Advogado militante e seus clientes dão valor ao terno e a gravata

O traje denominado passeio completo, consistente de terno e gravata, para os homens, já, há muito, foi questionado em nome do calor insuportável. A indumentária tradicional foi abolida em alguns segmentos e vejam no que deu. Os estudantes universitários, obrigatoriamente, vestiam-se com terno e gravata. A permissividade extinguiu o paletó, depois a gravata, em seguida, as camisas sociais e hoje frequenta-se as Faculdades de bermuda, saída de praia, camiseta regata e chinelo.

Houve época, também, em que não era permitido nos Fóruns e Tribunais que as mulheres trajassem calça comprida, até que foi liberado seu uso, sendo um passo para os “legings”, moletons, shortinhos, topes e até cangas.

Que os jovens, como eu no início da carreira, se rebelem contra certos hábitos e costumes é plenamente aceitável e previsível. Porém, inconcebível que pessoas amadurecidas não enxerguem a necessidade de preservar tradições, em confronto com experiências anteriores.

A farda, o terno e gravata, o jaleco, o uniforme, em geral, tem a finalidade de padronizar e dar aparência de organização, a fim de que não ocorram os abusos que já se manifestaram outrora e caminham a passos largos. Atendem ao necessário protocolo no desempenho das respectivas funções.

Lembro, ainda, que, tempos idos, era obrigatório, ou pelo menos de boa prática, o traje “passeio completo” para os passageiros de avião. Atualmente vemos homens e mulheres seminus, encostando seus corpos suados nos ocupantes dos minúsculos assentos geminados. Bons tempos quando era politicamente correto ser bem vestido.

A Ordem dos Advogados do Brasil tem plena prerrogativa para estabelecer os trajes dos advogados que circulam nas respectivas seccionais, mas, até onde sei, nas suas sessões exige-se traje passeio completo.

Nos Tribunais Superiores e até no CNJ, departamento do STF, há obrigatoriedade do terno e gravata e as mulheres devem trajar blazer. No Congresso Nacional e Assembléias Legislativas, idem. Tudo para não abrir caminho para trajes extravagantes e inoportunos. Apenas alguns membros do Executivo, dando pouca importância aos cargos que ocupam, insistem em trajarem-se como bêbados em fim de festa.

Os Tribunais e gabinetes dos juízes constituem locais litúrgicos onde são tratados assuntos de relevante seriedade para a população, sendo ambientes que exigem sobriedade. Têm-se, mais uma vez, oportunistas aproveitando-se de factóides para promoverem-se.

Ressalte-se que a obrigatoriedade do terno e gravata no Judiciário é para os profissionais do direito nas salas de audiência, gabinetes e nos Tribunais, sendo que tal “sacrifício” não se exige no acesso aos cartórios e secretarias para acompanhamento dos processos, bem como das partes e testemunhas quando convocadas.

Aliás, nos mais de 30 anos que exerci a advocacia vi os humildes fazerem questão de se apresentar bem trajados, muitos de terno e gravata, mesmo alertados sobre a desnecessidade, pois diziam eles: “A Justiça é um lugar importante”.

Eles têm razão. Quem gosta de excentricidade é rico, que adora brincar de pobre, pois este gosta de vestir-se bem, mas nem sempre pode. Quem defende a irreverência não são os advogados militantes.

Benedicto Abicair

é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Richard Smith disse:
14 de julho de 2011 às 12:15

O brilhante articulista foi direto na ferida e disse tudo o que precisava ser dito.
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Faço minhas as suas palavras, não me esquecendo de lembrar também de sábias palavras do Evangelho: "Quem não é fiel no pouco não o é no muito".
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Após a época de contestação dos anos 60 e 70 do século passado, vivemos hoje uma outra: a da confusão, do relativismo (inclusive e principalmente de VALORES), do "desconstrutivismo" e do "Direito Achado na Rua" (certamente pelas senhoras mães dos seus propugnadores quando "em serviço"!) e não na Lei.
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Por isso, parabéns novamente ao autor de breve porém contundente libelo.

Richard Smith disse:
14 de julho de 2011 às 12:23

Trabalhei como auditor externo por quase dez anos, em clientes situados em lugares aonde nem o Capeta achava e nunca fomos dispensados do terno completo (e não a "saia e blusa", como se dizia no meio, que consistia em blazer de uma cor e calça de outra!.
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Nunca soube de casos de insolação ou desfalecimento pelo calor pelo simples uso de mangas compridas e paletó por parte de nenhum colega meu. E olhe que muitas vezes eramos socados em galpões à guisa de "salas de reunião", aonde o negócio nçao era brincadeira!.
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Aliás, os sábios beduínos do deserto, usam roupas de algodão fechadas nos punhos e manto de lã (o deserto é gelado à noite), pois sabem que roupas fechadas impedem a troca de calor com o ambiente e mantém a temperatura corporal, impedindo que o calor muito agressivo chegue à pele!
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Então, disse e repito: má briga essa a da OAB e que depõe contra a advocacia.

Marcos Alves Pintar disse:
14 de julho de 2011 às 12:31

Sou advogado há quase dez anos, e em regra não uso terno e gravata no dia a dia. Entretanto, as pessoas sempre me reconhecem como advogado mesmo quando estou de sunga na praia. Mais das vezes, o traje no Brasil é usado para que a pessoa demonstre ser o que não é. Um bom profissional da Justiça, como o são os advogados, magistrados, e membros do Ministério Público, não precisam de vestimenta específica para serem reconhecidos e respeitados, DESDE QUE SAIBA ADOTAR UMA POSTURA DE SOBRIEDADE COMPATÍVEL COM O TRABALHO, o que nem sempre se verifica. Aí a solução é maquear, usando vestimentas que parecem imponente ao cidadão comum, encobrindo inclusive marcas corporais que são entendidas tradicionalmente como sinônimo de desleixo (como tatuagens e piercing, por exemplo). O Brasil é um País tropical. Em pleno inverno, aqui em São José do Rio Preto a temperatura é de 28 graus no momento, não havendo razão lógica para a utilização de vestimentas pesadas, típicas de países de clima temperado. Mais do que se preocupar com trajes, os operadores da Justiça no Brasil deveriam se preocupar com a postura cotidiana. Devem aprender a olhar os semelhantes como iguais, e a tornar os problemas dos outros como problema próprio no que tange à busca de soluções. Um homem, quando trata seu semelhantes como verdadeiramente semelhante, pode estar nu que será mais respeitado do que o mais magnifico e pomposo rei arrogante em suas vestimentas de luxo.

Marcos Alves Pintar disse:
14 de julho de 2011 às 12:37

Em certa oportunidade fui fazer uma audiência, quando lá se encontrava um Juiz Federal com aquele pano preto que colocam nas costas. Como se tratava de uma inútil audiência de tentativa de conciliação os trabalhos já logo terminaram, e no momento de assinar a ata de audiência acabei me equivocando e assinando no local destinado à assinatura do cliente, que também se chamada Marcos. ao verificar o erro o Juiz disse: façam outra ata, pois senão o Dr. Marcos vai querer ingressar com um recurso impugnando a ata. A nova ata foi feita e assinada, e logo deixamos o recinto quando o Cliente me perguntou: porque o juiz não veio para a audiência? Questionei-o, e verifiquei que o Cliente imaginou que o "homem com o pano preto nas costas" não tinha "pinta de juiz". Dada a falta de postura do Juiz, o "pano preto" não serviu absolutamente para nada.

Ciro C. disse:
14 de julho de 2011 às 12:49

Qual a relevância desta noticia?

Cleber disse:
14 de julho de 2011 às 14:32

Eu só uso terno em situações extraordinárias. No dia a dia, camisa e gravata. Quando tenho audiências, não dispenso a beca, pois tão logo saio da sala de audiência, a retiro.
O terno é um costume "importado" da Europa, onde as temperaturas são sempre amenas, acho que acima de tudo, o bom senso deveria imperar. Não deveríamos ser obrigados a usar terno em situações onde a temperatura facilmente bate acima dos 40º.

Paulo Fonseca disse:
14 de julho de 2011 às 16:23

A esposa de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta, talvez seja o caso.

Zemir Lopes Nascimento disse:
14 de julho de 2011 às 17:32

NÃO SE PÕE EM QUESTÃO O USO NOS TRIBUNAIS, AUDIÊNCIAS ETC. MAS EM HOMENAGEM AO PRINCÍPIO UNIVERSAL DA RAZOABILIDADE, QUERER OU TER SAUDADES DE QUANDO SE IA ÀS AULAS DE TERNO E GRAVATA, DATA VENIA EXCELÊNCIA. O QUE SE PRECISA NAS ACADEMIAS É ENSINO DE QUALIDADE. VIDE OS PERCENTUAIS DE APROVAÇÃO NOS EXAMES DA ORDEM

Adriano Mendes disse:
14 de julho de 2011 às 17:47

Educação, respeito e tratamento ético são essenciais para qualquer relação humana, mas ternos não! O que estaríamos perdendo no conteúdo e em relação à justiça se as audiências pudessem ocorrer como somos de verdade e não como necessitamos aparentar ser?
Na Califórnia é possível assistir audiências e conversar com o Juiz com qualquer traje, ele o ouvirá independente da roupa que você estiver vestindo (Eu mesmo assisti algumas audiências de bermuda e camisa).
Penso que a sociedade como um todo evoluiu e mudou. Se no passado era comum este tipo de vestimenta para todas as ocasiões, imaginem as risadas e olhares que receberíamos se nos apresentássemos em uma festa de terno e gravata? Ademais, em última análise, não é o Direito que deve procurar encaixar-se na sociedade (ubi societas, ibi jus)?
Desnecessário dizer que o uso de terno e gravata não reverbera nas sentenças que ouvimos e lemos e ainda podem ficar sujos, ou mesmo rasgarem nas instalações atuais de muitos dos nossos tribunais.
Enfim, ter uma vestimenta própria não ajuda ao exercício da profissão ou dá para ela um status intelectual diferenciado.
Um abraço,

Pedro H. A. Cabral disse:
14 de julho de 2011 às 18:23

Hoje, dia 14/07/2011, cheguei ao Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, Ceará, trajando passeio completo, como de costume, às 11:00 da manhã. A temperatura que o termômetro marcava era de 34º. Fui no intuito de fazer carga de 04 processos. Sai de lá às 15:00, quando a temperatura já estava em 37º.
Ou seja, por conta das péssimas condições físicas do prédio e da diminuta qualificação dos servidores; que redundam num precário atendimento ao jurisdicionado; levei "04 horas e 3º graus" para fazer carga de 04 processos.
Isso sem contar o fato curioso de que tenho processos que já estão comigo há muito mais tempo do que a minha esposa e são mais velhos que a minha filha mais velha, já que sou caso há sete anos e minha filha tem seis. Já estou inclusive me referindo a eles como membros da minha família!
Aí, fico com uma sensação de que perder tempo discutido somenos de "gravatas e cangas" só pode ser fruto de uma das duas: ou não se tem menor ideia da realidade fora dos gabinetes Brasil a fora; ou a ideia é, mesmo, tripudiar do advogado e do jurisdicionado!
Francamente, isso é ridículo!

PEREIRA disse:
14 de julho de 2011 às 18:58

O articulista diz que foi advogado por 30 anos. Assim, se agora é desembargador deve esse cargo à OAB (maldito quinto!!). Mas é sempre assim: usam a OAB para obter cargos e depois defecam no prato onde comeram.
Sobre o terno, esse assunto é simples: a Lei 8.906/94 diz que é direito exclusivo da OAB determinar o tipo de roupa a ser usada pelo(a) advogado(a). E fim!!! Ninguém mais tem que meter a colher nessa panela.
Minha opinião é a de que o advogado está muito decente e bem vestido quando se apresenta de camisas com mangas compridas, mesmo sem gravata.
Interessante é que não vejo ninguém falar nos trajes das advogadas, já que se vê nos fóruns algumas advogadas com trajes bem descontraídos e nada sociais.
Com razão os comentaristas Marcos Pintar, Cleber e Ricardo Cintra. Estou com vocês.

Pedro H. A. Cabral disse:
14 de julho de 2011 às 19:30

Hoje, dia 14/07/2011, cheguei ao Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, Ceará, trajando passeio completo, como de costume, às 11:00 da manhã. A temperatura que o termômetro marcava era de 34º. Fui no intuito de fazer carga de 04 processos. Sai de lá às 15:00, quando a temperatura já estava em 37º.
Ou seja, por conta das péssimas condições físicas do prédio e da diminuta qualificação dos servidores; que redundam num precário atendimento ao jurisdicionado; levei "04 horas e 3º graus" para fazer carga de 04 processos.
Isso sem contar o fato curioso de que tenho processos que já estão comigo há muito mais tempo do que a minha esposa e são mais velhos que a minha filha mais velha, já que sou caso há sete anos e minha filha tem seis. Já estou inclusive me referindo a eles como membros da minha família!
Aí, fico com uma sensação de que perder tempo discutido somenos de "gravatas e cangas" só pode ser fruto de uma das duas: ou não se tem menor ideia da realidade fora dos gabinetes Brasil a fora; ou a ideia é, mesmo, tripudiar do advogado e do jurisdicionado!
Francamente, isso é ridículo!

Vitor Guglinski disse:
14 de julho de 2011 às 20:02

Não é minha intenção despertar debates religiosos, mas já cansei de ler sentenças e acórdãos em que os respectivos julgadores adoram citar passagens bíblicas, enaltecer a figura de Jesus Cristo, sua importância na formação moral dos Homens etc. Pois bem. A Bíblia nos narra que o maior dos homens que já caminhou por este planeta, segundo o Cristianismo, ou seja, Jesus Cristo, vestia-se de forma simples, usando trajes modestos, mas que resplandeciam e irradiavam Seu poder. Jesus vestia-se como seus amigos, com as indumentárias da época, mas era a Sua pessoa que exteriorizava magnetismo! Quem é sábio, justo e comprometido com o próximo, convence pela autoridade, ou seja, pelo respeito que conquistade seus liderados, por crer que suas idéias são melhores e verdadeiramente capazes de operar mudanças relevantes e significativas na sociedade. De sua sorte, muitos juízes, promotores, enfim, autoridades (apenas formalmente) necessitam do poder para, verdadeiramente, outorgar suas idéias, pois são demasiadamente ignorantes e inseguros enquanto seres humanos. De alguma forma, tem que mandar. Esse é, s.m.j., o resumo da ópera.

Karcsy disse:
15 de julho de 2011 às 01:47

Na minha modesta opinião esse debate é para quem não tem o que fazer...
Quando 90% dos bacharéis não conseguem passar no exame da Ordem, alguém tem coragem de discutir indumentária ???
Quando vejo petições tão mal redigidas que fico em dúvida se o colega esta brigando comigo ou com o vernáculo, devo verificar se o problema esta na indumentária do meu oponente ?
O advogado de Armani vale mais que o advogado de jeans ?
Se o problema é falta de assunto sério para debater, eu lanço um que é muito mais relevante: Por qual motivo ninguém se interessa pela edição de um Código de Processo do Trabalho ???
O que a OAB tem feito nesse sentido ???
Por que manter o "status quo" atual, em que os juízes do trabalho, que se julgam semi-deuses(deuses serão quando ascenderem ao TRT), têm poder de vida e morte sobre os processos ???
Me poupem desse triste interesse na marca da minha cueca...

Thiago S. Galerani - Advogado e Professor disse:
15 de julho de 2011 às 10:06

Em que pese o profundo respeito pela posição do ilustre articulista, a meu ver a indumentária não é necessariamente um problema no exercício da Advocacia.
As afrontas ao Código de Ética, a imperícia ou negligência de alguns profissionais, as abordagens desleais na captação de clientela, enfim, se existe vilania, está em condutas deste gênero.
Infelizmente, ainda são muitos os colegas que não hesitam em macular a imagem da Advocacia dia após dia. Pessoalmente, não acredito que esse resgate do orgulho e dignidade da profissão tenha relação com uso ou não de terno e gravata.
http://www.galerani.com.br | http://thiagogalerani.blogspot.com

Marco Antonio Ferreira de Paula disse:
15 de julho de 2011 às 12:22

A questão aqui se resume ao que devemos adotar para todos os campos da existência: BOM SENSO. Não devemos ir aos ambientes do judiciário de bermudas e regatas como disse o colega, mas podemos sim ir bem vestidos sem estarmos de paletó e gravata principalmente nos dias mais quentes.
Aliás nem sempre vemos bom gosto e visual adequado mesmo em quem está trajando a indumentária que o articulista defende.

marcoslawyer disse:
15 de julho de 2011 às 22:42

Nada como o equilíbrio e o bom senso. Não deveria haver dúvidas quanto à excepcionalidade de não se usar o dito "traje passeio completo", afinal nos tribunais se espera sobriedade dos seus frequentadores. Afinal, quem quiser assistir a desfiles de modas deve procurar o local apropriado para tal. Nos tribunais, o foco é outro e bem mais sério... Porém, em razão do tema ser polêmico, a sugestão é que fosse realizada uma consulta ampla e democrática aos verdadeiros interessados, os advogados, para que estes se manifestassem sobre o assunto.
Marcos Cruz dos Santos - Advogado - OABRJ 143175

marcoslawyer disse:
15 de julho de 2011 às 22:46

Nada como o equilíbrio e o bom senso. Não deveria haver dúvidas quanto à excepcionalidade de não se usar o dito "traje passeio completo", afinal nos tribunais se espera sobriedade dos seus frequentadores. Afinal, quem quiser assistir a desfiles de modas deve procurar o local apropriado para tal. Nos tribunais, o foco é outro e bem mais sério... Porém, em razão do tema ser polêmico, a sugestão é que fosse realizada uma consulta ampla e democrática aos verdadeiros interessados, os advogados, para que estes se manifestassem sobre o assunto.
Marcos Cruz dos Santos - Advogado - OABRJ 143175

Deusarino de Melo disse:
21 de julho de 2011 às 15:40

O advogado, já tão mal visto e comentado em inúmeras oportunidades, se deixar de apresentar-se sem um mínimo de elgância, acaba largado aos porcos...
Fazem bem e mostram bem seu currículo e manutenção de carreira, aqueles que bem trajados se postam diante das cortes e do próprio povo. Ou não?

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