A Associação dos Magistrados do Estado do Rio (Amaerj) afirmou que vai entrar com uma ação contra o cantor Lobão. Em entrevista à rádio Bandnews, ele disse ter pago US$ 2 mil em caixas de uísque para tentar escapar de processo por porte de drogas, na década de 1980. “Tinha que pagar essa propina aí, paguei. Eu era primário! Paguei e fui condenado!”, afirmou. O mesmo fato foi publicado em sua autobiografia 50 Anos a Mil (Nova Fronteira, 752 páginas, R$ 59,90), com texto do jornalista Claudio Júlio Tognolli. A notícia é do jornal O Dia Online.
“Ele será chamado para dar explicações. Se o Lobão quer palco vai ter o palco que merece”, afirmou o desembargador Antônio Siqueira, presidente da Amaerj. Segundo ele, um dos advogados do cantor na época, Michel Assef, só deixará de ser interpelado judicialmente se enviar uma carta à associação desmentindo as declarações de Lobão.
Na entrevista, o cantor disse ainda que foi o advogado quem o avisou sobre a propina. “Isso é loucura, conversa fiada dele. Como poderia pagar alguma coisa, se na época não tinha dinheiro? Ele vendia autógrafo para crianças para comprar cachaça”, alegou Assef, ressaltando que não tem contato com o cantor há mais de 20 anos. “Gosto do Lobão, o defendi em dois processos, mas ele me deu muito trabalho. Só consegui a absolvição em instância superior por conta das atitudes e declarações dele”.
O desembargador afirmou que vai processar o artista nas áreas cível e criminal. “O Lobão é um irresponsável. Cabe ações por dano moral, calúnia e difamação e contra a honra. Somos servidores públicos. As acusações que ele fez são muito graves. Agora, terá que esclarecer como e quem recebeu o tal do uísque”, afirmou.
Para o desembargador, o cantor não tem o direito de fazer “brincadeirinhas irresponsáveis”. “Ninguém pode mexer com a honra de um poder. No dia 6 de janeiro, quando acaba o recesso do judiciário, o advogado Carlos Eduardo Machado, da Amaerj, vai tomar as providências”, garantiu o desembargador.

Ora, será que o Desembargador não sabe que o Lobão JÁ TEM UM PALCO?
Por outro lado, se o Lobão não disse o nome do magistrado que teria recebido a suposta propina, qual a legitimidade da Associação para adotar providências de natureza jurisdicional?
Ainda, concluindo que a Associação tem legitimidade ativa, seria também parte legítima para figurar no polo passivo em ações movidas pelos jurisdicionados por erros, falhas, equívocos e atrasos causados pelos magistrados?
Se houvesse por parte de todas as associações da magistratura esse empenho firme, muitas das lorotas deixariam de existir. Aliás, a associação tem, sim, legitimidade ativa, pois, se o senhor LOBÂO não indicou um nome, todos os magistrados estão sob suspeição.
Prezado Republicano. Já que todos os magistrados estão sob suspeição, não haveria assim um único juiz no Rio de Janeiro competente para processamento de qualquer ação sobre o caso. Estou errado?
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