O advogado e defensor público Amilcar Siqueira morreu, no dia 20 de fevereiro, no Rio de Janeiro, por causa de uma infecção generalizada causada durante uma cirurgia. Aos 57 anos, ele deixou mulher e dois filhos.
Nascido no Rio de Janeiro, Siqueira formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Direito em 1974. Desde 1981, ele era defensor público do Rio de Janeiro.
Siqueira também foi professor de Direito Processual Penal em cursos preparatórios para concursos públicos jurídicos e em faculdades de Direito. Em agosto de 1991 a dezembro de 1994, ele foi membro do Conselho Penitenciário do estado do Rio.
Há 15 anos, ele entrou para o escritório Luís Guilherme Vieira Advogados Associados. “Perde a advocacia. Tenho certeza que ele está advogando em outras plagas”, afirma Luís Guilherme Vieira, destacando sua trajetória tanto no Direito Público quanto Privado.
Segundo o seu colega de escritório, a opção de Siqueira pela advocacia começou na época da Ditadura quando, no início de carreira, defendeu presos políticos.

Atônito, recebo a notícia sobre o falecimento do advogado Amilcar Siqueira.
Nas oportunidades, em que estive com Amilcar, uma marca o caracterizava como pessoa: a doçura no trato.
A OAB-RJ e a Defensoria-RJ perdem uma expressão, um exemplo e uma amigo.
Deixo os meus sentimentos ao seu colega de escritório e querido amigo Luis Guilherme Vieira.
Renato de Moraes
Os pësames pela passagem de brilhante profissional. Na verdade, ele náo é advogado e defensor público. Ele era um advogado que atuava como defensor público, pois a defensoria exerce advocacia social, atividade náo privativa do EStado e que também é exercida pela combativa iniciativa privada.
Amilcar Siqueira, como defensor público, atuou no júri em comarcas do interior, assim como na Baixada Fluminense, e há vários lustros atuava na chamada advocacia criminal de crimes econômicos. Tirante isso, atuou na defesa de presos políticos, e era uma das pessoas mais cultas que já conheci, e uma das pessoas mais humanas que já se viu. Aluno de Aurélio Buarque de Holanda, conhecia mais gramática que muito catedráticos que conheci, e ensinava melhor. Atuou em causas com Sobral Pinto, trabalhou com Evaristo de Moraes, com Luís Guilherme Vieira.
Perdemos um grande advogado, e um gigantesco Homem.
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