A defesa do delegado da Polícia Federal Severino Alexandre de Andrade Melo entregou, nesta terça-feira (21/7), na 10ª Vara Criminal de São Paulo, pedido de suspeição contra o procurador Roberto Dissé Diana, responsável por duas denúncias contra Andrade Melo. De acordo com a defesa, o delegado é alvo de perseguição por parte do Ministério Público Federal em São Paulo.
O delegado é acusado de prevaricação por ter usado serviços de um motorista e um agente da PF para conduzir sua mulher para procurar um apartamento pela cidade de São Paulo, para onde a PF tinha acabado de transferi-lo. Num outro processo, ele também responde pelo crime de condescendência criminosa, sob a acusação de ter deixado de informar o Ministério Público Federal sobre irregularidades cometidas pelo delegado Nivaldo Bernardi, à época seu subordinado. O autor dessa denúncia também é o procurador Dissé. O delegado Bernardi responde por estelionato por ter solicitado, com papel timbrado da Polícia Federal, 54 credenciais para o GP Brasil de Fórmula 1 em 2004. Para a Procuradoria, tanto Andrade Melo como o ex-corregedor-regional, Antonio Pietro, acobertaram as irregularidades de Bernardi. Neste caso, a defesa preliminar de Severino já foi apresentada e processo está pendente de julgamento (clique aqui para ler mais).
No pedido de suspeição, a defesa de Severino Alexandre de Andrade Melo, representada pelo advogado Paulo Morais, do Morais Advogados Associados, reforça que o delegado jamais determinou ou ordenou que funcionários da PF deixassem suas tarefas para procurar imóvel para ele morar. “Não é crível que um policial com o prontuário de Andrade Melo e com anos de dedicação integral ao funcionalismo público tenha que passar por uma situação vexatória e irrelevante, assim como esta absurda imputação feita pelo MPF”, diz a defesa.
O advogado afirma que é nítida e clara a perseguição política e pessoal que gira em torno da acusação contra o delegado. No pedido, ele cita que, durante o Procedimento Criminal Interno contra seu cliente, o procurador Dassié Diana o tratou de forma grosseira e em tom de ameaça. Por isso, o delegado também alterou seu tom de voz. “Assim, evidente que a partir daquele momento, eles passaram a ter enormes divergências e sentimentos pessoais”, argumenta a defesa no pedido de suspeição do procurador.
Em nota enviada ao ConJur, o procurador Dassié Diana, contesta as alegações da defesa. Diz que não tratou o delegado Severino de forma grosseira e em tom de ameaça. Segundo ele, o objeto deste procedimento que a defesa aponta é diferente da denúncia apresentada nos autos 2009.61.81.007402-7, em trâmite perante a 10ª Vara Federal Criminal de São Paulo e no qual se imputa o crime de prevaricação a Severino. (Clique aqui para ler íntegra da nota do procurador).
Ainda segundo Diana, ele não se recorda de ter recebido o delegado em seu gabinete, “em qualquer ocasião, mas, com certeza, jamais tratou com o delegado sobre o assunto mencionado pela defesa”, destaca.
Clique aqui para ler o pedido.
Notícia alterada às 15h52, desta quarta-feira (22/7), para acréscimo de informações.

Como pode um cidadão desse sujar o nome de um instituição que tem respeito e credibilidade no cenário nacional, por meio de um trabalho sério e competente? É uma vergonha para os demais policiais.
Esperamos êxito na ação proposta pelo MPF, que dificilmente persegue alguém sem motivos justos.
Gabriel, gostei da piada, você tem um ótimo senso de humor. Parabéns!
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E enquanto isso, na sala da Justiça...
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