Personalidade de Eliana Calmon não é compatível com o que CNJ exige

Nenhum cargo público tem o condão de alterar a personalidade do ocupante, mas é pitoresco como alguns servidores públicos pretendem mudar a natureza de suas funções graças às suas personalidades ou, quando não, comprometer a imagem institucional da posição que ocupam diante de um capricho, de um tom particular, de uma nota pessoal.

É o caso da Corregedoria Nacional de Justiça, que deveria ser um posto de alta credibilidade compatível com uma figura sóbria, discreta, conservadora do sigilo e da elegância. Evidentemente, não seria a Corregedoria Nacional capaz de fazer uma correção ortopédica na pitoresca personalidade da ministra Eliana Calmon. Declarações de rompante com forte opinião pessoal têm marcado a triste intersecção entre o que o cargo demanda e o que a ocupante não pôde dar: sobriedade.

Os termos “vagabundo” e “criminoso”, imputados indiscriminadamente a magistrados brasileiros, são de uma infelicidade institucional para a Corregedoria Nacional e para o Conselho Nacional de Justiça, angariando antipatia generalizada de quem deveria aplaudir — o juiz. Estocadas beligerantes sem apontar nomes (aí sim, veríamos coragem verdadeira), afirmando haver togas criminosas e vagabundas no cargo da magistratura, fazem com que haja uma exposição não do criminoso e do vagabundo, mas do restante dos julgadores brasileiros, descredenciando-os junto à sociedade civil. Nada poderia ser pior.

Uma personalidade assim não pode ser punida por aquilo que é. Ninguém deverá ser apenado por seus pensamentos e opiniões, desde que não agridam qualquer cidadão. Nenhum histrionismo será punido. No entanto, lamentavelmente, opinião pessoal expressada de forma tão vulgar não só reflete o nível de educação, elegância e fineza do interlocutor, como rebaixa o próprio cargo. Porque de qualquer corregedor espera-se a máxima discrição, equilíbrio, declarações pensadas e bem arrematadas, porque importam enorme repercussão social e impacto particular no universo jurídico. No gládio entre o que o cargo exige e o que a pessoa tem para dar, não é raro sacrificar a venerabilidade do cargo, já que dificilmente alguém muda seus trejeitos, defeitos e idiossincrasias, sobretudo quando são as falhas pessoais saborosas excentricidades aplaudidas pela plateia.

Com a formação de brigadas de mocinhos contra bandidos, forma-se um clima de segregação interna no Judiciário, marcando quem é bandido e quem é mocinho, refletindo na mesma distinção da sociedade, que reclama honestidade do Poder Judiciário para o qual se socorre. Daí que o cidadão deverá consultar um oráculo, puro e perfeito, para saber se será julgado por um vilão ou um herói. E quem seria a pitonisa? Esse clima de caça às bruxas, depreciação da imagem judiciária e beligerância civil é o que há de pior numa democracia republicana que deveria ser regida pelo controle institucional, equilibrado e impessoal.

Eliana Calmon passará, mas a Corregedoria Nacional de Justiça não. Ficará, no entanto, uma sensação de faxina ética, limpezas típicas de totalitarismos ou, na melhor das hipóteses, uma frustração generalizada por não haver cadeia para supostos marginais não nominados. Além da desconfiança, esse covarde sentimento que espreita a imaginação humana. A Corregedoria Nacional deve ter desgastado emocionalmente Eliana Calmon, que talvez tenha ficado maior e mais popular, mas Eliana Calmon desgastou muito mais a Corregedoria Nacional de Justiça, que, certamente, ficou menor e mais popularesca. Desse conturbado conúbio de personalidade e cargos público, muitos filhos ficaram órfãos, entre os quais estão as irmãs isenção, discrição e serenidade, tão caras ao Judiciário.

Eduardo Mahon

é advogado em Mato Grosso e Brasília, doutorando em Direito Penal e membro da Academia Mato-Grossense de Letras.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 12:51

A Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon é hoje certamente um dos agentes públicos de maior credibilidade nesta República, contando com amplo apoio popular em sua função. Fato é que dada a natureza da atividade que desenvolve, e o empenho com que vem tratando de questões da mais alta relevância, algumas castas se sentem incomodadas, adiantando-se em querer obter, sem sucesso, uma progressiva desmoralização. A Corregedora jamais disse que os juízes brasileiros são "vagabundos", ou coisa que o valha. Ao contrário disso, ela vem se esforçando em valorizar ao máximo a magistratura, pedindo empenho de todos para que problemas pontuais sejam corrigidos e a população possa retomar a confiança nas instituições.

servidor1970 disse:
05 de março de 2012 às 12:56

A Min Eliana deu uma nova dinâmica ao CNJ, acabando com o percepção de Deuses do Olimpo que vigorava no Judiciário.
Melhor essa postura do que os enclausurados que nada fazem e só tomam chá e dormem nos julgamentos disciplinares, sem nunca punir ninguém.
Falta a Min Eliana do CNMP que ainda não disse a que veio.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 12:58

Desde que Cabral aqui aportou, há 500 anos, sempre foi praxe entre os detentores do poder usar a desmoralização como forma de atingir seus oponentes. No caso da magistratura, basta que alguém se destaque em seu ofício, contrariando interesses de magistrados, para que logo surja uma infinidade de acusações criminais falsas, imputando crimes que não existiram e condutas inapropriadas diversas, que também não existiram. A magistratura age assim como forma de intimidação, deixando claro a toda a população que divergências e contrariedades serão decidas a seu modo, por via indireta, através da manipulações de decisões na qual o opositor é parte. No caso da Ministra Eliana Calmon, a magistratura e seus comensais se encontram em situação desesperadora, vez que dada a prerrogativa de foro (STF) e a cobertura intensa da mídia, não há ambiente adequado para se imputar falsamente mediante sucessivas denunciações caluniosas a prática de crimes que não existiram, fazendo com que a guerreira Corregedora continue firme em seu ofício, com amplo apoio popular.

Nadir Mazloum disse:
05 de março de 2012 às 13:10

Toda essa situação da Eliana Calmon se resume assim:"Uma demagoga,oportunista,sensacionalista,se utilizando da ignorância das massas(vide comentário abaixo) para se auto-promover e fazer campanha política,por meio de discursos populistas."
Aliás,tem gente que insiste no uso do "APOIO POPULAR" para fundamentar o argumento, quando qualquer pessoa mais atenta sabe que o apoio popular é manipulado,momentâneo,irracional.E mais,A JURISDIÇÃO É ANTI-MAJORITÁRIA!Juiz que decide para agradar a massa é covarde que não merece usar a toga.
Enfim,pior que cego é aquele que não quer enxergar,como fazem muitos aqui.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 13:22

O que a Ministra Eliana Calmon vai encontrar agora, ao passar um pente fino nas contas de magistrados e desembargadores? Não sabemos exatamente, mas uma coisa é certa: a população brasileira vai saber, finalmente, se existe realmente e quem são os "bandidos de toga".

Hilton R C Costa disse:
05 de março de 2012 às 14:02

Quando se quer humilhar e enxovalhar a imagem de alguém que se destaca e não tem-se fatos concretos, o opositor poderá usar de falácias, sofismas, lógicas perversas e distorção do significado de democracia.
Qual o papel da corregedoria afinal?
Num estado verdadeiramente democrático há publicidade e isonomia, de todos os atos, mas o que se quer é a permanência de privilégios.

VITAE-SPECTRUM disse:
05 de março de 2012 às 14:25

Puríssimo "blá-blá-blá" encomendado. Eu gostaria de ter ciência de como pensa o último comentarista sobre a FICHA LIMPA. Seria, nesse caso, válido o APOIO DAS MASSAS ou ele só vale mesmo quando interessa a cada um??? Artigo infeliz, impensado e inconsistente. Mais uma vez, usa-se diversionismo para (dis)simular as afirmativas da preclara Ministra Eliana Calmon. "Duela a quien duela".

VITAE-SPECTRUM disse:
05 de março de 2012 às 14:33

Último comentarista não. PENÚLTIMO.

Slate disse:
05 de março de 2012 às 14:52

Parabéns ao articulista.
Brilhante texto.
Já havia passado da hora de alguém escrever isso.
Infelizmente, o CNJ tem se tornado palco de membros da magistratura que querem se autopromover à custa da credibilidade do Judiciário.
Ainda bem que eles passam, mas a magistratura fica...
Boa aposentadoria Min. Eliana.
Vamos ver a que cargo público Vossa Excelência irá se candidatar após pendurar a toga.

Ciro C. disse:
05 de março de 2012 às 15:10

Quer publicar um artigo no Conjur? Fale bem ou mal do CNJ. Incrível, as discussões são sempre extremamente superficiais. Por que alguém se digna a fazer um estudo comparado com outros países que adotam o mesmo sistema de controle? Por que alguém não se digna a avaliar os números apresentados pelo CNJ desde sua criação?
(...)

PAULO FRANCIS disse:
05 de março de 2012 às 15:23

A Corregedora Eliana Calmon,marcará na história do CNJ uma passagem inesquecível e que todos agradeceremos um dia.
Ela teve a ousadia de mexer no imexível. Este o seu mérito. Com exagero ou não, depende do ponto de vista.
Talvez ela tenha criado um caminho sem volta. É o que esperamos do JUDICIÁRIO.
Uma instituição transparente, aberta, fonte da ética, espaço do justo e lugar de homens comuns, porém integros.

PAULO FRANCIS disse:
05 de março de 2012 às 15:30

Existem juízes corruptos, vez que existem advogados corruptos.
A advocacia da mala preta, contribuiu em muito para o que aí está. E nem venham os baluartes da ética tentar refutar este argumento. Ele é real.
Temos uma grande mea culpa a pedir.
O CNJ está espiando as culpas do Judiciário. Nós advogados deviamos fazer o nossa parte.

Robson Candelorio disse:
05 de março de 2012 às 15:51

Imagina se o PRESIDENTE DA OAB declarasse à imprensa que há alguns ADVOGADOS VAGABUNDOS e alguns BANDIDOS ESCONDIDOS ATRÁS DA BECA?
Aposto que os nobres colegas advogados não ficariam nada felizes, mesmo sabendo que a declaração é verdadeira, pois não há nenhuma profissão no mundo onde não haja alguns bandidos e vagabundos.
Mas a solenidade do cargo não permite ao Presidente da OAB usar esse tipo de linguajar de botequim.
Penso que o mesmo se aplica ao cargo ocupado pela Min. Eliana Calmon.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 16:20

Vale lembrar o que a Corregedora disse exatamente: “Faço isso em prol da magistratura séria e decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”. Vale lembrar também que isso foi dito em uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para discutir a proposta de emenda constitucional que amplia e reforça os poderes correcionais do CNJ. Há excesso nisso?

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 16:27

Tomada ao pé da letra a fala da Ministra, a conclusão a que podemos chegar é que entre os 16 mil juízes nesta República, 6 deles (meia duzia) são "vagabundos". Mas será mesmo que essa informação é equivocada? Nos últimos sete anos, o CNJ aposentou compulsoriamente mais de duas dúzias de magistrados, entre eles até um Ministro do STJ. Se esses afastados são "vagabundos" eu não sei, mas será que todos os que sobraram são absolutamente isentos a qualquer questionamento no que tange ao empenho ao trabalho? Tenho lá minhas dúvidas, considerando que em um universo de 16 mil pessoas é quase impossível que inexista uma "ovelha negra" no meio.

Zinaldo Costa Ferreira disse:
05 de março de 2012 às 16:32

Mais uma vez a historia se repete. Neste pais se fala de tudo, se critica de todos(PQ todos tão sujeito a criticas): a Presidente da Republica DILMA, cantor, ator,deputado, senador, advogado, medico e os "escanbal" ops! eu falei um linguajar de outro planeta! será que patrulhamento vai encher a "bilha" com esse falso eruditismo? francamente! Neste Pais, enrustecido de tabu, de certos tabus...ainda não se pode criticar certas autoridades, certas,sobre pena da industria do patrulhamento se enfurecer "eruditamente", francamente!
o "muro" já ruio e caiu.Só não se pode mexer, tocar em certa categoria e seu castelo, que certamente vamos levar "apito" de um suposto e sisudo intelectual, que escreve(com letras revisionada e corrigido pelo computador) com letras e vernáculos pra chines entender (eu entendo) porem a massa não entende, francamente! A Ministra Eliana, falou em expediente democrático, em coletiva ao vivo e acores a imprensa, mostrou disposição, zelo e diligencias na sua missão de CORREGEDORA. Ela é CORREGEDORA de um importante ÓRGÃO PUBLICO e não para passear no CNJ e nem passar a mão na "cabeça" de categoria, mais exercer como está fazendo. Ela não se manifestou em baixo vocabulário e apenas se dirigiu a quem merecia ou será que a carapuça caiu em alguém?

Procurador Raulino disse:
05 de março de 2012 às 16:33

Atacando a eminente ministra do STJ e Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon, de forma "elegante" e cheio de mesuras, o ilustre articulista é mais um que tenta desacreditá-la. Mas sabemos que para pôr o dedo na ferida brava que é a caixa preta do Judiciário, há que se fazer isso como ela vem fazendo, ou a ferida brava avança mais e mais..., até tomar conta do corpo, que já vem com defeito do útero constitucional: a ilegitimidade que o acomete e o debilita no contexto de um regime político democrático, representativo e republicano.
Esses que atacam a Eliana Calmon são aqueles que não querem um estado verdadeiramente democrático e republicano. Um estado assim, como o que hoje a sociedade brasileira busca à toda evidência, exige transparência efetiva em todas as áreas de suas instituições, e o Judiciário não é diferente nem melhor que nenhuma delas para ficar de fora desta realidade, ou é?

Procurador Raulino disse:
05 de março de 2012 às 16:33

Atacando a eminente ministra do STJ e Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon, de forma "elegante" e cheio de mesuras, o ilustre articulista é mais um que tenta desacreditá-la. Mas sabemos que para pôr o dedo na ferida brava que é a caixa preta do Judiciário, há que se fazer isso como ela vem fazendo, ou a ferida brava avança mais e mais..., até tomar conta do corpo, que já vem com defeito do útero constitucional: a ilegitimidade que o acomete e o debilita no contexto de um regime político democrático, representativo e republicano.
Esses que atacam a Eliana Calmon são aqueles que não querem um estado verdadeiramente democrático e republicano. Um estado assim, como o que hoje a sociedade brasileira busca à toda evidência, exige transparência efetiva em todas as áreas de suas instituições, e o Judiciário não é diferente nem melhor que nenhuma delas para ficar de fora desta realidade, ou é?

Robson Candelorio disse:
05 de março de 2012 às 16:37

04/03/12 - 15:42
POR Frederico Vasconcelos
Do jornalista Elio Gaspari, em nota sob o título “Pegou pesado”, em sua coluna neste domingo na Folha e no “O Globo”:
A doutora Eliana Calmon perdeu o tato. Há juízes despreparados, venais, politiqueiros e preguiçosos, mas “vagabundo” está mais para o vocabulário dos “Caveiras” do Bope do que para uma ministra do Superior Tribunal de Justiça. Essa é a palavra que policiais e carcereiros usam para se dirigir a delinquentes

Flávio Souza disse:
05 de março de 2012 às 16:51

Gostaria de ver o IBOPE ou qq outro instituto de pesquisa fazer uma pesquisa junto a população para saber se ela reprova ou desaprova o trabalho da ministra Eliana Calmon. Inclua tb na pesquisa se a população aprova ou desaprova o linguajar dela. Não tenho dúvidas de que a ministra vai tirar nota máxima junto a população. Continue firme ministra, o povo, a sociedade, a população, como queiram, vai estar do seu lado para o que der e vier. Não tema os poderosos, avante na sua luta por transparencia, coerencia, justiça, respeito, lisura, etica, etc etc, afinal toda a sociedade quer isso. Não tenho dúvidas de que a maioria maciça dos magistrados desse país querem que a imagem do Judiciário seja reestabelecida após notícias desabonadoras em razão da conduta de uma minúscula parcela de magistrados. De minha parte tenho plena confiança no Judiciário, mas entendo que deva haver maior controle por parte do CNJ.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de março de 2012 às 16:55

Prezado Robson Candelorio (Juiz Estadual de 1ª. Instância). Fala do jornalista Elio Gaspari, que confundiu o cargo de Procurador do Estado de Ophir Cavalcante (Presidente do Conselho Federal da OAB) com o cargo de membro do Ministério Público, motivando inclusive uma nota da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público?

Robson Candelorio disse:
05 de março de 2012 às 16:58

Imagina se o PRESIDENTE DA OAB declarasse à imprensa que há alguns ADVOGADOS VAGABUNDOS e alguns BANDIDOS ESCONDIDOS ATRÁS DA BECA?
Aposto que os nobres colegas advogados não ficariam nada felizes, mesmo sabendo que a declaração é verdadeira, pois não há nenhuma profissão no mundo onde não haja alguns bandidos e vagabundos.
Mas a solenidade do cargo não permite ao Presidente da OAB usar esse tipo de linguajar de botequim.
Penso que o mesmo se aplica ao cargo ocupado pela Min. Eliana Calmon.

marcos braga de franca disse:
05 de março de 2012 às 17:18

Depois da primeira declaração desta senhora fiz um pré-julgamento da mesma. Tive medo de incorrer em erro, mas não , infelizmente estava certo. Esta senhora disse não acreditar em Deus e adora uma lente de televisão, justamente o que eu pensava dela.
Um abraço.
Braguinha de Franca.

Wagner Göpfert disse:
05 de março de 2012 às 17:39

E deverá gerar alguns ‘pontos’ ao articulista, junto a alguns magistrados equivocados de sua lida diária, mas é totalmente desprovido de relevância diante dos enormes benefícios que vêm conquistando a brava Ministra Eliana Calmon para a própria imagem de magistratura (cuja prática até então era o de esconder seus podres), e dos princípios Republicanos, pela transparência necessária à este Poder, que é da República, e não de meia dúzia que se consideram superiores e donos da Justiça.
Existem, como concordam todos, MEIA DÚZIA de vagabundos e bandidos escondidos na toga. Se o termo é forte é porque é forte a indignação que devem sentir os honestos. Foi assim, indignados, que devem ter se sentido alguns Desembargadores ‘preteridos’ das benesses distribuídas pelo TJSP e que, por isso, chegaram a pronunciar palavrões a respeito do evento. Não me consta ter havido qualquer manifestação de desaprovação a esse respeito pelo fato de serem Desembargadores.
Já a comparação com o Presidente da OAB é equivocada, pois este é eleito. Eu não sou. Existem também MEIA DÚZIA de advogados vagabundos e bandidos por aí. Cabe à OAB identificá-los e puni-los. http://wagnergopfert.blogspot.com/

Procurador Raulino disse:
05 de março de 2012 às 17:44

Ô Braguinha de Franca, se a Eliana Calmon acredita ou não em Deus eu não sei...Aliás, eu nem sabia disso, e doravante continuarei respeitando-a, mesmo se isso for verdade. Agora uma coisa te falo com certeza: Todos os "bandidos de toga", que andam por aí..., acreditam em Deus. Se este não os quer mais..., já é outra história.
Te digo mais: o Fernadinho Beira-Mar também acredita em Deus, e muitos criminosos mais..., Brasil adentro e afora.

Procurador Raulino disse:
05 de março de 2012 às 17:44

Ô Braguinha de Franca, se a Eliana Calmon acredita ou não em Deus eu não sei...Aliás, eu nem sabia disso, e doravante continuarei respeitando-a, mesmo se isso for verdade. Agora uma coisa te falo com certeza: Todos os "bandidos de toga", que andam por aí..., acreditam em Deus. Se este não os quer mais..., já é outra história.
Te digo mais: o Fernadinho Beira-Mar também acredita em Deus, e muitos criminosos mais..., Brasil adentro e afora.

Zinaldo Costa Ferreira disse:
05 de março de 2012 às 18:25

(comentário revisionado por mim)
Mais uma vez a historia se repete. Neste pais se fala de tudo, se critica de todos(PQ todos tão sujeito a criticas): a Presidente da Republica DILMA, cantor, ator,deputado, senador, advogado, medico e os "escanbal" ops! eu falei um linguajar de outro planeta! será que o patrulhamento (de alguns)vai encher a "bilha" com esse falso eruditismo? francamente! Neste País, enrustecido de tabu, de certos tabus...ainda não se pode criticar certas autoridades, certas,sobre pena da industria do patrulhamento se enfurecer "eruditamente", francamente!
o "muro" já ruio e caiu.Só não se pode mexer, tocar em certa categoria e seu castelo, que certamente vamos levar "apito" de um suposto e sisudo intelectual, que escreve(com letras revisionadas e corrigidas pelo computador) com letras e vernáculos pra chines entender (eu entendo) porem a massa não entende. Justamente a massa que precisa interagir, francamente! A Ministra Eliana, falou em expediente democrático, em coletiva ao vivo e acores a imprensa, mostrou disposição, zelo e diligencias na sua missão de CORREGEDORA. Ela é CORREGEDORA de um importante ÓRGÃO PUBLICO e não conduzida para fazer turismo no CNJ e nem passar a mão na "cabeça" de categoria, mais exercer como está fazendo. Ela não se manifestou em baixo vocabulário,mas apenas se dirigiu a quem merecia ou será que a carapuça caiu em alguém? Quando falo interagir e um português claro e entendível. A impressa não se dirigi só pra advogado e outros profissionais do ramos, porem para que todos compreendam.

alvarojr disse:
05 de março de 2012 às 18:27

Ao tratar da infelicidade institucional que os termos "vagabundo" e "criminoso" utilizados pela ministra Eliana Calmon seriam para o Conselho Nacional de Justiça, o articulista incorre em erro grosseiro ao supor que a corregedora deveria buscar aplausos ou mesmo esperar ser aplaudida por uma platéia de magistrados. A antipatia que lhe tem as associações de magistrados dedicadas a perpetuar privilégios de classe que mais fazem o Judiciário parecer uma aristocracia contemporânea é, ao contrário, sinal de que esse Poder refratário a qualquer tipo de controle está cuidando dos problemas que lhe assolam.
Tampouco a referência da ministra foi indiscriminada. Com seu pedantismo erudito revela a sua inconformidade com o fim da camaradagem que reinava nas corregedorias locais.
Ainda que a ministra mereça algum tipo de censura pelo caráter pejorativo dos termos, essa não poderia ser maior que a merecida presidente do TJSP, Ivan Sartori, que alardeia a existência de conluio entre a Folha e o Estadão para denegrir a imagem do Judiciário.

Fontes Mendes disse:
05 de março de 2012 às 18:56

Nenhum cargo público tem o condão de alterar a personalidade do ocupante (...)
Parei de ler na primeira linha do texto!

ius disse:
05 de março de 2012 às 19:57

Será que os patuás serão suficientes quando descobrirem que a Ministra é igual ou pior que os outros?

ius disse:
05 de março de 2012 às 20:06

http://www.bahianoticias.com.br/justica/noticia/42957-eliana-calmon-admite-uso-da-imprensa-para-despertar-interesse-da-sociedade.html

acs disse:
05 de março de 2012 às 20:15

A verdade tem de ser calada em nome da elegância,sobriedade e outras firulas de afrescalhados...?Sociedade hipócrita que merece o judiciário que tem...As questões de fundo não podem ser conhecidas para não afrontar as formalidades...?Esse articulista vai receber em dinheiro ou pucha saco visando somente a simpatia de magistrados?Com toda sua frescura não chega aos pés da coragem moral e cívica da corregedora e falar de palavreado de policiais e carcereiros é de uma discriminação social que excede o criminosos.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
05 de março de 2012 às 20:52

À evidência, o infausto e desconhecido articulista demonstra que não tinha muito o que fazer lá nos seus rincões. A dialética é pobre, insustentável, e mais do que isso, desrespeitosa e aética. Externou toda a mediocridade de causídico provinciano, que em tom agressivo, sem qualquer preocupação com a lhaneza tão imprescindível nas relações urbanas. Preocupou-se muito mais em atacar leviana e irresponsavelmente a preclara, brilhante e corajosa Ministra Eliana Calmon. Atributos, que à evidência ele jamais cultivou. Tivesse o histriônico articulista se preocupado em ouvir os seus clientes, e mais ainda, a opinião pública do seu Estado(MT), se surpreenderia com o alto índice de simpatia e aprovação da brava Ministra. Por fim, estultas e estultices se agregam em qualquer rincão,basta dar-lhes "corda". Parabéns à insigne Ministra Eliana Calmon.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
05 de março de 2012 às 21:05

A sissomia impregnada no falacioso e imoral artigo, provoca uma pertinente indagação: não será o energúmeno, pau mandado de juiz meliante; não nos olvidamos que no TJMT, o CNJ afastou uma "leva" de juízes malfeitores por sérios e graves desvios de conduta?

Veritas veritas disse:
05 de março de 2012 às 23:19

Meus cumprimentos ao articulista por sua sóbria, serena e precisa análise (qualidades inerentes ao posto de Corregedor Nacional da Magistratura, como bem colocou).
Finalmente um texto publicado no Conjur por um advogado que não é corroído pelo ressentimento em face dos Juízes.

Flávio Souza disse:
06 de março de 2012 às 00:33

Então uma pessoa que diz não acreditar em Deus deve ser banida da sociedade? do serviço público?. A pessoa deve escolher o que bem quiser para a sua vida, acreditando ou não em Deus.

Pedro de Oliveira disse:
06 de março de 2012 às 00:39

Ilustre Corregedora não se deixe abater. O caminho escolhido é árduo e isso era sabido. Os bons, sérios e honestos em pé à aplaudem !!!

A.A.R.C. disse:
06 de março de 2012 às 01:34

O articulista está, parece-me, coberto de razão. A conduta da corregedora não se coaduna em absoluto com a melhor tradição do patrimonialismo brasileiro. Dentro da nossa tradição ibérica, não cai bem que um membro da alta hierarquia de qualquer dos poderes, use de palavras francas e claras ao qualificar supostos deslizes de conduta de outros agentes políticos. A bem da verdade, 'palavras francas e claras' nunca devem ser utilizadas na crítica a iguais, muito menos entre membros dos poderes (institucionais ou não). Esta é uma regra de ouro - ainda que não escrita - que tem pautado toda a nossa história, desde Cabral até hoje. Romper com essa nossa tradição, significaria avizinhar-se perigosamente a comportamentos e tradições alienígenas (principalmente de origem anglo-saxônica),que poderiam, no longo prazo, dar ao populacho a errônea idéia de que no Brasil todos são iguais perante a lei.

alvarojobal disse:
06 de março de 2012 às 07:59

A postura firme da Corregedora frente ao corporativismo
e com igual resposta aos movimentos de neutralização do CNJ, obedece aos principios as quais a mesma defende, e isto é em beneficio da sociedade.
No mais, em contrario é subjetividade pessoal (opinião).
Quanto a "...uma figura sóbria, discreta, conservadora do sigilo e da elegância...", melhor vermos como uma loba e não como alguns com os adjetivos mencionados só de fachada de carneiro.

Sersilva disse:
06 de março de 2012 às 08:13

O ARTICULISTA É TENDENCIOSO, ESQUECEU-SE OU NÃO CONHECE A HONESTIDADE - PURA E LIMPA NA VOZ DA MINISTRA, COMO A MUITO NÃO SE VIA NAQUELA CORTE E NAQULE CARGO, MOSTROU QUE OS “DEUSES ESTÃO NUS”. FELIZMENTE UNS POUCOS, MAS QUE PRECISAM SER BANIDOS EM PROL DOS DEMAIS DIGNOS DO CARGO.
ORA, NOBRE ESCRITOR, FICA EVIDENTE SEU COMPROMISSO COM ESTE LADO (CORAJOSAMENTE ELENCADO PELA MINISTRA), QUE EXISTE ONDE TENHA O HOMEM, SEJA, NO PÚBLICO OU PRIVADO, SEMPRE SE ENCONTRA VAGABUNDOS, MARGINAIS E OPORTUNISTAS, GERALMENTE COMO CARA DE "ARTICULADOR" DE MATERIA PAGA, POSSIVELMENTE COM O RABO PRESO.

Diogo Bento Serafim disse:
06 de março de 2012 às 08:21

O que existe de Advogado bajulador de Togas...É brincadeira...

ubirajara araujo disse:
06 de março de 2012 às 08:38

Diz um velho ditado italiano ¨Le parole belle no sono vere, mentre, le parole vere no sono belle¨ ou seja: as palavras bonitas não sao verdadereis, enquanto que as palavras verdadeiras nao sao bonitas.
Entendo que a Corregedora agiu corretamente, há que se dizer as palavras que todos os cidadão possam entender.

Ricardo Cubas disse:
06 de março de 2012 às 09:19

A personalidade de Eliana Carmona, eu vou dizer qual é : Presidenta da República Federativa do Brasil!

Roberto MP disse:
06 de março de 2012 às 09:59

Incompatibilidade de personalidade? Inventaram a psicologia jurídica tupiniquim! O texto sugere que seja gerado(a), tipo no "Admirável Mundo Novo", de Huxley, um(a) ministra que seja criado(a) em claustro, e aja como as "Irmãs Carmelitas" (voto de silêncio! Taí, uma boa ficção. A ministra Eliana Calmon não serve por causa de sua personalidade. Tem cada uma que não dá para acreditar. Mas, como estamos num estado democrático de direito (pelo menos penso assim), com a liberdade de expressão, cada um diz o que pensa, seja a ministra, seja o articulista, mesmo que pareça absurdo.

china disse:
06 de março de 2012 às 10:06

Popularesco ou não, o CNJ jamais ficará menor, pois a Ministra Eliana Calmon, é a precursora do fortalecimento democrático judiciário. Ao contrário daquilo com que a sociedade conviveu durante anos, estamos diante da possibilidade de saborear o fim do corporativismo ou do cooperativismo, estes calcados entre outros, no sentimento covarde do medo, que jamais serviu e corrigiu atos reprováveis de serventuários da justiça, especialmente Magistrados, que além de tornarem as corregedorias pequenas,depreciavam a imagem da justiça brasileira e dos próprios cidadãos, sob a pecha da isenção, discrição e serenidade, que somente servirampara que durante anos, os "bandidos" e "vagabundos" de toga, se locupletassem. Certamente os Magistrados dignos, que merecem nosso respeito e admiração, aplaudem sim, e também respeitam a atuação da Corregedoria Nacional, e a sociedade não precisa de articuladores filosóficos, mas de cidadãos, que antes de se preocuparem com a imagem institucional, preocupam-se em dar efetividade ao perfeito funcionamento das instituições que representam, respondendo de forma positiva aos anseios sociais e prestando contas; este é o fim a que se destinam. Parece-me que o descontrole institucional, desequilibrado e pessoal, busca a saída da Ministra Eliana Calmon, pois certamente os "marginais", conforme o nobre advogado assim imputou, serão oportunamente nominados, e ao contrário da frustração generalizada por não haver cadeia para estes, a sociedade clama para que a Justiça, cumpra o seu fim, e deixe de ser injusta e ineficiente, pois não deve cair na vulgaridade da prostituição institucional, inclusive banindo este sentimento menor, a inveja.

RICARDO PESSANHA disse:
06 de março de 2012 às 10:12

Me admira o CONJUR permitir a publicação de tal "coluna"...

RICARDO PESSANHA disse:
06 de março de 2012 às 10:22

Com a devida venia, se meu cometário soar pessoal ou por demais inflamado, mas o Sr, Eduardo Mahon, pelo que se extrai do seu "artigo", é justamente o que a classe dos advogados ou dos juristas como um todo NÃO precisam nesse país: Bajulador, Equivocado e alheio à onda de violação à ética e à honestidade no desempenho das profissões jurídicas. Não generalizo que a Magistratura é uma máfia e nem quero fomentar a rivalidade velada entre os advogados e os juízes, mas também não posso aceitar impunemente a sua manifestação, porque nociva aos ideais que jurei defender por ocasião de meu ingresso na advocacia.
Repense sua posição e avalie o efeito nefasto das repercussões de seu artigo, tendencioso, bajulador e apologista da impunidade.

Tarcisio Segundo disse:
06 de março de 2012 às 10:42

Há sempre forças reacionárias a mudanças de paradigmas. Este texto é um claro exemplo. Surpreendentemente quando se parte de um advogado, o qual, está diante de absurdos incalculáveis de vários Magistrados que acreditam que são deuses. A quem está a agradar prezado? Lamentável...

Anaxágoras Nous disse:
06 de março de 2012 às 10:49

As observações são absolutamente lúcidas, pertinentes e irretocáveis.
A Corregedora Nacional deve agir com o máximo rigor, colocar na cadeia os magistrados que não honram a toga.
O que ela não pode e fez, é emporcalhar toda a magistratura com generalizações e usar a linguagem do populacho, para aparecer. Quem quer aparecer, deve entrar para a política e não para a magistratura.
A toga e a a beca, já advertia Calamandrei, são vasos comunicantes. Espanta-me ver advogados usando palavras de baixo calão, taxando de bajulador, quem defende a toga, como vi nos comentários acima.
A Corregedora deve agir, agir, agir, agir, com o máximo rigor e contra quem precisa de correção e não atirar em todas as direções, como se isso fosse possível ao juiz que, se atingir um único inocente, já causou uma enorme injustiça.
Enfrentar um concurso com milhares de candidatos, estar à disposição 24 horas por dia, levar processo para casa, pensar nos processos no banho, na janta, no café, no almoço, lidar com partes desonestas e advogados inescrupulosos, por um salário que, pode ser considerado alto para a média da população, mas atrair os melhores e compensar desvantagens (dentre elas, não poder ter sequer uma vida privada livre, montar negócio etc.), tudo isso agora chamam de privilégio, por conta da campanha engendrada pela imprensa, com o beneplácito da Exma. Juíza Corregedora Nacional...
Quando conseguirem jogar o Poder Judiciário na vala comum em que se encontram os demais poderes, a quem o povo irá recorrer???
Não me surprenderia se ela se aposentasse em breve e concorresse a algum cargo político.
Se qualquer magistrado fizesse o que ela tem feito na imprensa, já estaria ou deveria estar, sendo processado pelo CNJ... que belo exemplo.

Anaxágoras Nous disse:
06 de março de 2012 às 10:49

As observações são absolutamente lúcidas, pertinentes e irretocáveis.
A Corregedora Nacional deve agir com o máximo rigor, colocar na cadeia os magistrados que não honram a toga.
O que ela não pode e fez, é emporcalhar toda a magistratura com generalizações e usar a linguagem do populacho, para aparecer. Quem quer aparecer, deve entrar para a política e não para a magistratura.
A toga e a a beca, já advertia Calamandrei, são vasos comunicantes. Espanta-me ver advogados usando palavras de baixo calão, taxando de bajulador, quem defende a toga, como vi nos comentários acima.
A Corregedora deve agir, agir, agir, agir, com o máximo rigor e contra quem precisa de correção e não atirar em todas as direções, como se isso fosse possível ao juiz que, se atingir um único inocente, já causou uma enorme injustiça.
Enfrentar um concurso com milhares de candidatos, estar à disposição 24 horas por dia, levar processo para casa, pensar nos processos no banho, na janta, no café, no almoço, lidar com partes desonestas e advogados inescrupulosos, por um salário que, pode ser considerado alto para a média da população, mas atrair os melhores e compensar desvantagens (dentre elas, não poder ter sequer uma vida privada livre, montar negócio etc.), tudo isso agora chamam de privilégio, por conta da campanha engendrada pela imprensa, com o beneplácito da Exma. Juíza Corregedora Nacional...
Quando conseguirem jogar o Poder Judiciário na vala comum em que se encontram os demais poderes, a quem o povo irá recorrer???
Não me surprenderia se ela se aposentasse em breve e concorresse a algum cargo político.
Se qualquer magistrado fizesse o que ela tem feito na imprensa, já estaria ou deveria estar, sendo processado pelo CNJ... que belo exemplo.

Rogério Barreiro disse:
06 de março de 2012 às 11:00

O título do comentário do "china" (comerciante) diz tudo: "Justiça incomoda" e, por isso, com sua licença ilustre comentarista comerciante, faço de seu título o meu.
Já dizia o velho ditado: "quem não deve não teme". Um estardalhaço foi feito quando o CNJ, presidido maravilhosamente pela Ministra Eliana Calmon, passou a tornar pública sua atuação. Até ao Supremo Tribunal Federal foi levada a discussão sobre os poderes do órgão. A pergunta que fica é "qual o motivo?". Será que foi o medo que fez com que todo esse barulho fosse ouvido em nível nacional?
O principal destinatário da justiça é chamado de jurisdicionado. Essa figura, na grande maioria das vezes, é representada pela parcela humildade da população. Essa parcela, assim como todos os atores que figuram no papel de jurisdicionados querem sentir o gosto da justiça depois da injustiça que sofreram. Lamentavelmente em nosso país vigora uma política de educação mínima. Na área da educação, inclusive, a orientação dada aos professores é "se o aluno não entende seu jeito de falar, não queira fazê-lo atingir seu nível, rebaixe-se ao nível dele". Infelizmente essa é a realidade. Como exigir da Ministra Eliana Calmon uma retórica aprofundada? Lamentavelmente o português vigente na cabeça de grande parcela da população brasileira permite entender apenas a forma como ela vem se pronunciando.
Não se pode deixar o jurisdicionado à mercê de um juíz corrupto, bandido, escondido atrás da toga. E é exatamente isso que pretende a Ministra. Parabéns a ela!!! Parabéns ao CNJ!!!
Repito: "quem não deve, não teme".

Leneu disse:
06 de março de 2012 às 11:22

a mim muito me indigna um WHO vir tentar conspurcar o trabalho digno da Min. Eliana Calmon, empreita digna de uma imprensa "mahon".
uma mulher de respeito e que ainda se digna a fazer trabalho social revertendo a renda para asilos em minas gerais.
isto não é perfil para magistratura?
quem é este articulista na lida jurídica?
preparem-se pois daqui a 2 anos ou mais ele aparecerá com uma vaga de cidadão no CNJ.
Aos que defendem os vagabundos e velhacos que se tornem todos porqueiros e engulam bolotas, verdadeiros filhos pródigos da injustiça e corporativismo.

Leneu disse:
06 de março de 2012 às 11:48

se os juízes estão tão agastados por terem que levar seus processos ao banho e não livros de Homero dá a entender que para ganharem tanto e não estarem na boca do povo, embora desfrutando de semelhante prestígio social, só mesmo sendo proxenetas. Deus nos livre, viva Eliana e seus dedinhos limpos.
medo dos juízes que já fazem política sem serem candidatos.
Honrai a toga!

Aiolia disse:
06 de março de 2012 às 12:57

Parabéns ao articulista. É exatamente isso o que penso e exponho. A corregedora tem personalista incompatível com as atribuições que exerce. É muito comum, no serviço público, visualizar esse fenômeno. Dps da promoção, a tempestada. Uma ministra que se utiliza de apelo midiático e linguajar esdrúxulo pode ser louvada pela grande massa e pelos profissionais mais falastrões, mas é tudo de que o Judiciário menos precisa, neste momento. Quem sabe não berra, não grita, não fala; faz!

Gilson Sousa dos Santos disse:
06 de março de 2012 às 14:03

A ministra apenas usou palavras que existem no dicionário e tenho certeza que em qualquer lugar deste Brasil, ele se fez entender! Esse discurso de boa linguagem só serve pra massagear egos, tanto de quem fala quanto de quem escuta. A verdade é essa, tem ladrão e vagabundo em todos os lugares, especialmente no ESTADO, lá é que estão os mais perigosos! A realidade do nosso pais deixa claro. Parem de tentar falar bonito. Assumam que vivemos num lugar podre e sem escrúpulos. Estou quase crente que é possível generalizar.

Francisco de Jesus Marciano disse:
06 de março de 2012 às 18:19

Desculpe-me doutor, mas a doutora Elina, é o Novo símbolo da "Nova Era da Justiça Brasileira. Ela fala o idioma dos humildes com os humildes e dos magistrados com os magistrados. Na mídia tem que ser no popular ("vagabundos e criminosos"),é claro que incomoda vêr a instituição ser sacudida por essa tsunami verbal, mas isto é tratar os iguais igualmente e, sem tradutor. Quando ela se expressa dessa forma sem dúvida ela esta falando de sua indignação, não para os insencíveis, mas para aqueles que já estão cansados de assistir a corrupção passear incólume, pelos palácios e demais instituições desse "Gigante " adormecido. " A Voz do Povo é Voz de Deus" A dr. Eliana Calmon, não perdeu o don da humildade, quando tem que falar para todas as classes. E fala no popular. Ué! É assim que nói entende uái.
Comentário sobre o[Boletim Conjur] Notícias Conjur - 05/03/2012
Falei!

Francisco de Jesus Marciano disse:
06 de março de 2012 às 20:37

Por Eduardo Mahon
( é advogado em Mato Grosso e Brasília, doutorando em Direito Penal e membro da Academia Mato-Grossense de Letras...) Revista Consultor Jurídico, 5 de março de 2012.
“Eliana Calmon não age como exige seu cargo”
Comentário: FJMarciano (Ferroviário aposentado).””
Desculpe-me doutor, mas a doutora Eliana, é um Novo símbolo da "Nova Era da Justiça Brasileira. Ela fala o idioma dos humildes com os humildes e dos magistrados com os magistrados. Na mídia tem que ser no popular ("vagabundos e criminosos"), é claro que incomoda mas isto é tratar os iguais igualmente (sem tradutor). Quando ela se expressa dessa forma sem dúvida ela está falando de sua indignação, não para os insensíveis, mas para aqueles que já estão cansados de assistir a corrupção bailar incólume, pelos palácios e demais instituições desse "Gigante " adormecido. " A Voz do Povo é Voz de Deus" A Dra. Eliana Calmon, não perdeu o dom da humildade, quando tem que falar para todas as classes, fala no popular. Ué! É assim que nói entende uái.
Falei!

O Iluminista disse:
06 de março de 2012 às 20:56

Ouso divergir de Vossa colocação. Não está satisfeito com seu salário acima da "média da população", com não poder "montar negócio" ou não ter "vida privada livre"? Simples... peça exoneração e tenha sua vida privada absolutamente livre... monte seu "negócio" e tenha salário muuuito acima da média da população. Ninguém obrigou o senhor a prestar concurso para a nobre carreira da magistratura. Mas não venha querer defender seus "vários" colegas vagabundos, ou ainda aqueles anteriormente citados pela Nobre Corregedora, que tanto melindre causou aos juízes Brasil afora. Em relação à matéria em si, causa espanto a colocação do nobre causídico, que entende pela nomeação aos bois. Não podemos, jamais, generalizar a podridão que assola o poder judiciário, mas como diz o ditado: "Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay".

Walquiria Molina disse:
07 de março de 2012 às 01:22

Como pode é só falar a verdade aqui no Brasil que a pessoa é taxada disto ou daquilo,a Excelentíssima Doutora Eliana Calmon falou averdade e estamos vendo que tem muita gente que está incomodada e se sentindo "ofendidinhos".Que ridículo isto ela não usou nada pessoal ela falou somente a verdade que estava escondida e ninguem falava as claras e ela teve coragem e competência para isto só isto minha gente e como incomodou os "coitadinhos"...ela esta mostrando a cara do noso judiciário,sei que não são todos mas que tem 90% por cento a isto tem....Que eles possam descer do pedestal e serem pessoas comuns iguais a todos os outros mortais.Parabéns Eliana você honrou seu cargo e não abaixou a cabeça para esta gente que está se sentindo ofendida só porque você mostrou a verdade.BRASIL MOSTRA A SUA CARA.......PARABÉNS DRª ELIANA CALMON SUA EXCELÊNCIA É MINHA HEROINA.

Anderson Alves Garcia disse:
07 de março de 2012 às 08:54

Ela tem que apontar nomes para quê??? Você está com Calandrite??? A única pessoa que precisa saber esses nomes, segundo a CF, é a própria Corregedora. Eu não sei porque tanto lenga lenga para que se apontem os nomes, ao passo em que é ela que deles precisa conhecer, pois ela é a Corregedora, e não meia dúzia de advogados, juízes e presidentes de associação #%$&¨%$@# que acham que de tudo sabem.

Maria Aparecida da Silva Dojas disse:
07 de março de 2012 às 12:55

Com a devida vênia, o nobre missivista me parece desonesto intelectualmente pois pede que a corregedora decline os nomes – mas ele sabe que, se ela apontar os nomes ele mesmo vai acusá-la de romper o sigilo a que está obrigada invocando o sagrado direito de defesa, direito de imagem, exposição da honra e tudo o mais que se puder imaginar.
Quando o presidente Lula disse que era preciso abrir a caixa preta do judiciário falaram a mesma coisa dele – de que suas palavras não eram elegantes e eram incompatíveis com o cargo que ocupava – deu no que deu – agora que a caixa preta está apenas começando a ser aberta vemos que o presidente tinha total razão.
A situação de descalabro no judiciário brasileiro chegou a tal ponto que é preciso ser incisivo, ser forte e corajoso para que se faça depuração, pelo bem do próprio poder. Nesse caso, a elegância, a serenidade e moderação só servem aos vagabundos e aos bandidos da toga – as palavras da corregedora devem estar incomodando aqueles que vestem a carapuça.
A pergunta aqui não é o que querem as mulheres – as mulheres querem honradez, espírito republicano e compromisso com a função pública – a interrogação a ser feita é – o que querem os magistrados?
Parabéns à corregedora Eliana Calmon – mulher forte, corajosa que vai entrar para a história desse país que hoje é dominado pelo câncer da corrupção.

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