Polícia Federal vai criar Coordenadoria de Repressão ao Desvio de Verbas

A Polícia Federal vai anunciar, em breve, a criação da Coordenadoria de Repressão ao Desvio de Verbas. A base do novo órgão será Brasília, mas a estrutura contará com uma rede de 27 novas delegacias espalhadas pelo país. O foco dessas novas delegacias será o acompanhamento dos repasses federais das verbas dotadas a estados e municípios, um trabalho a ser feito junto da Controladoria-Geral da União.

Serão criados 32 novos cargos de chefia. Os gastos anuais estão previstos em cerca de R$ 40 milhões anuais, um aumento dos custos gerais da PF de R$ 30 milhões, o que representaria menos de 1% a mais no orçamento da PF. Os dados mais recentes da PF indicam que, da Operação Anaconda, de outubro de 2003, a primeira grande da PF, até o primeiro semestre de 2009, a PF prendeu cerca de 900 núcleos acusados de formação de quadrilha, com a detenção de 12 mil acusados. Desse total, quase 14% ou cerca de 1,6 mil acusados tinham cargos públicos e 94 deles exerciam o cargo de policiais federais.

O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, diz que, embora a PF seja a unidade mais visível, a repressão às quadrilhas vem aumentando porque outros órgãos públicos, como o TCU, CGU, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vêm aperfeiçoando suas estruturas. Foi o que permitiu que, de 2003 até agora, a PF desbaratasse mais de 900 quadrilhas e prendesse 12 mil criminosos, dos quais 13,6% ou 1.639 pessoas eram agentes públicos, 94 deles policiais federais, envolvidos em corrupção. A PF estima que, com a criação da Coordenadoria de Repressão ao Desvio de Verbas, os números gerais de presos podem aumentar em até 20%.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Contribuinte Indignado disse:
12 de outubro de 2009 às 21:48

A POlícia Federal já terá um vastíssimo e profício trabalho em favor de sua reputação excelente e dos contribuintes indignados como eu se começar seu trabalho investigando os repasses do Governo Federal a ONGS fantasmas, que, por sua vez repassam os recursos ao MST, esse bando de vândalos desordeiros e querem não querem terra alguma. São cerca de R$ 160 milhões desde 2003, do meu, do seu do nosso tributo desde que Lula tomou posse. deveria também investigar de que vive esse Stédile.

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
12 de outubro de 2009 às 22:01

Que piada mais ordinária! Propaganda enganosa é o que nunca faltou nesta republiqueta.
Aqui tudo é falso ou dissimulado.
Todos sabem que nesta República Federativa da Vergonha o grande desvio da receita pública é praticado pelos membros da nomenklatura tupiniquim que permanecerão impunes, pois os jagunços do poder nunca se atreverão a lançar tais nomes nos relatórios policialescos.
Diz a matéria: “Desse total, quase 14% ou cerca de 1,6 mil acusados tinham cargos públicos e 94 deles exerciam o cargo de policiais federais.”. Não se deixem enganar, todos serviçais do poder, nenhum membro do establishment.
Nada se modificará, nem mesmo o sorriso das hienas opressoras.
É possível que os números gerais de presos aumentem, mas os habitantes das prisões infectas e desumanas continuarão sendo os homens do povo, nenhum renomado saqueador da nação conhecerá esses porões medievais.
Deixem-nos pelo menos sonhar com a isonomia jurídica: acabem com a deusa protetora dos crimes de lesa-pátria, a decantada imunidade parlamentar; abram mão do foro privilegiado e, afastem as indicações políticas aos Tribunais de Contas e aos Tribunais de Justiça Estaduais e Superiores. Então poderemos começar a acreditar em alguma medida do rei dirigida verdadeiramente aos interesses de seus súditos, caso contrário, todo e qualquer ato será sempre em defesa do aparato estatal, aliás, a base da classe política dominante.

Contribuinte Indignado disse:
13 de outubro de 2009 às 09:54

QUANTOS DOS 12.000 CRIMINOSOS CONTINUAM NA CADEIA? AH AH AH

DPF Falcão - apos disse:
13 de outubro de 2009 às 12:26

Parece que houve um "pequeno" equívoco nos valores relativos às chefias das novas Delegacias.
Ao contrário de outras instituições que têm valores de gratificações condizentes com as responsabilidades das funções, as chefias de Delegacias na PF são "gratificadas", em média, por "fabulosos" R$ 300,00 brutos, dos quais são descontados 27,5% de IR.

Suzy disse:
14 de outubro de 2009 às 11:29

Mais uma criação desnecessária e totalmente desrespeitosa para com o povo brasileiro, pois somos sabedores da realidade, e infelizmente essa realidade nua e crua é bem diferente da máscara colorida aqui pincelada...é cruel e desonesta. Falta mesmo é seriedade e compromisso em nosso País.

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