Política de drogas

Descriminalização tem resultados para lá de razoáveis

Demissão?! Lamentavelmente, a nota do jornalista Ricardo Noblat, publicada em 13 de janeiro último, acerca da posição do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo sobre a Política de Drogas no Brasil, parecia antecipar a saída de Pedro Abramovay do governo Dilma.

Em tempos sombrios em matéria criminal, em que grassa a confusão, na maioria das vezes deliberada, sobre o que significa o fenômeno do consumo e circulação de drogas em todo o mundo, insistir na malsucedida política do confronto importa em chancelar as condições objetivas e concretas do genocídio, corrupção e dominação territorial, neste caso oscilando entre quem se aproveita do “mercado negro” diretamente e quem dele tira proveito, inclusive político, de forma indireta.

Pedro Abramovay não propôs nada de extraordinariamente ousado, exceto se “bom senso”, “inteligência” e “racionalidade” devam ser encarados como ousadia!

No “centro” do mundo multiplicam-se as vozes pela descriminalização do uso e venda de drogas. Coube a alguns profissionais dos Estados Unidos da América a reação inicial à estupidez beligerante.

Difundiram-se e incentivaram-se políticas alternativas, com foco nas práticas de saúde pública que buscam integrar as pessoas e não marginalizá-las.

Na semiperiferia do mundo experimentam-se soluções que abrem mão da criminalização, com resultados para lá de razoáveis.

O esforço visando imprimir racionalidade ao trato da questão das drogas, desenvolvido por um profissional que nos últimos anos, durante o governo Lula, destacou-se pelo equilíbrio e por buscar sempre fundamentos para as ações sob sua responsabilidade, com amplo apoio nas Universidades, Centros de Pesquisas e corporações profissionais haveria de encontrar resistência em setores da sociedade que estão sendo educados pela mídia apenas a enxergar “inimigos”, criados em verdade pela opção simplória e maniqueísta que viabiliza formas autoritárias de controle social.

Aliás, a defesa do debate público sobre o assunto, com seriedade e responsabilidade, é maltratada e os que sustentam (com números incontestáveis) a falência do modelo da “guerra às drogas” são frequentemente alvo de esforço de desmoralização. A reação ao bom senso tende a ser autoritária!

Quantas pessoas, afinal, precisarão morrer para reconhecermos este erro histórico?

Em uma hora como essa, como em tantas outras na caminhada recente da humanidade, pessoas como Pedro Abramovay fazem falta, farão muita falta.

São Homens em Tempos Sombrios.

Geraldo Prado

é investigador do Instituto de Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e do Ratio Legis — Centro de Investigação de Desenvolvimento em Ciências Jurídicas da Universidade Autónoma de Lisboa, professor visitante da Universidade Autónoma de Lisboa, advogado criminal e autor de livros e artigos sobre processo penal.

Richard Smith disse:
24 de janeiro de 2011 às 20:48

Verifica-se que não é preciso ser um joão-ninguém para se ser um néscio, não é mesmo?
Ainda no sábado lia num jornal que hoje em dia, os cartéis das drogas ameaçam estados (vide o México, por exemplo) e por quê?
Primeiro, porque graças às técnicas agrícolas e ao incetivo dado por governos (vide o "indio de araque" na Bolívia, por exemplo), ONG´s e quejandos, aumentou, e muito, a oferta de drogas cada vez mais puras. Um grama de cocaína hoje, em Amsterdã, Nova York ou Madri custa 1/5 do que custava no final da década de 70 e de um teor de pureza maior!
Segundo, o número de viciados em relação à população aumentou exponencialmente desde a mema época. Antes um fenômeno marcado pela marginalidade, passou a ser um comportamento "cult" e "descolado"!
Terceiro, houve o advento de drogas como o crack que são violentamente deletérias e cujo usuário não consegue manter a aparência de controle, como a Cocaína. O crack é um resíduo barato, vendido barato e consumido com voracidade enlouquecedora. Tudo resulta em lucros fabulosos para o traficante.
Tendo aumentado a demanda, é natural que a) procure-se aumentar a oferta e b) procure-se maximizar o lucro, mediante a tomada de territórios de outros traficantes, daí a violência cada vez maior;
Então, o CONSUMIDOR das drogas faz parte essencial da equação. Maior consumo, maior oferta e maior violência. Tudo tão certo como 2 + 2 = 4.
E ninguém chega no cerne da questão: por quê o aumento de viciados? Por quê o jovem se droga? Aonde está o defeito da Sociedade que propicia a necessidade de "fuga" através da droga?
Então, reconhecendo-se o aumento da violência, o que se está pregando é uma mera RENDIÇÃO ao poderio do tráfego.
Segue...

Richard Smith disse:
24 de janeiro de 2011 às 21:03

E rendição covarde, de mansinho, disfarçada de medidas "modernas", do tipo que faz aquele tipo franzino dizer ao valentão que lhe está passando a mão na bunda no ônibus: "o senhor tem 24 horas para tirar a mão daí!".
COVARDIA! Pura covardia e incapacidade para oferecer soluções graves e amargas para um problema gravíssimo que ameaça o tecido social, senão vejamos: Na hipótese da descriminalização da maconha (por quê só a maconha?!) o que vocês acham que aconteceria? Teríamos uma verdadeira peregrinação de todos os viciados do mundo, para a nova "Terra Prometida".
Depois, quem forneceria a erva legal, a Souza Cruz? A RJ Reynolds? A Sadia ou o monopólio seria estatal? Se sim, criariamos fazendas de cultivo controladas pela MACONHOBRAS? Importariamos? Se sim, de quem? O INMETRO forneceria um selo de certificação para a erva "da boa"?!
Mais depois ainda, considerando-se que poucas pessoas sérias negam os efeitos perniciosos e viciantes da maconha e muitos justamente pregam a "recuperação" dos viciados e as políticas de prevenção, como se daria o atendimento nos postos de saúde pública dos novos viciados? Sim, porque muita gente não consome hoje em dia por medo de ir à favela, medo da polícia medo da reprimenda social (quá, quá, quá, quá!). Em sendo legal e liberada, haverá de ter, forçosamente, um incremento de consumidores que se tornarão VICIADOS, não? Nesse ponto então, aonde está a coerência, se o consumo de tabaco é fortemente reprimido e os viciados em cigarro são tratados a pontapés? Maconha por acaso é melhor para a saúde?
Temos ainda uma outra questão: o que será feito dos traficantes? Colocarão um avental e passarão a atender nas boticas ou fumaceiros da MACONHOBRÁS?! Huuuum, sei.
(segue...)

Richard Smith disse:
24 de janeiro de 2011 às 21:16

Ora, outras drogas continuariam ilícitas, então teriamos apenas o aumento do numero de maconheiros sem qualquer diminuição no tráfico de outras substância e nem, por decorrência da violência que levou ao "raciossíomio" de um homem sabidamente inteligente como o ex-presidente Fernado Henrique e agora o douto Desembargador! Ou eu estarei errado neste raciocínio?
Dado que, como muitos consideram, todas as medidas de "enfrentamento" (o que seria conveniente, o "atrásmento"?!) aparentemente fracassaram, é sinal de que o remédio está errado ou sendo aplicado em dose errada. Se já consideramos que o outro "remédio" proposto não daria muito resultado (ou não?!) ou buscamos outras soluções ou então...
Minha sugestões, para tentar controlar e diminuir significativamente o problema: a) Penas severíssimas (mesmo!) para o consumidor, concomitantes com incentivos para a sua desintoxicação (e não o fingimento que o Estado propicia) dos que ainda não foram condenados. b) Penas tremendamente mais duras para o tráficante. c) Vigilância efetiva das fronteiras para impedir a entrada de drogas e armas, que não são produzidas aqui, d) uma campanha rude para a conscientização da população para a gravidade do problema e para as medidas que serão tomadas.
E não venham com a história de que o viciado é "doente". Pode ser agora, mas em algum momento, le por sua p´ropria decisão, optou por se dorgar e até se viciar. Hoje ele é um problema de sapúde pública, de desestabilização familiar e de expansão da crminalidade. Tratemos o problema ao contrário, da RAIZ e os rsultado aparecerão. Mas, no mundo laxista e "coitadista" de hoje, como fazer isto? Então tratemos de "contemporizar" com o tráfico,
(segue...)

Richard Smith disse:
24 de janeiro de 2011 às 21:23

Mais ou menso como se fez no Rio de janeiro, por décadas a fio e agora por esse lastimável governador que lá está, com as suas risíveis UPP´s.
Cahmberlain e Dladier fizeram o mesmo com Hitler e sobre els Churchill disse, sábia e profeticamente "Entre a guerra e a vergonha, escolheram essa última. E terão as duas!".
O nó da questão passa pelo VICIADO/CONSUMIDOR, que é, inegavelmente a razão última de ser do tráfico. Como ao governo não cabe (e nem tem aonde) internar todos os vicados na marra - até porque os há que consomem "recreativamente", ou por "protesto" contra a"hipocrisia burguesa" e mais um monte de idiotices de ocasião - há que se enfrentar o problema com um real endurecimento de consequencias soicias para este. Não há outro jeito e outra abordagem.
E não deixemos de fazer a nossa autocritica também em nos perguntar porque tantas pessoas acham a sua realidade insuportavel e buscam refugio na droga e em outras alienações (consumo desenfrado, sexo ídem, etc.) Não seria o nosso modo de vida que estarai em crise? Não estariam faltando algumas coisa necessárias à nossa vida interior que não estão diponíveis nas prateleiras de nossos centros de consumo?
Fica aí um quetionameto que eu creio ser muito relevante.

Richard Smith disse:
24 de janeiro de 2011 às 21:25

Favor ler de baixo para cima, por favor.

Winston Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 01:40

Tenho pensado que talvez a melhor saída é descriminalizar o uso de drogas: permitir que qualquer pessoa que tenha interesse em usar droga possa plantá-la para consumo.
Isso seria um golpe fortíssimo no tráfico de drogas.
E outra, o Estado deveria dizer: faça o que quiser com sua vida, seu corpo, pouco importa se quer usar ou não drogas... a vida é sua, o problema é seu! Só não me venha pedir pensão por invalidez ou qualquer outro benefício/ajuda do gênero, pois, exigiremos um exame para constatar a presença ou não de drogas e, em caso positivo, o Estado não concederá nenhum benefício assistencial para usuários de drogas!

Marcos Alves Pintar disse:
25 de janeiro de 2011 às 11:17

Vivemos em um País movido a pão (bolsa família, etc.) e circo ("Big Brother", Novela das Oito, etc.), sendo que tudo é feito pelo Governo para se manter a popularidade em alta. Agora surge um novo aliado para se glamorizar o falso "liberalismo" e sensação equivocada de progresso: descriminalizar o uso de drogas. Logo, vão querer também criminalizar "coisas chatas" como o que chamam de "trabalho honesto", decência, honestidade ...

Marcos Alves Pintar disse:
25 de janeiro de 2011 às 11:28

A descriminalização do uso de drogas levaria o País rapidamente ao caos. Aqui em São José do Rio Preto praticamente todos os dias há viciados tocando a campainha do escritório para pedir dinheiro para comprar drogas. As vezes até cidadãos de classe média, pelo que se constata pelas vestimentas, saem de porta em porta visando angariar algo trocado, após "fumarem" tudo o que tem. Em uma incursão pela cidade, basta transpor quatro ou cinco quarteirões, mesmo nas áreas mais afastadas do centro, para se encontrar dois ou três viciados perambulando, dormindo, ou mesmo em estado de alienação. Com a liberação muitos vão mergulhar de cabeça no consumo e aí não vão mais tocar a campainha para pedir. Vão arrombar, explodir, incendiar, enfim fazer qualquer coisa para obter dinheiro para comprar droga, sendo óbvio que o cidadão que passou a via construindo com trabalho um patrimônio vai reagir. E não venham me dizer que com a liberação o preço vai cair. Ainda que as drogas passem a ser vendidas livremente, teremos pesada carga tributária que vai elevar o preço do narcótico às alturas, fazendo com que os traficantes continuem a atuar tal como hoje. Afinal, não é isso o que fazem os "sacoleiros" trazendo produtos do Paraguai que aqui são livremente vendidos?

Iuri Sousa disse:
25 de janeiro de 2011 às 12:53

Perdoe-me o Desembargador, mas o título de seu artigo não parece atender à sua função, pois o bojo de seu panfleto sequer transmite os ditos resultados razoáveis. O Desembargador deve tê-los deixado "para lá", pois cá não foram vistos. Vide os resultados que a Holanda obteve: tornou-se um pólo de atração de viciados de toda a Europa, o que aumentou a incidência de crimes em torno dos locais de venda de estupefacientes. Hoje há ação questionando se a liberdade de movimento entre os países pode ser utilizada em favor do livre uso de drogas em país alheio ao do cidadão, pois os holandeses perceberam o erro de sua política.

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 13:58

Meu caro Dr. Winston, meu xará: o seu comentário para mim somente evidência bem claramente o imenso cansaço e desânimo que este assunto, infindável, porque mal-tratado causa no cidadão.
Mas se formos colocar de modo sério, as suas sugestões não sãonada viáveis, senão vejamos:
por primeiro, toda a pesudo-plêmica tem se dado por causa da violência causada pelo tráfico. O consumo "de subsistência" não afastaria o problema;
depois, nem todos tem condições de cultivar a sua "chibaba" particular. Mesmo que assim fosse, as mudas haveriam de ser fornecidas por alguém, certo? E isso funcionaria eventualmente para a "chibaba", a maconha. Não é possível se cultivar, hum, domesticamente, ópio nem os arbustos da coca, isso sem falar em quem é vicado nas drogas sintéticas, comoa meta-anfetamina, o êxtase, o LSD e outras.
Mais depois, o cigarro, hoje o vilão dos "politicamente corretos", tem sido banido e os seus viciados escorraçados como leprosos, mas convenha-se que nunca se ouviu que alguém teve overdose de cigarro ou que subiu na calçada e matou "n" pessoas atropeladas por estar sob influência do tabaco! O mesmo não se pode dizer sobre as drogas.
No primeiro caso o quê fazer? Quando o SAMU chegar no cara caído no chão e constatar que é vitima de overdose deve se retirar e deixar o pré-defunto lá?! Quando o cara for parar num PS com enfisema de tato ter cheirado ou fumado maconha deve ser dispensado?
Então, car Dr. Xará, não por aí os caminhos para resolvermos, ou pelo menos tentarmos controlar tal situação, hoje absolutamente aberrante.
Um smithiano abraço.

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 14:11

Caro Dr. Pintar, parabéns pela sua sensata opinião e pelo testemunho vívido de uma situação absolutamente aberrante que se espalhou pelo interior de São paulo e do Brasil (bem como de várias regiões do Globo, também) e que ninguém ainda consegui fazer uma projeção minimamamete fact´pivel das consequencias para daqui há dez ou vinte anos. Hoje, a difusão do crack é o problema "0" (antes do "1"!) social, de segurança e de saúde pública, por mais incrível que possa parecer! Constatei isso pessoalmente ao ver o que aconteceu a um antigo cliente meu, advogado, que era filho de um outro advogado, amigo de meu pai. Foi uma das coisa mais horrendas, em termos de degradação humana que eu já tive conhecimento! Superior ao de qualquer filme sensacionalista e melodramático destes que existem por aí. Mas faço-lhe uma correção: não é de "agora", ou ultimamente, que esta tendencia de liberação começou. Um abraço.
Depois, diz-se de uma situação aberrante que ela é como "o rabo abanando o cachorro". Lá na Holanda, o liberalismo, a ditadura do politicamente correto e a inversão de valores chegou a tal ponto que, nos cafpes aonde é livre a venda e o consumo de drogas, se chegar a polícia, pedir para examinar a sua bolsa de "fumo" e os cigarrinhos "do capeta" que você estiver portando e neles houver um pouco, pouquinho só de TABACO, você será expulso do estabelecimento, multado e, se estivesse aceso, até ser preso! Ou seja, maconhinha, haxixe pode! O nefando e tremebundo tabaco, jamais (faz mal à saude!)!
É ou não é o fim da picada?!

Mauricio Almeida disse:
25 de janeiro de 2011 às 14:59

É uma pena que alguém com um conhecimento de fazer inveja a muitos, tenha infelicidade de escrever um texto parcial a favor das drogas. Talvez porque os filhos dele estão longe dessa realidade. Talvez porque os filhos dele prefiram cocaina e não crack. Se for colocar no papel, o número de pessoas que se tornam inválidas com o uso constante de drogas, fica a dúvida maior, será que vale a pena descriminalizar para termos no futuro um bando de zumbis? Talvez seja isso que o governo quer.

Winston Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 17:52

Imaginemos que o Estado fornecesse locais públicos para as pessoas irem usar as drogas, mas a exigência é a de que o agente do Estado aplicaria as doses e tambem ninguém poderia levar drogas.
Tivesse lá num posto, tipo de saúde, cocaína, crack, maconha, etc... todo o tipo de droga... O cidadão chegaria e diria: "quero cocaína"... OK, o agente do Estado pegaria a dose e lhe daria, mas deveria usar ali mesmo, e sair depois de ter usado (poderia sair logo após o uso, mas só não pode levar a droga).
Ou seja, veja a forma que o Estado enfrentaria o problema: venham, querem usar? ok, venham e usem aqui, nós damos a droga.
Eu acredito que essa postura desmistificaria a magia das drogas, banalizaria de tal modo o uso, que acredito que o índice de usuários iria reduzir muito em alguns anos, pois as pessoas perderiam o interesse em fazer algo "legal", "escondido", acabaria toda essa mágica em volta... não teria mais segredo... Ou seja, o Estado teria a política: "quer se matar?? problema é seu, as drogas estão aqui, quem quiser usar, venha"
Eu penso que isso acabaria TOTALMENTE com o tráfico de drogas..
É um ponto diferente na discussão e é o tema que "está consumindo" minhas reflexões nos últimos dias.
abs

Winston Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 17:53

Imaginemos que o Estado fornecesse locais públicos para as pessoas irem usar as drogas, mas a exigência é a de que o agente do Estado aplicaria as doses e tambem ninguém poderia levar drogas.
Tivesse lá num posto, tipo de saúde, cocaína, crack, maconha, etc... todo o tipo de droga... O cidadão chegaria e diria: "quero cocaína"... OK, o agente do Estado pegaria a dose e lhe daria, mas deveria usar ali mesmo, e sair depois de ter usado (poderia sair logo após o uso, mas só não pode levar a droga).
Ou seja, veja a forma que o Estado enfrentaria o problema: venham, querem usar? ok, venham e usem aqui, nós damos a droga.
Eu acredito que essa postura desmistificaria a magia das drogas, banalizaria de tal modo o uso, que acredito que o índice de usuários iria reduzir muito em alguns anos, pois as pessoas perderiam o interesse em fazer algo "legal", "escondido", acabaria toda essa mágica em volta... não teria mais segredo... Ou seja, o Estado teria a política: "quer se matar?? problema é seu, as drogas estão aqui, quem quiser usar, venha"
Eu penso que isso acabaria TOTALMENTE com o tráfico de drogas..
É um ponto diferente na discussão e é o tema que "está consumindo" minhas reflexões nos últimos dias.
abs

Oziel disse:
25 de janeiro de 2011 às 18:22

É uma ótima ideia. Principalmente considerando que vivemos num país de primeiro mundo, onde todos os cidadãos têm acesso a saúde de qualidade, e todos os viciados são civilizados e certamente se contentariam com a dose dada pelo governo.
Quer dizer que existe dose segura?
E se o cidadão ficar doente (é muito difícil que um drogado tenha a saúde prejudicada, mas vai que..., né?)
Caberia uma ação contra o Estado?
É claro que não tem problema, uma vez que todos os precatórios já estão devidamente pagos, e o Estado não deve nada a ninguém.
Excelente contribuíção, sr. Smith.

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 19:09

Não me confundam, hein?!

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 19:25

Agora, já que estamos no terreno das meditações profundas, fiquei eu a imaginar o cenário propugnado pela imaginação do meu insigne xará e imagino as seguintes questões: Será criada uma DROGABRÁS? Se sim, o comando caberá ao PMDB ou alguém da base alugada, digo, aliada? Quem será o fornecedor da DROGABRAS estatal? A Bolívia? A Colômbia? Se for do Mercosul gozará de preferências comerciais? O BNDES financiará a produção e importação nestes países para satisfazer a demanda? Haverá isenções fiscais? Haverá licitação para a terceirização dos serviços como nos postos franqueados dos correios? O "aplicador/ministrador" da DROGABRÁS precisará ser enfermeiro ou apenas técnico? Haverá necessidade de concurso público para o provimento de tão importantes cargos? Funcionará 24 horas por dia? Haverá limitações diárias (tipo pintando-se o dedo do "freguês" para evitar repetições indevidas no mesmo dia)? Se funcionar apenas no horário comercial, haverá guarda do local ou o "estoque" será removido, digamos, para a casa do técnico aplicador, ao final do expediente? Se sim, ficará ao abrigo das crianças? Com drogas, assim, mais "fortes", como se evitará, por exemplo, que o consumidor que chegou fissurado, de carro, saia conduzindo o mesmo? E se ele for operador de uma máquina pesada e resolver dar uma "consumidinha" na hora do almoço? Haverá dependências "locais" para o consumo mais confortável e controlado, tipo os fumadouros de ópio de Xangai e de alguns lugares da Europa e dos Estados Unidos do Século XIX? Quem controlará a qualidade do "bagulho"? o INMETRO ou a INDROGA?
Putz, não é que um "pobrema" mesmo deixar a imaginação voando solta!

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 19:39

Sorte da justiça ter o comentarista em seus quadros;a um só tempo o jurista demonstra lucidez impar e uma coragem moral invulgar.São Paulo,um dos maiores doutores da fé ensinou que...tudo vale, mas nem tudo me convem...Pretender dizer o que vale para os outros, pressupõe o triste casamento da pretensão e imodestia ,que são fruto da ignorancia,com um viés autoritário proprio dos covardes,que sempre pretendem usar da força contra os que ousam pensar diferente...Lembrem-se filhotes de fascistas que MESMO O QUE NÃO ME CONVEM PODE VALER PARA O OUTRO E QUEM SOIS VÓS PARA ESCOLHER O MELHOR PARA OS OUTROS SE NÃO O SABES NEM PARA SI?...

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 19:59

Não é a toa que FHC,um dos unicos intelectuais vivos neste país, corrobora ipsi literis os argumentos dos articulista,entretanto, será dificil vencer a hipocrisia e o autoritarismo que brotam prodigamente da ignorancia que ecoam da turba...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:08

Todavia, os mesmo São Paulo, falou para os discipulos acerca dos hereges e do sque contrariam a Fé e as verdades reveladas: "Increpaos tulii" ("Increpe-os duramente").
E Nosso Senhor Jesus Cristo que tem autoridade sobre tudo e sobre todos (queiram ou não)também recomendou: "JULGAI TUDO e ficai com o que é bom". Pelo o que existe um algo que seja mau e outro, em contraposição, que seja bom e que, nas palavras de Cristo-Deus, deve ser escolhido e seguido.
E quem faz a escolha errada, deve ser increpado DURAMENTE, inclusive por uma questão de Caridade e de Justiça.
E nos tempos atuais, de tremendo relativismo, isso é um ato de CORAGEM e não de covardia! Covardes são os que lançam "raciossímios" ao sabor do "mainstram" politicamente correto e ainda por cima se ocultam pelo anonimato.

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:21

Ó Genio, quem dirás o que é bom???Es tú??E quem encresparás,serás também tú, o sabio???Será voce o exegeta de Cristo ou apenas mais um tolo sem noção de sua propria tolice?Se descobriste a verdade, fica com ela mas não pretenda impor tuas verdades e tuas interpretações aos outros, posto que esta simples pretensão, revela toda sua inferioridade intelectual, moral e tua falta de bom senso... E lembre-se pretenso encrespador que quem com ferro fere,no teu caso apenas pretende,com ferro seras encrespado...

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:35

Foi a "certeza" que fundamenta a crença dos autoritarios e o desejo espurio que decorre das "certezas",de impor sua visão apequenada de mundo aos outros,com o intuito de "instrui-los'...que deu origem aos mais sanguinarios periodos historicos,como a inquisição,que também pretendia-se exegeta de cristo...Cristo disse; julgai e ficai com o que é bom, mas nunca disse para impor "o seu bom" aos outros a ferro e fogo...Cristo demonstrou respeito ao livre arbitrio, nunca a pretensão de cercea-lo...O autoritarismo só decorre de visões deturpadas de um Cristo que em essencia era um libertário...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:43

"Bom"?! Só Deus é bom, já disse também Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu, sou um triste e miserável pecador! Mas nem por isso desprovido de inteligência e de Lógica. E, sem mérito nenhum e absolutamente pela Graça imerecida, capaz de reconher a VERDADE, que é o próprio Cristo, e aqueles que são dela (e os que não são também!). Só isso e nada mais do que isso.
E por um dever para com a Verdade eu a defendo, com a maior virilidade possível. Com muitoa educação aos que merecem e com nem tanta assim para os que merecem também, mas, volto a dizer, sempre na Caridade, embora os atingidos por minhas palavras não gostem, é claro. Mas, se puderem provar que falo alguma mentira ou que algum dos meus comentários é desprovido da maios pura lógica (já respondeu alguma de minhas perguntas, corajoso anônimo?), me penitencio publicamente, já disse isso aqui antes.
Enquanto isso, PeTralha (o seu "FHC" o denunciou, trouxa!) vá ver se eu estou ali na esquina, vai?

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:50

Depois, "autoritário" por quê? Porque tenho opinião e a defendo com severidade em relação aos valores que entendo por corretos? Qual é o poder que eu tenho para IMPOR a minha opinião. Mas entendi, eu tenho todo o direito de CONCORDAR, não é? Ah, tá bom, só para saber. Pena que eu não frequento o diretório de seu partido e não recebi esta lição. E que ainda estamos num país democrático (por enquanto pelo menos e à despeito de pessoas "tolerantes" como você!).

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:57

O vocabulo bom,in casu,foi usado na acepção de correto,melhor, mais adequado e não como antonimo de mau.A humildade pretensa é falsa, posto que quem realmente é humilde jamais mete-se a dizero que é malhor para os outros...Quanto a questão política-partidaria,irrelevante no caso,também labora em equivoco o comentarista, como em tudo o mais...é desprovida de logica a pretensão de cercear o livre arbitrio dos outros, com base em qualquer argumento,especialmente em cristo, o maior de todos os libertarios e respeitador mor do livre arbítrio...Quanto a agressão é o argumento dos que não tem argumentos...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 20:59

Quanto ao Cristo "bonzinho" e tolerante com o pecado e com o Mal, pouco mais do que um filósofo ou um professor de auto ajuda, acho que este eu não conheço.
Jesus verdadeiro disse outras coisas:
"Arrependei-vos e crede no Evangelho!"
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!"
"Quem crer em Mim e perseverar, este será salvo"
"Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo do inferno!"
"Raça de víboras!"
"Sepulcros caiados, por fora brancos e puros, por dentro cheios de podridão e imundicie!"
"Eu vim para trazer a espada!"

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:04

Por favor não tergiverse. Se existe um bom (adequado, pertinente, útil - sempre tendo em vista a nossa Salvação, claro) é porque existem coisas outras que não o são. Isso é de uma obviedade evidente e de clareza solar.
Depois, diga-me como é que eu posso IMPOR coisas aos outros, apenas por palavras e num minguado mas útil espaço como este?
Por fim, quanto às suas críticas ao meu posicionamento, conseguiu responder a algum de meus questionamentos práticos quanto á patranha da descriminalização da maconha (por primeiro) e de todas as outras drogas (por passo seguinte de estratégia e por decorrência natural)?! Então, por favor, vitupere e grite chavões de menos.

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:09

autoritario é quem pretende IMPOR a sua visão de mundo ao outro,pretendendo, com sua pseudo-sabedoria decidir o que é melhor para o outro,sem conseguir perceber sua absoluta incapacidade em decidir até mesmo o que é melhor para si próprio e a violencia que é prtender suprimir o direito de escolha do outro...Como contradição pouca é bobagem, o comentarista anterior pretende satanizar o pt sem saber,certamente, que o ex presidente FHC,representante justamente da corrente partidaria contraria ao pt,é justamente,sem demerito algum,o maior defensor da descriminalização ao lado de muitos outros intelectuais e políticos de todo o planeta,inclusive do articulista.

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:14

Depois, não sou humilde coisa nenhuma,exceto em relação aos meus inúmeros pecados. Sou até bastante arrogante. Porém autêntico e leal ao que eu acredito. E, como dizia o filósfo: "o estilo é o homem".
Existe, verdadeiramente, um Bom e um Bem a serem defendidos. E a proposta de descriminalização das drogas é contrária a ambos e ainda por cima, MENTIROSAMENTE, tratada como uma polítca (as suas tentativas, claro) que dá "bons resultados", segundo mesmo o "lead" da matéria? Gostaria de vê-los, eis que de fato, Cristo instituiu um princípio de julgamento inefável e infalível ao dizer: "Boa árvore não da maus frutos e má árvore não dá bons frutos; pelos frutos julgareis a árvore".
Não é uma boa "dica"?!

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:18

Revelador sobre o caratér autoritario do anglicista só recitar desaforos e ameaças extraídas da biblia ,que em verdade é justamente um livro de puro amor...Só consegue ver o mal mesmo debrucando-se sobre o bem...O Deus do novo testamento é um deus de amor e não um despota caprichoso...Basta,posto que como diria cristo,quem tiver ouvidos para ouvir que ouça e como pelos frutos se conhece a arvore,quem tiver a elevação necessaria poderá distinguir,através de nossas ideias, o joio do trigo...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:24

Não sou eu que "satanizo" o PT. Eles é que escolhem o seu lado (aborto, leniência com os criminosos, apoio ao "casamento" d ehomossexuais, sexualização precoce de crianças, etc.).
Quanto a Fernando Henrique Cardoso (esse é seu nome), está ERRADO na sua "filosofia" e "sociologia". Basta que le ou você consigam responder aos meus (que não são meus, é claro) questionamentos.
E todos, inclusive ele, por covardia ou estudada tática, vinculam a "solução" da descriminalização em resposta à agudez do problema da violência causada pelo tráfico de drogas (come se não houvesse traficantes sem viciados!). É como os "satanizados" que pretendem a implantação livre do aborto no País como "resposta a um suposto "problema de saúde pública" ou apelando para argumentos emocionais como o sofrimento da pbre mãe pela gstação de um "feto" (não é um ser humano, éum "coiso") que não terá perspectiva de vida (então matemo-lo logo, pois!).
Falácias e mais falácias...
Então, para quebrar o seu galho e ser menos "autoritário" e "impositivo", reduzo a minha "exigência" a um ponto só: prove-me, por "a" + "B", que o Brasil pode descriminalizar uma droga ( amconha, especificamente, lembre-se) sozinho em relação a todos os demais países e que isso, efetivamente vai deter a violência oriunda do tráfico. Simples assim. Pô, fui bonzinho, nessa, hein?

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:27

E outra coisa, ô Mané (fui respeitoso, VIU? escrevi com maíuscula!) Cristo, o título de Jesus que é o nome "que não há igual sobre a Terra e que todos os joelhos se dobreM ao seu nome", é com LETRA MAIÚSCULA, viu?!

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:36

Há uma absoluta impossibilidade em discutir-se com o americanizado...Seus argumento são tão pueris que desperta-me pena;Quem disse ó microcefalo que o Brasil estaria sozinho ao descriminalizar a maconha?Estaria é atrasado como sempre,posto que até na argentina isto já foi feito, ô sem noção...Não posso discutir com um camarada que se diz advogado mas mal consegue escrever compreensivelmente;Ou es um mentiroso ou oriundo de uma destas faculdades de 1,99.Quem es tú ,o rabula de provincia,para pretender chamar atenção de quem esta muito além dos horizontes que sua visão tosca pode supor?...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:49

Não sou advogado, macrocéfalo (hidrocefalia? tem válvula de Holter?). Muito menos americanizado, trouxa (e se fosse, uuuui que insulto, hein?) pois sou Brasileiríssimo, Paulista e paulistano. Depois, não minta, bocó, no artigo em pauta, o desembargador está falando da situação brasileira e não de nenhum outro país e ainda por cima dizendo que está dando "resultados para lá de razoáveis!
Só se ele for sócio de alguma boca de fumo no morro!
Então não tergiverse poltrão anônimo e responda ao meu questionamento ou admita que você não tem argumentos!

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 21:51

Depois ô "muito além do horizonte" faz-me rir a sua "humildade" hein?, ô cabecinha anônima, faz-me rir. É patético (ou pateta somente?)

acs disse:
25 de janeiro de 2011 às 22:09

Mesmo não sendo advogado o americanizado deveria saber que achincalhar a honra dos outros é crime,especialmte que o anonimato conferido pela internete é tão falso quantos seus argumentos...Respeite o magistrado que moral e intelectualmente está a anos luz de Vossa Insiginificancia,senão pelo respeito,conceito ao qual voce ignora,amamentado e criado em lupanar ,pelo fato de que a chibata pode descer sobre o seu lombo ó pustula...E por fim conselhos emanados de um sem noção como vossa insolencia, levariam qualquer empresa a bancarota,daí porque voce não está apto a aconselhar quem quer que seja e nem um louco o contrataria...

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 22:13

Tchau, pateta ico.
Ah, "literalmente", ou mais especificamente, "com as mesmas letras" se escreve "Ipsis litteris" e não como você escreveu lá embaixo, viu, cabecinha?

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 22:23

Me lembro claramente dos tempos de criança que, quando numa discussão, um moleque se excedia (veja-se que havia mais moral e ética entre moleques de antanho do que em macrocéfalos patéticos de hoje em dia, ainda mais os "além do horizonte!) já vinha a reprimenda com que todos concordavam: "NÃO BOTE A MÃE NO MEIO QUE EU BOTO NO MEIO DA MÃE!".
E também o grande Ruy Barbosa dizia: "o ladrão sabe cada qual como seu igual". Então, quando você diz "criado e amamentado em lupanar" deve estar-se olhando em algum espelho ou tendo um "dejá vú"!
Então, sinto dizer-lhe, patético macrocéfalo, você é uma pessoa sórdida e que apela. Um misero trouxa então. Vá se divertir com os seus coleguinhas que não conhecem o papai, vai?

Winston Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 23:17

Por que as pessoas procuram as drogas? Não seria, na esmagadora maioria das vezes por curiosidade, ou para parecer "descolado" para o grupo?
Reafirmo, se a questão das drogas fosse tratada pela saúde pública, com fornecimento gratuito aos usuários, tenho absoluta certeza de que o consumo cairia, porque, simplesmente, "perderia a graça".
E isso inclusive seria um golpe mortal no tráfico de drogas: se o Estado dá as drogas a quem o procura, quem seria louco de subir o morro ou outros "becos" espalhados no Brasil, só para obter a droga??? Ninguém!
Uma vez o usuário buscando o Estado para obter a droga, e não comprando-a de traficantes/bandidos, seria aberto um leque gigantesco de medidas adotadas pelo Estado em relação aos usuários, tais como, cadastro, acompanhamento, histórico de uso, etc.
Por favor, quem pensar diferente e ficar irritado por outras opiniões, gentileza rever seu nível de ser.

Richard Smith disse:
25 de janeiro de 2011 às 23:44

Amigo Winston, a sau proposição não é exequivel, principalmente porque existem pessoas que não assumem o seu vício ou querem mantê-lo clandestino. Então, a pessoa do traficante e suas consequencias sempre existiriam. Depois, chega a ser uma aleivosia se falar em estrutura para um governo que não consegue direito fazer chegar vacinadores em certas comunidades carentes, deixa a tuberculose e a dengue se espalharem, entre outras coisas. Depois, como "de graça"? O dispêndio seria enorme e nós, contribuintes teriamos de pagar por isso. Além de que várias outras questões ainda ficariam sem solução, como todas aquelas que aventei em dois comentários lá para trás. Um abraço.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 00:00

Prezado colega Winston Smith. Equivoca-se por completo. Quiséramos nós que o usuário de drogas fosse movido somente pelo prazer de desafiar. As drogas em geral causam a chamada dependência química, algumas mais rápido, outras exigindo maior tempo de uso. O viciado em drogas só pensa uma coisa: usar drogas. Biologicamente funciona assim. Quando a pessoa usa uma droga a narcótico faz com que o organismo, induzido, libere certas substância responsáveis pela sensação de bem estar. É assim que o cara vai "nas nuvens". Só que se trata de uma indução e o organismo, sábio, visando se manter acaba diminuindo a produção dessa substância. Resultado: o viciado cai em uma tristeza absoluta, que só pode ser afastado com nova dose. Há pessoas que são mais propensas ao vício. Outra menos. Fato é que mais modernamente tem surgido drogas altamente "poderosas" capazes de viciar usando apenas uma vez, como o crack. O viciado se tornar refém da coisa, e só pensa naquilo, geralmente até morrer se não houver tratamento. Assim, se o Estado passar a distribuir drogas não tardará para que toda a população se transforme em zumbis. Sugiro que estude, com atenção, o que os ingleses fizeram com o ópio na Ásia no Século retrasado que vai entender o que estou dizendo.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 00:03

"Entre 1811 e 1821, o volume anual de importação de ópio na China girava em torno de 4.500 pacotes de 15 quilos cada um. Esta quantidade quadruplicou até 1835 e, quatro anos mais tarde, chegou a ponto de o país importar 450 toneladas, ou seja, um grama para cada um dos 450 milhões de habitantes da China na época.
A droga chegou a representar a metade das exportações britânicas para a China. O primeiro decreto proibindo o consumo de ópio datou de 1800, mas nunca chegou a ser respeitado.
Em 1839, a droga ameaçava seriamente não só as finanças do país, como também a saúde dos soldados. A corrupção grassava. Para chamar a atenção do imperador, um ministro descreveu a situação da seguinte maneira: 'Majestade, o preço da prata está caindo por causa do pagamento da droga. Em breve, vosso império estará falido. Quanto tempo ainda vamos permitir este jogo com o diabo? Logo não teremos mais moeda para pagar armas e munição. Pior ainda, não haverá soldados capazes de manejar uma arma porque estarão todos viciados.'" (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_do_%C3%B3pio)

Richard Smith disse:
26 de janeiro de 2011 às 00:40

É justamente desa época e posterior que a entorpecência ganha foros de "novidade social". A partir de meados do Século XIX os fumadouros de ópio nas comunidades chinesas no Estrangeiros e nas cidades portuárias, por conta dos marinheiros foi multiplicado exponencialmente. Como certas drogas como as opiáceas provocam aguda mudança de percepção foram saudadas por artistas e escritores mediocres como a "solução" para a sua falta de criatividade ou para o aguçamento perspectivo, como no caso dos pré-impressionistas.
Pode-se então, sem sombra de dúvida culpar o Império Inglês pela difusão da droga no mundo ocidental em escala "industrial". O recrudescimento no Século XX e a difusão em larga escala se deve a outros fatores sociais como a glamourização da cocaína pelos Jazzistas e Bluesmen, pela dominação da Máfia após a Guerra, pelo estímulo dado ao Triângulo Dourado (laos Tailãndia e Camboja) nos tempos da Guerra do Vietnã, etc. Observamos um pico justamente com o advento da era Reagan, aonte o ativismo Yupee (young urban people) e o "desbunde" do relaxamento moral progressivo em prol do reerguimento economico derubaram as últiams barreiras na classe média americana. Daí para frente houve um aumento brutal e exponencial do consumo nos Estados Unidos (e Canadá!) que já levou à quase falência do governo Colombiano e a criação do estado Narcotraficante de Garcia Meza na Bolívia nos anos 80. Então, para abastecer tamanho sorvedouro de drogas, organizaram-se e reorganizaram-se diversos "fornecedores", tanto no atacado como no varejo.

Richard Smith disse:
26 de janeiro de 2011 às 00:49

É por tudo isso que eu digo que sem atacar-se a questão fundamental do CONSUMO, o resto será "enxugar gêlo"! E isso pass por um questionamento severo das razões sociais que levam tanta gente a se drogar, além da imposições de severas penas e restrições (como a de dirigir, "fatal" para os americanos, de adotar, de cursar universidades públicas, etc.). Não se trata de "punir" (mas por quê não, também?) o viciado, ams colocar-lhe, com severidade, a repulsa social que a sua permanência no vício produz e as consequências que tal conduta causa e poderá causar á Sociedade no futuro. HOje se passa a mão na cabeça do viciado como se ele, ao menos no início, não fosse o responsável pela situação na qual se encontra. Isso é ontologicamente impossível, posto que dorga não lhe foi ministrada quando estava dormindo ou amarrado e nem caiu do céu, sob a forma de chuva nos seus órgãos. E se é verdade que a droga produz: absenteísmo, improdutividade, incapacidade, dissolução familiar, acidentes, danos a terceiros, sobrecarga no sistema de saúde e até a morte prematura d eindividuos jovens, tudo isso representa um custo e um gravame à Sociedade. Por quê então devemos tratar o drogado como um "vitimo" e não como uma opessoa que abusou da su liberdade e hoje ´não está contribuindo socialmente como poderia? Ou isso é algum crime ou visão "totalitarista"? Temos ou não temos de viver em sociedade e em consórcio d ebenefício mútuo. Temos ou não DEVERES para com o País, para com a cidade, para com nossas famílias (filhos principalmente). Então temos o direito de nos drogar até o desemprego, a falencia, a internação e a morte?!
Devemos pensar nisto seriamente. O drogado deve ser confrontado com as consequências de suas decisões! Abaixo o "coitadismo" irresponsável!

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 07:51

As drogas atendem a uma necessidade humana intrinseca, a ponto de ser fato antropologico que todas as culturas humanas,sem exceção, as possuiam;Os proprios farmacos também são drogas e o organismo humano ,por sua vez,as produz,as chamads drogas endogenas(endorfina,serotonina,etc...).O filme tropa de elite passou,"ironicamente",posto que o capitão nascimento é um anti-heroi, a ideia de que os viciados alimentam o trafico,rapidamente assimilada e reproduzida,pelos que ignoram o fato de que, onde está o homem está a droga.A insurgencia dos estultos cinge-se apenas á droga,enquanto uso recreativo,no que também estão equivocados,posto que como bem colocou o cancioneiro;a gente não quer só de comida,quer também felicidade...Quanto ao americanizado,ignorante e sem formação,não tendo podido estudar,pretende instruir sem jamais ter tido instrução,uma verdadeira contradição.Insulta tantos quantos lhe pareçam maiores que ele, moral e intelectualmente,no afã de fazer valer seus argumentos.O fato é que o americanizado é um analfa,fruto de uma educação autoritária e alienante que lhe infundiu profundo temor de Deus...um típico homem barroco,anacronico e tolo.

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 08:34

Do ponto de vista juridico as drogas não devem ser proibidas posto que é licito ao homem agir como melhor lhe aprouver em sua seara pessoal,desde que não cause dano injusto a terceiro.Do ponto de vista antropologicoesta está claro que o homem não vive sem as drogas,posto que todas as culturas humanas as manuseavam.Biologicamente falando,se as drogas fossem tão más como pretendem os hipocritas,o proprio corpo humano não as metabolizaria(argumento irrespondivel).E ,por fim mas não menos importante,filosoficamente falando,nada (incluindo-se aí as drogas) é bom ou mau,posto que adroga que mata é a mesma que cura,só depende da dose,tudo na dependencia do uso que se faça da coisa.Digno de nota que muitos que se insurgem contra o uso recreativo de drogas são renomados alcolatras ou abusadores contumazes de farmacos...As verdadeiras drogas são a hipocrisia e o desejo doentio de definir o que é melhor para o outro quando não se conhece,nem mesmo, a si próprio...

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 09:21

São Paulo;Tudo vale,mas nem tudo me convem...

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 09:53

a guerra do opio tratou-se de uma imposição de uma nação imperialista, no sentido de que a outra,impossibilitada de reagir pela força das armas,FORÇOSAMENTE,adquiri-se o opio,logo tratou-se de uma imposição,de um estupro do arbitrio.No caso em tela, trata-se justamente do contrario,do inverso,da verdadeira mensagem libertaria de cristo,de sao paulo e de tantos outros que também diziam a verdade,qual seja,deve-se respeitar o arbitrio individual.(quem tiver opuvidos para ouvor que ouça).

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 11:45

A análise do colega acs (Advogado Assalariado) se mostram em todo equivocada. A droga não é uma "necessidade natural" do homem, sendo falho o raciocínio do colega ao chegar a essa conclusão considerando que em todas as épocas, em todas as civilizações, as drogas existiram. Ora, não tenho dúvida em dizer que também em todas as épocas, em todas as civilizações, também existiu estupros, roubos, assassinatos, espancamentos, infanticídios, etc., etc., sem que possamos concluir que isso se deu em virtude de uma "necessidade natural" dos indivíduos. Uma sociedade pode sim viver sem o uso da droga, da mesma forma que pode ficar sem assassinatos, assaltos, corrupção, além de inúmeros outros crimes, mas sabemos que na prática isso se torna impossível porque sempre haverá aqueles que realizam inúmeros crimes. Por outro lado, o colega também incorre em erro quando aduz que sob o ponto de vista jurídico as drogas não devem ser proibidas. Tal tipo de consideração atenta contra a própria ideia de direito. Explico. Podemos para efeito de raciocínio analisar a vida humana sob dois aspectos: o interno, quando o indivíduo confabula com ele mesmo; o externo, quando estabelece relações com os demais indivíduos. O direito não se ocupa do primeiro aspecto. Quando Robinson Crusoé estava sozinho na ilha não havia direito. Esse só surgiu quando o náufrago encontrou Sexta-feira e estabeleceu com ele uma relação (jurídica). Assim, é certo que quando o usuário de drogas está sozinho em seus aposentos injetando cocaína na veia, sequer há que se falar em direito. Porém, não é menos verdade que essa cocaína não foi produzida pelo próprio usuário, como a abelha produz mel. Custou dinheiro, que talvez deixou de ser utilizado para pagar o plano de saúde da mãe (continua).

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 11:58

(continuação) a pensão do filho, recolher as contribuições previdenciárias para no futuro haver amparo na velhice, além de inúmeras outras consequências nefastas. Além disso, é absolutamente cristalino os efeitos sociais e psicológicos que o usuário de drogas causa à família e aos amigos. Que o diga, por exemplo, o antes jogador e agora comentarista Walter Casagrande, que mais de uma vez expôs em rede nacional de televisão, heroicamente, o arrependimento pelos problemas que causou ao filho. Sempre tenho sustentado que as gerações mais novas vem sendo acometidas pelo fantasma da abundância. Embora isso possa ser algo até mesmo contraditório, já que a abundância é um ideal buscado pela humanidade desde épocas imemoriais, vejo que os mais novos possuem a nítida ideia de que tudo é para eles. Não desconfiam que prédios, estradas, aeroportos, faculdades, indústrias, etc., etc., foram construídos com trabalho, esforços, dedicação, não por deleites pessoais ou ócio. Assim, para muitos, tanto faz o individuo estar se dedicando ao trabalho honesto, em prol do desenvolvimento social e econômico da Nação, ou isolado fumando crack: o valor ou desvalor da conduta é o mesmo. Como não viram a fome, as doenças, a falta absoluta de recursos, e toda espécie de adversidade (que desapareceram justamente devido ao trabalho e esforços de muitos no passado e presente) acreditam que tudo é igual, irrelevante, e que vale mais na vida buscar o que se quer ao invés de contribuir com o coletivo.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 12:07

O direito fulmina de imoral e ilegal a utilização de algumas substâncias entorpecentes (embora algumas sejam permitidas, como o álcool). O usuário de drogas está inserido em um contexto social. Não tem a total disponibilidade de seu corpo, como muitos equivocadamente apregoam, até mesmo porque quando adoecer (pelo uso da droga ou suas consequências) vai procurar um hospital (as vezes público) e receber um atendimento que certamente não será custeado pelo resultado de seu deleite pessoal. Muito pelo contrário, o usuário de drogas que se envolveu em um acidente automobilístico, por exemplo, vai apenas engrossar a fila do hospital, ocupando até mesmo a vez do trabalhador pai de família que submetido a jornada de trabalho extenuante acabou sofrendo um acidente de trabalho.

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 12:20

Prezado colega,em primeiro lugar,se a droga não é uma necessidade humana por que motivos existes milhares de drogarias em todos os paise do planetas?O simples desenvolvimento de uma droga,a penicilina teve o condão de aumentar a espectativa de vida do homem.Em segundo lucar, ilustre seu raciocinio com o nome de uma unica socidade,real e não fruto de fantasia que não utilizava-se de drogas,seja com função de farmaco,ludica ou até mesmo,como base da sociedade como no xamanismo?E ,por fim, não dá para se comparar droga(em principio um elemento natural)com crime,uma invenção e conceito culturais humanos,criado para servir de controle social.Até mesmo um gato pode ser drogado,mas quando o gato mata o rato ele não se imagina cometendo um crime,compreende a diferença?

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 12:37

o fato da lei determinar o uso de uma droga como que sendo ilegal não é um valor absoluto, posto que as proprias leis encontram limitações,entre as quais a da razoabilidade,sem a qual a norma pode até ser legal mas é imoral.Toda vez que alei invade, o que se considera esfera individual do individuo, para normatizar o que não lhe compete,sem que dá conduta exteriorizada pelo agente produza-se prejuizo, a qualquer um, mas que decocorre tão somente como exaurimento do seu arbitrio,a norma não possui sustentação e ainda que formalmente legal é instrumento de violencia e dominação indevida.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 13:03

Prezado acs (Advogado Assalariado). Quando disse "droga", referi-me aos narcóticos cujo uso, distribuição, manuseio, transporte e armazenamento sem autorização legal é proibido. Não falava de medicamentos.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 13:07

Não discordo da alegação de que "toda vez que a lei invade, o que se considera esfera individual do individuo, para normatizar o que não lhe compete,sem que dá conduta exteriorizada pelo agente produza-se prejuízo, a qualquer um, mas que decorre tão somente como exaurimento do seu arbítrio, a norma não possui sustentação e ainda que formalmente legal é instrumento de violência e dominação indevida. Trata-se de preciosa lição. Porém, conforme já demonstrei abaixo, isso não se aplica ao consumo de drogas já que embora o ato possa ser individual, e realizado no íntimo do lar, haverá sempre consequências a terceiros, indiscutivelmente.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 13:14

Aliás, prezado acs (Advogado Assalariado), há algumas semanas foi transmitido pela televisão brasileira um episódio da série americana "American Dad", produzida nos EUA pela Fox, que trata do tema que estamos debatendo. Nesse episódio é posto em confronto o individualismo exacerbado de um lado, e a ideia de coletividade e solidariedade de outro. Em resumo o personagem Stan sustenta que todo mundo deve cuidar do próprio nariz, por seus próprios esforços, e o que faz ou deixa de fazer é problema do próprio indivíduo, que não pode ser tangido em seus atos. No desenrolar da trama o personagem passa a viciado em crack, trazendo de imediato um enorme transtorno familiar. Enlouquece, rouba um avião, viaja para a Colômbia em busca de drogas, e ao final se torna um indigente, até ser finalmente resgado pela família e curado. Apesar de se tratar de uma animação, a mensagem do episódio é extremamente atual e se encaixa perfeitamente no que estamos discutindo.

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 13:58

O Ilustre causidico,tocou no ponto fulcral da questão,o de que droga é droga,posto que nada impede que um farmaco seja utilizado com fins recreativos,ou vice-versa.a distinção dos usos,como farmaco,recreação,dose mortal a ser injetada nos condenados a morte,indutora de transes espirituais,ou até mesmo para curar dependentes de heroina,quem cria as distinçoes e aplicações é o homem...

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 14:07

Quando eu tomo coca-cola,sei que isto pode causar-me descalcificação e ulcera,causando custos medicos ou quando ligo o som em minha casa,isto certamente trará consequencias a terceiros,mas nem por isso deixo de beber refrigerante ou ouvir som,entende?É o tal livre arbitrio...Dar a cada um o que é seu inicia-se pela liberdade de decidir por si proprio.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de janeiro de 2011 às 14:08

Exato, prezado acs (Advogado Assalariado). Só acrescentaria dizendo que não é propriamente "o homem" quem cria a distinção, mas o estudo científico desenvolvido pelo homem. Pode ser por exemplo que alguns estejam em condições de dizer que o crack pode ser utilizado para a cura de muitas doenças, enquanto os pesquisadores e cientistas que estudam o assunto dizem que não. A mim não cabe entrar no mérito dessa discussão, vez que não possuo condições técnicas para isso. Se a maior parte dos médicos diz que o crack é uma substância perigosa, vou concordar com eles e ponto final. Porque? Sempre há aqueles que sustentam o absurdo, o que levou por exemplo (agora na minha área) a Áustria a criminalizar a negativa ao holocausto. Quem quiser dizer que o genocídio aos judeus jamais existiu que negue. Eu é que não vou dar ouvidos a isso.

acs disse:
26 de janeiro de 2011 às 14:11

O TEMA É DESCRIMINALIZAÇÃO DA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA,(CANABIS SATIVA), NO BRASIL.

Winston Smith disse:
27 de janeiro de 2011 às 07:41

Vou ser bem sincero, eu não perco meu tempo lendo comentários gigantes em sites! Tenho tanto a ler por dia, jamais vou parar para ler posts gigantescos como vejo sobre o tema do artigo.
Falem mais objetivamente. E outra, por favor, parem com essa senilidade textual, pois isso não implica conhecimento algum (literalmente!)

Edson Cardia disse:
29 de janeiro de 2011 às 12:10

Sem pena pra pequenos traficantes??? Ora, então o negócio é traficar pequenas quantidades e ganhar milhões.... ingenuidade... Pedro Abramovay já foi tarde....

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