Protógenes Queiroz reclama de busca feita na sua casa

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz externou, na sexta-feira (7/11), sua queixa sobre as buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal no quarto de hotel onde se hospedava em São Paulo, na sua casa em Brasília e na de seu filho no Rio de Janeiro. Famoso por ser o mentor da operação que prendeu Daniel Dantas, o delegado enxerga ligação direta entre a ação e os interesses do banqueiro. A Corregedoria-Geral da PF investiga vazamento de informações na Operação Satiagraha.

“Essa busca e apreensão é mais uma vez um estratagema sórdido implantado pelo senhor Daniel Dantas para poder confundir os trabalhos da Operação Satiagraha. Ele é o alvo principal, enquanto nós, investigadores, passamos a ser acusados de crime que não cometemos. A sociedade sabe disso, mas o vértice do aparelho estatal não está sabendo conduzir”, criticou Protógenes à Agência Brasil.

“O poder desse bandido Daniel Dantas já chegou ao extremo nesse país e dá demonstração muita clara de seus tentáculos, da força que ele tem, mas ninguém é cego, é surdo ou será mudo”, afirma.

Celulares, pen drives e chips de máquinas fotográficas do delegado foram apreendidos por seus colegas da PF. Em tom de indignação, o delegado disse ter cogitado pedir demissão, por solicitação da família e por se sentir perseguido na corporação.

“Antes da deflagração da operação sofri uma vigilância ferrenha e identifiquei a presença de algumas viaturas e pessoas da PF. Durante e depois da operação também continuei a sofrer vigilância. Elas podem ser independentes ou não”, afirma.

“Cheguei a pensar nisso [pedir demissão], mas se eu fizesse estaria obedecendo ao que este poder corrupto avassalador que está instalado no país quer que eu faça”, explica.

O delegado manifestou ainda o temor de que os fatos ocorridos desde a Operação Satiagraha gerem um desestímulo para profissionais que trabalham no combate à corrupção no Brasil. “A parte mais frágil do sistema foi atingida. A atividade policial se sente, neste momento, no país, muito enfraquecida porque esse ato parte contra um delegado que tem quase 10 anos de sua vida dedicada a grandes operações de combate ao crime organizado e à corrupção”, afirma.

Cleyton A Silveira disse:
08 de novembro de 2008 às 14:41

Foi espetacular a reviravolta do caso, por mais que houvessem sido cometidos atos irregulares na operação, tais atos tomaram uma repercussão maior do que o prórpio caso. Estamos sofrendo uma lavagem cerebral, daqui a pouco ninguém lembra mais do Sr. Dantas e do que ele esta sendo acusado. Não duvido que ainda vamos ser obrigados a indenizar esse sujeito por danos morais pelo constrangimento a que foi submetido. Enquanto tivermos um Exmo. Magistrado como o Sr. Gilmar Mendes no poder da nossa Corte Máxima de Justiça, vamos ver coisa pior, é viver para ver.

Ricardo disse:
08 de novembro de 2008 às 14:58

Episódio típico de uma republiqueta de 5ª categoria...lamentável...

olhovivo disse:
08 de novembro de 2008 às 15:39

Teoria da conspiração? Ora, quem não deve não teme! Não é esse o lema predileto do estado inquisidor?

Carmen Patrícia C. Nogueira disse:
08 de novembro de 2008 às 16:03

Coincidência?

Investigar banqueiro no Brasil é algo emblemático, ou não?

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
08 de novembro de 2008 às 17:32

"Forças ocultas" estão envidando esforços hercúleos para enfraquecer o combate à corrupção: supressão de instância, troca de delegado, ataques ao Juiz Fausto de Sanctis e Procuradores que atuaram etc.Lamentável!

Cidadã brasileira disse:
08 de novembro de 2008 às 20:07

"Quem não deve não teme!" Ô filosofia de butiquim de quinta categoria! Está mais do que comprovado que neste país, quem deve e tem muito dinheiro não tem o que temer. Afinal, esse ser conta com facilidades nas cortes superiores. Quem não deve e é a parte fraca da história tem muito o que temer sim! Tem que temer as arbitrariedades de autoridades corrompidas!

Último Papa disse:
08 de novembro de 2008 às 21:18

Propró não me faças tomar "reiva" de ti!!!!!!!!!!!!!

analucia disse:
08 de novembro de 2008 às 22:46

Náo faz o menor sentido um Delegado de Polícia receber menos que um Defensor Público.

Republicano disse:
08 de novembro de 2008 às 23:56

Essa analucia tem algo mesmo contra a nobre Defensoria Pública, será o que é hein? No mais, se o delegado agiu errado deve ser punido, e o processo avaliará tudo. Se tenta jogar com a opinião pública, tão só. O combate ao crime deve ser dentro da lei, longe devemos estar do arbítrio e daqueles que se colocam como os paladinos da moralidade. Aliás o PT também não o era? Mensalões que o diga.

Carlos disse:
09 de novembro de 2008 às 00:39

Só há um jeito, os delegados passarem a ter o que juiz e promotor tem: INAMOVIBILIDADE.

Lembram-se do caso BANESTADO? (30 BILHÕES NO EXTERIOR), onde um Delegado da PF descobriu muiiiiiiiiiiita coisa lá no exterior e foi........afastado da operação.

Reinhardt disse:
09 de novembro de 2008 às 09:11

Que "pedir demisssão" , que nada. Esse deleruska quer é isso mesmo : entrevistas, fotinhas e notinhas favoráveis e carícias esquerdistas dos amiguinhos do momento. Daqui a pouco começarão a surgir os fatos e a arrogancia se transformará em choramingo. Lembrem de outros zerois da policia federal (Cuoco, Parracho etc e tal) todos desmascarados pelo Ministério Público. Vamos esperar...

Senhora disse:
09 de novembro de 2008 às 11:29

Essa historia esta muito estranha...
O corregedor geral da PF conduzindo Inquerito contra delegado, pedindo mandado de busca e apreensao em que o proprio MPF foi contra e dado por um juiz que ja foi investigado pela PF.

olhovivo disse:
09 de novembro de 2008 às 12:44

O Protógenes está exercendo seu "jus sperniandi", mas explicar por que a Globo estava lá, por que havia 80 agentes da Abin, além de tantas outras lambanças, isso ele não explica. É mais fácil posar de paladino da lei. E tem gente que embarca nessa.

Ronaldo dos Santos Costa disse:
09 de novembro de 2008 às 16:10

Já estava com saudades do Delegado Trapalhão com mania de perseguição!
Ana Lúcia, estude um pouco, seja aprovada no concurso da Defensoria Pública e elimine esse recalque. Ninguém mais aguenta essa sua ladainha! Vire o disco!

Lima disse:
09 de novembro de 2008 às 18:34

Depois que o PT tomou o poder perdi a noção do que é certo e do que é errado. Não sei mais quem é polícia e quem é bandido. Hoje os bons são os maus e os maus são os bons, ou ao contrário, simplesmente não sei. A única coisa que sei, ou melhor tenho certeza, é fazer do segundo parágrafo do Dr. Santos Costa minhas palavras. Ana Lucia tu é muito, mas muito chata mesmo.

JETHRO SILVA JUNIOR disse:
10 de novembro de 2008 às 11:38

O doutor delegado bem sabe que buscas e apreensões são procedimentos cautelares, dos quais ele muito os utilizou, mas se ele não cometeu nenhum ilícito, não tem o que temer, não é ??? Agora, como estaria ele se sentindo se uma emissora de televisão, em um "furo de reportagem", tivesse divulgado as imagens de PFs, de coletes pretos e em carros ostensivos entrando na casa dele ???

Luiz Fernando disse:
10 de novembro de 2008 às 12:01

Na cabeça desse delegado parece que só existe um ilícito penal no mundo: a corrupção. O restante dos códigos pode ser jogado no lixo.

Comentarista disse:
10 de novembro de 2008 às 13:02

Tadinho...

Dá até dó...

Mais dó ainda quando for preso, pois aí ele vai depender de um HC do GM pra sair da cadeia...

Hehehe...

Comentarista disse:
10 de novembro de 2008 às 13:05

Chupa que é de uva!

Edson Sampaio disse:
11 de novembro de 2008 às 12:59

O Sr. Protógenes investigou e queria aparecer na mídia, como de fato, apareceu; agora aparece novamente na mídia, mas na condição de investigado. Se pediu busca e apreensão de terceiro, também agora, tem contra si a mesma busca e apreensão ocorre. Justiça seja feita...

futuka disse:
11 de novembro de 2008 às 13:55

Aqueles que acreditam em investigação funcional real saibam que é o que
mais tem na policia federal, e não adianta falar que A ou B interfere pois se existir algo errado o seu próprio mecanismo não permite a interferencia de terceiros, ademais os dias daquele que trabalham não seguindo as normativas estabelecidas pela corporação estarão fadados sempre ao fracaso. Vejam aí, vai ficar como um clássico exemplo o caso do delegado midiático em questão enquanto não surgir um outro.

Não é assim que se aprende a agir para ser um bom policial federal na ACADEMIA NACIONAL DE POLICIA.

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