A complexidade do processo civil brasileiro, aliada à falta de especialização e conhecimento da grande maioria dos juízes, dificulta o andamento de casos relacionados à propriedade industrial no Judiciário. A opinião é de advogados que militam na área, que ainda reclamam, além da morosidade habitual da Justiça, que são obrigados a passar por uma fase de preleção e educação dos juízes que cuidam de seus casos.
O advogado Jacques Labrunie é um dos especialistas que sustentam o argumento. Ele afirma que o processo civil brasileiro é ineficiente e que a Justiça sofre com o problema crônico da execução. Ele conta que, em seu escritório, há um caso que data de 1990 que ainda não teve solução.
Esse quadro, na visão do advogado, força os autores de ações a sempre pedirem antecipações de tutela, numa forma de buscar o equilíbrio na duração do processo. Segundo Labrunie, isso gera outro problema. A maioria dos magistrados não concede liminares em casos relacionados a propriedade intelectual, afirma.
O argumento, apresentado durante palestra no Congresso da Associação Paulista da Propriedade Intelectual (ASPI), nesta terça-feira (27/3), é que casos dessa natureza podem ser resolvidos posteriormente, por meio de indenizações para reparações de danos. E aí, para Labrunier, os advogados passam a ter de enfrentar outra dificuldade: a comprovação da urgência nos pedidos de antecipação de tutela — ou, em latim, do periculum in mora.
Câmaras especializadas
Em São Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo criou a Câmara Reservada de Direito Empresarial. Como o nome diz, é um colegiado dedicado a julgar apenas casos relacionados ao Direito Comercial e o Direito Empresarial. É também nela que são discutidas questões relacionadas à propriedade intelectual e industrial.
A iniciativa, na opinião quase unânime dos frequentadores do evento, é louvável e um grande avanço para o TJ-SP. Mas, conforme contou o advogado José Carlos Tinoco Soares, também no congresso da ASPI, houve um problema na composição da Câmara. Em vez de escolherem, entre os desembargadores, os que tinham alguma especialização no assunto, seguiu-se o critério de antiguidade, em que os mais antigos têm preferência na escolha.
Por isso, Tinoco Soares teme que as decisões dos desembargadores especializados virem rotineiras, e não que sejam fruto de estudo profundo de cada caso. O que se tem observado, segundo ele, é que o desembargador, ao verificar que a sentença condiz com sua realidade, não analise o caso de forma profunda, e mantém a decisão. O resultado é que o caso só será julgado de novo anos depois, pelo Superior Tribunal de Justiça.
A solução, na opinião do advogado, seria que os desembargadores da Câmara Reservada “passassem a se especializar naquilo que lhes compete julgar”. “Faço votos para que se especializem, e peço para que deem decisões justas, para que o STJ não fique ainda mais sobrecarregado de recursos, agravos e embargos”, disse.
A baixa qualidade das decisões judiciais é um problema que aflige todo o Poder Judiciário. A culpa pelo problema, entretanto, não deve ser carreada aos magistrados uma vez que, embora existam muitos cujo preparo e vocação são bastante questionáveis, a maioria vive assoberbada de processos, sem tempo para aperfeiçoamentos. Isso é fruto de uma estratégia do Poder Executivo e grandes empresas, responsável por mais de 90% das demandas em curso pelo Judiciário. Assoberbar para enfraquecer, essa a regra.
A maioria dos pleitos na Propriedade Intelectual são colonialistas. -Defende-se direito alienígena (potências estrangeiras) em detrimento do progresso tecnológico de nosso país. -Enquanto não se der tratamento realista(Chinês) nesse aspecto, como em outros a quadrilogia : Propriedade Intelectual, Direitos Autorais, tributação e encargos sociais, defrontamos agora e em frente com uma paisagem triste.-Realmente não é panorama porque fomenta a inércia, então é um desativo- ativo, como parafuso sem rosca,(dinâmica aprisionada que não leva a evolução, ou ação em torno de si mesmo que não se expande.-Caminharemos para o abismo da desindustrialização já completamente caracterizada em alta resolução e 3D, com a maior parte das indústrias em marasmo total ou emigrando. O parque de produção sucateado. - Sem dúvida nenhuma há de se fazer uma análise em todas as patentes para se averiguar sua genuinidade, inéditismo e impedir o que se pode chamar de contrafacção mascarada de legal com plágios do Baú Universal, conhecimentos ao longo de décadas acumulados, disfarçados de originais.- Então, essa dificuldade judicial em tratar do tema mais ajuda que atrapalha. O País não pode ficar ameaçando de quebrar patentes, como nos medicamentos ou na tecnologia de ponta, de maquinários, softs & Hard. Precisa antes de tudo de educar os vocacionados na alta tecnologia, indo por camadas da baixa ao topo tanto na técnica como no material humano(Precisa de caça talentos), pelo menos para ter um corpo tecnológico preparado para analisar e criar novos aparatos, usando os elementos que sempre existiram na natureza e os recombinando para nos levar a um progresso.Contestando as falsas patentes. Esse panorama talvez não fique na utopia, deve se começar pela educação.
Mas como, prezado Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil), se a corrupção toma conta do País de norte a sul, e as empresas sequer conseguem pagar a mais alta tributária do mundo, quando são inclusive responsabilizadas na área criminal?
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