Exército vai intervir quando houver ilícito no Rio

O Exército, que foi deslocado para garantir as eleições em comunidades do Rio de Janeiro, fez as primeiras prisões desde o início da Operação Guanabara, do Tribunal Regional Eleitoral fluminense. As duas pessoas encaminhadas à delegacia teriam sido flagradas usando drogas na comunidade de Amarelinho, em Irajá, zona norte do Rio. Apesar de a Operação não ter sido criada para exercer atividades na área de segurança pública, o porta-voz do Exército, coronel André Luiz Novaes, informou à Agência Brasil que “sempre que houver algum ilícito” os militares vão intervir.

“A operação não é de segurança pública, [o Exército] está ali para dar segurança ao processo eleitoral. Mas, nos casos em que houver um tipo de ilícito como esse, uso de droga, alguém armado, alguém ameaçando, nós vamos agir como agimos hoje”, afirmou o coronel.

Segundo Novaes, as duas pessoas detidas estavam com morteiros sinalizadores, “os mesmos utilizados pelo tráfico para anunciar a chegada da polícia, de força legais”.

O coronel lembrou que a lei prevê que qualquer pessoa pode intervir em caso de flagrante delito, inclusive, os militares. “Independentemente do objetivo da operação, de haver ou não operação, se acontecer um ilícito na frente de militares, eles vão intervir”, reafirmou.

hammer eduardo disse:
27 de setembro de 2008 às 01:42

Numa primeira passada de olhos , o Coronel Novaes esta certissimo porem cabe lembrar que o proprio Exercito deve tambem ter atenção com os seus para que não ocorram trapalhadas tragicas novamente como foi aquele absurdo do Morro da Providencia quando aqueles BOÇAIS fardados entregaram a uma facção rival em outro morro 3 pessoas que foram assassinadas a troco de coisa nenhuma. Na epoca lembro inclusive que a Imprensa ( ela mesmo , que tanto medo causa em alguns frequentadores por aqui) levantou inclusive a peteca de que em troca dos 3 pobres diabos , teria havido "um por fora" na mão dos ciosos militares pelo "favor" atendido - por fora leia-se DINHEIRO VIVO!
Infelizmente a grande Imprensa mais uma vez cometeu seu pecado maior , acendeu os holofotes , fez aquele estardalhaço e depois o assunto - gravissimo por sinal- sumiu convenientemente da midia , quiçá sufocado pela verdadeira cascata de escandalos variados que vieram a seguir.
Mister tambem se faz lembrar que o fato de NOVAMENTE o simpatico e inoperante des-governador Sergio Cabral pedir penico aos militares em momentos criticos , mostra sem a menor sombra de duvida o estupendo FRACASSO de sua politica de in-segurança. É o fracasso com direito a recibo, se é que podemos assim dizer. Pobre Rio de Janeiro , ja a um bom tempo envolvido numa guerra civil AINDA não reconhecida oficialmente.

Reinhardt disse:
27 de setembro de 2008 às 11:04

Ah, esses militares! Sempre tão formalistas. Gostaria de ve-los em combate com o coronel Novais explicando que "matavam pela Pátria". A atividade castrense é incompatível com o "politicamente correto", meu bom Novais. Porisso que, toda vez que se fala na vitória militar sobre a guerrilha comunista ( 68-76), nossos milicos ficam envergonhados. Ora, vencer inimigo armado não é vergonha para ninguém. Ademais, a guerra de guerrilhas não é regida pelas convenções internacionais (Haia e Genebra). Em outras palavras: guerrilheiro não é soldado combatente .Não tem direito a quartel .Os insurgentes ,que vendem cocaína nas colinas do Rio, deveriam ser tratados como tais e não como criminosos comuns. Leiam as lições do grande Duque de Alba,na Flandes do século XVI, ou do invicto general Massu no inicio da guerra argelina. Esses herois não foram ouvidos,resultado : a Espanha perdeu os Países Baixos e a França foi destronada da Argélia.Se continuarmos combatendo os insurrectos das colinas com coroneis explicadinhos como o Novais , daqui a pouco essa escumalha estará cafungando em nossas salas com seus fuzis automáticos nos ombros.O Exército está em missão constitucional.Não precisa dar explicações a ninguém.

abreu disse:
29 de setembro de 2008 às 09:34

Sinceramente não entendo algumas pessoas. O comentarista abaixo dise que o Exército esta cumprindo sua função e não precisa dar satisfação. Ora a informação é necessãria para que os mal intencionados não se aproveitem para deturpar os fatos. Isto vem provar que os militares não são ditadores natos como os mal intencionados dizem. Quanto a prender infratores em flagrante delito é função de qualquer um da comunidade, muito mais da autoridade constituída.Se informam não agradam, se não informam também. Como agradar a todos não dá, ten-se que fazer o que a situação obriga desde que se tenha poderes para tanto para evitar-se arbitrariedade.Prender, não é humilhar o preso, não é dár tapa na cara, não é empurrar com violência no camburão depois de imobilizado o prisioneiro. ISSO É QUE É RESPEITAR OS DIREITOS HUMANOS? Dar paulada em quem esta trabalhando, É RESPEITAR OS DIREITOS HUMANOS? Refiro-me a qualquer tipo de trabalho. CAMELÔ NÂO `E TABALHADOR? OU ELE TEM OUTRO EMPREGO OU OPÇÃO? PENSAR< PENSAR. PAPO FURADO NÃO DA CAMISA A NINGUÉM. O POVO ESTA ATENTO PARA INJUSTIÇAS.

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