Escravidão já foi tradicional, como os crucifixos em repartições públicas

Tem sido argumento recorrente dos defensores de crucifixos em repartições públicas a alegação de que eles constituem tradição centenária ligada ao cristianismo que sempre permeou a cultura brasileira. Afinal de contas, se é tradição, é bom e verdadeiro.

Manter a tradição é um princípio que atua sempre em favor do bem comum e que, por isso, deve ser observado incondicionalmente pelos legisladores e pelos operadores do direito. A escravidão, por exemplo, é uma tradição que remonta não só aos primeiros dias da colonização no Brasil, mas vai muito além, e está bem fundamentada nos textos sagrados das três religiões abraâmicas. Deus, em sua infinita sabedora, dá instruções muito específicas sobre como tomar, tratar e vender escravos.

Jesus fez parábolas com escravos, jamais se incomodando com seu status, e Paulo disse com todas as letras que eles deveriam obedecer aos seus senhores. Essa é a tradição em que foi fundada nossa civilização, desde muito antes do Império Romano. Ora, este país foi construído sobre o trabalho escravo. E mais: a escravidão é plenamente legitimada por diversas bulas papais. Sua Santidade, Paulo VI, dirigiu ao rei de Portugal a bula Dum Diversas, em que afirmou:

Nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo, onde quer que estejam, como também seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades… e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão

Esta é nossa tradição. Por que deveríamos negá-la, se está sustentada pela Bíblia e reafirmada pelas palavras de mais de um Santo Padre?

Depois da abolição da escravatura, as coisas só pioraram. Ao menos naquela época, a Constituição ainda instituía que o governo deve ser monárquico e que a religião oficial era a Católica Apostólica Romana. O Brasil andou muito bem nos quatro séculos de um Estado legitimado pelo direito divino, uma tradição antiqüíssima que só bem trouxe às gentes, mas ela foi subitamente encerrada com a instituição da República, cujo poder se imaginava emanar do povo, e não de Deus.

Como consequência, a República instituiu o voto universal e – imaginem só – a liberdade religiosa plena. Como pudemos virar as costas para a nossa tradição dessa maneira? Nunca o país teve liberdade religiosa, e nossa origem portuguesa também lhe é contrária. Só uma constituição que não foi proclamada com a proteção divina em seu preâmbulo poderia conter tamanho absurdo.

Depois da abolição da escravatura, da instituição da República e da democracia, da liberdade de divórcio civil, do uso legal de contraceptivos, da igualdade da mulher e tantas outras heresias instaladas em nome de direitos fundamentais, agora vêm de novo esses mesmos iconoclastas nos impor o fim de mais uma tradição fulcral à cultura brasileira.

Retirar os crucifixos das repartições públicas é uma clara perseguição aos cristãos em seu inalienável direito histórico de converter todos os demais à única e verdadeira religião. Ou será que também irão nos dizer que uma mera Constituição, que nem trinta anos tem, deve prevalecer sobre tradições milenares? Nesse ritmo de negação do passado e de nossas mais profundas raízes, é de se temer que algum dia poderemos chegar à igualdade plena entre os cidadãos de todas as fés, e até mesmo os descrentes. Que Deus nos livre disso.

Daniel Sottomaior

é presidente da Associação Brasileira da Ateus e Agnósticos (Atea)

Marcos Alves Pintar disse:
21 de março de 2012 às 13:13

Ótima argumentação. Mas que não seja ouvida por todos, pois do jeito que a sociedade brasileira se encontra deficitária de preceitos morais vai aparecer algum grupo tentando ressuscitar a escravidão.

ricardo leite disse:
21 de março de 2012 às 13:35

De início, o articulista comete erro quanto ao Papa que escreveu o documento citado. Na verdade o Papa não é Paulo VI e sim Nicolau V. Em seguida, quero crer que, por mero lapso, ele se esqueceu de citar o contexto desta bula. Esta bula é uma resposta à ameaça sarracena, quando houve o grande choque cultural entre cristãos, muçulmanos e pagãos. Os mulçumanos e pagãos eram conhecidos e temidos por fazerem os cristãos de escravos, matarem e estuprarem. Assim, a bula foi emitida em um ato de legítima defesa, já que o ataque inicial partia dos mulçumanos e pagãos contra os cristãos.
Quanto a retirada dos crucifixos, se este símbolo de nossa cultura incomonda a minoria, ele, por outro lado, agrada a maioria. Na democracia vence a opinião da maioria. Haveria necessidade no mínimo de se fazer uma enquete entre os servidores para legitimar a retirada deste símbolo. Não o fazem porque sabem que a maioria iria votar pela permanência deste símbolo.

Zeco disse:
21 de março de 2012 às 14:04

Me admira e assusta ver um juiz de direito confundindo democracia com ditadura da maioria. Uma sociedade que pisoteia e faz pouco dos direitos das minorias pode ser qualquer coisa, menos democrática.

Lucas Hildebrand disse:
21 de março de 2012 às 14:04

O texto é excelente. É sempre bom lembrar aos carolas de plantão não apenas a existência da liberdade religiosa e de convicção, como também a carga de imoralidade e antirepublicanismo que o símbolo religioso carrega. E é óbvio que uma questão dessas não poderia ser decidida por "enquetes" (muito menos por enquetes entre servidores, pois o Poder Judiciário não pertence aos servidores, e sim ao cidadão), pois se trata de questão de direito fundamental das minorias, obviamente não submetida ao princípio majoritário, e sim à aplicação direta da Constituição por quem tem o dever constitucional de resguardá-la. Ou isso ou a eficácia da Constituição passa a ser depender de pesquisas de opinião.

Jean Spinato disse:
21 de março de 2012 às 14:09

Cristo segue assim - muito citado e pouco compreendido.
Alega o articulista "Jesus fez parábolas com escravos, jamais se incomodando com seu status".
O mandamento maior - ama ao próximo como a ti mesmo - é um libelo contra todo ranço escravagista.

Advogado Cível disse:
21 de março de 2012 às 14:14

Ouso discordar do excelentíssimo magistrado. Apesar de o contexto ser de legítima defesa, em que foi feita a bula papal, a religião cristã, como única e verdadeira, não deveria pregar a igualdade entre homens? afinal, somos todos filhos de deus?
além disso, somente uma visão distorcida, pra não dizer maliciosa, explicaria o conceito atual da nossa Democracia. Hoje vivemos no pós modernismo, em que o princípio norteador é o Estado Democrático de Direito, ou seja, não é uma ditadura da maioria, coitado dos gays, mas a ditadura dos direitos fundamentais de todos valorizados igualmente, sopesados pela razoabilidade e proporcionalidade. Acho que em nome do Princípio Republicano deveria haver uma completa dissociação dos símbolos religiosos com o Estado. Do contrário gostaria muito de ver a lua nascente do Islã.

Diogo Duarte Valverde disse:
21 de março de 2012 às 14:26

Isso é a mais pura cristofobia disfarçada. O articulista apresenta um sofisma que infelizmente não será detectado pela maioria das pessoas, pois a cristofobia está em moda hoje em dia.
Alguns ateus cometem infanticídio, e alguns até propõem o infanticídio e a eugenia como forma de "humanismo". Logo, o infanticídio e a eugenia devem ser bandeiras inerentes a todo ateísmo, entendem?
A analogia não é perfeita, mas serve para demonstrar a desonestidade do argumento. Coitados de nós cristãos, estamos sendo comparados até a escravagistas. Tempos difíceis estes.

Kennedy Wanderley disse:
21 de março de 2012 às 14:27

Fazer analogias desproporcionais e incongruentes com o fito de convencer as pessoas não cai bem ao Consultor Jurídico. Comparar um mero crucifixo com a escravidão é de uma leviandade impar. A pergunta que se faz é: o que é que tem o crucifixo que incomoda tanto aos articulistas do consultor Jurídico? Empreender luta eivada de ódio contra o crucifixo só demonstra o preconceito do autor do texto aos que seguem a religião católica(preconceito religioso é previsto em nossa constituição), já que sendo tradição, o crucifixo, coitado, não está fazendo mal a ninguém, só às mentes deturpadas, que se sentem ofendidas pela simples presença do mesmo, semelhante ao mentiroso que não consegue olhar nos olhos de sua vítima; talvez não consigam ficar a vontade no seu vil proceder, quando a frente de um crucifixo. Se queres realmente saber a justeza de uma causa, pergunte primeiro o que a motiva, qual é a teleologia dessa empreitada. O que se denota é que há um evidente preconceito religioso contra uma crença (esse é o cerne da questão) e o pior; de algo que até pouco tempo era inconteste, só porque um outro grupo tem na sua fé uma crença diferente; a crença de que imagens não devam ser adoradas em hipóteses nenhuma; bem não sabem eles que nós católicos, cônscios, a temos apenas como uma deferência, como uma lebrança das causas nobres que ela representa. lamentável que façam tempestade num copo d´agua e mais um apartheid social seja incentivado neste país, por quê? É a pergunta que se faz.

Kennedy Wanderley disse:
21 de março de 2012 às 14:27

Fazer analogias desproporcionais e incongruentes com o fito de convencer as pessoas não cai bem ao Consultor Jurídico. Comparar um mero crucifixo com a escravidão é de uma leviandade impar. A pergunta que se faz é: o que é que tem o crucifixo que incomoda tanto aos articulistas do consultor Jurídico? Empreender luta eivada de ódio contra o crucifixo só demonstra o preconceito do autor do texto aos que seguem a religião católica(preconceito religioso é previsto em nossa constituição), já que sendo tradição, o crucifixo, coitado, não está fazendo mal a ninguém, só às mentes deturpadas, que se sentem ofendidas pela simples presença do mesmo, semelhante ao mentiroso que não consegue olhar nos olhos de sua vítima; talvez não consigam ficar a vontade no seu vil proceder, quando a frente de um crucifixo. Se queres realmente saber a justeza de uma causa, pergunte primeiro o que a motiva, qual é a teleologia dessa empreitada. O que se denota é que há um evidente preconceito religioso contra uma crença (esse é o cerne da questão) e o pior; de algo que até pouco tempo era inconteste, só porque um outro grupo tem na sua fé uma crença diferente; a crença de que imagens não devam ser adoradas em hipóteses nenhuma; bem não sabem eles que nós católicos, cônscios, a temos apenas como uma deferência, como uma lebrança das causas nobres que ela representa. lamentável que façam tempestade num copo d´agua e mais um apartheid social seja incentivado neste país, por quê? É a pergunta que se faz.

Paulo H. disse:
21 de março de 2012 às 14:30

... em todos os artigos que li, contrários à permanência dos símbolos religiosos que tradicionalmente se encontram nalguns tribunais, a motivação antirreligiosa.
Com efeito, resta indisfarçável, por detrás de um ou outro argumento jurídico de pouca consistência, o sentimento antirreligioso.
Veja-se aqui - com todas as vênias - o exemplo: afirmar, trocando em miúdos, que tradição por tradição, a escravatura também se justificaria, é claramente um sofisma, que não resiste a uma singela observação: o crucifixo na parede, na pior das hipóteses (para os não-cristãos), é inócuo; ao passo que a escravidão, pelo contrário, foi é é um flagelo.
De fato (genericamente falando), somente um profundo sentimento antirreligioso, uma profunda intolerância religiosa, social e cultural, explica a comparação entre a cruz inerme na parede e o flagelo da escravidão. E essa intolerância toda não vem ao encontro de nenhum "princípio republicano", nem tampouco do Estado Laico.

ricardo leite disse:
21 de março de 2012 às 15:08

Dr. Lucas, não entendi o termo imoral aplicado ao símbolo crucifixo. A moral somente se aplica ao campo das condutas humanas concretas e não a um símbolo. Posso até colocar um símbolo nazista na minha casa, mas se não pratico as condutas que este símbolo evoca não posso ser qualificado de imoral. Quanto ao antirepublicanismo sua afirmação destoa da verdade. Basta ler Aristóteles e Maquiavel (pensadores que utilizaram pela primeira vez o termo republica) e verificar que qualificam de República o governo da maioria, e de monarquia ou ditadura o governo da minoria. A retirada de crucifixos estabelece uma ditadura da minoria.
Se estou em um país cristão e ainda majoritariamente católico, vamos deixar estes símbolos intactos nas repartições, pois a sociedade é base do Estado, ela legitima sua atuação. Aliás, Estados Ateus já existiram como o nazismo e a União Soviética, estes sim os maiores assassinos de seus "cidadãos".
Quanto ao fato de que a aplicação da Constituição deve depender de pesquisas de opinião, concordo com sua tese, mas ela não é aplicada ao caso concreto. Primeiro o texto constitucional no que concerne a Administração Pública menciona apenas princípios como legalidade, impessoalidade, etc, nada falando de imagens. Assim, pelo princípio republicano e, consequentemente, democrático, a disposição de imagens deve seguir a opinião da maioria (tanto servidores, quanto cidadãos). Segundo, se uma imagem traz alegria e paz de espírito (como deve trazer a imagem do crucifixo) esta situação materializa o princípio da eficiência que possui assento no texto constitucional, já que os servidores desempenharão suas funções com maior grau de satisfação,e aumentando, por conseguinte,a produtividade.

Liberdade sim e Estado se e somente se for necessário disse:
21 de março de 2012 às 15:15

É isso aí Daniel, Jesus dispunha mesmo de tempo para pregar contra a escravidão a que você se refere, sendo que estava bastante ocupado libertando verdadeiramente as pessoas dos males que a afligiam. Quem escravizava alguém, no seu aspecto de observar (subjugação física), nem sequer estava O ouvindo naquele momento. Pelo que consta, quem escravizava as pessoas da época nem mesmo se importava com a Verdade que Ele trazia naquele momento, visto que essa preocupação era daqueles que vieram a crucificá-lo - com a conivência covarde daqueles que escravizavam fisicamente.
Embora tenha sido preso e com a cabeça cortada, João Batista parece que também não estava muito preocupado com a própria situação. Ao contrário, estava tranquilo por reconhecer que a Verdade já havia o libertado.
Realmente, se Jesus estando vivo, curando e libertando pessoas de seus males, recebeu como justiça dos homens a cruz, o que se esperar nos dias de hoje, dos homens de hoje, em que nem sequer o crucifixo com Sua imagem pode permanecer nos locais de julgamentos?
Realmente, a escravidão, nos dias de hoje, se tornou um assunto muito mais importante do que a Salvação Divina.

Jean Spinato disse:
21 de março de 2012 às 15:34

Além do que o Marcelo, Ricardo e outros escreveram, um erro bastante comum - cometido pelo articulista - é associar Deus à figura apresentada no Velho Testamento, caracterizado em meio à rudeza e ignorância dos homens da época (há 4.000 anos), e que chega até nós mais como documento histórico do que como "livro sagrado".
O Deus que nos é apresentado por Jesus é figura diversa daquela que consta nos textos mosaicos, e toda sua moral está baseada no amor ao próximo, na caridade sem ostentação e no perdão às ofensas.
Lamentavelmente muitas religiões cristãs ainda insiste na apresentação desse Deus perverso e vingativo, daí porque Voltaire exclamou "Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram".

Bruno Gouvea disse:
21 de março de 2012 às 16:29

O Estado brasileiro é laico, ou seja, não é cristão, judeu e muito menos ateu. Ou seja, ou as repartições públicas dão espaço para símbolos de outras crenças, como a estrela de Davi, Iemanjá, Buda, ou não deve ter simbolo algum, exceto os que representam o Estado.
O que pensariam os defensores do crucifixo, se um juiz umbandista colocasse uma imagem do Preto Velho no púlpito e nas paredes e salas de um tribunal?
O Comunismo ou Nazismo não é uma ideologia sobre não prestar adoração a nenhum deus. Isso é Ateísmo (A= Não Teo = Deus).
Comunismo é uma visão socio-politico-econômica, enquanto Ateísmo é uma visão não-religiosa. O Comunismo contém Ateísmo, mas nem todo Ateísmo contém Comunismo. Isso é Lógica Básica...
O método Militar de impor uma verdade é chamado como Ditadura, que é o que os Comunistas e Nazistas pregavam. A Ideologia de uma Estado Laico não é Militar, mas Libertária e visa Democracia Direta. Basta não confundir os termos e estudar mais sistemas Políticos e Econômicos para entender a diferença.

Ciro C. disse:
21 de março de 2012 às 16:35

Deus é por definiçao o ser do qual nada maior pode ser concebido. Deus portanto, nao pode ser concebido como nao existente, senao conseguiriamos concebe lo como ainda maior. Portanto é inconcebivel que Deus nao existe.

Ciro C. disse:
21 de março de 2012 às 17:03

Ha uma inegavel irreverencia subjacente. Chega ser hilario imaginar que convencerei intolerantes cheios de laicismo. O erro destes seria facilmente corrigido por um bom curso de logica quantificacional.

Diogo Duarte Valverde disse:
21 de março de 2012 às 17:13

Por que querem até criminalizar a homofobia, mas enquanto à cristofobia, tudo bem? Fosse este artigo uma triste comparação envolvendo gays, os servidores do Conjur já estariam sobrecarregados, de tanta gente tecendo críticas duríssimas. Entretanto, já que é uma triste comparação envolvendo a fé cristã, aí pode.
Por que toda esta perseguição? Já saio do tema do artigo quando faço a seguinte consideração, mas o momento é oportuno para fazê-la: no Brasil, é permitido tudo, menos ser cristão.

Diogo Duarte Valverde disse:
21 de março de 2012 às 17:29

Recomendo que leia a entrevista com um judeu ortodoxo, que defende veementemente a presença de crucifixos em escolas e recentemente ganhou a causa no Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O mesmo argumento poderia ser usado para qualquer espaço público.
http://bibliotecadomosteiro.com.br/judeu-ortodoxo-defende-crucifixos-em-escolas/

Ciro C. disse:
21 de março de 2012 às 17:33

Homens se julgando maiores que outros - crivel.
Maiores que a matemática - incrível. Rs
No mais, são como discos LPs desgastados repetindo as mesmas supostas verdades : caça as bruxas, fogueiras e outros seriados de TV...

Ciro C. disse:
21 de março de 2012 às 18:03

Prezado Leitor 1 (nem nome tem...)
diz um livro de psicopatologia: ´os delirios podem ser sistematizados em esquemas altamente desenvolvidos e racionalizados, com alto grau de coerencia interna´
A paranoia nao é o abandono da racionalidade.
Menos soberba, menos perssecutoriedade.
Leia Furtwangler, leia Olga Taussky.

Richard Smith disse:
21 de março de 2012 às 18:03

Impressionante!
.
Apenas dei um pulo no Fórum João Mendes e quando voltei havia um novo tópico no CONJUR com mais 22 comentários.
.
E parece que a maioria destes evidencia claramente o viés dos "protetores da republica e do laicicismo", não! A ponto de quase não necessitar argumentação mais alguma aos dotados d emínima percepção, mas vamos lá:
.
a) como dito, o sofisma praticado pelo autor do artigo é pobre e risível. Apelativo mesmo;
.
b) Os defensores do "bom", do "belo" e "justo", tão preocupados com a "infame invasão" do espaço "público" (para estes guardiões da nossa "pureza republicana", será mesmo?!) querem mesmo uma "queda da Bastilha libertaadora";
.
c) para tanto, os façanhudos, estão salivando, antevendo vitória próxima, como os carbonários de mazzini (aliás que coincidência, não?) que pensavam em destruir o Papa e a Igreja;
.
d) e se estes são tão democráticos assim, e preocupadíssimos com "Questões maiores" da nacionalidade como esta, por que não propõem uma republicaníssima consulta popular acerca do tema? "O quêêêê?! Ditadura da Maioria!" bradam. Sei...sei...
.
e) como os PeTralhas (que outra coincidência interessante, não?) estes também não hesitam em desqaulificar o outro e revelar toda a sua intolerância. Alguém aqui gostaria de viver na "República" preconizada por estes valentes cultores do "bom", do "belo" e do "justo"? Eu, NÃO!

Richard Smith disse:
21 de março de 2012 às 18:12

Caro Leitor1 (esse pessoal e a sua paixão pela anonimato!) não tenha inveja de nossa Fé e nem de um de dois seus subprodutos: a Constância e a Coerência.
.
Você teve a pachorra de mencionar "alguns milagres" como se estes - que violam as Leis da Natureza criadas por Deus (com letra maiúscula, por favor) para que justamente possamos Nele crer com o auxílio dos nossos pobres sentidos humanos apenas - como se nada fossem! Curioso à beça.
.
Se você se desse ao trabalho de analisar os milagres impressionantes e verdadeiros, constantes dos "Acta Santorum", documentos cuidadosamente coligidos e que serviram aos processo de canonizações, acho que teria um tanto consolada essa sua alma inquieta e renderia o devido tributo a Deus pela inteligência e capacidade de que Ele o dotou (mas que lhe irá cobrar os frutos um dia, não se esqueça disso!).
.
Vou rezar por você.

Richard Smith disse:
21 de março de 2012 às 18:15

Artigo do sempre eficaz e direto jornalista CARLOS BRICKMAN no seu blog:
.
"Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem plena liberdade religiosa e uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus onde há plena liberdade religiosa exibe a cruz.
.
O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. A propósito, este colunista não é religioso; e é judeu, não cristão. Mas vive numa cidade que tem nome de santo, fundada por padres, numa região em que boa parte das cidades tem nomes de santos, num país que já foi a Terra de Santa Cruz. Será que não há nada mais a fazer no Brasil exceto combater símbolos religiosos e tradicionais?
.
Se não há, vamos começar. Temos de mudar o nome de alguns Estados e cidades como Natal, Belém, São Luís e tantas outras. E declarar que a Constituição do País, promulgada ‘sob a proteção de Deus’, é inconstitucional.
.
Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.
.
Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo?"

Ramiro. disse:
21 de março de 2012 às 18:51

Em que a suástica seja uma cruz, e usada no hinduísmo, mas em orientação contrária, rotação contrária à bandeira nazista, e com significados diferentes...
Podem retirar todos os crucifixos dos Tribunais ou podem impô-los à força. A mente dos Magistrados, dos funcionários, a mente de cada pessoa não mudará por decretos e decisões administrativas.
Numa serventia de Tribunal do Juri um funcionário católico ultra ortodoxo sabendo que o Juiz titular defende o direito de aborto de anencéfa-lo, pode, julgando estar a serviço de Deus, dar um sumiço no processo de tal modo que não chegue em tempo hábil ao Magistrado, isto falando apenas em tese, em possibilidade, e diante de um processo administrativo pode alegar caso fortuito, ou seja lá o que for, e pode considerar qualquer sanção uma purificação por prestar serviço à obra de Deus.
Com crucifixos espíritas, judeus, evagélicos neo pentecostais, quando imbuídos pelo Estado de função judicante, e se não for por motivação da própria consciência em separar suas crenças do Direito e do Estado, farão julgar conforme suas convicções.
Por outro lado, se os crucifixos ficam por tradição, tão antiga quanto nossa tradição católica é a tradição de após o batizado da criança na igreja católica, levarem para a roça de santo para o babalaorixá ou ialorixá fecharem o corpo do recém batizado em nome de Jesus Cristo. Se um Magistrado resolver colocar um assentamento de santo das religiões anímicas em sua sala haverá o discurso de tolerância?
Sinceramente, no que diz respeito a este Advogado que aqui comenta, os símbolos são quase irrelevantes, decretos não mudam as convicções profundas de cada um.

Richard Smith disse:
21 de março de 2012 às 20:50

Então tá, uai!

Marcos Alves Pintar disse:
21 de março de 2012 às 23:04

A grande repercussão de um tema que não deveria receber tanta atenção mostra que a religião ainda exerce uma forte influência sofre os operadores do direito, que ao meu ver deveriam focar atenções em assuntos "um pouco mais terrenos".

Ramiro. disse:
22 de março de 2012 às 01:24

Com todo sincero respeito a todos os comentaristas, a todas as opiniões, reservo-me a minha, de um velho provérbio oriental, não se apressa o curso de um rio, o rio corre por si mesmo.
E o quanto avançamos, também o quanto é possível se fazer retroceder. O Estado, a Constituição garante que ninguém seja obrigado a professar determinado credo para poder assumir essa ou aquela função pública.
Particularmente a mim há questões que exigem mais amplo reconhecimento e efetividade por parte dos Tribunais e do Estado, como a DECLARAÇÃO E PROGRAMA DE AÇÃO DE VIENA (1993), documento afirmando a universalidade dos direitos humanos e garantias fundamentais.
http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/viena/viena.html
De resto as sociedades, a sociedade brasileira avança, nem que seja como cantou Lulu Santos.
"Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade...".
Voltando a Declaração de Viena de 1993, particularmente procuro estar atento a possíveis sofismas e falácias que tentem justificar relativizações de direitos e garantias fundamentais.
Dentro desta perspectiva fica-me a pergunta. O perigo não está na retirada dos símbolos religiosos, mas sim se isso traz caminho para tentar se criar uma espécie de nova religião tão ou mais fundamentalista que as que pretende, em tese, combater no aspecto de intolerância. O rio corre em seu ritmo natural, não precisamos apressá-lo, mas não é sensato nadar contra a corrente.

lusojunior disse:
22 de março de 2012 às 06:26

Concordo de forma veemente com o articulista. E vou além. Acredito que em nome do Estado laico deveríamos promover uma verdadeira devassa nos símbolos religiosos que já se infiltraram em nossas vidas.
Mudemos a constituição para retirar dela a proteção de Deus.
Revoguemos os feriados santos, pois nao vejo motivo do dia de Sao Pedro ter mais importância que o dia da arvore.
Vamos abolir o Natal e seu apelo consumista.
Ponhamos o Cristo Redentor abaixo... Nao conheço maior crucifixo neste pais.
Convido o nobre articulista a me apoiar sem medo nesta empreita, pois seu texto da mostras de sua coragem e zelo.

Ciro C. disse:
22 de março de 2012 às 09:35

Concordo com Marcos Alves. Não vemos todo este positivismo quanto ao pífio salário dos professores lá mesmo no Rio Grande. Não foi um símbolo que fez com houvesse superfaturamento no TRT paulista ou no rombo da previdência. Perdemos tempo em discutir filigramas enquanto somos assolados dia a dia. O Sr lusojunior esqueceu de dizer que devemos mudar o nome da Faculdade Largo do São Francisco ou ainda mudar o nome dos milhares de hospitas que atendem pelo SUS e que possuem nome de Santo.
Fiquem com Deus!

AC-RJ disse:
22 de março de 2012 às 10:30

Dentre o festival de erros deste artigo, um me chamou especialmente a atenção: "Sua Santidade, Paulo VI, dirigiu ao rei de Portugal a bula Dum Diversas".
.
A república foi instalada em Portugal em 05/10/1910, ou seja, não houve mais reis em Portugal a partir desta data. Por outro lado, o Papa Paulo VI assumiu o seu pontificado em 29/06/1963, ou seja, quase 53 anos após.
.
Comparando-se estas duas informações conclui-se que é impossível que o fato narrado tenha ocorrido, de modo que se percebe sem esforço que o articulista está nitidamente perdido e a falta de qualidade no seu lamentável texto.
.

angelica disse:
22 de março de 2012 às 10:42

Se o Brasil é um país laico como afirmam , e por isso devemos retirar os crucifixos dos prédios públicos, devemos acabar também COM OS DIAS SANTOS QUE SÃO FERIADOS, TIPO, NATAL, N. SRA. APARECIDA, CORPUS CRISTI,ETC para que esses vagabundos hereges vão trabalhar.
Tirar feriados, ninguém fala. Engraçado ...

Leneu disse:
22 de março de 2012 às 10:58

creio que passa dos limites a intolerância do comentarista Valverde com os gays pois a cada assunto, seja tributação, crimes contra a honra por internet, ou crucifixos sempre o garoto dá uma pedrada na comunidade LGBTT. Relembro ao colega estudo britânico importantíssimo de que pessoas que se incomodam tanto com o uso da zona sul alheia podem ter homossexualidade ou bissexualidade latente.
e que cada um faça o uso que quiser de seu charuto, ou não.

Leneu disse:
22 de março de 2012 às 11:00

Olha só hein,
até quem outro dia xingava o Tribunal Europeu por defender as causas mais progressitas, agora traz jurisprudência de lá?
hummm
desce mais uma brahma?

Leneu disse:
22 de março de 2012 às 11:11

Senhor Smith, tirando eu que sou adorador de Baco e faço do bar meu santo Templo, creio que ninguém mais cultua os deuses romanos, pelo que se pode dizer que não se trata mais de símbolos religiosos. O senhor acha mesmo que se trata de religião?

Leneu disse:
22 de março de 2012 às 11:18

Não queiram mudar o nome do que é mais que santo, é um estado de espírito. Ah se o espírito de Oscar Barreto Filho pudesse falar, quantos copos, quantas conversas...
desculpem a nostalgia de um professor com cãs e ressentimento de que o velho tempo não volta mais, e que pelo menos hoje sei manipular o tablet.

Richard Smith disse:
22 de março de 2012 às 15:43

Ah, caro professor Leneu, não sofisme, até porque mesmo um relógio quebrado pode estar certo duas vezes por dia. No caso mencionado o Tribunal europeu estava, com 17 votos a 0 concluindo pela retirada dos crucifixos das escolas e dos tribunais Italianos, por obra de um pai ateu e de um juiz da mesma cepa de vários que temos, aqui no nosso rincão Natal (mas que lá, diferentemente de cá, acbou supenso por um bom tempo!). Aí ocorreu a brilhante intervenção de um advogado DO ESTADO ITALIANO, um JUDEU ORTODOXO, Dr. JOSEPH WEILER que com simples mas brilhante sustentação oral de apenas 20 minutos ( * ) reverteu o resultado incicial para 15 x 2 a favor dos símbolos! E de quipah na cabeça!
.
E isso na mais alta corte européia que, ao talante dos ventos atuais renega e não morre de amores pela influência Cristã (= Catolica) na formação da Europa (sabe como é o ditado, meu caro amigo, "mau passarinho é aquele que faz no próprio ninho"!). Milagres acontecem!.
.
Depois, imagino que a sua preferência pelos atrativos de Baco seja mais "espirituosa" do que espiritual, razão pela qual, permita-me duvidar um tanto na sua devoção, he, he, he.
.
* integra de sua entrevista em "http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-aula-de-civilizacao-e-tolerancia-com-o-judeu-ortodoxo-que-defendeu-a-presenca-de-crucifixos-nas-escolas-italianas-a-causa-perdia-por-17-a-zero-ele-virou-o-tribunal-para-15-a-2-vejam-por-que/"

Claudio disse:
22 de março de 2012 às 16:00

Aqui no Tribunal em que trabalho tem crucifixos - apesar de 2 desembargadores serem judeus, e ninguém nunca reclamou - assim como alguns/algumas servidores (as) (só?) gays, e ninguém se mete com a vida dos outros - viva a tolerância. Mas a pergunta que nunca me calou é: por que cargas d'aguas tenho que chamar alguém de doutor aqui (tanto advogados quanto juízes - ainda que o sejam)? Isto aqui não é ambiente acadêmico onde, aí sim, estes advogados ou juízes que o forem devem merecer o tratamento (lembram do médido do Tancredo que exigia ser chamado de "professor-doutor?). Ok. o sujeito/a estudou pra isso, mas aqui? num tribunal? ora, eu também sou bacharel em direito, aprovado em concurso na oab e especialista em direito público. e nem por isso quero que alguém me cham de "especialista"...
Então amigos, creio que temos muitas outras coisas a endireitar na relação público/advocacia/judiciário, do que nos preocuparmos com tirar/colocar um crucifixo, um alguidar ou um menorah.
PelamordeDeus: não precisam responder.
A não ser que seja pra me informar o motivo desta "tradição" (já ouvi dizer que tem uma lei do tempo do império que dá este "direito" aos bachareis em direito).

Leneu disse:
22 de março de 2012 às 17:04

não vou ficar tacando pedras no julgado da Corte Europeia justamente porque não falo que um Tribunal rasga seu estatuto só porque dá uma decisão diferente do que eu penso estar correta.
ao contrário, se o STF dá decisão contrária à direita-reacionária-raivosa, vocês já sabem o que se dá. E por favor, Reinaldo Azevedo comentando questões jurídicas é de doer a espinha.

. disse:
22 de março de 2012 às 20:42

Ridículo, levantar a bandeira da "tradição" para justificar a existência de símbolos religiosos em prédios públicos. Tenho uma pessoa conhecida que é adepta do candomblé e disse-me, sem cerimônia, que se houver cruxifíxo ela também quer ver uma galinha morta em um prato com farofa em cima da mesa do juiz. Bem, exageros a parte, o tal cruxifíxo é pura política corporativista da igreja para manter seu domínio (cada vez menor, felizmente), junto as mentes das populações ignaras do país.

Richard Smith disse:
22 de março de 2012 às 21:32

"Direita-reacionária-raivosa", há, há, há, há!
.
Eu não sempre digo que o ratinho sempre deixa o rabinho para fora?!

Diogo Duarte Valverde disse:
23 de março de 2012 às 01:48

Tem gente que acha que tentar ofender os outros pela Internet é bonito, mas argumento que é bom, não tem nenhum. Dá preguiça. Pois ninguém vai conseguir me ofender, é inútil. Já conheço todos os métodos.
Mais ainda: "direita-reacionária-raivosa"? Afinal, o Conjur serve para debater idéias ou repetir palavras de ordem? Ah, já entendi. Foi decidido que apenas uma ideologia é permitida no Brasil: a da esquerda! Qualquer outra deve ser desqualificada junto com seus interlocutores.
É a petização da academia se intensificando cada vez mais.

Diogo Duarte Valverde disse:
23 de março de 2012 às 01:57

Desafio a qualquer um encontrar qualquer contradição minha. Não existe, pois sempre me posiciono a favor do Estado de Direito e de certos princípios que considero essenciais. O comentarista tenta impor um ponto de vista a mim, o qual eu não defendo. Não tenho nada contra gay e nunca tive, cada um tem o direito de gostar de quem quiser. Sou contra é o desrespeito ao Estado de Direito e às instituições democráticas, bem como a incoerência de nossos tribunais, isso sim.
Sabem de uma coisa? Quem é raivosa é a esquerda, que não tolera o debate e gosta mesmo é da desqualificação da divergência. Eu nunca desqualifiquei ninguém, pelo contrário, lido apenas com argumentos e fatos. Infelizmente, há pessoas que logo partem para o jogo sujo e o golpe baixo.

Diogo Duarte Valverde disse:
23 de março de 2012 às 02:09

Eu sou a FAVOR da união estável homoafetiva, afinal, como disse, todos possuem o direito de gostar de quem quiser. Não há nada que torne um hetero diferente de um homosexual, exceto o que cada um faz entre quatro paredes. Seres humanos são todos iguais. Apenas não concordo com o modo pela qual ela foi introduzida, e não posso concordar. Não adianta tentar me caracterizar como uma espécie de vilão, que isto não cola.
Enquanto ao Tribunal Europeu, eu nem mesmo comentei acerca deste tribunal nos comentários deste artigo. Comentei acerca do judeu ortodoxo que ganhou a causa lá, e só. A decisão foi acertada. Concordo com decisões que considero acertadas e discordo de decisões que considero erradas. Há algo de tão horroroso nisso?
Finalmente, voltando aos crucifixos, é bom deixar claro que o símbolo da cruz não necessariamente deve representar a religião cristã. Para um ateu, pode representar perfeitamente um conjunto de valores éticos, já que os ensinamentos bíblicos são de grande valor ético até mesmo para quem não crê em Deus. A ética é importante ao Direito, e não há um só elemento da ética cristã que prejudicaria um julgamento.

Leneu disse:
23 de março de 2012 às 09:18

quanto à esta questão o que digo é que quando o STF julga questões como da células-tronco ou da união homoafetiva, só porque são contrárias a certos pontos de vista (respeitáveis também, logicamente) se diz que o Supremo está "rasgando" a CF, ou que a democracia corre perigo e tudo o mais.
não acho este tipo de debate saudável, pois apela inutilmente para o argumento do pânico.
eu tanto quando diego valverde tenho o direito de discordar de decisões, como o faço desta decisão do Tribunal Europeu, mas, por isso, não direi que a Europa e a democracia correm risco, que os juízes de lá são "comprados" ou que a ameaça "comunista" está por vir.
simplesmente discordo, pois já percebi que há decisões que agradam e as que não agradam, mas há sempre o espaço para discussão, só não pode haver preconceito. E como o Valverde afirmo que não é portador de homofobia não há o que discutir mais, pois já demonstrou com isso toda sabedoria, a qual me rendo e louvo sua manifestação.

Leneu disse:
23 de março de 2012 às 09:22

de fato fico contente com o comentário do estudante Valverde eis que agora se despiu de preconceitos, de modo que levo bem mais em conta seus comentários. E eu não tenho raiva de ninguém.Tanto que já comentei aqui com o Sr. Smith que o convidaria para tomar uma rodada por minha conta (às expensas de minha aposentadoria pelo Estado de São Paulo), e tampouco teria motivo para ter ódio ou nutrir sentimento ruim por você Diego, o que ocorre é que o debate de um assunto que acaba por mexer com sentimentos (tanto meus quanto seus) acaba sendo acalorado e mexe com os ânimos. Mas garanto que se fosse para por na ponta do lápis, em outros temas, teríamos muito mais pontos de concordância do que de discórdia, afinal, como eu creio, somos irmão em Cristo, e só isso já é uma grande semelhança a meu ver.

Liberdade sim e Estado se e somente se for necessário disse:
23 de março de 2012 às 11:18

Ouso invadir aqui o espaço privativo do professor Leneu e patrulha para perguntar ao Conjur:
Por que o artigo de 18/03 que falava da "diversidade sexual: preceitos da bíblia valem para os cristãos" foi retirado do ar??
Obrigado

. disse:
23 de março de 2012 às 11:31

Os comentários do (pseudo) Richard Smith, que denomina seua adversários de pertencerem a "direita-reacionária-raivosa", já determinam quem ele é e, portanto, não merecem qualquer credibilidade. A sua (dele) "esquerda-progressista-corrupta" tem as seguintes virtudes: - o mensalão-ministros corruptos-derrubados-pela-imprensa- incompetência daquela que nem sabe o que está fazendo naquela cadeira- obras abandonadas, estradas federais intransitáveis- retirada de dinheiro do Ministério da Educação e da Saúde - O "consultor" Pallocci, o "consultor" Zé Dirceu, o "consultor" Gushiken, ai, cansei......

Ciro C. disse:
23 de março de 2012 às 12:02

Alguém tem dúvida qual será o tem mais comentado da semana no conjur? hehe
Contudo Srs não tenho dúvida de que todos aqui somos civilizados. O simples fato de ter capacidade de ler um artigo, saber interpretar e comentar já é privilégio para poucos. Enquanto as discussões permanecerem no campo das idéias todos ganham. O debate é muito enriquecedor.

Leneu disse:
23 de março de 2012 às 12:17

Igualmente não sei porque tal artigo foi tirado do ar, pois eu havia comentado nele também, especialmente por conta do seu título confuso. Mas eu percebi que não raro o Conjur modifica o título do artigo, talvez para chamar mais a atenção.
e por favor, o sr me considera mesmo membro da patrulha? um pobre professor aposentado que vem aqui a título de querer contribuir para o debate?
Jamais reivindiquei este espaço como meu, pois é de todos, assim como o tribunal de justiça.

Richard Smith disse:
24 de março de 2012 às 16:32

Caro "professor universitário-criminal":
.
Melhore a sua leitura ou compreensão de texto.
.
Quem afirmou que EU sou da "direita-reacionária-raivosa" foi o caro Professor Leneu da melhor idade, quando eu ousei citar a entrevista do Advogado judeu Joseph Weler citado no blog ("direitista-reacionário-raivoso") de REINALDO AZEVEDO, revelando com isto, na minha humilde opinião, todo o seu viés ideológico.
.
Passar bem

Leneu disse:
26 de março de 2012 às 15:37

na melhor idade deste professor que vos escreve?

Richard Smith disse:
27 de março de 2012 às 01:10

Ô caro Professor Leneu: nem deito, nem rólo e muito menos me finjo de morto, hi, hi.
.
Foi o senhor mesmo, que ao se qualificar, disse estar "na melhor idade". Que bom, posto dela também me aproximo.
.
Dessarte não há nenhum propósito esculhambativo ou depreciativo nas minhas menções...

Leneu disse:
27 de março de 2012 às 08:24

e a propósito eu também achei a comparação deste texto despropositada. concordo com sua ideia, mas creio que colocar escravidão no meio é misturar alhos e bugalhos. do mesmo jeito estão os que falam que a partir da retirada de crucifixos o próximo passo é demolir o Cristo Redentor.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também