Corte Especial do STJ revoga prisão de José Roberto Arruda

José Cruz;/ABr

Brasília - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão do ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda - José Cruz;/ABr

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu, na tarde desta segunda-feira (12/4), por oito votos a cinco, soltar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, preso desde o dia 11 de fevereiro numa cela da Polícia Federal. A maioria dos integrantes da Corte seguiu voto do ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito sobre o esquema de corrupção no Distrito Federal.

Fernando Gonçalves entendeu que não há mais "razões" para a prisão preventiva de Arruda. A decisão do STJ contrariou posição do Ministério Público Federal. Em requerimento enviado ao tribunal, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge pediu a manutenção da prisão de Arruda.

Além de Arruda, serão soltos Geraldo Naves, Wellington Luiz Moraes, Antônio Bento da Silva, Rodrigo Diniz Arantes e Haroldo Brasil de Cavalho. 

Arruda foi preso em fevereiro, por decisão do STJ, sob a acusação de coagir testemunhas e obstruir as investigações sobre o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Tentou, sem sucesso, um Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal. Em março, ele perdeu o cargo de governador. Foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral por infidelidade partidária.

Arruda deixou o DEM em dezembro depois da revelação do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro. Ele não recorreu da cassação e aceitou a perda da cadeira de governador.

Fernando Gonçalves alegou que, segundo a Polícia Federal, as próximas diligências da investigação sobre o "mensalão do DEM" serão "técnicas", o que diminui as chances de Arruda interferir no inquérito. O ministro afirmou também que, cassado, Arruda perdeu o poder de governador de atrapalhar a ação da Polícia para apurar o esquema de corrupção.

“Não mais subsiste a necessidade de prisão. Não há mais como o preso influir na instrução criminal, mesmo porque ele não sustenta mais a condição de governador de Estado. Neste sentido, entendo que a prisão preventiva deve ser revogada”, afirmou o ministro Fernando Gonçalves. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

Inquérito 650 e APn 622

[Foto: José Cruz, da Agência Brasil]

Marcos de Moraes disse:
12 de abril de 2010 às 18:28

TIVESSE RENUNCIADO não teria ficado tanto tempo recluso.

Contestador disse:
12 de abril de 2010 às 18:43

A regra é responder em liberdade. E mesmo que tivesse renunciado continuaria preso porque assim exigia a famigerada e persuasiva opiniao publicada.

dinarte bonetti disse:
12 de abril de 2010 às 19:42

Irretocavel a decisao do STJ.
Mas o problema de nossa justiça continua: quanto tempo correrá até o julgamento? tres anos, cinco, dez, cem?
Nos Estados Unidos, Madoff rapidamente foi julgado e condenado. E está cumprindo prisão de mais de 100 anos, por crime de colarinho branco.
No Brasil, já sabemos o desfecho: as procrastinações vao levando o processo provavelmente até sua prescrição. O que pensaria um cidadão norte-americano se isso ocorrese em seu país?
Porisso nossa justiça está na situação que está, perante a opinião publica, ou seja, do povo, que é quem paga os salarios dos juizes, desembargadores, ministros: um desastre.
E será que ninguem vai tentar solucionar isso? deveremos sempre conviver com essa infancia da nossa justiça? quando seremos um país adulto, democratico, republicano?
Pela cara do ilustre ex-governador, feliz da vida, ele está se preparando para fazer companhia ao juiz Lalau, gozando da fortuna que acumulou, as custas dos trouxas e palhaços, que somos nós, administrando a "justiça", com bons (ótimos) advogados.

Joaca disse:
13 de abril de 2010 às 02:46

Penso que isso é um piada verdadeira,da justiça brasileira.O assalto à PTbrás,pelo governo Lula,foi julgado por CPIs,onde o Senado manipulou a decisão.Arruda na cadeia e o Lula solto.Pode? Isso é Brasil de ladrões embutidos nos três poderes.

acdinamarco disse:
13 de abril de 2010 às 09:54

LAMENTÁVEL !!! MUITO LAMENTÁVEL !!!

hammer eduardo disse:
13 de abril de 2010 às 10:18

Considerando-se o ritmo normal de nosso ja conhecido e nauseante "gran circo brasilis" , diria ate que o calvo meliante do planalto central ficou bastante tempo atras das grades mas convenhamos , a vista de REALIDADE brasileira , cumpriu apenas o "periodo maximo de praxe" para dar um cala boca nesta População perigosissima e cada vez mais informada que tem o pessimo habito de "começar" a querer cobrar da CORJA des-governante atitudes mais serias.
Infelizmente nem precisa ser muito genio para descobrir que o processo sera devidamente "pilotado" pelo cioso adevogadio em todas as chicanas possiveis e imanginaveis enquanto o meliante neo-barbado correrá atras do prejuizo dentro do sacrossanto recinto de seu lar. Alias , dentro da ESCULHAMBAÇÃO reinante , nem ficaria muito surpreso se em poquissimo tempo o mesmo não concorresse novamente a algum cargo eletivo voltando ao "pudê" nos braços da massa ignara que acha sensacional eleger meliantes deste calibre , isto é o verdadeiro Brasil , o resto não passa de conversinha para adormecer a boiada. Como muito bm ja citou outro Comentarista , se o Maddoff fugisse para o Brasil, seria tratado com caviar e champagne , se não fosse colocado em algum cargo publico pela "nomenklatura" petralha.
Este é o nosso triste caminho , bandidos a solta com uma Justiça apropriada talvez para a Austria e a Finlandia porem a distancias continentais da realidade diaria criada pela marginalia eleita e de meias e cuecas cheias.
Povinho muito BUNDA o nosso!!!!!!!!!

Zerlottini disse:
13 de abril de 2010 às 14:18

Se fosse um TRABALHADOR que tivesse roubado um pão para matar a fome de um filho, ele ficaria na cadeia até apodrecer. Mas, como é um LADRÃO de colarinho branco, ele está solto. Por que é que não lhe pedem desculpas e o reconduzem - com todas as honras, claro - ao cargo, para que ele possa continuar roubando?
E depois, ainda reclamam quando o brasileiro não acredita nessa "JUSTISSA" brasileira...
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Gabriel disse:
13 de abril de 2010 às 15:21

O Arrudão tem muito dinheiro, roubado do povo mas tem. Não adianta chorar. O Brasil é assim: prisão é pra pobre e ponto final.

eduardo disse:
13 de abril de 2010 às 16:03

Querem apostar quanto que agora esse crápula da vida pública virá a público com aquelas ceninhas cínicas de choro, dirá que está arrependido, etc e tal, como fez várias vezes antes.
Na China ele (e outros assemelhados) receberia o que merece: um tiro na nuca e o esquecimento público.
Aqui deveria, no mínimo, levar uma boa surra de vara de marmelo prá aprender a deixar de ser corrupto e lesar o povo!
Também seria ótimo se fosse prá uma cadeia normal. Queria vê-lo se explicando "prá galera" de lá...

JCláudio disse:
13 de abril de 2010 às 20:58

Então, eles acreditam que o bandido do Arruda nada fará. Nesta caso, ficamos com a conversa fiada de que um bandido nada fará para prejudicar o andamento do processo. E todos passam acreditar que o Arruda é um santo. Lugar de demônio é no inferno. E de bandido é na cadeia. Portanto, os tais juizes do STJ deram a liberda as bestas do apocalipse. Quem quiser que acredite nesta balela dita no julgamento do pedido de liberdade do santo Arruda.

Sargento Brasil disse:
14 de abril de 2010 às 21:33

Rotina, nada mais que rotina. Tudo como dantes no quartel de arantes. Cheguei até sonhar que desta vez era prá valer, mas...éa pura utopia.

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