LIVRO ABERTO: Os livros da vida do advogado Antonio Corrêa Meyer

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Juca e Chico de William Busch - Divulgação

Primeiro Livro
Nunca a literatura tinha conhecido duas figuras tão rebeldes. Max und Moritz são dois meninos que, numa pequena aldeia, infernizam a vida de seus principais moradores. Numa sucessão de sete travessuras, conhecem um final que seria trágico, não fosse dedicado ao humor e ao cruel modo germânico de apresentar lições de moral. "Com o título de Juca e Chico – história de dois meninos em sete travessuras, foi traduzido no Brasil pelo poeta Olavo Bilac", esclarece Meyer.

"William Busch enriqueceu a narrativa com hilárias figuras, o que servia para cativar a atenção das crianças. Publicada originalmente em 1865, a obra é considerada como precursora dos quadrinhos", diz.


Literatura

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Crimes de Paixão de Dalton Trevisan - DivulgaçãoDalton Trevisan tornou os textos de seus livros cada vez mais curtos, tendo escrito contos exemplares de apenas uma linha nos quais aborda as tragicomédias do mundo pequeno-burguês. Privilegiando, como já foi observado, o "intenso sobre o extenso", seu realismo conciso expõe as feridas e entranhas da vida de forma cruel, mergulhando sem pudores nas misérias da alma humana. Seus personagens se compõem pelas ruínas do afeto e da moralidade. "Em Crimes de Paixão não é diferente. Com escrita concisa, ele conta as mazelas do amor humano", diz o advogado.

Com ouvidos bem abertos aos diálogos escutados em qualquer bar ou esquina de rua, esse mestre do momentâneo lancinante explora como poucos a perversidade dos desejos humanos. "Ele faz seus leitores observarem o latente que pulsa nas frases mais cotidianas, por detrás das quais se expõem as vidas anônimas de qualquer cidade contemporânea", completa.

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Gabriela Cravo e Canela de Jorge Amado - Divulgação

Grabriela, Cravo e Canela foi concluído em Petrópolis, Rio de Janeiro, no mês de maio de 1958. Sua 1ª edição foi lançada pela Livraria Martins Editora, com 453 páginas, capa de Clóvis Graciano e ilustrações de Di Cavalcanti. Tamanho foi o sucesso que em dezembro do mesmo ano foi lançada a 6ª edição, que passou a integrar a coleção Obras Ilustradas de Jorge Amado como tomo décimo quarto, volume XIX em seguidas e sucessivas edições chegou até a 50ª edição em 1975. Atualmente os direitos pertencem à editora Companhia das Letras, que está relançando todos os livros do autor.

Publicado em Portugal, é o romance de Jorge Amado com o maior número de traduções, tendo sido editado em alemão, árabe, búlgaro, catalão, chinês, coreano, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estoniano, finlandês, francês, georgiano, grego, hebraico, holandês, húngaro, inglês, italiano, lituano, macedônio, moldávio, norueguês, persa, polonês, romeno, russo, sueco, tcheco, turco e ucraniano.

Foi adaptado para televisão, telenovela produzida pela extinta TV Tupi em 1960, com adaptação de Zora Seljan, e Janete Vollu no papel principal, além de Paulo Autran como Mundinho Falcão. E na Rede Globo, em 1975, com adaptação de Walter George Durst e com Sônia Braga no papel principal. Fez grande sucesso no Brasil e em Portugal.

Também foi adaptado para o cinema, filme dirigido por Bruno Barreto, de 1983, com Sônia Braga no papel principal. Para a dança, espetáculo apresentado pelo corpo de balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além de adaptações nacionais e estrangeiras. Em fotonovela, publicada na Revista Amiga, Rio de Janeiro, outubro de 1975 – Editora Globo. E, em HQ pela Editora Brasil-América, Rio de Janeiro, e revista Klik, Ebal, Rio de Janeiro, 1975.


Livro Jurídico

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Poder de Controle da Sociedade Anônima de Flávio Comparato - DivulgaçãoO Poder de Controle na Sociedade Anônima, originalmente editado em 1976, está entre aquelas poucas obras que podem ser consideradas trabalhos clássicos na literatura jurídica brasileira. A nova edição ganhou adicionais pelo coautor (destacadas em notas de texto) com complementos e críticas ao trabalho original do autor. O resultado final é a existência de duas obras em uma só, que permite ao público comparação e crítica das ideias expostas.


Li e gostei

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O Túnel de Ernesto Sabato - DivulgaçãoO Túnel foi lançado em 1948 e "é considerado a obra prima de Sabato. Mas não é propriamente um livro sobre ciúmes. É um livro sobre a solidão, sobre essa nossa incapacidade inerente de estendermos uma ‘ponte’ ao outro, para que, a partir desse contato, fiquemos livres de nós mesmos", explica.

Narrado em primeira pessoa, o livro toma forma de desabafo. Juan Pablo Castel é um reconhecido pintor que, preso pelo assassinato de Maria Iribarne, procura reconstruir os fatos e os sentimentos que o levaram a cometer o crime. De início, é possível pensar que Juan Pablo escreve em busca de perdão; mas ele se apressa em esclarecer que busca apenas fazer com que alguém, "ainda que uma só pessoa", o entenda. O trágico é que Pablo matou a "única pessoa" que o poderia entender. É esse toque trágico que dá o tom da narrativa.

Segundo Meyer, é possível perceber que é uma história de incomunicabilidade, de isolamento, de incapacidade e impotência. Os ciúmes de Juan Pablo do marido de Maria (que é cego), de seus parentes e de todas as outras pessoas traduz a sua raiva por não saber se comunicar. É no seu desgaste, pelas ruas portenhas, que Juan Pablo deixa claro que não somos nunca o todo de nós mesmos.

Mayara Barreto

é repórter da revista Consultor Jurídico

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