O advogado do empresário Daniel Dantas, Nélio Machado, quer que a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, investigue agentes da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. O advogado alega que eles atuaram em conluio com policiais federais para segui-lo e produzir provas falsas após a Operação Satiagraha, que levou Dantas para a prisão por duas vezes – solto também duas vezes por ordem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Nélio Machado quer que as investigações sejam apensadas ao Inquérito Policial nº 964/2008/DF. Este inquérito foi aberto a pedido do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, também seguido por agentes da Abin e da PF. Outro pedido semelhante ao de Nélio Machado foi encaminhado à secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, pelo advogado de Daniel Dantas em Nova York, Philip Korologos – que diz ter sido grampeado pela PF brasileira, mesmo estando em outro país.
Para o advogado de Dantas, no Brasil, houve “constatação inequívoca de que está sendo vítima de vigilância abusiva e ilegal, comprovada, por inteiro, a partir do malsinado noticiário da Revista Isto É em que se lhe atribui suposto encontro com pretensos assessores do eminente Ministro Gilmar Mendes, a pretexto de delirante proposta de benesse com o fito de alcançar decisão judicial em favor de seus constituintes, vítimas de excessos e descomedimentos na operação policial denominada “Satiagraha””.
Segundo Nélio Machado, “o fato noticiado, alusivo ao suposto encontro é absolutamente inverdadeiro, sendo a leviandade, publicizada pela Revista Isto É, alvo de artificiosa repetição, sobretudo por jornalistas de conduta questionável, em razão da maneira atrabiliária que propalaram os doestos, e as invectivas, oriundas do malsinado semanário”.
E mais: “há indicações conclusivas, concludentes e incontestáveis no sentido de que o advogado signatário foi seguido por figuras que pertencem ou a Polícia Federal, ou a ABIN, de vez que na data apontada, alusiva ao jantar no restaurante nominado na revista Isto É, em 11.06.08, vinha de impetrar ordem de habeas corpus em favor de Daniel Valente Dantas e outros, junto ao Supremo Tribunal Federal, seguindo-se compromisso profissional subseqüente e, posteriormente, ida ao restaurante para jantar, fato atípico e veraz, se considerada a inexistência de qualquer assessor do Ministro Gilmar Mendes, aos quais o signatário sequer conhece”.
Nélio Machado sustenta que reportagem da revista Isto É, de 1º de outubro de 2008, “dá o nome do restaurante, indica ofício do Ministério Público Federal do Distrito Federal, indagando sobre o suposto encontro com os pretensos assessores do Ministro Gilmar Mendes, pessoas que a rigor, repita-se, o firmatário desconhece, embora naturalmente conheça, e admire o douto Presidente de nossa Suprema Corte”.
Em um dos trechos do documento encaminhado para a PGR, ele repudia os grampos e tocaias. “Seguir-se um advogado, fazer “campana”, logo após o ingresso do habeas corpus n.º 95099, no Supremo Tribunal Federal, acompanhando seus passos, tudo isso está a indicar prática abusiva e ilegal, que viola as prerrogativas profissionais, revelando abuso de poder, o que não chega a constituir surpresa, diante de tantas ilegalidades que permearam a operação “Satiagraha””.
O advogado de Dantas disse, ainda, que foi filmado e seguido nas ruas da cidade de São Paulo. “Averbe-se que o advogado firmatário, ao chegar em São Paulo, no dia 10 de julho de 2008, pouco após a missa de sétimo dia de sua genitora no Rio de Janeiro, percebeu que fora filmado no aeroporto de Congonhas, chegando a São Paulo, no mesmo dia em que se operava a nova prisão de seu constituinte Daniel Valente Dantas, o que sugere que seus passos já vinham sendo, abusiva e ilegalmente, monitorados ou pela Polícia Federal, ou pela ABIN, ou por ambas, ou sabe-se lá por quem, tudo em razão do exclusivo exercício do mister advocatício, encargo prestigiado nas democracias, detestado pelas ditaduras, pelos estados de exceção, ou por aqueles que estejam caminhando a passos largos para um verdadeiro estado policial, com matizes policialescos”, relatou.
Quando a Polícia Federal começou fazer circular o “informe” de que Nélio Machado fora fotografado ou filmado em um restaurante com assessores do STF, procurado, o advogado respondera que jamais estivera em qualquer restaurante japonês em Brasília e que sequer estivera na Capital naquele período. Posteriormente, contudo, disse ter lembrado de ter ido duas vezes ao Original Shundi, mas acompanhado apenas de advogados de seu escritório.
Clique aqui para ler a íntegra do pedido do advogado de Dantas para a PGR.
Os arapongas perderam a noção do ridículo.
E eu gostaria que a PGR investigasse melhor Nélio Machado. Afinal, exercer a advocacia não significa transpor os limites legais e éticos que balizam a profissão. E o causídico é no mínimo, um indivíduo excêntrico. Por exemplo, afirma que os jornalistas que fizeram matéria depreciativa contra si e seu cliente são pessoas de " reputação duvidosa". Como ele descreveria sua própria reputação? E Daniel Dantas, por acaso é pessoa de comprovada idoneidade moral? Outra coisa: se a prova do jantar é falsa, por que ter tanta certeza de que foi seguido? Parece-me bem o contrário, talvez saiba que foi seguido justamente por ter estado no tal jantar, com os tais assessores. Por que descaracterizar tal hipótese apenas com base nas afirmações do advogado? O que Veja fala sem provar é verdade absoluta. O que Istoé, a Polícia Federal, Procuradores da República e Juiz Federal, fora Carta Capital, em matéria absolutamente irretocável, são máculas à honra e inverdades? Ora, apure-se tudo. E, principalmente, que a imprensa publique tudo. A favor e contra Gilmar Mendes, Delegados, Juízes, Advogados e Daniel Dantas. Finalmente, quanto a ter sido filmado no aeroporto, novamente é a palavra de alguém acusado de tentar influenciar decisões judiciais, sem qualquer prova. Por que ele não processa a revista junto a Condoleeza Rice, que ele parece imaginar uma magistrada com poderes internacionais? E ainda dizem que o Delegado Protógenes é que busca o estrelato? Basta ver quantas histórias mirabolantes o advogado criou em apenas uma semana.
Àquele que se auto-intitula pelo vulgo de Touchè, por qual razão você se esconde no apelido ?
Se está tão convicto em propalar suas tão abalizadas convicções por que não se identifica?
A tartaruga Touchè parece ser veloz em suas elucubrações. Se ela prestar concurso para delegada (e passar), suas investigações inspirarão belos e intrincados romances policiais. Fará mais sucesso que Agatha Cristie.
E EU QUERO QUE A PGR INVESTIGUE AS FALCATRUAS DO GILMAR MENDES DENUNCIADAS NA CARTA CAPITAL E IGNORADA PELO RESTO DA MÍDIA GOLPISTA!!! ISSO SIM É UM ESCÂNDALO!!!
Bem, na verdade utilizo o apelido porque eu quero. O que não entendo é o que a certeza de minha convicção tem a ver com o epíteto pelo qual me identifico. Obviamente, quem se sentir caluniado, difamado ou injuriado por minhas observações, pode perfeitamente recorrer ao Poder Judiciário e solicitar, justificadamente, minha identificação para, posteriormente, tomar as medidas que julgar cabíveis. Agora, evidentemente, se o caso é de simples irritação com o que eu escrevo, como observei em um ou dois comentários, a receita é mais simples: não ler. É o que tenho feito. Ou melhor, é o que não tenho feito, rsr.
Curioso é que eu solicitei investigar todas as denúncias, de um e outro lado. Mas a imparcialidade é um crime lesa-majestade para algumas pessoas. Desqualificar o interlocutor não afasta a polêmica gerada pelo tema.
Veja a que ponto chegamos o crime investigando o estado
É brincadeira !?
É um contra-senso investigar a Abin, pois é um órgão que compõe a estrutura do serviço secreto. E o que é secreto não pode vir à tona.
Afirmações muito contundentes a do senhor advogado, realmente parece uma brincadeira, porque se verdade for já não se faz mais "polícia como antigamente".
Essa instituição atual denominada 'abin' deveria tomar um rumo corporativo ideal e certamente sem desobediencia e total disciplina hierarquica,, reitero que são outros tempos,, afinal o sni com seus tentáculos e guardiães já foi ha muito,, nos dias atuais já não ha espaço para essas 'manobras' pessoais!
-Ou Dá certo ou Desce pro fundo do pôço. O Brasil de muitos brasileiros mudou e muito, inclusive no seu perfil.
A 'AGENCIA BRASILEIRA DE INTELIGENCIA' - abin não é nenhum orgão de investigação policial, judicial ou de segurança pública, sequer tem nada a ver com serviço secreto(a moda americana como se vê em filmes da tv ou dos cinemas), é tão sómente um orgão institucional de informações.
-De repente mente pode mudar!rs
O advogado deve estar preocupado agora é com seus honorários. Afinal, com essa crise internacional de bancos... será que vai escrever para Condoleeza Rice pedindo algum dinheiro para o banco de Dantas? Ou será que o banqueiro vai estender o chapéu ao governo brasileiro mesmo? Nada como um dia depois do outro.
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