O ex-militante italiano de esquerda, Cesare Battisti, aguarda em greve de fome o julgamento de sua extradição, marcado para a próxima quinta-feira (12/11). De acordo com o site G1, a informação veio do movimento Crítica Radical, liderado pela ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenele, e pela professora Rosa da Fonseca, que defendem a permanência de Battisti no Brasil como anistiado político.
A ex-prefeita, que é testemunha de defesa no caso, soube durante uma reunião com José Antonio Toffoli, ministro do STF, que Battisti se recusa a comer. Segundo ela, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que Battisti não se alimenta há alguns dias.
Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália acusado de matar quatro pessoas. Maria Luiza e um grupo de pessoas contrárias à extradição dele o visitaram nesta quarta-feira (4/11) no presídio da Papuda, em Brasília. De acordo com a ex-prefeita de Fortaleza, Battisti está impaciente com a demora no julgamento, por isso começou a greve de fome.
Em janeiro deste ano, Battisti recebeu do ministro da Justiça, Tarso Genro, a condição de refugiado político no Brasil. Ele permanece preso até que o STF decida se o status de refugiado impede ou não sua extradição pedida pelo governo italiano. O julgamento começou em setembro, mas foi interrompido devido ao pedido de vista feito pelo ministro Marco Aurélio.
Ex-integrante da organização Proletários Armados pelo Comunismo, Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua. Passou 28 anos no exílio, entre França, México e, por último Brasil, onde foi preso no Rio de Janeiro, em 2007.

Está economizando dinheiro público. Que continue muito tempo fazendo greve de fome. O cidadão brasileiro agradece!
É isso ai Wagner. Concordo contigo. Tomara que o julgamento desse vagabundo leve mais uns tres meses; dai a ação será extinta por falta do objeto.
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