Veja é condenada a pagar indenização a Eduardo Jorge

O ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Jorge Caldas Pereira, ganhou mais um processo contra a imprensa. A revista Veja foi condenada a pagar indenização de R$ 150 mil por danos morais e publicar a decisão, de 20 páginas. Ainda cabe recurso.

A condenação foi decidida em votação unânime na tarde desta terça-feira (18/3) pela 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça — formada pelos ministros Aldir Passarinho Junior, Fernando Gonçalves, Massami Uyeda e João Otávio de Noronha. “Fico muito satisfeito de ter reconhecida a lisura da minha atuação. O Judiciário está reconhecendo tudo o que eu disse à imprensa, mas não me deram crédito. Agora estão arcando com seus atos”, afirmou Eduardo Jorge, comemorando a decisão.

Essa é a quarta condenação que ele consegue contra a imprensa. Eduardo Jorge já recebeu indenizações do jornal O Globo e Correio Braziliense. O jornal Folha de S. Paulo também foi condenado a pagar indenização e já depositou o dinheiro. A revista Isto É também foi condenada, mas tem recurso no STJ. Eduardo Jorge espera o resultado de outras duas ações, ainda sem decisão de primeira instância, contra o Jornal do Brasil, Correio de Minas. O ex-secretário processa também a União e os procuradores Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza, que o denunciaram. A luta de Eduardo Jorge tornou-se um paradigma.

Em todas as ações Eduardo Jorge argumenta que foi vítima de ataques infundados da imprensa. O ex-secretário-geral de FHC foi acusado pelo Ministério Público de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro na construção do prédio do Fórum Trabalhista de São Paulo, com o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. O juiz foi condenado, mas nada ficou provado contra Eduardo Jorge. Ele foi absolvido de todas as suposições feitas pelo MP e reverberadas pela imprensa. A ação contra a revista Veja foi referente a nove notícias publicadas entre 2000 e 2002, consideradas ofensivas.

Perseguição do MP

Além de processar a imprensa, Eduardo Jorge levou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a sua briga com os autores das acusações, os procuradores Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb. Ele sustentava que os procuradores promoveram uma verdadeira caça às bruxas contra ele e deveriam ser punidos. E foram.

Em maio do ano passado, o CNMP determinou a suspensão, por 45 dias, do procurador-regional da República Luiz Francisco de Souza e aplicou pena de censura ao seu colega Guilherme Schelb. Foi a primeira vez desde sua criação, há dois anos, que o CNMP puniu membros da categoria ao julgar o mérito de um processo disciplinar. No Conselho Superior do Ministério Público Federal, o mesmo caso contra Luiz Francisco e Schelb havia sido arquivado.

Eduardo Jorge acusou os procuradores de perseguição e de diversos ilícitos administrativos e criminais. Na representação encaminhada ao CNMP, ele sustentou que os procuradores utilizaram notícias jornalísticas como “indícios veementes” para acusá-lo perante a opinião pública e o Senado, violando seus direitos constitucionais. Ele também acusou Luiz Francisco e Schelb de vazar informações sigilosas para a imprensa, sobre a quebra de seus sigilos. Disse também que os procuradores passaram informações falsas à Receita Federal.

Maria Fernanda Erdelyi

é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Embira disse:
18 de março de 2008 às 22:10

Será que alguém “na história desse país”, para usar o bordão presidencial, já fez um pé-de-meia tão reforçado como Eduardo Jorge com ações contra a imprensa? Acho que ele deve ser o campeão. Só lendo o quadro “leia também”, aí acima, vemos que foram 200 mil do “O Globo”, mais 200 mil da Folha, com os 150 mil da Veja já dá R$ 550.000,00. A essas alturas, o melhor é amealhar mais. Se bem que já dá para construir uma mansão em Ibiúna, ao lado das propriedades do finado Sérgio Mota, do Serra e do guru FHC.

Luismar disse:
18 de março de 2008 às 23:33

A Veja não é tucana?

George Rumiatto disse:
19 de março de 2008 às 07:49

Meus caros, não importa quem seja, se foi alvo da metralhadora giratória da Imprensa sem razões para tanto, deve mesmo ser indenizado.

Essas decisões são importantes para que a Imprensa perceba que nãoé um Quarto Poder, sem controle nenhum.

Não estamos falando de censura, evidentemente. Mas a liberdade de imprensa tem seus limites. Publicam o que quiserem, desde que respondam pelos seus atos. Quem falta com a verdade e não pode provar o que diz deve ser punido, sim.

E os valores estão plausíveis, dentro do relevante contexto em que se inserem, e se tratando dos maiores veículos impressos do país.

olhovivo disse:
19 de março de 2008 às 08:03

A Veja e outros empresas do ramo embarcaram, cegamente, nas palavras do MPF. Participaram da festança e embriagaram-se. Agora chegou a conta e é hora de pagá-la.

Comentarista disse:
19 de março de 2008 às 08:27

Boa olhovivo (Outros),

A hora, de fato, chegou...

Armando do Prado disse:
19 de março de 2008 às 09:34

Essa imprensa da unanimidade - leu uma, leu todas - não pode continuar impunes achincalhando honras, seja de quem for. Só entendo que o valor é pequeno, pois o estrago foi grande e, para os Civitas, é trocado para uma festa. Nosso judiciário precisa começar a sopesar melhor, punindo proporcionalmente de acordo com as condições do infrator.

Wagner Gama disse:
19 de março de 2008 às 09:41

Entendo que o Ministério Público também tem o dever de indenizar, já que seus membros agiram dessa forma.

Issami disse:
19 de março de 2008 às 10:34

Ué, de acordo com alguns comentaristas que povoam este espaço, Veja não é "tucana"? Como pode ser condenada por falar mal do Eduardo Jorge, secretário do governo FHC?

ACUSO disse:
19 de março de 2008 às 11:12

Nota 10 para todas as condenações; faltando apenas a União ser condenada pelos atos de arrogancia dos seus pupilos lotados no MPF !

Fábio B. Cáceres disse:
19 de março de 2008 às 11:19

Engraçado!

Sou leitor assíduo do CONJUR, eis que no meu ver é um informativo de grande prestígio no meio jurídico.

Todavia, por vezes, fico chateado pela forma "capitalista" com que as notícias são divulgadas.

Porque o CONJUR não divulgou desta vez o nome dos advogados e escritório que defendem a revista "VEJA"?

Só há divulgação quando a revista ganha?

Este é o caráter mercantilista da notícia.

Luiz Fernando disse:
19 de março de 2008 às 11:45

No caso da perseguição do MPF, a União não tem que ser condenada. Eles, membros do MPF, devem arcar pessoalmente com os ônus decorrentes das suas trapalhadas. Sendo condenada a União, espera-se que algum membro equilibrado do MPF ajuize uma ação regressiva contra os garotos açodados, para que aprendam e conheçam os limites exatos da sua tarefa.

Robespierre disse:
19 de março de 2008 às 12:33

...bingo, Fábio Cáceres.

Robespierre disse:
19 de março de 2008 às 12:34

...não, Veja não é tucana, mas, fascista mesmo. Fascista e golpista.

Mauro disse:
19 de março de 2008 às 12:45

Parabéns. De vez em quando, muito raramente se faz justiça neste país em questões ligadas à imprensa.
Parabéns ao Eduardo Jorge que com coragem está tirando a limpo na justiça as injustiças cometidas pela imprensa, MPF etc.
Eduardo Jorge, imagino que você esteja acessando o Conjur para curtir o seu merecido sentimento de satisfação. Continue lutando. Vá até o fim. Acima de tudo você está lutando pela democracia.

Dogmático amigo Richard. Não chore por que a empresa dos seus queridos Reinaldinho e Dioguinho terem perdido essa. Eles estão se sentindo difamados por Luis Nassif e já o processaram, pois não se conformam com o fato de, em uma democracia tão "madura" como a brasileira, um veículo da imprensa receber críticas e acusações. Imagine!! Que absurdo!! Onde já se viu a imprensa virar notícia. É o fim da picada. Isso é coisa de terceiro mundo. É coisa de facistas como o Lula que com certeza deve estar por trás das acusações de Nassif, pois está por trás de tudo o que é ruim e corrupto deste país, inclusive da escravidão. E foi graças à Globo/Veja/Estdão/Folha/Isto É que aconteceu a abolição da escravatura.

gilberto disse:
19 de março de 2008 às 12:56

Engraçado, a impresa nacional critica tanto o Poder Judiciário pelo morosidade de suas decisões, mas beneficia-se dessa mesma morosidade! Procrastina até não dar mais, da mesma forma que fazem réus como Mafuf, Pitta, Lalaus da vida entre outros que eles tanto criticam!!!

Mauro disse:
19 de março de 2008 às 15:43

Nem tudo é festa. Apesar desta grande vitória da democracia brasileira que foi a condenação da Veja, de ontem para hoje o site Conversa Afiada foi tirado do ar. O contrato do IG com PHA foi sumariamente rompido e o motivo claramente é um só; ele criticava a imprensa e estava incomodando gente que sustenta essa nossa risível democracia profundamente marcada pelo monólogo e pelo monopólio dos grandes grupos de comunicação do país. O título de um de seus livros é: "Plim-plim: a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", e refere-se a atuação sórdida da Rede Globo nas eleições para o governo do Rio em 1982, apoiando um candidato da Ditadura Militar.
Agora, que encontra eco, só resta alguns poucos artigos e notícias do Conjur, isso se o Estadão não tirá-lo do ar... ou parar de noticiar as mazelas da imprensa brasileira.

Embira disse:
19 de março de 2008 às 18:12

Concordo professor Mauro: nem tudo é festa. O governo FHC conseguiu formar uma sólida base parlamentar que impediu a instalação de CPIs. O caso do fórum criminal da Barra Funda, que serviu de base para essa indenização, é um exemplo de maracutaia mal investigada. Tudo leva a crer que houve formação de quadrilha, mas, só o juiz Lalau foi mais severamente punido. Isso faz com que aumente o contingente de inocentados, que é algo um pouco diferente de inocentes. O mesmo se diga dos “prescritos”, que acabam sendo beneficiados pelo decurso de prazo.

Richard Smith disse:
19 de março de 2008 às 18:30

Caro amigo Mauro autóctone e não-dogmático:

Tá me estranhando, rapá?!

Embora respeite o rigor jornalistico da revista VEJA, não lhe sou muito simpático não.

Depois, apoio inteiramente Eduardo Jorge Caldas Pereira (esse é o seu nome) na sua épica saga (não existem outros nome melhores) contra o PeTralhismo que infesta o nosso tão lindo, quanto triste, País.

Primeiro, através de notícias plantadas por aquele nosferático procurador (que antes mais parecia o inspetor Javert de "os Miseráveis" e depois do advento do "ano zero" de nossa república, em 2.003, virou um mudo e manso cordeirinho) teve de responder a processos para provar a sua inocência;

Depois, PROVADA a inocência, partiu ele, como todo cidadão de bem deveria fazer contras os façanhudos procuradores "engajados" e contra os "monstros" da mídia, numa veradeira e denodada saga.

E vem colecionando sucesso a trás de sucesso. E com muita razão.

Veja-se aqui mesmo no CONJUR, a fundamentação remissiva de certas sentenças e verifiquem o absurdo que foi a ação da canalha "enragée" e ainda experimentem por-se no seu lugar.

Quanto À VEJA, amigo: "escreveu e não leu..."

Um abraço.

Richard Smith disse:
19 de março de 2008 às 18:38

Para se ver o nível de "intoxicação ideológica" só lendo alguns comentários interessantes:

"Não importa quem seja", disse George, ou seja, o camarada é "culpado" (ainda mais ideologicamente falando) mesmo que tenha sido provada a improcedência das acusações contra ele e que inclusive geraram as indenizações que vem sendo concedidas!!!

Outro reclama do viés "capitalista" das notícias do CONJUR.

E eu que não sabia que existia uma VERDADE capitalista, outra comnista, outra budista, outra flamenguista...!

Isso só na cabeça dos PeTralhas "dualéticos" de plantão, com as suas "moraIS" e "éticaS" de ocasião.

E uma grande quantidade de pessoas ainda não entende o imenso mal moral que esta canalha, hoje no poder, trouxe ao País!

Richard Smith disse:
19 de março de 2008 às 18:43

E aí pergunta-se: e as CPI´s "chapa-branca" do atual (des)governo que nos assola?

Que ante a FATO DETERMINADO, a lambança com os cartões corporativos e os seus gastos de mais de 170 MILHÕES (52% dos quais em saques em dinheiro nos caixas!) "aparelha" uma CPI para investigar fatos A SEREM DETERMINADOS do...GOVERNO ANTERIOR!

Só rindo para essa cambada "dualética", não?!

Radar disse:
19 de março de 2008 às 19:10

Sempre que a "veja" leva uma bola nas costas é bom para a democracia, é algo que realmente vale a pena comemorar. Ver esvaindo-se em desespero os argumentos da direitona, não tem preço.

Principalmente quando eles não têm como sustentar que se trata de um ataque da esquerda à liberdade de expressão.

Espero que todos os "carrascos" da honra alheia, de direita ou de esquerda, vivam essa experiência inesquecível, de acertar contas com a Justiça, que não deve ter lado.

Mauro disse:
19 de março de 2008 às 21:22

Amigo dogmático Richard. Hoje é dia de ideologia 100% corinthiana ao vivo no plin-plin. Não vá me dizer que você é palmeirense.

E, apenas à titulo de informação, de todas as CPI´s que acontecerem no (des)governo FHC (acho que foram por volta de 10, mas não tenho certeza) apenas uma foi presidida pela oposição, a CPI da Nike dirigida pelo insosso Aldo Rebelo.
Então, Richard, concordas ou não que PT e PSDB são farinha do mesmo saco, angu do mesmo pote, são a corda e a caçamba?? Brigam porque não se conformam por serem tão iguais.

Abraços a todos.

gilberto prado disse:
19 de março de 2008 às 21:54

Em junho de 2000, a revista ISTO É, publicou o escandalo da CIA. DE SEGUROS DO ESTADO DE SÃO PAULO, a qual negociou com a SULAMERICA SEGUROS, a carteira de mais de 100 veiculos segurados, sem licitação e atoque de caixa de 10 dias.Na negociada feita pelo ex- presidente JOSE MARIA MONTEIRO, homem forte de MARIO COVAS,teve a ajuda e intermediação efetiva de EDUARDO JORGEe, segundo se sabe, a venda da carteira de autos da COSESP, teve como objetivo arrumar dinheiro para a Campanha de reeleição de 1998 de MARIO COVAS/ALCKIMIN. Foram desviados 13 milhões de reais.Hoje, a COSESP, esta com as portas praticamente fechada e a sujeira da negociata esta debaixo do tapete do morumbi, com o devido aval da Assembleia legislativa e o silencio do ministerio público.Com relação a esse caso, o intermédiario EDUARDO JORGE, não processou a REVISTA ISTO. ESTRANHO!!CERTAMENTE BOTOU A MÃO NA FARINHA!! BANDIDO AGULHA, LEVA NO BURACO E NÃO PERDE A LINHA!!

Richard Smith disse:
20 de março de 2008 às 00:37

Concordo mais ou "menas" (como diz o SEU líder!) amigo não-dogmático Mauro.

A recusa do "machão" Alckmin em suscitar aquestão do aborto nos debates com o Abortista/Excomungado sem-dedo (o que teria o condão de fulminar, imediatamente, a sua candidatura reeleicionsta!) foi o fim da picada.

E toda essa monstruosa e esmagadora oposição feita pelo PSDB ao (des)governo que aí está desde o escândalo do mensalão, realmente dá o que pensar, não acha?

Depois, saia para lá, meu! Sou Sãopaulino.

Um abraço tricolor a você.

Mauro disse:
20 de março de 2008 às 09:57

Concordo amigo Richard, mas quer queira quer não, o "menas" é o nosso líder. Esse negócio de dizer que não o considera como um líder é uma questão subjetiva demais para um dogmático pensador como você. Aliás, acho que o desdedado está fazendo um bom governo. A questão é simples; quem governa para os ricos governa só para os ricos, mas quem governa para os pobres governa também e até mais para os ricos. Essa é a estratégia do Lula, inculto, mas inteligente. Assim ele agrada a todos. Com a esmola do bolsa-família o pobre torna-se um consumidor dos produtos fabricados pelos ricos e só quem reclama é a classe média por estar fora desta ciranda. Mas, o grande problema da classe média brasileira é que ela trabalha muito e faz pouco sexo. Por isso ela é amargurada e infeliz.

E eu fiquei surpreso ao saber que você frequenta o estádio do "Morumbambi".

Abraços.

Richard Smith disse:
20 de março de 2008 às 13:36

Caro amigo Mauro:

"Por partes", como diria o velho esquartejador:

a) "SEU" líder, porque no PT e seus quadrilheiros (nas palavras do Exmo. Sr. Procurador Geral da República)NUNCA votei e jamais votaria, mesmo com Parkinson e com a mão muito descontrolada, porque teria de apertar a tecla "confirma" ainda;

b) Nunca neguei a imensa inteligência, mormente política, ainda que no pior sentido possível, do "noçolider". Acho apenas que no seu (des)governo, foi cultivado o que há de pior na política (veja-se o acordo com quércia para 2.010) e os integrantes da "base aliada" ("bispos" universalistas, sarneys, barbalho, maluf, quércia collor, etc.) e investiu-se pesado na desmoralização das Instituições (o quanto vamos pagar por isso no futuro, só Deus sabe);

c) "Bom governo"?!!! A única coisa louvável neste (des)governo dos "fiscais da moralidade" (alheia, é claro!) e dos "burgueses do capital alheio" é não terem mexido na "herança bendita" recebida do governo anterior. Mas como explicar, por exemplo, que de verbas consignadas em orçamento, só se gaste 5, 10 ou 15%? Competência?

Sem as amarras proporcionadas pelo verdadeiro escorchamento produzido pela insana carga tributária, pela falta de investimentos em infra-estrutura, pela falta de reformas de há muito reclamadas pela sociedade e outras "cositas mas" ditadas pela ineficiência e peal falta de competência, quanto poderiamos ter crescido mais?

d) "Morumbambi", hein? Coça aqui amigo e passa Gelol no cotovêlo que a dor passa.

(Por quê será que não me surpreendi nada com a "corinthianice" do amigo?)

Um abraço.

Richard Smith disse:
20 de março de 2008 às 13:38

p.s. Cuidado com este interesse pela satisfação sexual alheia, amigo, pode ser mal-interpretada.

Mauro disse:
20 de março de 2008 às 14:47

Você não votou, mas o "menas" é o seu líder sim até 2010.

Dívida externa e um país quebrado é o que você chama de "herança bendita"?
Estatais vendidas a preço de banana as custas de negociações corruptas é "herança bendita"?
Uma reeleição as custas do maior esquema de compra de votos da história do Brasil e que coloca o mensalão no chinelo?
FHC trocou a inflação alta por juros altos. Isto é "herança bendita"? QUE FALTA DE MEMÓRIA HEIN DOGMÁTICO AMIGO!!

Mauro disse:
13 de abril de 2008 às 12:00

Prezado Nicoboco.

Só perco tempo com bobagens dentro da sala de aula porque sou pago para isso. Aqui no conjur, não. Sinto muito.
Não estou criticando o FHC para defender o Lula. Apenas concordo com você que com Lula ou sem Lula e acrescento que com FHC ou sem FHC o país vai indo bem melhor do que nos mostra o terrorismo da imprensa. Alguns jornalistas como Nilton Hernandes, Daniel Herz e Bernardo Kusinski elucidam muito bem a forma como a imprensa exerce poder. Eu só lamento o fato de gente com formação universitária não ter capacidade de desconfirar do que aparece no plim-plim. Edgar Morin, em 1960, já falava sobre a era pós-industrial na qual com suas palavras ocorre a "industrialização da alma". Você não desconfia nem que a "opinião pública" reflete exatamente aquilo que é predominantemente veiculado nos jornais?

O meu problema não é nem PT e nem PSDB. O meu problema é com a imprensa. Sou um pesquisador e crítico da imprensa brasileira, pois, na minha opinião, ela tem impedido o Brasil de ser um Estado Democrático de Direito.

Nicoboco, ou Nicoloco, deixe de viver em um país de ilusões. Caia na real.

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