A Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) registrou no ano passado 102 casos de agressão a peritos médicos previdenciários por parte de segurados do INSS. Apesar de a associação considerar o número alto, a situação pode ser considerada melhor do que nos dois anos anteriores quando houve o assassinato de quatro peritos.
“A perícia não tem o que comemorar. Os 102 casos reportados ainda representam um número altíssimo, principalmente se levarmos em conta que em 2008, o INSS instalou equipamentos de segurança”, afirma Luiz Carlos de Teive e Argolo, presidente da associação.
O INSS diz que 92% das agências já contam com equipamentos de segurança. Para a associação, esse número é irreal. Além disso, Argolo argumenta que os funcionários não são treinados para usar esses equipamentos.
Em novembro passado, uma funcionária do INSS, que não é perita médica, foi assassinada durante o serviço. Em uma agência em João Pessoa, um homem atirou três vezes contra a funcionária Maria Osmarina Sabino da Silva, de 50 anos, que morreu no local.
Um dos casos de agressão aconteceu no final de dezembro, quando um perito em Minas Gerais recebeu uma cadeirada no braço de uma segurada de 40 anos. Revoltada com o resultado de sua perícia, a mulher tentou primeiro atirar o monitor do computador contra o perito que a atendia. Como não conseguiu, arremessou a cadeira.
Resta à associação apurar as razões que provocam este tipo de revolta e levam os segurados a agir dessa forma contra os agentes do INSS.

Ora, que tal esta nobre associação, fazer um levantamento de quantos cidadãos e cidadãs, foram vítimas da arrogância, da prepotencia e do descaso de ALGUNS MÉDICOS PERITOS?
Isto sem mencionar os funcionários do INSS.
É o país da impunidade!
Se o profissional médico estiver errado,caberá recurso.
Aos profissionais,minha solidariedade.
Por que será ? Vamos investigar ? Ninguém bate em semideuses sem motivo.
acdinamarco@aasp.org.br
O que ocorre nos consultórios da perícia médica do INSS é estarrecedor. Pressionados pelo orgão boa parte dos peritos concedem "alta" a doentes incapazes de retornar ao trabalho. O pobre segurado mal sabe o significa o tal de "recurso" e, em seu desespero diante da injustiça, muitas vezes perde a cabeça.
Realmente, cabe à associação apurar as razões que levam os segurados a agir dessa forma.
A situação é mais grave do que possamos imaginar, analisemos a seguinte situação, um segurado do INSS é afastado por motivos de doença, todavia, o INSS não se sabe porque razão estabeleceu a alta programada, ou seja, ou peritos que merecem todo o nosso respeito são obrigados a conceder alta a segurados que não tem condições de retornar ao trabalho.
Das duas uma ou o INSS está de brancadeira com o segurado, ou os peritos são videntes.
A grande verdade é que se o INSS cumprir com o seu papel não precisa instalar sistemas de segurança, pois isso é mais uma afronta ao direito do segurado, não o direito de agredir médicos, mas o direito de ter um atendimento digno.
Já há algumas ações tramitando no poder judiciário contra os flitz da vida que se dizem peritos do INSS.
E quando forem condenados a indenizar os segurados vão pensar dez vezes antes de conceder alta de doentes que contribuiram a vida toda ao INSS e não tem respeitado o dieito de receber um beneficio quando estão doentes.
Esta causa é de todos nés e a indignação também.
Nota ZERO ao INSS e nota ZERO aos malfadados médicos que fizeram um juramentos e quando realizam uma pericia sequer olham no rosto do segurado, deve ser por vergonha...
Além de agressões fisicas, os peritos também são monitorados , pressionados e perseguidos por alguns gerentes do INSS. Aqui no Sul , tenho alguns amigos peritos medicos que foram perseguidos pela Gerente do INSS em Cascavel/PR. Um deles veio a falecer em razão de perseguições do proprio INSS. Ou fazem o que a gerente exige, ou são massacrados através de perseguições. Com a palavra o Ministro da Previdencia Social.
Sei de um caso no qual o segurado tinha tumor no cérebro, mas, mesmo assim, sua pensão por invalidez foi suspensa, depois de tê-la recebido durante um ano, sem que houvesse qualquer irregularidade na documentação, e o principal, sem que houvesse qualquer alteração em seu quadro clínico.
Não justificando, mas haja paciência.
Se o perito médico diz-se "obrigada" a não conceder licenças e/ou dar alta programada, peça exoneração e vá exercer sua profissão conforme seu Código de Ética.
Não defendo violência contra eles, claro! mas, para o segurado que já foi umas 20 vezes e não lhe dão aposentadoria (porex, como conheço), em caso de enfermidade que a permite, quem aparece como o vilão da história é o perito médico, que está na "ponta da linha".
Qto ao INSS, nem há o que falar mais.
Sou veementemente contra qualquer tipo de violência, porém "Violência gera violência". É o caso de muitos médicos do INSS que violentam os pacientes/segurados no âmago do seu ser: a auto-estima, o amor próprio.
Paulo Cardoso
Meu marido foi vítima de um AVC, ficando com sequelas cognitivas, incapacitado de exercer sua profissão.
Para todas as reavaliações pelos peritos do INSS, eu tinha que levar um laudo neuropsicológico, que custa em torno de 400 reais, para confirmar as condições de incapacidade dele.
Durante uma dessas perícias, o médico nem sequer abriu o laudo, pois tinha sido feito há 3 semanas. Porém, devido ao sistema de marcação de perícia do INSS, fica impossível ter um laudo em mãos, feito com antecedência de um dia, como queria o perito.
Francamente, eu fiquei desesperada com a situação.Ele cancelou o afastamento de meu marido e o mandou de volta para o trabalho, criando uma situação horrível nas escolas em que trabalhava. E o recurso só pode ser pedido um mês após o cancelamento do afastamento.
Sou absolutamente contra qualquer tipo de violência, mas depois dessa experiência, compreendo melhor a situação de desespero de quem tem que se submeter a esse sistema e suportar a arrogância e desconsideração de um perito.
Se ele sofre pressão da "gerência" para tomar decisões negativas, que tome as providências administrativas necessárias e simplesmente não desconsidere o ser humano que está na frente dele, no momento de maior fragilidade humana, que é quando nos falta a saúde.
Alguém já ouviu falar em "lei da causa e do efeito"?
Estudar medicina para atestar que uma maioria de pessoas doentes DEVEM VOLTAR AO TRABALHO, é lamentável.
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