“O passaporte diplomático, regulamentado pelo Decreto 5.798, tem sua emissão vinculada aos pressupostos nele declinados e, evidentemente, a não observância desses pressupostos o torna nulo”. Com essa justificativa, a 14ª Vara Federal deferiu liminar para que o passaporte diplomático de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, seja suspenso.
O juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira destacou que, entre as pessoas com direito ao benefício, não se encontra o “filho maior e não dependente do presidente da República”, como é o caso de Luís Cláudio. Lembrou também que o documento foi expedido apenas três dias antes do fim do mandato de Lula, “o que de si mesmo revela que a concessão foi um ato revestido da maior sem-cerimônia”.
“Por isso que impõe-se a sua suspensão, por ora, por vício de legalidade e por falta do mínimo de moralidade”, afirmou. Oliveira ainda classificou o ato como “absolutamente antirrepublicano” e criticou quem ocupava cargo público no Ministério das Relações Exteriores, pois confundiu interesses públicos com pessoais e “quis agradar o antigo chefe”.
A ação civil foi proposta em junho pelo Ministério Público Federal, depois que o órgão recebeu a confirmação de que, dentre os sete passaportes diplomáticos concedidos a parentes de Lula no final de seu mandato, apenas o de Luís Cláudio não havia sido devolvido.
“O Ministério das Relações Exteriores, mesmo já sabedor da nulidade da sua emissão em favor de parentes do ex-presidente (…), não cancelou o passaporte, limitando-se a solicitar sua devolução, como se dependesse do beneficiário a decisão de ser titular ou não de um passaporte tão distinguido”, reforçou Oliveira. Para o magistrado, mesmo que o réu não utilizasse o documento para seus efeitos práticos, ainda o teria para “ostentar prestígio pessoal e, consequentemente, desprestigiar a dignidade do resto da nação”.
Diante disso, 14ª Vara Federal deferiu liminar, determinando que a Polícia Federal apreenda o passaporte das mãos do portador e que Ministério das Relações Exteriores publique, em até cinco dias, ato confirmando a suspensão, tomando providências de comunicação para que seu uso não seja admitido.
De acordo com o advogado Cristiano Zanin Martins, seu cliente (o Lulinha) nunca fez objeção à suspensão do passaporte. O pedido que fez à Justiça foi para manter o documento, ainda que cancelado, para poder usar o visto de entrada nos Estados Unidos — até porque o Judiciário brasileiro tem alçada sobre um documento nacional, mas não sobre uma decisão (o visto de entrada) de um governo estrangeiro. Com informações da Assessoria de Imprensa da Procuradoria da República no Distrito Federal.
Ação Civil Pública 0030510-93.2012.4.01.3400
Reportagem atualizada às 15h do dia 9 de julho de 2012 para o acréscimo de informações.

Não restou identificado na matéria se haverá responsabilização funcional do agente público que expediu o passaporte diplomático ao "Lullinha".
Tal medida se impõe, eis que houve inobservância e mesmo descumprimento das regras de expedição do referido documento.
Também ainda permanece sem identificação sobre qual a forma de expedição do passaporte, incluindo se houve ou não solicitação formal a respeito, providência essa que deve ser perquerida pelo Ministério Público Federal.
Certo é que no dia em que a grande massa de brasileiros perceber que nosso país passou por um governo que sempre tratou a "res" pública como "res" privada, passaremos a ser respeitados e tratados como cidadãos.
Enquanto essa linha de conduta continuar, o que ainda teremos é um país mergulhado numa latrina cheia de excrementos.
Este assunto já foi tratado anteriormente. Coisa de 2 anos atrás. A justiça já havia determinado a suspensão das regalias percebidas pelo filho do ex-presidente Lula, na questão do passaporte diplomático. A decisão foi desrespeitada ou trata-se de notícia política em ano eleitoral?
Já basta de comiserações a esse senhor e sua prole. Já basta que ele, na sua insana gana de poder, defenestre a dignidade dos trouxas brasileiros, enriquecendo sua família de forma imoral, e a ele mesmo, inclusive, até hoje, utilizando dinheiro público para tratar sua saúde em hospital particular caríssimo. Já basta que o povo brasileiro continue sua pecha de carneirinho, principalmente nas mãos de pessoas inescrupulosas, imorais e indecentes, em todos os sentidos.
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"vício de legalidade e falta do mínimo de moralidade" é o verdadeiro sobrenome que deveria ser acrescentado à família e não "lulla"!
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SÓ dois anos desde a saída da "Anta Lambanceira", puxa que "célere" esta justiça, não?!
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E ajunto um p.s.: safadezas não podem e nem devem ser reveladas em época eleitoral, não é? Huuum, seeei...
Deveriam dar ao pai, mentor dessa maracutaia passaporte para o Presidio da Papuda ou Catanduvas.
Deveriam dar ao pai, mentor dessa maracutaia passaporte para o Presidio da Papuda ou Catanduvas.
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É por isto que eu sempre digo:
"LULLA PARA PRESIDENTE (Presidente Bernardes ou Presidente Wenceslau)!!!"
De fora parte a flagrante ilegalidade e imoralidade da outorga, a exorbitância de se ter que recorrer à Justiça para que a renitente pretensa "autoridade" devolva o documento, qual o proveito que o "beneficiário" do passaporte dele tirou ? Talvez a Receita Federal pudesse responder ...
De fora parte a flagrante ilegalidade e imoralidade da outorga, a exorbitância de se ter que recorrer à Justiça para que a renitente pretensa "autoridade" devolva o documento, qual o proveito que o "beneficiário" do passaporte dele tirou ? Talvez a Receita Federal pudesse responder ...
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