MERCADO JURÍDICO: Vale fecha contrato com novo escritório no Pará

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Mariana Ghirello - Coluna - Spacca - Spacca

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A Vale, umas das maiores mineradoras do mundo, fechou contrato com um novo escritório para atender as demandas no Pará. O escritório do advogado paraense Albano Henrique Martins Junior entrou no lugar do escritório de Ophir Cavalcante, presidente da OAB. Albano Martins é diretor tesoureiro da OAB-PA e especialista em Direito Imobiliário. Ele irá atuar nas cidades de Parauapebas, Xinguara e Marabá. A mineradora dividirá as tarefas jurídicas com Silveira Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro & Scaff – Advogados, que já prestava serviços na área tributária.


Fim do acordo
A empresa queria que o escritório de Ophir abrisse uma filial em Parauapebas — cidade onde tem a Mina de Ferro de Carajás, a maior a céu aberto do mundo. O volume de processos trabalhistas lá é tão grande que a Justiça do Trabalho criou uma vara na cidade. Mas o escritório de Ophir considerou que a proposta não era rentável. A relação terminou em agosto, quando ficou acertado que os serviços iriam só até dezembro. O novo contrato já está fechado.


Setor hoteleiro
As negociações para a aquisição do Hotel Intercontinental pelo grupo BHG tiveram assessoria jurídica do Campos Mello Advogados, com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo. O escritório atuou na operação em representação à Brookfield, empresa que transferiu as ações do imóvel à compradora. Essa negociação é mais uma importante operação do escritório no setor de hotelaria e lazer na capital fluminense. O Campos Mello Advogados atuou também na recente aquisição pelo Hyatt de um terreno de frente para o mar na Barra da Tijuca e na venda do JW Marriot Hotel para a afiliada da empresa norte-americana Host Hotels & Resorts. O Campos Mello Advogados ainda é responsável pela estruturação da cadeia mexicana de cinemas Cinépolis, com um recém-inaugurado complexo de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas.


Década de trabalho
No mês em que completa 10 anos de atuação, o Souza, Cescon, Barrieu & Flesch lidera os dois mais importantes rankings internacionais na área de fusões e aquisições. O levantamento feito pela Thomson Reuters o aponta em primeiro lugar entre os escritórios responsáveis por fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2010, com 41 operações somando US$ 28,6 bilhões. O escritório também é o líder nacional em ranking elaborado pela Bloomberg em 2010, que reúne as operações de fusões e aquisições dos mais importantes escritórios de nove países do mundo. A pesquisa mostrou ainda que a banca foi responsável por 37 operações que totalizaram um volume de US$ 27,5 bilhões. Entre as principais, destaque para as operações entre Shell e Cosan, a maior já feita no país, Vale e Fosfértil, além de Vivo e Telefônica e Portugal Telecom e Oi.


Responsabilidade tributária
O advogado Fernando Osorio, sócio do escritório AvvadOsorio, Fernandes, Mariz, Moreira Lima e Fabião Advogados, participa no próximo dia 27 de janeiro do encontro promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, em São Paulo. Ele apresentará, em sua palestra aos membros da entidade, a situação atual da responsabilidade tributária dos sócios e diretores das empresas.  Na avaliação de Osorio, existe atualmente muita desinformação acerca dos reais limites de responsabilidade de sócios e diretores de empresas quanto ao cumprimento de obrigações tributárias.


Proteção de informações
O escritório Almeida Advogados promove a reunião em conjunto com o Comitê Jurídico da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net), coordenado pelo sócio Leonardo Palhares, para discussão do Anteprojeto de Lei acerca de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, que está disponível para consulta pública no site. O evento contará com a palestra de uma das principais autoridades no assunto no Brasil e um dos relatores do Anteprojeto de Lei em questão: Dr. Danilo Doneda, mestre e Ph.D. em Direito Eletrônico pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Membro permanente da Comissão de Comércio Eletrônico do Ministério da Justiça, Ministério da Justiça,  que fará uma breve apresentação do tema, das idéias dos relatores e estará à disposição para responder a questionamentos dos presentes. O evento acontece na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.461, 16º Andar, Torre Sul – São Paulo-SP. É necessário confirmar presença com Heloiza Bueno pelo telefone (11) 2714-6900. O encontro é nesta quarta-feira (19/1), às 16h.


Serviços humanitários
O Rotary International nomeou o advogado John Hewko para assumir o cargo de secretário geral, a função executiva mais elevada da organização global de serviços humanitários. Hewko é ex-sócio do escritório de advocacia internacional Baker & McKenzie e foi vice-presidente da Corporação Desafio do Milênio, uma agência governamental americana criada em 2004 para levar assistência externa aos países mais pobres do mundo. Durante os seus 15 anos na Baker & McKenzie, Hewko se especializou em negócios corporativos internacionais em mercados emergentes, tendo participado da abertura do escritório da firma em Moscou. Ele foi o sócio-gerente dos escritórios em Kiev e Praga.


PELAS SOCIEDADES

► O coordenador de Direito do Trabalho do escritório Décio Freire, o advogado Carlos Zangrando, foi convidado oficialmente, esta semana, a atuar como o único relator brasileiro do XX Congresso Mundial de Direito do Trabalho e Seguridade Social, patrocinado pela Societé Internationale de Droit Du Travail et de la Sécurité Sociale, com sede em Bruxelas.

► A Selem, Bertozzi & Consultores Associados quer reduzir o desgaste no relacionamento entre escritórios e empresas, ajudar na prevenção e solução de problemas por meio de relatórios mensais e feedbacks para o cliente e ainda criar múltiplos canais de comunicação. Para outras informações, acesse o site da empresa.

► O escritório de advocacia empresarial Manhães Moreira Advogados Associados elegeu um novo sócio para o comando de sua área Cível. O advogado Fernando Borges Vieira passa a compor a equipe nesta semana. Mestre em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie, o advogado possui ainda especialização em Direito do Consumidor e Direito Civil e é professor instituições de renome no segmento.

 

Mariana Ghirello

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
19 de janeiro de 2011 às 13:44

Ophir perde terreno em seus dois escritórios (o próprio, e o outro conhecido como Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil), na medida que vai enterrando a OAB com denúncias reiteradas de desvios e abusos de todo gênero feitas .... pelos próprios advogados. Creio que no final os dois se afundarão, ou seja, a OAB e o próprio Ophir. A questão tem uma explicação biológica. Sabemos que existe na natureza as situações de parasitismo e as situações de mutualismo. Nesse último caso o predador se utiliza dos recursos do predado, mas oferece algo em troca que ajuda na existência do próprio predado. Predador e predado convivem harmoniosamente, um ajudando o outro. Já no parasitismo o parasita retira toda a energia do predado, acabando por exterminar-lhe a vida. Assim ambos, predador e predado, morrem. Desde que ingressou no Conselho Federal da Ordem Ophir mas não fez do que colocar toda a estrutura da instituição a seu dispor. Chegou até mesmo, visando suas pretensões profissionais, a usar a estrutura e o nome da OAB para pedir a prisão de Governador, deixando claro a todo o que ele e sua turma, dominando a Ordem, poderia fazer contra seus desafetos, tudo em detrimento das funções institucionais da OAB. A classe nunca esteve tão desprestigiada, com abusos de todo gênero cometidos contra advogados sem que a Ordem adote uma única providências concreta, exceto quando as providências interesse aos "grupinho".

analucia disse:
19 de janeiro de 2011 às 16:10

A OAB apenas atende aos interesses dos grandes escritórios e nada faz para os pequenos, inclusive tenta impedir o crescimento destes ao impedir a publicidade na TV e rádio.

Ramiro. disse:
19 de janeiro de 2011 às 20:08

Havia me proposto a não fazer mais comentários, principalmente alguns de natureza polêmica. Tinha comentado dos abusos no 42º Exame de Ordem, onde dizia aos amigos que era mais fácil as vacas sairem voando dos pastos do que lograr êxito no recurso, embora fosse por décimos, mais do que outros que nada conseguiram, hoje olho para ver se não vejo vacas voando.
Havia suscitado, não tanto numa reflexão de técnica jurídica em si, mas numa perspectiva da política, do jogo do poder, que a OAB perdeu o Norte, e num episódio particular entrou por inteiro num pântano, onde é como uma tropa consumida por moléstias e fome, enquanto o inimigo cerca todo o entorno se beneficiando da indecisão de quem sucumbe em terreno de morte.
http://www.prdf.mpf.gov.br/imprensa/19-01-2011-mpf-df-quer-nova-correcao-do-exame-da-oab-em-todos-os-estados-e-df
O Exame é necessário? Mantenho minha crença de que sim, por razões técnicas. No entanto o atual modelo de exame de ordem dá sinais de falência, de vícios tais que é apenas questão de tempo, e o MPF pode até lograr êxito em uma acachapante vitória de quebrar o moral da Ordem frente à população, caso consiga, num passo ainda dentro do âmbito das possibilidades, conseguir uma eventual declaração de nulidade da segunda fase.
Abordo o exame aqui por que não tem garantido que os novos advogados tenham fibra moral, diligência, vocação que deveriam ter. Não vou citar a seccional da OAB, o seu Presidente é um histriônico defensor do Exame nos moldes atuais, mas na mesma seccional só atendem no máximo oito, em geral oferecem quatro, cinco, oito senhas no máximo para população lesada por advogados ingressar com registro do fato e acionar os TEDs.

Ramiro. disse:
19 de janeiro de 2011 às 20:24

Ao Dr. Marcos Alves Pintar peço a devida vênia para tomar um ponto e seguir adiante em uma extremamente interessante observação. Parasitismo. Podemos analisar o seguinte contexto. Não existem duas OABs Nacionais, onde se permita esgotar uma e então migrar para outra. O bom parasita não drena excessivamente o hospedeiro. Os parasitas mais eficientes são aqueles que se instalam de tal forma que praticamente acompanham todo o ciclo de vida do hospedeiro parasitado. O objetivo aqui não é a transmissão dos genes e aumento da população, por que não existem outras Ordens hígidas, fortes, prontas para serem invadidas e drenadas.
Os doutos Procuradores da República que me perdoem, não é com sarcasmo, e sim com respeito que digo que não vejo bondade e tanto altruísmo nas novas ações da PRDF-MPF. E no mesmo diapasão a OAB não poderá alegar imunidades e nem excludentes de "inocência".
Quando a OAB começou a querer caçar pensões de Governadores Estaduais, inclusive de Estados Membros onde a Constituição Estadual prevê claramente este benefício, deveria saber a dimensão do jogo político, que pode se tornar de tantas gentilezas quanto de uma partida de hóquei sobre o gelo. O MPF seria muito néscio, muito mamparra de fato, muito mais que nos mais doces sonhos de criminalista tecnicamente deficiente, para não ter a exata noção de que pode estar chegando o momento de criar situações para levar as contas da OAB à análise técnica do TCU. Começando pelas contas do Exame de Ordem.
Ando me questionando sobre o que está sendo feito da advocacia. Há uma advocacia de elite, esta não se afeta se houverem setecentos mil ou três milhões de advogados. E há uma selva onde a maioria dos advogados tenta sobreviver. A OAB tem aumentado a competição intraespecífica.

Marcos Alves Pintar disse:
20 de janeiro de 2011 às 11:08

De fato, prezado Ramiro, creio que a última coisa que o MPF vem pensando, com as medidas que vem adotando contra a Ordem, é nos candidatos. É nesse ponto que digo que a Ordem está sendo destruída. Juízes, membros do Ministério Público, governadores, enfim, todo mundo que tem poder nesta República é contra a Ordem. Aguardam, ansiosamente, por destruí-la, a qualquer custo. A Corporação deve ser manter assim hígida, não podendo dar margem a qualquer tipo de situação na qual possa ser criticada, mas não é o que vem acontecendo. A função daqueles que ocupam cargos e funções na Ordem é levar adiante as finalidades da Instituição. A primeira delas, como sabemos, é defender as prerrogativas profissionais dos advogados, sendo certo que tudo o mais, inclusive o exame de Ordem, são questões secundárias em relação à defesa das prerrogativas. Nada impede, por exemplo, que a Ordem se empenhe na prisão de um governador corrupto, MAS ISSO SÓ PODE SER FEITO QUANDO AS ATIVIDADES PRIORITÁRIAS ESTIVEREM SENDO EXECUTADAS DE FORMA COMPLETA. Temos visto, porém, a Ordem metendo o bedelho em praticamente tudo que dá ibope, relegando ao completo abandono sua função primordial. O motivo: a) evitar confronto com quem de fato tem poder; b) buscar promoção pessoal aparecendo na mídia; c) usar o poder de influir em questões secundárias para finalidades estranhas às traçadas na Lei. E assim, prezado Ramiro, a Ordem se torna vulneráveis a ataques vez que sua atuação, no fundo, no fundo, é claramente voltada para os motivos acima elencados. Sequer tem como se defender, e quando as atenções se voltam contra aqueles que exercer cargos e funções passam a alegar que estão sendo perseguidos, que as prerrogativas (deles) estão sendo violadas, etc.

Ramiro. disse:
20 de janeiro de 2011 às 13:52

Enquanto isso nos Tribunais... Promotores e Defensores Públicos, principalmente na área criminal, tem seus gabinetes porta à porta com os dos Magistrados, e acesso aos processos quando querem no próprio cartório das varas criminais...
Membros do Ministério Público e Advogados Públicos, PGF, PGEs, PGMs têm tratamento diferenciado pela cultura do concurso público, "afinal de contas são concursados", depois destes vem os advogados de renome, e por fim aquele imenso grupo que pode se chamar a ralé da advocacia, não que eu use deste termo.
Populismo eleitoral é coisa que não combina com uma instituição com as funções da OAB. Inclusive por que garantir as prerrogativas da Advocacia passa por eliminar dos quadros, ou ao menos sancionar de forma efetiva aqueles que não apresentem conduta digna com a função de advogado.
Todos os dias, em algum lugar deste país, em algum Tribunal, um advogdo está tendo suas prerrogativas realmente essenciais violadas. E o único instrumento realmente efetivo que resta, pragmatimente, aos bons advogados, os recursos judiciais, estão na mira de serem varridos, no mínimo se tornarem apenas formais, sem efetividade material, com aplausos de setores da OAB. Uma coisa é a democracia, outra é ter um subproduto da democracia nas manifestações do populismo eleitoral. Se fosse este a vigir na OAB do passado, poderíamos ter em Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque, que foi advogado do Tenente Bandeira depois de cassado como deputado, um Presidente da OAB Federal, com a vantagem de que poderíamos ter embates digamos interessantes... Na época os presidentes nacionais da OAB eram advogados como Caio Mário da Silva Pereira, 1975 a 1977, e outros de igual calibre jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
20 de janeiro de 2011 às 17:19

Veja-se, prezado Ramiro, que daqui a poucos instantes vou me dirigir ao Fórum da Justiça Federal aqui em São José do Rio Preto. Nesse palácio fortificado, na qual supostamente repousam deuses que vez ou outra são incomodados pela "ralé", há uma enorme porta com detector de metais e dois guardas fortemente armados ali postos com a finalidade exclusiva de revistar cuidadosamente cada um dos advogados. Juízes, membros do Ministério Público, delegados (até armados), servidores e estagiários em seus primeiros dias de trabalho, possuem livre acesso. Somente os perigosos advogados, tidos como delinquentes de alta periculosidade que ali estão a empestear o ambiente, precisam ser minuciosamente revistados para ingressar em tão puro e recatado recinto, embora nada disso exista nos outros seis Fóruns da cidade de São José do Rio Preto. Tudo isso, obviamente, com o amplo e irrestrito apoio da Ordem dos Advogados do Brasil em seu total empenho no sentido de desmoralizar a qualquer custo toda a classe.

Marcos Alves Pintar disse:
20 de janeiro de 2011 às 18:40

Presente no referido recinto verifiquei mais uma que não conhecia: a respeitável vendedora ambulante, que vende salgadinhos aos servidores, também tem acesso livre e irrestrito ao prédio.

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