Presidente da OAB-SP vai se candidatar a prefeito de São Paulo

Maurício Bacellar

O presidente da OAB de São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso, vai se filiar no dia 6 de agosto ao PTB e sair candidato a prefeito de São Paulo em 2012, segundo noticiado pela Folha Online.

O evento ocorrerá na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e a legenda espera reunir cerca de 5 mil pessoas.

O nome do advogado foi cotado para a disputa depois que o deputado Gabriel Chalita, também cortejado pelos petebistas, decidiu ingressar no PMDB.

O PTB já iniciou conversas com partidos como PTN e PDT para tentar garantir mais tempo de propaganda na TV na eleição, e espera ter candidatura própria em ao menos 500 cidades em 2012.

Presidente da OAB-SP há três gestões, D’Urso ainda não havia se manifestado publicamente se pretende disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PTB, como já foi cogitado, ou se tentará ser presidente do Conselho Federal da classe — onde tem mais chances, já que o acordo tácito de rodízio entre as seccionais é que o próximo presidente seja paulista.

Processo de candidatura
A ConJur noticiou em maio que o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, usou o Facebook para decidir seu futuro profissional. Em três mensagens publicadas, o advogado perguntou aos seus amigos da rede social se deveria se candidatar à prefeitura de São Paulo ou se lançar candidato ao Conselho Federal da OAB.

Nas mensagens, o presidente da OAB-SP lembrava que estava no terceiro mandato e que foi até aconselhado por um colega a voltar exclusivamente à advocacia. Mas disse também que outros sugeriram que ele se candidate à Presidência da OAB nacional.

O certo é que ele não disputaria um quarto mandato no estado para presidente da OAB, o que só aconteceu uma única vez na história da entidade, entre 1939 e 1965, em que Noé Azevedo comandou por 13 gestões consecutivas. Desde então, as administrações mais longas foram de Cid Vieira de Souza, com três eleições (1971 a 1976) e D’Urso (2004 a 2012).

Marcos Alves Pintar disse:
18 de julho de 2011 às 18:32

Pelo menos assim veremos o fim de D'Urso, que após quase exterminar a advocacia no Estado de São Paulo, tratando todos os demais advogados como inimigos (com exceção dos a ele ligados), parece dar seu sinal de adeus. A saga de D'Urso foi toda construída com base na hipocrisia e perseguições. Após transformar os Tribunais de Ética da Ordem em um grande balcão de negociatas, na qual aliados são acobertados, e inimigos perseguidos, toda a advocacia paulista foi posta de cócoras, totalmente submissa não só aos ocupantes de cargos e funções na Ordem como a magistrados e autoridades em geral. Porém, talvez essa aptidão de D'Urso não se revele assim tão "notável" quando inaugurar o campo da política partidária. Nós advogados estamos ocupados em nossos escritórios, enquanto os ocupantes de cargos e funções da Ordem estão exercendo sua dominação. Em se tratando de políticos de carreira, a situação muda de figura vez que D'Urso encontrará pela frente quem se dedica em tempo integral a obter votos e atacar os adversários. Assim, a arena agora será outra e o jogo talvez não seja ganho assim tão fácil.

Marco Grandis disse:
19 de julho de 2011 às 10:00

Esta notícia deixa bem claro que a Ordem dos Advogados do Brasil há muito deixou de ser um órgão representativo dos interesses dos advogados para virar um trampolim político daqueles que a diregem. Ao invés de defender os interesses dos advogados, desagradando a quem quer que seja, os dirigentes da OAB preferem a submissão dos acordos políticos que desprestigiam nossa classe. Temos que dar um basta nesta situação, nas próximas eleições votem em quem realmente tem compromisso com os interesses dos advogados.

Orlando Maluf disse:
19 de julho de 2011 às 11:15

Independentemente dos conceitos e opiniões sobre o sr. Presidente da OAB/SP, sua opção agora claramente manifestada indica que a permanencia no cargo é absolutamente incompativel com a militancia político-partidaria que se lhe escancara à frente.
Somente eventual licença não caracterizaria a imprescindivel separação entre administrar os interesses da classe e zelar por seus interesses individuais e políticos.Sua renuncia significaria evitar danosa promiscuidade.

Marcos Alves Pintar disse:
19 de julho de 2011 às 11:24

Tem razão o colega Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório). Entretanto, a promiscuidade que o colega aponta é só mais um pingo d'água no universo de condutas inapropriadas que domina a OAB/SP.

Orlando Maluf disse:
19 de julho de 2011 às 13:24

Das mais valiosas conquistas da democracia, cumpre destacar a igualdade absoluta entre os povos, os direitos individuais e coletivos e, dentre os relativos às escolhas de candidatos, saberem os eleitores quem são as pessoas que se habilitam.

PAULO FRANCIS disse:
20 de julho de 2011 às 11:38

É o que desejo para o bem da advocacia.

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