Cesar Rocha é o ministro mais experiente do Superior Tribunal de Justiça. A bagagem acumulada, contudo, não lhe tolheu o dinamismo. Nos 20 anos de magistratura, já exerceu todas as funções que um jurista pode exercer. Integrou a cúpula da Justiça Eleitoral, foi corregedor nacional do Judiciário e dirigiu a Escola da Magistratura.
Percorreu todos os caminhos, até chegar à presidência de uma das cortes mais importantes do país. Ali, consagrou-se pela realização de uma obra administrativa notável, que facilitou a vida de advogados, juízes e cidadãos.
Sob sua liderança, o STJ tornou-se referência mundial em matéria de informatização. Graças ao processo eletrônico, recursos que demoravam meses para chegar, hoje tramitam em questão de segundos. As boas práticas de gestão judiciária renderam-lhe o Prêmio Innovare. Sem falar nas decisões garantistas, que ampliaram a proteção dos direitos do brasileiro.
Nada mais coerente com essa linha de atuação, portanto, que sua recente eleição para dirigir a Ouvidoria do Superior Tribunal de Justiça, no momento tão aguardado da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação. Nessa relevante função, poderá dar continuidade ao trabalho de incentivar a participação popular, fomentando uma cultura administrativa orientada pelo respeito ao cidadão.
Acompanhei sua ascensão profissional, mas já o conhecia antes desses êxitos. Em 1988, seu escritório ofereceu-me um ponto de apoio em Fortaleza, num caso perante a Justiça cearense. Como conselheiro da OAB, votei na sua indicação para o STJ, na vaga dos advogados.
Tornou-se grande magistrado. Deixou sua marca na administração superior do Poder Judiciário. Continua excelente ser humano.
O velho Márcio Thomaz Bastos não toma jeito não é..."é o ministro mais experiente"...que falta de cortesia para com os demais, logo o Márcio Thomaz da uma dessas...
Asfor Rocha é o decano do STJ. O decano, por definição, é o ministro mais antigo. Não há, portanto, descortesia nenhuma no elogio da experiência, feito pelo destacado criminalista.
Muito útil e interessante essa distinção entre antiguidade e experiência. Para levar à conclusão de que à menção aos 20 anos de judicatura do decano do STJ era óbvia.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login