou não uma ação de improbidade administrativa contra o promotor criminal Marcelo Mendroni. Por enquanto, há três votos a favor da abertura da ação. Apenas o procurador-geral, Fernando Grella, decidiu pelo arquivamento do caso. Ao todo, dez votos serão proferidos.
Tudo começou porque o promotor foi liberado para fazer uma pós-graduação, na Itália, mas desistiu posteriormente sem avisar seus superiores e ficou naquele país. Ele havia pedido seis meses de licença remunerada para fazer pós-doutorado na Universidade de Bologna. O Conselho Superior do Ministério Público aprovou o pedido. Quando chegou lá, desistiu de se matricular porque o curso inteiro só acabaria em 14 meses e ele só tinha seis meses para estudar. Ninguém foi informado da sua decisão e, assim, continuou recebendo o seu salário de R$ 22 mil.
Quando voltou da Itália, Mendroni apresentou um relatório que foi considerado insuficiente pelo Conselho. Ele participou como ouvinte de algumas aulas do curso, viu palestras, seminários e fez muitas pesquisas. O objetivo, na verdade, era escrever um livro que pretende publicar em breve.
E, como temos direito à informação, já que a imprensa não fala mais no caso desde maio, alguém sabe como andam as investigações, no MP, sobre o envolvimento com lavagem de dinheiro, do promotor de justiça de Taubaté, LUIZ MARCELO NEGRINI DE OLIVEIRA MATTOS? Aquele que tinha 14 carros em seu nome, comprados de um sujeito, que ele assume ser seu amigo e de vários juízes e promotores da comarca e que era investigado pela polícia em Taboão da Serra?
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