Destempero entre juiz e promotor é a notícia mais lida

A discussão entre o juiz eleitoral Carlos Pavanelli Batista, de Minas Gerais, com o promotor Adalberto de Paula Christo Leite foi a notícia que mais teve atenção dos leitores da revista Consultor Jurídico nos últimos dias. O texto foi acessado 10.102 vezes desde sua publicação, na sexta-feira (7/11), segundo medição do Google Analytics. Durante uma audiência, o juiz perdeu a compostura e atirou um copo de água contra o promotor. Não satisfeito, sacou um revólver calibre 38 e apontou na direção de Adalberto de Paula, segundo contou o promotor. Depois do fuzuê, teria dito que mostrou a arma apenas para acalmar a sessão.

A atitude do juiz rendeu comentários dos mais indignados aos mais irônicos. O seu comportamento foi repudiado pela maioria dos leitores que deixou registrada a opinião na página. Até a formação do magistrado foi questionada. O promotor recebeu ainda apoio de instituições de classe. O juiz, também mineiro, Luiz Guilherme Marques, contudo, saiu em defesa do amigo. Disse que nunca viu Carlos Pavanelli tomar nenhuma atitude violenta contra quem quer que seja. “Se é verdade que chegou a utilizar alguma arma deve ter havido alguma provocação muito grave.”

Dia péssimo

A segunda notícia mais lida, com 8.533 acessos, foi a suposta prática de assédio moral por parte da desembargadora Marisa Santos do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Ela está sendo acusada de humilhar e maltratar servidores do tribunal chamando-os de “idiotas”, “imbecis” e dizendo que eles trabalham “pessimamente mal”. A mesma notícia ficou em primeiro lugar do ranking da semana passada. A audiência aponta que textos com certo conteúdo pitoresco, muitas vezes, atraem mais a atenção dos leitores do que reportagens mais elaboradas.

Smichtt e Kelsen

Nesta semana, a ConJur publicou também declaração do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, sobre suas diferenças com o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

De Sanctis revelou que suas divergências com Gilmar Mendes ultrapassam o campo político e esbarram no filosófico. É que cada um tem uma visão sobre o Direito Constitucional. O texto ficou em quarto lugar com 5.542 acessos, registrou o Google Analytics.

Caso Dantas

O texto sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal, que confirmaram liberdade para o banqueiro Daniel Dantas, recebeu uma quantidade considerável de comentários: 147. Contudo, o número de acesso foi bem inferior se comparado a audiência dos dois primeiros textos do ranking (10.102 e 8.533). A notícia ganhou atenção de 3.700 leitores e ficou na 9ª colocação.

O julgamento do pedido de Habeas Corpus se transformou em um ato de defesa do Estado de Direito e de repúdio ao juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

As reportagens Onde estudaram os desembargadores do TJ de São Paulo; TozziniFreire Advogados é o maior escritório do país; PF faz busca e apreensão na casa de Protógenes Queiroz, estão no ranking entre as mais lidas.

Saldo

A revista Consultor Jurídico recebeu, nesta semana, 329.521 mil acessos. Desses, 324.968 mil foram só do Brasil. Outros 78 países também visitaram a página. Entre eles: Estados Unidos, Portugal, Argentina, Espanha, França e Japão.

Leia os 10 textos mais acessados da semana

Violência no Judiciário — Juiz aponta arma para promotor durante audiência.

Dia péssimo — Servidores acusam desembargadora de assédio moral.

Ensino de Direito — Onde estudaram os desembargadores do TJ de São Paulo.

Carl Schmitt — O filósofo entre Fausto De Sanctis e Gilmar Mendes.

Ranking dos maiores — TozziniFreire Advogados é o maior escritório do país.

Operador operado — PF faz busca e apreensão na casa de Protógenes Queiroz.

Sem teto — Maitê Proença não consegue na Justiça furar teto de pensão.

Na boca do povo — No interior da Bahia, um juiz ensina o que é Justiça.

Liberdade legal — Supremo confirma decisões que mandaram soltar Dantas.

Ranking da semana — Abuso de autoridade no TRF-3 é a notícia mais lida .

Gláucia Milício

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Republicano disse:
15 de novembro de 2008 às 20:55

Jornalista Gláucia, não é verdade, pois, a Associação dos magistrados mineiros também defendeu o juiz. E li vários comentários querendo saber o que o promotor fez ao juiz para que este revidasse e vocês não publicaram a resposta.

Republicano disse:
15 de novembro de 2008 às 20:57

Jornalista Gláucia, com urgência, queremos saber o que de fato aconteceu naquela audiência. E temos certeza que o CONJUR, e a senhora como brilhante profissional que é, irá investigar e nos trazer em porimeira mão...

analucia disse:
15 de novembro de 2008 às 22:52

é algo para se pensar, pois fica parecendo que muitos leitores do CONJUR preferem mais uma fofoca do que temas efetivamente juridicos.

advocaciasemmedo disse:
18 de novembro de 2008 às 11:36

Teria q se estar lá p saber ao certo, mas ab inicio, tem Juizes arbitrários msmo como o Dr Érik da sétima Vara Criminal Federal do Rio,cabe ao Promotor tomar as medidas cabíveis.

advocaciasemmedo disse:
20 de novembro de 2008 às 00:37

Uma coisa é certa, quando se trata de punir Magistrados, acaba em Pizza, agora se fosse um advogado que fizesse isso..bem os Srs já sabem né?

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