Ao morrer em 1990, aos 76 anos de idade, Antônio Luciano Pereira Filho deixou mulher, três filhos, uma fortuna de 3 bilhões de dólares e uma tremenda confusão sucessória. Mais de uma década depois de sua morte, seu inventário, que já soma 50 mil páginas e 38 herdeiros conhecidos, foi reaberto para a inclusão de novos pretendentes a sua herança. É que em vida Luciano se notabilizou tanto na arte de fazer fortuna, quanto no deleite de multiplicar a espécie.
Luciano, que nasceu em Bom Despacho, no interior mineiro, e viveu a maior parte de sua vida em Belo Horizonte, foi médico, usineiro, fazendeiro, empresário e deputado federal, pelo PSD, o partido de Juscelino Kubistcheck, extinto pelo regime militar. Conta-se que criava cavalos, tinha a maior rede de cinemas da capital mineira, era dono de 40 mil imóveis na cidade e de 600 fazendas. Dizia-se que era dono de “metade de Belo Horizonte”.
Luciano foi também um namorador inveterado. Ao morrer, havia reconhecido 31 filhos de 26 mães diferentes. Mas ninguém que conhece sua história e suas façanhas amorosas acredita que esses números estejam minimamente próximos do que ele era capaz em matéria de acasalamento. Conta-se que ele dormiu com pelo menos 2 mil mulheres diferentes, a grande maioria virgem, que ele contabilizava meticulosamente em uma caderneta. Escolhia moças pobres para cujas famílias pagava pelo privilégio de ser o primeiro homem em suas camas.
Não só reconheceu os filhos que o procuraram com indícios consistentes de filiação como preocupou-se em deixar em segurança material genético para os testes de paternidade de quem reclamasse depois de sua morte.
Quando morreu a herança foi dividida pelos três filhos legítimos do médico e mais 28 que se habilitaram para a partida, depois de uma longa batalha judicial. Cada um dos três filhos de papel passado recebeu então 500 milhões de dólares, enquanto aos outros 28 foram destinadas cotas de 20 milhões cada. Prevendo que a encrenca estava longe de terminar, o inventariante deixou ainda oito cotas de 20 milhões para serem distribuídas para futuros pretendentes. Destas só restam três. Como não param de surgir herdeiros, a solução foi anular a primeira partilha e reabrir o inventário.
Inventário reaberto
Em junho, o juiz da 1ª Vara de Sucessões de Belo Horizonte, Júlio César Lorens, acolheu recurso de uma das supostas mães de filhos de Luciano. O juiz reconheceu a união estável do casal e determinou que a herança fosse devolvida e novo levantamento fosse feito. Ou seja, começou tudo de novo.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do TJ mineiro, a ex-companheira solicitou metade dos bens do falecido conquistados enquanto estavam juntos. A decisão do juiz atende também os interesses de mais 20 pessoas, em processo de comprovação de filiação.
O juiz entendeu que todo descendente deve receber o mesmo que os outros. “Enquanto o processo estiver em andamento, quem se apresentar e estiver munido de documentos e provas devem ser contemplados”, registrou.
A sentença de primeira instância, proferida há quase 6 meses, só veio à tona no começo desse mês de novembro por causa de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que rejeitou um dos sete recursos já apresentados contra a ordem do juiz, que mandou devolver a herança para ser dividida novamente.
O cara aproveitou bem a vida... mas sua maior façanha foi alterar as regras básicas da matemática.
Não entendi como pode ter morrido em 1990 e, ao mesmo tempo, há 32 anos atrás.
Só se já estivermos no ano de 2022.
3 BILHÕES DE DÓLARES E NUNCA OUVIMOS FALAR DO SUJEITO?
O que não entendi é como alguém têm 3 bilhões de dÓlares e niNguém conhece nem o nome do sujeito. A fortuna de Eike Batista, como homem mais rico do Brasil, é avaliada em 6,6 bilhões, vindo depois Antômio Hermírio, com 5,7. Quem estivesse tão próximo dos mais ricos seria no mínimo um nome em evidência no país, possuidor de uma fortuna altamente influente, etc. Há algo errado nisso aí ou então é que temos tribilhardários em dólares em todas as esquina se não sabíamos. Epa, vou até colocar a mão no bolso da velha calça jeans para ver se não caem uns milharezinhos de dolares, porque tb. sou filho de Deus...
Gláucia, vc. tem certeza do que escreveu?
Sunda, meu filho, se oriente. Já no começo da década a Gazeta Mercantil publicava matéria sobre o "maior inventário do Brasil". O Brasil não se limita ao eixo RJ-SP.
Raio-X da Casa Grande, como sempre canalha e anã.
Quá, quá, quá, quá, quá!
Sempre esquemático e pobre nos seus "raciossímios" anti-burguêis o bom e velho "fessô" PeTralha.
Eu gostaria de conhecer a sua opinião à respeito de mao tsé tung, portador de doenças venéreas, que tomava banho uma vez por mês e que dizia que para lavar o seu membro bastava a úmidade de uma boa virgem, das quais sempre se fartou à vontade!
Ou do porco fedorento tche guevara, que aproveitando-se da boa aparência de tempos anteriores, escolhia a dedo mocinhas das regiões "libertadas" para terem o privilégio de sentir o seu cheirinho (como esse pessoal não gosta de LIMPEZA, não? trótski, bakunin, kropotkin, beria e muitos e muitos outros mais dizem que tinham a mesma ojeriza pela água e pelo sabão. Deve ser o "revolucionarismo"!)?
Vá caçar sapos, "fessô" PeTralha! Bem que o senhor gostaria de ter a capacidade para ajuntar imóveis e fazendas, hein?
Passa Gelol no cotovêlo que passa, "fessô".
Na verdade, a história de Antônio Luciano é bastante controvertida e conhecida de todos os Belo Horizontinos. Inclusive, a personagem de Stênio Garcia em Hilda Furacão é uma alusão a ele. Além dos bens enumerados, havia uma cidade, " Luciânia", em que praticamente todos os imóveis eram dele e tudo girava em torno da Usina de sua propriedade. Era dono do hotel Financial, aonde ficava aguardando as moças que seus " funcionários" lhe traziam. Mas o pior das histórias que circulam são as que contam que ele tinha pelo menos um filho com filhas dele mesmo. E Belo Horizonte inteira comenta isso. O que poderia muito bem acontecer, já que ele só saía uma vez com cada moça e futuramente, até por um acaso, poderia ter saído com filhas de algumas delas. Quanto ao valor da fortuna, à época de sua morte, foi divulgada como sendo de 2 bilhões de dólares, quando a lista dos homens mais ricos do Brasil dava Antônio Ermírio de Moraes com 1,2 bilhão e Sebastião Camargo com 1 bilhão de dólares. Sinal de que ou a fortuna dos últimos era omitida em parte ( o que é facilmente compreensível), ou realmente há inúmeras fortunas pelo país que o " fabuloso" mundo dos negócios desconhece. De qualquer forma, hoje a Receita Federal tem meios de combater a sonegação infinitamente superiores aos da época.
...e, muito certamente, o pulha era religioso desses de frequentar missas, e deve ter deixado verba para várias missas in memorian. Bem ao gosto dos hipócritas fundamentalistas, como o "consultor", aquele fascistinha seguidor do "tio" reinaldo (ô pobreza mental) e do ex-nazista ratzinger.
E viva a distribuição de renda!
Questão interessante.
Seria necessário uma vara exclusiva para um processo assim.
Num caso destes é que se desnuda nossa justiça. Simplesmente este processo nunca terá fim. Com a imensidão de recursos possíveis a cada herdeiro, possível prever que este processo irá se arrastar por décadas até que caia na completa inviabilidade, seja pela multiplicação de herdeiros de herdeiros, seja pela apropriação dos bens via usucapião, fato consumado, etc.
Não será o primeiro processo que o tempo irá resolver ...
Aos novos milionários, boa sorte!
Mas procurem fazer algo plausível, como, por exemplo, DOAR um carro adaptado a este policial baleado em serviço que está precisando muito!
É sério!
Qq coisa: zeze_46@hotmail.com
Vitória-ES.
Isso ja virou um 'poço sem fundo'..só por conta sobre conta o estado através do poder judiciário na execução ('do senta e levanta')da justiça no decorrer dos anos está gastando centenas de milhares senão já chegou um milhão ou até mais e irá gastar muito mais milhões nesse 'fuzoê' que representam processos e mais procesos 'atabalhoados',, sabe se lá Deus o que mais. Boa sorte aos envolvidos.
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