Eduardo Suplicy leva ao STF documentos que inocentariam Battisti

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (11/2), para entregar aos ministros documentos que inocentariam o italiano Cesare Battisti da condenação pelo assassinato de quatro pessoas na Itália. Suplicy encontrou o italiano há duas semanas na penitenciária da Papuda, em Brasília, onde está preso desde março de 2007.

Eduardo Suplicy contou que Battisti está escrevendo da prisão uma carta para contar a sua versão dos fatos e para afirmar que não cometeu nenhum dos crimes pelos quais foi condenado.

Ao parlamentar, o italiano reclamou de desrespeito ao seu direito de ampla defesa no julgamento em que foi condenado. A carta deve chegar ao Supremo nos próximos dias.

Segundo o senador, Battisti disse que está disposto a ir pessoalmente ao Supremo, durante o julgamento do pedido de extradição apresentado pelo governo da Itália, para defender a sua inocência e expor os fatos acontecidos no final dos anos 70. No dia 13 de janeiro, o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu refúgio ao ex-militante comunista.

Ato político

Suplicy disse que se interessou pelo caso depois que discutiu a situação de Battisti com Fred Vargas, arqueóloga, historiadora e escritora francesa de grande destaque na Europa. Após estudar os detalhes do processo, Suplicy disse estar convencido de que, mesmo que não tenha participado dos crimes pelos quais foi condenado, os atos de Battisti, principalmente no fim dos anos 70, buscavam “subverter a ordem do estado italiano”, e que, exatamente por isso, devem ser considerados como atos tipicamente de cunho político.

Ext 1.085

Bonasser disse:
11 de fevereiro de 2009 às 21:31

Agora vai ser um trabalho danado para a ECT, todos os presos do Brasil irão enviar cartas ao STF dizendo-se inocentes e aí tudo bem... vamos resolver os problemas de culpas e da população carceraria...HAHAHAHAAH esse Suplicy é de lascar.

Michael Crichton disse:
12 de fevereiro de 2009 às 00:40

O italiano foi condenado e isso transitou em julgado. A questão agora é se a concessão do status de refugiado vale. A inocência não se discute mais.
Mas lembram do senador querendo ajudar aquele funcionário da Câmara, lá por 94? Ele foi para NY procurar a vítima. A vítima estava enterrada...

Ricardo disse:
12 de fevereiro de 2009 às 10:38

O nosso ilustre senador perdeu totalmente o desconfiômetro.
Pena que ele não demonstrou o mesmo interesse pelos pugilistas cubanos que devem estar vivendo felizes no paraíso da democracia.

Czr® disse:
16 de fevereiro de 2009 às 11:04

É lamentável como este Sr. - que adora holofotes - se preocupa em defender criminosos, e não é a primeira vez, ele defendeu os sequestradores do Abilio Diniz, lembram?.
Será que não temos problemas suficientes aqui dentro ? Precisamos importar criminosos ?
Como podemos exigir que respeitem nossas Leis senão respeitamos as dos outros ?
É LAMENTÁVEL...
Cezar Augusto
Advogado

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