Joaquim Barbosa diz em nota que repudia “fabricantes de escândalos”

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, divulgou nota nesta segunda-feira (9/8) para falar sobre a sua licença médica e responder à notícia do jornal O Estado de S.Paulo de que participou de festas e esteve em bares em Brasília durante o período de afastamento do Supremo. De acordo com ele, "os dados médicos e os procedimentos a que se submeteu ao longo dos últimos três anos estão fartamente documentados no serviço médico do Supremo Tribunal Federal".

Na nota, Joaquim diz ainda que "as notícias são de caráter sensacionalista e as fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a paparazzi e fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até aconselhados pelos médicos que me assistem".

Pauta
Na nota o ministro confirma a sua volta ao Supremo para tratar de casos importantes. Entre os processos que estão na pauta da próxima quinta-feira (12/8), está a Ação Penal 470, que trata do julgamento dos envolvidos no mensalão, da qual é relator. Joaquim Barbosa também deverá desempatar a votação sobre a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Ele também pediu a inclusão na pauta do Inquérito 2.027, que trata da denúncia contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) por crimes contra o sistema financeiro. Ainda que esteja na pauta da sessão desta semana, a Assessoria de Imprensa do STF avisa que não é possível afirmar que todos esses processos serão julgados na quinta-feira.

Leia aqui a nota de Joaquim Barbosa.

JCláudio disse:
09 de agosto de 2010 às 22:00

Então, ai esta um dos motivos que levam centenas de processos à prescreverem. E ainda acham que este país é sério. É por este e outros motivos que os nossos políticos continuam usando o velho discurso de que vale apena tentar, pois nada irá acontecer. Viva a impunidade.

JETHRO SILVA JUNIOR disse:
09 de agosto de 2010 às 23:09

Não se discute a legalidade das licenças do sr. Ministro Barbosa, nem precisa argumentar que a documentação respectiva está no STF; o que a comunidade jurídica discute é se são JUSTAS.
Pela frequencia com que são solicitadas (e concedidas), e a duração das mesmas, a cura médica de S. Exa. é no mínimo duvidosa.
De qualquer forma, durante suas licenças, está causando enormes transtornos aos jurisdicionados, pela excessiva demora na prestação jurisdicional.
S. Exa. deveria ter a humildade de aposentar-se, abrindo vaga para outro com a saúde mais compatível com o fardo.

Sunda Hufufuur disse:
10 de agosto de 2010 às 00:11

O Maluf saiu de cadeira de rodas da prisão e pouco tempo depois já estava nos bares. Ora, se um habeas corpus cura até paralítico, qual é o problema que algo, ainda que administrativamente proveniente do STF, cure doenças menores?
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Vcs. são homens de pouca fé! Afinal, eles não estão em contato com o Supremo, eles são o Supremo!!!
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Pobres mortais, baixem as suas cabeças!

A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 08:43

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Ó "JB" faça o favor de "exercer a cidadania" , com respeito pelo contribuinte, pela Justiça e pelo Estado ! ! !
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Disponibilize a sua "cadeira", para que outro magistrado possa agilizar o "retrancado" e moroso judiciário ! ! !
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Ame mais a Pátria e menos o seu "ego" ! ! !

HERMAN disse:
10 de agosto de 2010 às 08:51

Tudo que ocorre na vida de pessoas espiritualizadas e cultas serve de aprendizado. Agora o Sr. Ministro, por quem tenho duas gratidões pessoais e, diversos inconformismos, entenda que pessoas inocentes, desvinculadas de qualquer envolvimento em atos irregulares, podem ser vítimas de matérias plantadas na mídia pelo próprio Ministério Público, do qual ele mesmo fez parte.

amigo de Voltaire disse:
10 de agosto de 2010 às 09:03

Tremendo cara de pau o sr. Ministro. Achar que a sua coluna é mais importante que centenas de processos é se adorar demais! É esse tipo de Ministro que temos no STF? tais fatos revelam seu despreparo para o exercício de tao nobre funçao. Culpe-se também a legislaçao que de tanto proteger os seus, permite esse tipo de situaçao. Levar o assunto como alguns fazem para o campo racial é desonestidade. A questao é clara, nao pode trabalhar deixe para alguém que pode.

acdinamarco disse:
10 de agosto de 2010 às 10:01

NÃO QUERO SER DESAGRADÁVEL MAS, QUALQUER MEDICAMENTO NÃO É INCOMPATÍVEL COM BEBIDA ALCOÓLICA ?
acdinamarco@aasp.org.br

Carlos Alberto Costa Silva disse:
10 de agosto de 2010 às 11:36

Pois é Dr. Joaquim, Vossa Excelência esta envergonhando a Corte Suprema e causando um enorme transtorno para a nação. Ouça a voz das ruas... e vá trabalhar ....

olhovivo disse:
10 de agosto de 2010 às 12:15

De acordo com a tese de JB - que quase partiu para a briga corporal para defendê-la - sair no Jornal Nacional presume a veracidade da notícia. Logo, sair em qualquer Jornal não é motivo para abalar a tese. Portanto, o Joaquim deve trabalhar e frequentar bares, festas e tomar seus chopes, mas apenas nos finais de semana, como todos os mortais o fazem.

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