Juiz proíbe Marta de questionar vida pessoal de Kassab

A candidata à prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) está proibida de perguntar no horário eleitoral se o seu concorrente, Gilberto Kassab (DEM), é casado e tem filho. A decisão é do juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.

O juiz também concedeu um minuto de direito de resposta no rádio a Kassab por causa da propaganda exibida no domingo (12/10). A resposta deve ser exibida em até 36 horas.

Para o juiz, as perguntas de Marta extrapolaram o direito de crítica por fazer questionamentos vagos. No programa, Marta indaga se Kassab já teve problemas com a Justiça, se melhorou de vida depois da política, se é casado e tem filhos.

“Os questionamentos feitos na propaganda, de modo subliminar, trazem no seu âmago a indagação proposital e depreciativa que, indiscutivelmente, ofende a honra subjetiva do candidato por levantar a suspeita quanto ao seu caráter e sua conduta, seja na vida pública ou pessoal”, afirmou o juiz.

Marco Antonio Martin Vargas entende que a propaganda pode gerar dúvida no convencimento do eleitor no sentido de que o candidato Kassab possa ter algo escuso em seu passado.

Segundo o juiz, “as abordagens negativas subliminares aos candidatos em nada acrescentam para o convencimento do eleitor definir seu voto, sendo, pois, de bom alvitre que o certame pudesse permanecer no debate das idéias e das propostas de governo em detrimento de efeitos midiáticos, com técnicas de marketing degradante que, na verdade, confundem a verdadeira idéia da propaganda eleitoral”.

Richard Smith disse:
15 de outubro de 2008 às 01:40

Que coisa mais repugnante, a demonstrar o quão desclassificada e desqualificada é esta mulher e a "moral" do seu partido, o PT.

Se serviu durante anos dos homossexuais como "liberada" e "libertária" para vir agora com uma sujeira dessas?

Ademais, quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras no telhado alheio, como diz o velho adágio. Já que a vida pessoal interessa, é o caso de perguntar quando se iniciou o romance da sexista desclassificada com o argentino Belisário Wermus, que se faz conhecer como "francês" e como Luis Favre, antes ou depois de sua separação do nosso manso senador Eduardo Suplicy (de quem a imunda continua a usar o sobrenome inclusive!)?

Como diria aquele jurado de televisão: o povo quer saber!

Abjeta!

Ohne Geheimnis disse:
15 de outubro de 2008 às 07:19

Censura prévia. Decisão manifestamente inconstitucional. Não se pode determinar, ex ante, o conteúdo da expressão individual de qualquer pessoa, seja ou não candidato. Há juízes com saudades do AI-5.

Lima disse:
15 de outubro de 2008 às 10:18

Muito pelo contrário Sr. Ohne.. não há de se falar em sensura prévia quando se trata de assunto que diz respeito apenas ao íntimo da pessoa. Teu entendimento pela inconstitucionalidade da decisão judicial é capenga de argumentos haja vista que a ninguém é dado prejudicar outrem. Falar ao grande público da vida pessoal de uma pessoa é antes de tudo imoral. Decisão acertada que busca preservar uma discussão de alto nível entre os candidatos. Sugiro Sr. Ohne que reveja seus conceitos sobre censura... Senão daqui a pouco alguém pode querer discutir sua sexualidade na praça de sua cidade e aí? Como que fica?

Pugli. disse:
15 de outubro de 2008 às 10:34

Richard Smith.

Achei muito pertinente seu comentario, mas se esqueceu do Pão de açucar.(Risos)

Estas atitudes só demonstra o quanto é desqualificada esta candidata. Pelos comentarios enquanto ministra já dava pra ter ideia de seu perfil sexologico!!!!!(Relaxa e G....)

Robespierre disse:
15 de outubro de 2008 às 10:48

...claro, claro. O contrário pode. Imiscuir-se na vida pessoal da candidata pode, pois é mulher, logo inferior. Continuamos machistas e preconceituosos.

Robespierre disse:
15 de outubro de 2008 às 10:50

... tem lima azeda que além de entendimento enviezado, mostra o seu tradicional analfabetismo: "sensura". Só se for no mundo "tributário" em que te escondes.

Robespierre disse:
15 de outubro de 2008 às 11:09

Homofobia e falsa indignação

Trecho do Blog “O Biscoito fino e a massa” de Idelber Avelar
No dia 28/10/2002, a Folha publicou coluna de Danuza Leão que dizia: Os estrangeiros usavam camisa esporte, e o único de terno e gravata era Luis Favre, com seu olhar de mormaço. No dia 18/05/2002, o Painel se preocupou em dizer: Depois de cada ato ou inauguração, a prefeita de SP, Marta Suplicy (PT), invariavelmente telefona para Luis Favre. Para relatar como foi o evento. Como se isso fosse notícia relevante. Ou como se tivesse sido notícia no caso de um político homem. O jornal não demonstrou nem meia linha de indignação no dia 10/08/2002, quando Garotinho disse: prefiro falar sobre o assunto com o franco-argentino que é de fato prefeito de São Paulo. Tampouco apareceu indignação alguma no dia 29/10/2001, quando Paulo Maluf se referiu a Favre como “gigolô”. Pelo contrário, o jornal se referiu à reação dos petistas contra a injúria como “discurso ensaiado”. No dia 15/02/2002, a Folha publicou coluna de Bárbara Gancia que concluía com a monstruosidade: Sabe por que ele é franco-argentino e não vice-versa? Porque não existe argentino-franco( ...)

Almir Pessoa disse:
15 de outubro de 2008 às 12:10

Pode ser no Brasil, nos EUA, na Argentina... Quando o condidato começa a sentir a derrota e, por conseqüinte, o poder saindo pela tangente, inicia-se as imoralidades, mentiras, falsidades...

Marta: Kassab homossexual.
Mcain: Obama terrorista.
Bush: Democratas pecadores e sexualmente irreponsáveis.
Color: Lula abandona filho e esposa..

É pessoal, só mudam as coleiras, mas a cachorrada é a mesma!

olhovivo disse:
15 de outubro de 2008 às 13:10

Que coisa feia, hein dona Marta! Aliás, isso não surpreende quando se trata de petismo, haja vista os cuecões, mensalões, alopradões...

Richard Smith disse:
15 de outubro de 2008 às 14:19

Mas que PeTralhada escrota, não é?

Quando são pegos com a boca na botija, tentam disfarçar: Quem, eu?! De forma alguma!

Ou então: "EU NÃO SABIA DE NADA! DE NADA, VIU? A culpa é do outro!

Então, finalmente: Eu? Mas e o outro que fez pior?!

Nunca tem responsabilidade de nada esses nefelibatas, mas quando na oposição, são os "guardiães da moral" (alheia, é claro!)

Aliás em se falando da Barbara Gancia (bárbara!) ela outro dia, cansada do assalto dos PeTralhas ao seu "blog" - simplesmente porque tinha mencionado o estrondoso sucesso do novo livro de REINALDO AZEVEDO: "No País dos Petralhas" - cunhou uma expressão nova para designá-los que achei perfeita:

PIOLHOS SIFILÍTICOS!

É muito boa e realística ou não é?!

Richard Smith disse:
15 de outubro de 2008 às 14:25

Ah, por último e já que perguntar não ofende e a vida pessoal pode ser devassada a vontade: a) por quê BELISÁRIO WERMUS, argentino, posa de LUIS FAVRE, francês?

b) Quando começou o tórrido romance (que já rendeu até uns socos na cara da desclassificada, de sua parte) entre ambos? ANTES ou depois do fim do casamento com o manso Sr. Eduardo Suplicy?

c) E o mais pertinente: D. Wermus era ou não era sócio da empresa que forneceu as palmeiras ou coqueiros adquiridos pela prefeitura da desclassificada para ornamentar as nossas avenidas (e que já morreram todos!)?

O povo quer saber!

Richard Smith disse:
15 de outubro de 2008 às 14:33

Aliás, façam consulta no Google acerca do verme, digo, Wermus e se chocarão um tanto.

João G. dos Santos disse:
15 de outubro de 2008 às 16:09

Mais uma escrotice petralha. Hipócritas, imundos, cuecas sujas!

Robespierre disse:
15 de outubro de 2008 às 16:33

...e os fascistóides que apoiam o fofão do "quem ssab" além de reaças, são preconceituosos, fundamentalistas e fora de contexto. Claro, para quem lê Veja e quejandos, o que se pode esperar?

Robespierre disse:
15 de outubro de 2008 às 17:08

Pedro Doria, em seu blog, fala abertamente da sexualidade de Kassab (post 114):

Ricardo Anselmo, eu não queria estar na pele do editor que toma essa decisão. Por um lado, o homossexualismo discreto do prefeito de São Paulo pode (injustamente) prejudicá-lo junto a seus eleitores. Então, não há como acusar o nepotismo sem revelar. É preciso lembrar, também, que primeiras-damas costumam ocupar cargos. Dona Ruth Cardoso, com o Comunidade Solidária, geria um naco da verba pública e ninguém achava isso particularmente imoral.

O que eu faria? Acho que o povo de São Paulo, neste caso, é que tem que decidir se pode ou não pode. Então ele deveria ser informado do casamento que existe de fato entre prefeito e secretário. Mas eu, pessoalmente, não puxaria a campanha. Não me sentiria nada confortável na posição de alguém tirando as pessoas à força do armário. Como política regional não é meu foco e não sou lá muito chegado a uma caça às bruxas, me sinto confortável com a decisão.”

Ohne Geheimnis disse:
15 de outubro de 2008 às 17:55

Sr. Lima (tributário?)

Sua adjetivação dos meus comentários não tornará os seus melhores. Como tudo, no mundo, é questão de gosto.
Mantenho o que disse. A Constituição não admite censura prévia. A vingar a sua linha de raciocínio, seria cabível ao Estado cadastrar um 'servidor do povo'(?!) junto a cada jornal, para aferir se haveria notícias degradantes da sexualidade ou honra alheia. O que a Constituição e as Leis exigem é a justa; devida e incisiva reparação para atos acintosos contra a honra alheia.

Particulamente, não gosto dessa candidata. É o meu Direito. Assim como é meu direito manifestar minha opinião, sem que tenha que pedir previamente autorização para ninguém. O Juiz decidiu equivocadamente. Seria cabível - isso sim - a reparação de danos causados. E não uma listra prévia do que pode ser dito ou não!

Recomendo ao sr. que leia um pouco mais de Direito Constitucional (sobremodo os textos do Daniel Sarmento, brilhante procurador da república do Rio de Janeiro).

Richard Smith disse:
16 de outubro de 2008 às 03:58

Leiam atentamente os comentários e constatem os PeTralhas canalhas (pleonasmo?) e indecentes, se revelando por sí mesmos.

Quá, quá, quá, quá, quá!

Não tem preço!

José Inácio de Freitas Filho. Advogado. OAB-CE 13.376. disse:
26 de outubro de 2008 às 13:47

Nosso ordenamento jurídico repousa ["exempli gratia"] sobre os princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção à imagem/honra/vida privada, da vedação ao anonimato "et similia".

Destarte, como querer tolerar/permitir arroubos criminosos [mal disfarçados de democráticos] como os perpetrados, de parte a parte, em São Paulo e em todo o país [naquela que parece ter sido uma das mais pobres - em debate de idéias - campanhas/eleições dos últimos anos]?

O fato inconteste é este: os partidos políticos pátrios não possuem ideologia definida real [tudo não passa de disposições estatutárias sem eficácia?], mostrando, diuturnamente, sanha de poder perpétuo [que dizer das emendas de majoração do mandato de J. Sarney e de reeleição de FHC e das intenções - mal veladas - de Lula, para um terceiro mandato?].

A lastimar tudo isso, enquanto grande parte da população padece da falta de moradia, alimentos, saúde, segurança pública...

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José Inácio de Freitas Filho
Advogado [OAB/CE 13.376]

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