Nas últimas décadas a sociedade se conscientizou quanto à necessidade de termos um meio ambiente equilibrado e o desenvolvimento ser sustentável. Hoje são poucos os que não se interessam por este tema. Na minha experiência profissional em que tenho, por dever de ofício, que ouvir as razões dos dois lados, já fui surpreendido ao descobrir a existência de interesses econômicos ou políticos travestidos de defesa do meio ambiente.
De modo que sempre é bom desconfiar do que se vê, ouve ou lê. Tome-se, por exemplo, o caso do amianto. Eu considerava este assunto indiscutível, pois o que se divulga é que este material é cancerígeno e precisa ser banido do mercado. Nunca tinha visto na mídia as razões do outro lado e imaginava que era por ser indefensável o seu uso.
Recentemente tomei conhecimento do contraditório. A indústria do amianto, brasileira, alega que o amianto usado no país não causa danos à saúde e que a propaganda negativa em torno de suas propriedades é patrocinada por uma concorrente, de capital francês, que não tem a matéria-prima e quer banir o seu uso para dominar o pujante mercado doméstico de telhas, quando a Europa está com sua economia combalida.
Fiquei estarrecido, principalmente, com a informação de que a indústria do amianto foi impedida pelo CONAR de divulgar pesquisa realizada por renomados cientistas, na qual se concluiu que o amianto não causa os danos dos quais é acusado. O CONAR — Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária é uma entidade de direito privado que tem por missão “impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas”.
Não sei por que a indústria do amianto não recorreu ao Judiciário para se livrar da censura que reclama sofrer. Estaria sujeita a alguma represália? Algumas entidades privadas são muito poderosas e perseguem implacavelmente quem as processa na Justiça. A CBF — Confederação Brasileira de Futebol — é o exemplo mais conhecido. O Gama, time de futebol do Distrito Federal, está penando por afrontar judicialmente aquela poderosa entidade.
Seria o mesmo caso do CONAR? Amigo leitor, não estou aqui defendendo a indústria do amianto, dizendo que este produto não causa males à saúde e nem acusando o CONAR de desrespeitar a Constituição. O que estou chamando a atenção é para a necessidade deste assunto ser esclarecido.
A imprensa que gosta tanto de escândalos, fofocas, denuncismos e julgamentos apressados (sempre de forma seletiva, vejam o exemplo dos jatinhos) poderia cumprir sua missão, fazer jornalismo investigativo e nos esclarecer qual a verdade acerca do amianto e do procedimento do CONAR. Ou os meios de comunicação não têm neutralidade e coragem para esta empreitada? Fica lançado o desafio!
* Artigo publicado originalmente no site Fala Bahia: www.ibahia.com.br/falabahia
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Lincoln Pinheiro Costa é Juiz Federal em Belo Horizonte e ex-Procurador da Fazenda Nacional em Salvador. É graduado pela Faculdade de
Direito do Largo de São Francisco (USP) e MBA em Direito da Economia e da Empresa pela FGV. É membro do Instituto San Tiago Dantas de
Venho cumprimentar o nobre Juiz pelo belo artigo relacionado ao amianto.
Enfim um grande formador de opinião colocou a razão frente ao Corporativsimo do Judiciário Brasileiro que nos útlimos tempos estão em uma cruzada contra o amianto.
O artigo retrata o jogo sujo da multinacional tentando acabar com o negócio do amianto, e que infelizmente parte do Judiciário Brasileiro vem acreditando gráças a campanha feita instituições como ANPT e Anamatra.
A sociedade precisa tomar conhecimento da disputa comercial que está envelopada com Títulos como: Ámianto é um problema de Saúde Pública, As telhas com o amianto causam câncer ou ainda Em defesa do Meio Ambiente o amianto deve ser proibido.
Por isso, mais uma vez parabenizo o Dr. Lincon pelas informações prestadas à sociedade, altamente esclarecedora do jogo dos bastidores e pela coragem em se impor contra o Chamado Corporativismo, como bem exemplificado pelo caso da CBF.
Luciana
Vejam so.
Em 1957 trabalhava em uma oficina mecanica onde se fazia trabalhos com amianto em lonas freio e disco de embreagem, O baiano ja exigia que usase um lenço no rosto , coisa tipo cauboi , isto no interior do ES= Hoje quase 60 anos depois em SP vejo pessoas reclamando que Nâo sabiam dos maleficios do amianto.
E o Tabaco?
Quando o SUl dos USA tinha a economia baseada no tabaco fumar era Bacana , quando os USA perdeu este previlegio fumar ficou ante social.
Como ja estão plantado Maconha na california ate FHC ja quer liberar a maconha.
porque ninguem fala em proibir coca cola?
A única verdade a ser dita pela imprensa e reverberada é que o amianto é um potente cancerígeno para os seres humanos e mata. O resto é balela da indústria da fibra assassina. É estarrecedor nos depararmos com um artigo tāo tendencioso neste prestigiado site e que só serve de fachada para a máquina propagandística da indústria do amianto e seu poderoso lobby. Sob a pretensa neutralidade, o autor repete aqui o mantra que estamos cansados de ler em CONJUR, que sempre dá um espaço privilegiado para estes lobbystas aqui despejarem suas pseudo verdades técnico-científicas, que a mídia séria deste país rejeita. É bom que se esclareça que o CONAR, com toda propriedade e competência, retirou do ar e proibiu a propaganda enganosa destas empresas que queriam divulgar que o amianto brasileiro não faz mal à saúde e nunca vetou a divulgaçāo de pesquisas sérias e reconhecidamente científicas. A se lamenfar mais uma vez o espaço dado aqui a esta pseudo literatura desqualificada tecnicamente e polticamente parcial e alinhada aos interesses econômicos de grandes conglomerados industriais poluidores e degradadores da saúde humana.
A única verdade a ser dita pela imprensa e reverberada é que o amianto é um potente cancerígeno para os seres humanos e mata. O resto é balela da indústria da fibra assassina. É estarrecedor nos depararmos com um artigo tāo tendencioso neste prestigiado site e que só serve de fachada para a máquina propagandística da indústria do amianto e seu poderoso lobby. Sob a pretensa neutralidade, o autor repete aqui o mantra que estamos cansados de ler em CONJUR, que sempre dá um espaço privilegiado para estes lobbystas aqui despejarem suas pseudo verdades técnico-científicas, que a mídia séria deste país rejeita. É bom que se esclareça que o CONAR, com toda propriedade e competência, retirou do ar e proibiu a propaganda enganosa destas empresas que queriam divulgar que o amianto brasileiro não faz mal à saúde e nunca vetou a divulgaçāo de pesquisas sérias e reconhecidamente científicas. A se lamenfar mais uma vez o espaço dado aqui a esta pseudo literatura desqualificada tecnicamente e polticamente parcial e alinhada aos interesses econômicos de grandes conglomerados industriais poluidores e degradadores da saúde humana.
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