Lancha pilotada por juiz atropela menina de 11 anos em Santa Catarina

O juiz aposentado Disney Oliver Sivieri, de 63 anos, atropelou uma menina de 11 anos com uma lancha no Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no sábado (5/3). Ela corre o risco de amputar uma das pernas. Ao prestar depoimento à Capitania dos Portos de Itajaí, na manhã desta terça, Sivieri negou ter bebido antes do acidente. A informação é do Portal G1.

A lancha dirigida por Sivieri atingiu uma babana boat, puxada por uma lancha, onde estava a garota. De acordo com o Sargento Nilton, da Capitania dos Portos de Itajaí, o juiz aposentado se recusou a fazer o exame de bafômetro após o acidente e teria alegado que era hipertenso e, por isso, não poderia beber.

À RBS TV, afiliada Globo de Santa Catarina, Sivieri disse que não havia bebido no dia do acidente e que a Capitania não pediu o teste do bafômetro. Ele explicou à reporter que a banana boat estava parada, mas como a lancha dele é muito grande, não conseguiu parar.

O hospital onde a menina, que teve uma fratura exposta, está internada informou que seu estado de saúde estável. A Capitania dos Portos não quis comentar sobre o depoimento do juiz. O G1 tentou contato com Sivieri, mas não conseguiu. Ele trabalhava em Mato Grosso e atualmente mora em Curitiba (PR).

Marcos Alves Pintar disse:
08 de março de 2011 às 23:38

Lembro-me da série americana OZ, transmitida no Brasil pela TV aberta. Havia um personagem que era advogado e acabou atropelando uma menina após ter ingerido bebida alcoólica. Pegou décadas de prisão, onde era estuprado e espancado. Não sei se nos EUA advogados e magistrados recebem o mesmo tratamento (aqui já sabemos), mas lá a lei parece ser rigorosa com quem atropela crianças.

Gilberto Strapazon - Escritor ocultista. Analista de Sistemas. disse:
09 de março de 2011 às 09:15

O Sr aposentado que pilotava a lancha recusou-se a fazer o teste do bafômetro sob alegação de doença. Esta doença por acaso lhe impede de fazer o teste ou sua mera declaração pessoal está acima da expectativa de que uma recusa ao teste automaticamente implica na real possibilidade de embriagues?
Acidentes estúpidos como este acontecem, próximos a praia. Assim como no trânsito, as imprudências são inúmeras.
Acaso este Sr. aposentado não sabe que estava numa região de muitos banhistas, turistas, surfistas, etc? Estive muitas vezes naquela praia, e é local sabidamente usado por praticantes de caiaque, turistas em todo tipo de embarcação recreação, etc. Mas também por lanchas e jet-sky, de alta velocidade, portanto incompatíveis com o local.
Ah, o Sr. aposentado por um acaso foi juiz. Quantas vezes temos tido notícias de algum desabono a classe na mídia, em situações que constrangem os bons magistrados?
É necessário cuidado, ara evitarmos o crescimento de uma estigma como muitos padres tem recebido. Que medidas tomar? Calar a opinião pública ou ponderarmos e trabalhar ativamente para que possamos ter o orgulho de saber que uma falha eventual realmente é um erro e não um desvio intencional.

Zerlottini disse:
09 de março de 2011 às 10:58

E será que esse "meritíssimo" será punido? EU DUVIDO - E MUITO! Ontem eu ouvi um pedaço de uma entrevista com ele, onde ele declara que o outro piloto simplesmente deixou o "banana boat" na frente dele. Ou seja, o culpado vai acabar sendo a menina, que estava onde não deveria estar! E, pelo "jaitão" dele, ele não está nem um pouco preocupado com a coitada da menina que pode ter sua perna amputada. Esse é mais um dos exemplos da famosa 'jus brasiliae'. Às autoridades, tudo; ao povão, a força da lei (quando ela existe). Aliás, um trabalhador nem pode ter uma lancha igual à dele. E ainda vêm com o papo de que devemos acreditar na justiça!!! Atropela-se uma criança, dá-se uma 'carteirada' e estamos conversados!
Haja vista o juiz que foi pego dirigindo bêbado, sem carteira de habilitação e com o certificado do carro ilegal - e ainda deu voz de prisão à agente que estava cumprindo seu dever! E VIVA O BRASIL, PAÍS DA DILMA E DO PT!!!
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG

Mauro Abramvezt advogados disse:
09 de março de 2011 às 12:19

Antes de ser, e depois de sê-lo, o juiz deve ser sempre juiz:probo, idôneo, sério, e...humano. Nem se irá perquirir aqui de onde teria vindo o dinheiro para a compra e manutenção de tamanha embarcação, porque, a final, ele poderia ter ganho na loteria, não é? O que se impõe, todavia, - e a deliberada ausência do exame do bafômetro, é conclusiva do fato de estar embriagado - é que todos atentem para que se trata de um "aposentado", e não de um "juiz", que pouco ou muito bêbado, deve ser julgado por crime doloso e responsabilizado por indenizar sua pobre vítima. Vamos ficar atentos aos resultados de tão hediondo e leviano comportamento do "aposentado", sugerindo, desde já, que o Ministério Público se apreste em sequestrar seus bens para enfrentamento das despesas de tratamento de sua pequena vítima.Mauro Abramvezt, advogado

Directus disse:
09 de março de 2011 às 16:39

Não custa lembrar que, tanto segundo as leis deste País quanto em toda a História do Direito, em todas as civilizações conhecidas, TODOS SEMPRE TIVERAM O DIREITO DE MATAR, DESDE QUE EM LEGÍTIMA DEFESA.
No caso do promotor não vitaliciado, ou o comentarista não sabe o que é legítima defesa - o que se corrige com estudo - ou não leu os autos, o que se corrige com leitura, bom senso e prudência ao falar sobre o que desconhece.
No caso do aposentado que atropelou a criança, é evidente que deverá ser punido, independentemente de ser juiz ou não.

Marcos Alves Pintar disse:
09 de março de 2011 às 16:47

Bom, só falta alguém surgir dizendo que o juiz aposentado atropelou a menina com uma lancha em legítima defesa. Não me assustaria se isso acontecesse.

Mig77 disse:
09 de março de 2011 às 17:26

encontrar quem não aceite esses "deslizes" dos "poderosos juizes, promotores e arredores".Quiçá a banda boa do povo.Aí...

Gilberto Strapazon - Escritor ocultista. Analista de Sistemas. disse:
09 de março de 2011 às 17:30

Tristes tempos. Com todos os avanços científicos, sociais, espiritualistas, intelectuais, etc, debatemos com frequência o triste fato de que (mais uma vez) um inocente foi martirizado, uma criança, e seu algoz poderá simplesmente ficar impune por parecer estar nalguma elite melhor que os demais, inclusive no direito a vida. Os primeiros passos já parecem ter um certo tom de descaso por parte do Sr aposentado que conduzia a lancha e mais pareceu aborrecido pelo fato do que ter manifestado um sentimento HUMANO de tristeza. Esta deveria ser uma das materias mais estudadas, a vida. Século XXI??? Ou será xiiiiiiii...

Fafá-sempre alerta disse:
11 de março de 2011 às 01:02

EM 1995, UM JOÃO NINGUEM BEBADO COLIDIU DE FRENTE COM MINHA SOGRA E CUNHADO E AMBOS MORRERAM .SABE O QUE ACONTECEU COM ELE???SÓ RESPONDEU PROCESSO.A JUSTIÇA É IGUAL PARA TODOS,ISTO É..NÃO DÁ EM NADA.

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