![Caricatura Arruda Alvim - 29/02/2012 [Spacca]](https://cdn-conjur.s3.amazonaws.com/uploads/2012/03/caricatura-arruda-alvim-29022012.jpeg)
“O Brasil será uma potência e o Direito reflete a grandeza de um país”. O alerta é feito pelo professor, desembargador aposentado, autor e advogado José Manoel de Arruda Alvim Netto enquanto ele mostra uma ínfima parte de sua extensa biblioteca, que guarda mais de 25 mil títulos, a maioria jurídicos. Notório pelo largo conhecimento em Processo Civil, o professor conta ter dedicado mais de 40 anos ao Direito e aos livros. Somados, os livros de autoria exclusiva, organizados e obras coletivas somam 74 edições no Brasil. No exterior, tem outras 15 publicações de trabalhos e artigos especializados.
Na vida acadêmica, Arruda Alvim também é um craque. É livre-docente e doutor em Direito Judiciário Civil pela PUC-SP e professor da disciplina na universidade, além de encarregado do mestrado e do doutorado em Direito Civil. Notívago, dorme só até a meia-noite, quando começa a trabalhar. Termina só às 6h da manhã.
Livros da Juventude
O gosto pelos livros começou com José de Alencar e Machado de Assis, de quem leu as obras completas. O livro mais marcante de Machado foi Memorial de Aires,
"talvez por ter sido sua úlitma obra", reflete o professor.
Quando o assunto é literatura estrangeira, duas obras são tidas com “lindas”, pelo desembargador. Trata-se de Os Três Mosqueteiros e a série de livros Memórias de um Médico, ambas do francês Alexandre Dumas. Para ele, a trilogia iniciada por Os Três Mosqueteiros é “charmosíssima”. Ele também se diz fã do filme norte-americano de mesmo nome coestrelado por Gene Kelly.

Arruda Alvim também gosta da obra O Pigmaleão, que originou a peça My Fair Lady. Uma coletânea sobre a mesa revela ainda admiração por Oscar Wild, em língua inglesa.
“Cem Anos de Solidão, que Pablo Neruda considera o segundo melhor livro escrito em castelhano depois de D. Quixote, também é muito lindo”, diz. A obra é do mundialmente conhecido escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez.
Livros Jurídicos
Quando o assunto é Direito, o professor tem como referências as obras do italiano Giuseppe Chiovenda e de José Frederico Marques, na área de Processo Civil. "Frederico Marques tem grande significação para o Código de Processo Civil de 1939. Sua obra de cinco volumes trouxeram uma série de inovações para o Direito brasileiro."

O advogado está lançando seu mais novo livro, Comentários ao Código de Processo Civil, em coautoria com Araken de Assis e Eduardo Arruda Alvim. “Esse livro foi escrito ao longo de 20, 25 anos, e é uma compilação de casos interessantes, com linguagem curta, analítica e sintética.”
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