A Anistia Internacional, entidade de direitos humanos do mundo, divulga nesta sexta-feira (14/3) sua maior investigação sobre o programa de detenções secretas de suspeitos de terrorismo. As prisões são feitas pela CIA, a central de inteligência dos Estados Unidos. O programa foi retomado, em junho de 2007, pelo presidente George W. Bush (Clique aqui para ler a íntegra do relatório em inglês).
Os detalhes das operações da CIA foram dados com exclusividade para a Anistia pelo detento Khaled Abdu Ahmed Saleh al-Maqtari, natural do Iêmen. Ele tem 31 anos de idade. Inicialmente tido como um preso “fantasma” (sem registro) na cadeia de Abu Ghraib, no Iraque, ele foi transferido, sob custódia da CIA, para o Afeganistão. Desde então, peregrinou por várias cadeias desconhecidas, em todo o mundo, por dois anos e meio. Tudo isso sem ter os registros de suas passagens pelos locais e sem que seu paradeiro fosse conhecido. Khaled Abdu sustenta que foi submetido a sessões de tortura.
Ele foi detido em Fallujah, no Iraque, em janeiro de 2004, por soldados americanos juntamente com outros 60 suspeitos de terrorismo, segundo o relatório. Khaled Abdu afirma que foi espancado, impedido de dormir, suspenso por cordas para que seu sono fosse impossibilitado, intimidado por cães e induzido à hipotermia. “Numa ocasião, após ter sido espancado num pequeno quarto, fui forçado ficar nu defronte a um ar condicionado potente, sendo obrigado a segurar com uma das mãos um recipiente cheio de água. Também fui dependurado de ponta-cabeça, com as mãos algemadas para trás, e mergulhado num poço de água, nesta condição”.
Após sair do Iraque, ele sustenta ter sido mantido por três meses numa central de tortura da CIA, no Afeganistão. “Lá havia luzes e efeitos sonoros, diuturnamente, empregados como forma de tortura”, diz. Juntamente com ele, segundo os dados, foram torturados Majid Khan, tido como o principal preso mantido pelos EUA na Base Naval de Guantánamo, em Cuba.
“Também fiquei preso numa central secreta da CIA na Europa Oriental, por 28 meses, antes que voltasse ao Iêmen em maio de 2007”, afirma ele.
Reação
O relatório da Anistia Internacional vem à tona exatamente uma semana depois de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter vetado legislação aprovada pelo Congresso que proibiria a CIA de simular afogamento e outras técnicas controversas de interrogatório. Os legisladores americanos inseriram a medida contra a tortura em uma lei mais ampla sobre o que seria permitido nas atividades da inteligência americana.
“Como o perigo continua, nós temos que assegurar aos nossos funcionários da inteligência todas as ferramentas que eles precisem para conter os terroristas”, disse Bush em uma rádio. Segundo ele, a legislação “iria reduzir essas ferramentas vitais”. A Câmara dos Deputados aprovou a legislação contra a tortura em dezembro. O Senado confirmou a lei, em fevereiro, apesar dos avisos da Casa Branca de que ela seria vetada.
O diretor da CIA, Michael Hayden, disse no mês passado ao Congresso que interrogadores do governo simularam afogamento em três suspeitos capturados depois dos ataques de 11 de setembro. O presidente do Comitê de Inteligência no Congresso, Silvestre Reyes, tentou enquadrar a votação como um referendo dos direitos humanos. “Trata-se de tortura”, disse.
Os legisladores queriam que a CIA a utilizasse apenas os 19 métodos de interrogatório aprovados no manual do Exército. O guia proíbe a utilização de simulação de afogamento. Mas o governo vetou esse desejo.
O começo
Todas essas ações de Bush se baseiam no chamado Patriotic Act, um pacote legislativo gerado pelo temor aos terroristas, 45 dias após o 11 de setembro sem nenhuma consulta à população. O significado da expressão Patriotic — Provide Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism — explica a intenção do governo Bush: gerar ferramentas necessárias para interceptar e obstruir atos de terrorismo.
Para manter essas centrais de inteligência, inclusive as prisões secretas mundo afora, o governo dos EUA gastou US$ 43,5 bilhões no ano de 2007. O dado consta de documento tornado público, na noite de terça-feira (30/10), pelo diretor nacional de inteligência do país, Mike McConnell.
O orçamento da espionagem americana é mais de duas mil vezes maior do que o orçamento da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. Seu orçamento, em 2007, ficou na casa dos R$ 40 milhões.

É um exemplo oportuno para os ditadorzinhos. Basta copiarem, ipsis litteris, o "patriotic act" e transformarem-no em lei em seus países. Se a ONU reclamar, é só invocar o exemplo da maior democracia do mundo.
Mas e as torturas nos cárceres do "Coma Andante", fidel castro e as procedidas há anos contra 700 reféns pelas FARC, nada?!
Hum!
EUA reservam US$ 5 bilhões para a ajuda ao desenvolvimento da África. US$ 5 bilhões cobrem apenas 10 dias de guerra no Iraque. O valor gasto na guerra – US$ 3 trilhões – financiariam 8 milhões de moradias ou custeariam 15 milhões de professores, o atendimento de 530 milhões de crianças, bolsas de estudos para 43 milhões de estudantes ou 50 anos de Previdência Social para a população americana (Joseph Stiglitz e Linda Bilmes).
É indiscutível que a religião – alienante, identificadora e agregante – foi sempre uma das principais causas dos conflitos armados e do terrorismo no mundo e em todos os tempos: Meio Oriente, Bálcãs, Afeganistão, Paquistão, Iraque (sunitas x xiitas x cristãos), Irlanda etc.
A educação - pela ciência primordialmente – é a melhor forma de se combater a ignorância religiosa e as suas conseqüências.
Não há dúvida que se os povos ditos civilizados investissem na educação (própria e dos países do 3º mundo), teríamos um mundo melhor.
É... na opinião de "sábios", a religião é a causa dos "pobrema" do mundo!
Abaixo a religião! Vivam os "libertadores" do Homem, como lênin, stálin, mao, pol pot, fidel, hoxha e outros.
Pena que para libertar e criar o "Homem Novo", tenham que matar uns 200 milhõezinhos do "homem velho"!
É o método "científico", testado e aprovado!
Arre!
Engraçado, e se o famigerado 11 de setembro tivesse ocorrido no Brasil, seriam essas as mesmas reações? Basta de estulta hipocrisia, o conceito de antiamericanismo não leva a nada, ou por acaso não é verdade que dependemos da economia americana para sobrevivermos? Ao inferno conceitos estúpidos e alienados. Só faltam dizer que o "Bin Laden" é a terapia para os males "americanos", enquanto isso, vivemos em outro mundo, qual seja, em um país justo - justíssimo! -, sem concentração de renda, sem prostituição infantil, sem violência urbana...
É...
O Tio Sam continua com seus fãs...
E alguns ainda o defendem como a "maior democracia e economia" do mundo...
Sem comentários...
nilo filho (Criminal 14/03/2008 - 15:20
"EUA reservam US$ 5 bilhões para a ajuda ao desenvolvimento da África. US$ 5 bilhões cobrem apenas 10 dias de guerra no Iraque. O valor gasto na guerra – US$ 3 trilhões – financiariam 8 milhões de moradias ou custeariam 15 milhões de professores, o atendimento de 530 milhões de crianças, bolsas de estudos para 43 milhões de estudantes ou 50 anos de Previdência Social para a população americana (Joseph Stiglitz e Linda Bilmes).
É indiscutível que a religião – alienante, identificadora e agregante – foi sempre uma das principais causas dos conflitos armados e do terrorismo no mundo e em todos os tempos: Meio Oriente, Bálcãs, Afeganistão, Paquistão, Iraque (sunitas x xiitas x cristãos), Irlanda etc.
A educação - pela ciência primordialmente – é a melhor forma de se combater a ignorância religiosa e as suas conseqüências.
Não há dúvida que se os povos ditos civilizados investissem na educação (própria e dos países do 3º mundo), teríamos um mundo melhor."
Tem que ser repetido (um dia, quem sabe, alguém escuta).
Bem, se não são a maior democracia e economia do mundo, que o seria?
Certamente não a pobre Venezuela do "beiçola" e muito menos a "Ilha-Paraíso" (que muitos louvam mas não querem ir morar lá!) do "coma-Andante", não?
E apenas para que conste: detesto muitas das coisas americanas, fruto da cascuda ignorância "olho no próprio umbigo" e da conseqüente prepotência.
"Quem" o seria e não "que".
Repetindo, então:
Na opinião de "sábios", a religião é a causa dos "pobrema" do mundo!
Abaixo a religião! Vivam os "libertadores" do Homem, como lênin, stálin, mao, pol pot, fidel, hoxha e outros.
Pena que para libertar e criar o "Homem Novo", tenham que matar uns 200 milhõezinhos do "homem velho"!
É o método "científico", testado e aprovado!
Arre!
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