A Associação dos Magistrados do Rio (Amaerj) anunciou que vai entrar com Ação Penal na Justiça para que Lobão revele o nome do juiz que ele disse ter subornado com US$ 2 mil em garrafas de uísque, como conta notícia do jornal O Globo. O episódio, em que conseguiu se livrar de condenação por porte de maconha, foi revelado na sua autobiografia Lobão: 50 anos a mil, lançada em dezembro, e foi ampliado com a entrevista que deu a uma rádio carioca. O roqueiro já declarou que não pretende revelar o nome do juiz.
O presidente da Amaerj, desembargador Antonio Cesar Siqueira, o ameaça: “[Lobão] Foi muito leviano. Talvez, até pelo uso de droga, pode ter fantasiado e agora acha engraçado. Se ele quer palco, vai ter. Mas na Justiça”.
Durante a entrevista concedida à rádio, Lobão contou ter sido condenado depois de rir do juiz que, durante o julgamento, teria pedido a um policial que o ajudasse a liberar uma sobrinha que estava no aeroporto “cheia de muamba”. Ao falar sobre quanto dinheiro já perdeu para o vício, ele disse que seu advogado na época, Michel Assef, teria dito ser de praxe pagar propina.
“Torrei muito dinheiro, até pagando propina para juiz, mas nunca gastei com droga. Sempre recebi, de ótima qualidade. Mas o juiz do contrabando, segundo meu advogado que herdei do Castor (de Andrade), era de praxe pagar uísque. Paguei US$ 2 mil dólares de uísque 12 anos”, contou Lobão.
Em carta enviada à Amaerj, o advogado Michel Assef desmentiu o cantor: “Infelizmente ninguém está livre de condutas irresponsáveis como a do cantor Lobão, que teceu comentários despropositados e infundados”.
Na época, Lobão ficou três meses preso e, entre 1987 e 1992, respondeu a 132 processos, todos relatados nas 600 páginas do livro, que está entre os mais vendidos.
“Quem está curioso que leia o livro. Estou contando a minha história. Lamento o que está acontecendo, sou um senhor de 53 anos e ainda me tratam como um marginal. Não vou dizer o nome, me dou a esse direito. Sou um cidadão e quero respeito”, pediu Lobão.

Fico a imaginar quem vai processar esse pedido de explicações já que se o nome do juiz não foi revelado, em tese todos são suspeitos.
Bem, eu acho que respeito se dá a quem merece. E geralmente, que mais protesta para tê-lo é quem menos se deu a ele.
Feito esse prolegômneo, os fatos narrados não são nada diferentes de fatos que eu mesmo vivi e presenciei há anos na tão propalada "Cidade Maravilhosa" e sobre os quasi tive de me calar por obrigações de sigilo profissional. Em outras palavras: como auditor, vi, ouvi dizer, presenciei e tomei conhecimento, de fontes insuspeitas de diversas e diversas maracutaias do gênero. Então, para mim, nada menos surpreendente, se forem verdadeiras as narrativas feitas pelo consumidor industrial de drogas hoje, supostamente convertido à civilização e à cidadania.
Grande parte de nossas mazelas atuais tiveram início naquela terra descrita por uns como "Pobre Rio, tão perto do Cristo e tão longe de Deus!", principalmente a culutra de impunidade de tolerância para com o crime e o vício, etc. Nada surge de repente e do nada.
Não há nenhuma razão de tanta celeuma, não porque eu seja fã de Lobão, mas porque não se pode viver no Brasil uma espécie de "ditadura da palavra", como, aliás, alguns hão intentado implantar. O referido desembargador age de modo até pueril, como se não houvesse ou não pudesse haver juízes corruptos ou passíveis de desvios de conduta. Ora!!! Só os advogados e as partes podem realmente saber, na militância, se os há ou se os não há em um meio tão complexo. A própria referência genérica não tem o condão de ser ofensiva à magistratura, haja vista o propositado "cuidado" em não revelar nome. Então, o nobre desembargador quer fazer acreditar na absoluta inexistência de "juízes estranhos", na absoluta lisura deles ou na insuscetibilidade humana da casta judicial?! A existência de punições a juízes, mormente "aposentadoria compulsória", aqui e ali, não é prova de que os há de comportamento incompatível com o exercício de tão nobre função?! Onde vive o nobre desembargador, em um "paraíso da magistratura divinizada"?! Até quando se assumirá esse ideário de ignorância da realidade ou se tapará o sol com a peneira?! Então, soa estranho o tom de ameaça com o qual se posiciona o desembargador, ao referir-se a "palco da Justiça", no qual não pudesse haver os seus cabotinos. Se o Poder Judiciário é um palco, então todos são atores. Infelizmente, não há maturidade social no Brasil, onde se pretende sem peias cassar a palavra, inibir o discurso e impor o silêncio de conveniência. Em outras palavras: todo o mundo sabe o que ocorre, mas ninguém pode falar nisto para não suscetibilizar juízes. Enquanto houver exemplos singulares de desvio de conduta entre juízes, por mais pontuais que sejam, não se pode ver "ofensa" em uma afirmativa genérica como a de Lobão.
O "Ferreiro" e o "moralismo barato", como se ele fosse o mais respeitável do mundo e os outros não prestassem. Tenha-se receio de tais espécimens.
Na verdade, certamente que a narrativa feita pelo Lobão em seu livro não teria a menor verossimilhança se não fossem apontadas condutas menos dignas levadas adiante por magistrados. Engenheiros, médicos, advogados, juízes, psicólogos, padres, escrivães, enfim, integrantes de todas as categorias profissionais cometem equívocos, e é certamente impossível a um indivíduo (principalmente quando vive "a mil") percorrer duas ou três décadas no Brasil sem ter algo a contar sobre isso. Os juízes nesse ponto, como bem observado pelo colega VITAE-SPECTRUM, nada tem a reclamar já que a instituição ao qual fazem parte é formada por seres humanos, capazes sim de incorrer em condutas menos nobres. A magistratura não é instituição que esteja imune à corrupção ou ao crime, assim como nenhuma outra instituição também não está. Ainda não tive o prazer de comprar e ler o livro do Lobão (o que espero fazer em breve) mas tendo figurado como parte em mais de cem processos nos últimos anos, com sua típica natureza polêmica e contestatória, se Lobão tivesse nenhum fato envolvendo eventual crime cometidos por coadjuvantes da administração da Justiça a narrar certamente que eu iria jogar o livro no lixo na mesma hora porque inequivocamente a verdade estaria sendo omitida. Essa ideia preconcebida que magistrados jamais cometem crimes e toda e qualquer narrativa dizendo o contrário é prática de calúnia só existe de fato no mundo artificial que eles próprios criaram ao redor de si. Eventual prática de algum delito por um ou outro magistrado não tira a importância da magistratura como classe, nem significa qualquer espécie de demérito para a categoria. O que macula é quando há nomes, fatos e tipificação penal claramente delineados e simplesmente nada é feito.
Essa postura de alguns magistrados, no sentido de querer atacar a tudo e a todos quando alguém supostamente lança uma crítica envolvendo algum deles, deriva de um desequilíbrio na estrutura do Poder nesta República. A magistratura é a única categoria profissional, as vezes apresentando características próprias de verdadeiro sindicato, que julga a si mesma. É como se, em um final de Campeonato Brasileiro, o jogo fosse apitado por um torcedor fanático de um dos times que participa da final. Esse poder claramente desequilibrado só será efetivamente recomposto quando houver um tribunal único, independente e imparcial, encarregado de julgar indistintamente, "na mesma penada", magistrados, advogados e membros do Ministério Público, seja em direitos ou obrigações. Até lá o desequilíbrio irá existir e não haverá modificação legislativa ou constitucional que levará a algum resultado positivo.
Esse é o Lobão...
"Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá"....
Não entendi a alusão a "moralismo barato"! Será que o valente anônimo "Vade Retrum" não conhece a fama da "Cidade Maravilhosa"?! Não lê jornais e não assistiu aos "Tropa de Elite"?!
Ví uma vez um cliente a quem acompanhava, entrar no gabinete de um juiz e sair de lá sem o Rolex! Em outra eu vi outro juiz acompanhando o distinto até a porta de seu gabinete, aonde havia ficado uma pequena sacola de nylon escura que havia sido preenchida previamente numa agência de banco no Catete. E uma liminar autorizando o levantamento de depósitos judiciais por conta do Finsocial foi de imediato concedida. Antes do julgamento do mérito! O que eu iria fazer? Denunciar o meu cliente, violando o sigilo profissional? Ficar indo ao Rio todo mês em infindáveis audiências para no fim não dar em nada? Sei...
Depois, não existe "moralismo", existe Moral e o caboclo tem-na ou não a tem! É que PeTralhas tem "morais" demais, uma para cada ocasião!
Acho que o Lobão deveria levantar a capivara oficial e não oficial do presidente da Amerj e de outros magistrados.Elementar.Neste país, quando se vai ao ataque os assuntos murcham logo.
Fora as crianças,por aqui, não existem inocentes!!!.
"Ferreiro", eu aludi ao seu "moralismo barato" na referência a Lobão. Ademais, qual a moral de um "direitista católico"?! Que é moral?! Você, como sempre, por uma aparente improficiência, mistura as coisas mais elementares, sobretudo porque lhe escasseia a percepção filosófica das questões. Não se trata aqui de ser "PeTralha", segundo a sua tacanha adjetivação. De qualquer modo, de um confessado e impenitente adeso à ultradireita católica, possivelmente ligada à mais radical organização ultramontana do País. Então, as suas palavras são tão carregadas de ideologia reacionária quanto seriam prenhes de ideologia revolucionária as dos "PeTralhas". De mais a mais, há corrupção estrutural em todos os setores da sociedade, mesmo nos de extrema direita reacionária. Outrossim, eu lhe pergunto novamente: que é moral?! Você está usando algum sentido metafísico ou referenciais de "moral católica"?! Moral poderia ser, em termos bem simples, relacionada a um equilíbrio entre "dever", "querer" e "poder", não estando, como expressão mesológica de origem autônoma, necessariamente associada a um sentido metafísico. Aliás, eis a exata percepção do conceito de moral no Direito, como reflexo de antigo filosofema do Positivismo Jurídico: moral em sentido objetivo, pois, em sentido subjetivo, haverá uma dimensão em que o Direito não pode realizar a "experiência do mundo". Desse modo, a sua confusão se me afigura assaz comum. Você entendeu ou necessito desenhar em garatujas?! Se possível, dê uma olhadela em "Etica: ordine geometrico demonstrata", de Baruch Spinoza, filósofo holandês de família lusitana. Vamos, venhamos e convenhamos: o "moralismo" é a falsa percepção da "moral", a qual parece sobejar nos seus comentários ideologicamente contaminados pelo "direitismo".
"Ferreiro", eu aludi ao seu "moralismo barato" na referência a Lobão. Ademais, qual a moral de um "direitista católico"?! Que é moral?! Você, como sempre, por uma aparente improficiência, mistura as coisas mais elementares, sobretudo porque lhe escasseia a percepção filosófica das questões. Não se trata aqui de ser "PeTralha", segundo a sua tacanha adjetivação. De um confessado e impenitente adeso à ultradireita católica, possivelmente ligada à mais radical organização ultramontana do País, que se deve esperar?! Então, as suas palavras são tão carregadas de ideologia reacionária quanto seriam prenhes de ideologia revolucionária as dos "PeTralhas". De mais a mais, há corrupção estrutural em todos os setores da sociedade, mesmo nos de extrema direita reacionária. Outrossim, eu lhe pergunto novamente: que é moral?! Você está usando algum sentido metafísico ou referenciais de "moral católica"?! Moral poderia ser, em termos bem simples, relacionada a um equilíbrio entre "dever", "querer" e "poder", não estando, como expressão mesológica de origem autônoma, necessariamente associada a um sentido metafísico. Aliás, eis a exata percepção do conceito de moral no Direito, como reflexo de antigo filosofema do Positivismo Jurídico: moral em sentido objetivo, pois, em sentido subjetivo, haverá uma dimensão em que o Direito não pode realizar a "experiência do mundo". Desse modo, a sua confusão se me afigura assaz comum. Você entendeu ou necessito desenhar em garatujas?! Se possível, dê uma olhadela em "Etica: ordine geometrico demonstrata", de Baruch Spinoza, filósofo holandês de família lusitana. Vamos, venhamos e convenhamos: o "moralismo" é a falsa percepção da "moral", a qual parece sobejar nos seus comentários ideologicamente contaminados pelo "direitismo".
Que um dia as pessoas cogitem que a Justiça pode ser cega, mas não é burra.
Lobão relatou algo no passado, que poderia ser nos dias atuais. Vide os noticiários.
Juízes e Médicos não fazem parte de nenhuma categoria de poderes divinos. Todos são humanos, portanto, passíveis de ceder as tentações ou mesmo, de promovê-las.
Ao que entendi, Lobão não ofende a categoria dos justos juízes. Apenas citou o caso de UM, que entre milhares pode ter agido de forma incorreta.
Se ele disser o nome, será perseguido. Se não disser, também será perseguido.
Desculpmem o comparativo, mas este tipo de coisa quando vem a público, me recorda deste médico que estuprava as pacientes e finalmente foi condenado, por pelo menos, ter violentado mais de 80 mulheres. Com certeza foram muito mais. Porém, daí o comparativo, por muito tempo o conselho de medicina o defendeu, o corporativosmo da categoria o defendeu. E quem defende as vítimas?
Senhores e senhoras, proteger interesses em comum não deveria estimular atitudes que desabonam a si próprios. Tive a oportunidade da amizade com famílias de alguns dos mais respeitáveis juízes daqui. Mas também tive contato com alguns que sinceramente, deveriam aprender que servir com humildade é uma das primeiras atividades que o ser humano deveria aprender. Ser humilde não é ser capacho, é ter a coragem de buscar ser mais justo e sincero.
Bobão: eu entendi (e contestei) o seu sentido de "moral" e "moralismo". Depois, você sabe mesmo o que é ultramontanismo? Duvido. Se sabe, faz-me rir, como a maioria das suas, essas sim, apaixonadas, intervenções neste democrártico espaço. Moral para mim, só tem uma, como me foi ensinado pelo meu saudoso pai e eu procuro seguí-la. Se pareço furibundo, ou vestido de um manto branco com um cartaz "o fim está p´roximo!" é só impressão. É que mistificadores, mentirosos e possuidores de várias "morais" me aporrinham e para eles reservo o curtido chicote da Verdade e da Lógica. Passar bem.
Caro e rigoroso ROGC: para a sua informação, eu não sou advogado. Apenas acompanhava meu cliente de auditoria, pois no dia iriamos visitar uma filial em marechal Hermes e ele me disse que tinha que dar uma "passadinha" no fórum, entendeu? Quanto a todos os infratores da Lei na cadeia, apóio totalmente, mas pergunto-lhe: você já assistiu a um filme ótimo chamado "Serpico" com Al Pacino. Não? Então o faça, é muito instrutivo.
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